Da Catalunha a Jerusalém

Fonte: El Pais

Durante semanas, na imprensa como em significativa parte da opinião publicada, produziu-se e comercializou-se o dogma do fim do independentismo catalão. A reacção musculada de Madrid, a enfatização das contramanifestações, o receio provocado pela fuga de empresas de referência ou os presos políticos e exilados eram motivos de sobra para que o romantismo separatista se dissipasse.

Estavam enganados.

Apesar da vitória do Ciudadanos, que viu a sua força parlamentar crescer na exacta mesma medida em que o PP, o grande derrotado da eleição, viu a sua diminuir, e ainda sacou mais quatro representantes aos restantes, as forças independentistas conseguiram manter a maioria no parlamento, apesar da cisão no seio da alargada coligação que venceu as eleições de 2015. Independentemente daquilo que será o futuro da Catalunha, a estratégia do medo falhou. [Read more…]

Catalunha – Madrid impõe a ditadura

O PP, o PSOE e o Cuidadanos acordam para fazer aplicar o art.º 155 da Constituição de Espanha, prevendo-se a ocupação policial e militar para a destituição do governo democraticamente eleito da Catalunha, impondo a ditadura com ocupação policial e militar!
No século XXI, nas Democracias ocidentais, deveria ser impensável invocar o primado da lei e do Estado Democrático quando a lei, mesmo a constitucional, viola um dos mais basilares Direitos Fundamentais, inscrito tanto na Convenção Internacional sobre Direitos Económicos, Sociais e Culturais, como Convenção Internacional sobre Direitos Cívicos e Políticos, o Direito à Auto-determinação!

rajoy

O Direito à Auto-determinação pressupõe a autonomia, abrangendo auto-responsabilidade, auto-regulação e livre-arbítrio de um ser humano ou colectividade, opondo à heteronomia definida por Kant -sujeição do indivíduo à vontade de terceiros ou de uma coletividade.
Neste caso da Catalunha, [Read more…]

Crónicas do Rochedo – XXI :: Referendo da Catalunha, E se D. Afonso Henriques…

CATALUNHA
Aos olhos de alguns, muitos, que analisam o problema da “legalidade” do referendo da Catalunha imagino o que passou D. Afonso Henriques…
 
Aos 14 anos, armou-se a si próprio cavaleiro (uma ilegalidade, tendo em conta as regras da época). Não satisfeito, luta contra a sua mãe e vence em 1128 a famosa Batalha de S. Mamede e declara o Reino Portucalense como independente (sem referendo, coisa que à época não era costume), contrariando todas as leis vigentes (de Castela, diga-se). Em 1139 vence a Batalha de Ourique e afirma-se como Rei de Portugal, contrariando as leis da época – podemos considerar as batalhas como uma espécie de “referendos” de hoje? Só mais tarde, em 1143 é que Castela aceita a independência (Tratado de Zamora) e só em 1179 a Santa Sé reconhece o Reino de Portugal. Ou seja, se a coisa dependesse do cumprimento das leis soberanas de Castela (e Leão) ainda hoje andava a malta a discutir a realização de um referendo cumpridor da Constituição de Espanha, para que, cada um dos habitantes deste pedaço de terra, chamado Portugal, fosse um país soberano e independente. É isto, em resumo, que defendem os actuais legalistas, certo?
 
A escolha dos habitantes da Catalunha só pode ser feita através de um referendo (as batalhas caíram em desuso). Um referendo livre e democrático. Se votam a favor da independência ou contra ela é uma decisão de cada um dos eleitores do respectivo território, a Catalunha . Querer fazer depender disso o cumprimento integral do disposto na Constituição de Espanha é uma aberração política. O mesmo se aplica, obviamente, a outros povos na mesma situação (dentro e fora de Espanha).
 
Ver tantos portugueses a referir-se ao referendo da Catalunha como uma violação dos preceitos jurídicos de Castela (desculpem, de Espanha) é, no mínimo, de ir às lágrimas…

Barça

Comunicado do FC Barcelona

img_7086

Comandos

É avisado compreender que, no mundo em que ainda vivemos, as Forças Armadas são um elemento estruturante da Soberania. Infelizmente é a verdade. Mudará um dia, quando o mundo for finalmente a ilha que Tomás Moro imaginou ou Camões entreviu no Mar do Amor.

O que não convém é reclamar a Soberania aos dias pares, quando se trata de atacar, e bem, o colonialismo político e financeiro alemão, e entregá-la aos dias ímpares, sugerindo a alienação do último instrumento de protecção da independência nacional e da integridade territorial.

Vale a pena pensar nisto!

fonte: eurostat

fonte: eurostat

Este mapa é elucidativo da percentagem de jovens de adultos europeus, com idades compreendidas entre os 25 e os 34 anos, que ainda vivem em casa dos seus pais.

O mapa evidência as manifestas diferenças de comportamentos entre os jovens do Norte e do Sul e os do Leste e do Oeste da Europa.

Em minha opinião, que é também partilhada por outros sociólogos, estas diferenças evidenciadas pelo mapa podem ser explicadas fundamentalmente pelas seguintes razões:

A primeira é que nos países mediterrânicos, como Portugal, a Itália e a Grécia, o valor família tem uma grande importância, sendo esta vista como um pilar fundamental da sociedade, por isso, não existe o estigma associado ao facto de um jovem adulto continuar a viver em casa dos pais.

A segunda é que a crise financeira em que a Europa tem estado mergulhada, nos últimos anos, é com toda a certeza também responsável por esta situação atendendo que os países que foram e continuam a ser mais atingidos pela crise têm coincidentemente números mais elevados de jovens adultos a viverem em casa dos seus pais.

Com base nestes dados, fornecidos pelo Eurostat, salienta-se a Eslováquia que tem a maior taxa de jovens adultos a viverem em casa dos seus pais, com um valor que atinge os 56,6%, por sua vez, a Dinamarca tem a menor taxa com apenas 1,8%.

Em comparação com estes dados dos paises europeus temos os EUA em que 13,9% da população, em análise, vive em casa dos pais.

Em Portugal 44,5% dos jovens adultos portugueses vivem ainda em casa dos seus pais. Estes números são também assustadores para o nosso País.

Estes dados deveriam merecer uma análise profunda dos politicos europeus, sendo que os politicos portugueses deveriam também olhar para este problema com muita preocupação, olhando para esta questão como estrutural da nossa sociedade.

Uma sociedade em que os jovens se autonomizam mais tarde será sempre uma sociedade mais envelhecida. A Europa vive num rigoroso ” inverno demográfico “, por isso, entendo que é  urgente que os políticos tomem medidas no sentido de rapidamente se inverter esta situação.

Catalunha Independente?

Manifestação de um milhão em Barcelona (em inglês)

A outra tourada de San Ferminak

Nesta os touros vão fardados.

Parabéns Moçambique

Pré-aviso aos comentadores saudosos do colonialismo: estão avisados.

vídeo e título via Paulo Granjo

As Heroínas do Chile

Pintura a óelo de Bejamin Subercaseaux

Pintura a óelo de Bejamin Subercaseaux. Dança Chilena: La resfalosa (palavra popular) ou resbalosa dicionário da Real Academia dela Lengua Española) Doña Javiera Carrera (aristocrata criolla: filha de espanhóis, nascida no Chile), com os seus irmãos, lutou pela independência do Chile)

Durante a Primeira Grande Guerra da Europa as mulheres começaram a aparecer nos campos de batalha, como enfermeiras. A britânica Florence Nightingale, solicitou licença ao seu Governo para levar um grupo de aguerridas mulheres para curar os feridos no campo de combate da Crimeia. [Read more…]

4 de fevereiro de 1961

Quem o Ouvir Não é Mouco

“O pecado da Madeira foi saber aproveitar a autonomia de quem quis continuar a ser português”

Jardim entende que “o pecado da Madeira foi saber aproveitar a autonomia de quem quis continuar a ser português” no processo depois do 25 de abril.

“Porque não optámos pela independência, mas por ser portugueses, embora com autonomia própria”, frisou, acrescentando que, “se calhar, Lisboa ficou aborrecida com isso. Se pudesse queria entregar tudo. Ia a Madeira, Açores e as Berlengas”.

“Angola tem petróleo, ouro e diamantes, mas Lisboa continuou a mandar-lhes dinheiro e a pagar dívidas”

Para Jardim, “o pecado da Madeira foi primeiro ganhar autonomia política, quando as antigas colónias romperam com Lisboa”, acrescentando que o Estado português “continuou a mandar-lhes dinheiro de graça”.

Mencionou que “Angola tem petróleo, ouro e diamantes, mas Lisboa continuou a mandar-lhes dinheiro e a pagar dívidas”.

Referiu mais uma vez que decidiu aumentar a dívida da Madeira para evitar que a região parasse, destacando que esta “tem património. Tem ativos. Não comeu e bebeu o dinheiro. Não gastou em subsídios. Não está como as empresas públicas, que só têm coisas velhas no seu património”.

“Por que é que o Estado português continua a esconder a quantidade de dinheiro que direta e indiretamente dá às colónias desde 1974”

O candidato do PSD-M questionou “por que é que o Estado português continua a esconder a quantidade de dinheiro que direta e indiretamente dá às colónias desde 1974 e só fala da Madeira?”, justificando a pergunta com o argumento de que o Governo Regional “pôs tudo clarinho cá fora”: onde estão as dívidas e onde gastou o dinheiro.

“Onde está a dívida direta do Estado?”, interrogou.

In Expresso 2/10/2011

Se Portugal Fosse a Espanha…

Este senhor não estaria acusado de incitamento ao separatismo? Mas, afinal, ele não queria dizer o que disse. É o diz que disse. E Portugal é o sítio certo para gente equivocada com as palavras. Em Espanha quer-me parecer que tratam estes assuntos de forma diferente.

os heróis da independência do Chile

jura da independência

Chile Jura a Independência a 12 de Fevereiro de 1818 Óleo de Subercaseaux

Escrevia um dia destes sobre as cantineiras ou companheiras, que acompanham os soldados à guerra, lutam como os seus colegas de armas e recebem um estipêndio do exército pelo qual lutam, neste caso o do Chile. Escrevia também sobre as Damas da Aristocracia que lutavam pela causa da Pátria, como Paula Jaraquemada e Javiera Carrera, as mais conhecidas, salientadas e honradas por serem da aristocracia. [Read more…]

as diferenças que levam às complementaridades

Wagner – Tannhäuser, Coro de peregrinos

Pensava escrever sobre a observação das diferenças entre homem e mulher. Pensava. Continuei a pensar e consultei amigas. No meu ver, as amigas são complemento de nós homens. Não pela sexualidade, mas pela intimidade que se desenvolve entre gâmetas diferentes, sendo gâmetas cada uma das duas células (masculina e feminina) entre as quais se opera a fecundação dos animais e vegetais.

A minha ideia original era escrever sobre as diferenças entre homem e mulher. No entanto, ao rever os códigos que nos governam, especialmente o Código Civil, reformulado em 2001, não encontrei nem diferenças nem complementaridade. Hoje em

[Read more…]

Contos Proibidos: Memórias de um PS Desconhecido. A independência de Angola


continuação daqui

Em meados do mês de Agosto de 1976, estava eu na Suécia a acompanhar Olof Palme e em colaboração com a campanha eleitoral do Partido Social-Democrata daquele país, quando recebi uma chamada urgente de Mário Soares com instruções para ir imediatamente para Luanda, onde me deveria juntar ao presidente do Partido António Macedo e a Manuel Tito de Morais, ainda formalmente responsável pelas relações internacionais do PS. Portugal reconhecera a República Popular de Angola a 22 de Fevereiro de 1976, mas as relações diplomáticas entre os governos dos dois países seriam suspensas dois meses depois, em Maio, pelo Governo Angolano. Este, depois de não respeitar os acordos que tinha assinado em Alvor, consideraria serem as atitudes do VI Governo Provisório inamistosas. Esta atitude derivava essencialmente da enorme e compreensível campanha na comunicação social contra Angola, naquele difícil momento das relações entre os dois países, quando centenas de milhares de portugueses regressados de Angola acusavam o MPLA de responsabilidades pelo seu dramático êxodo.
Entretanto, apenas dois meses após o corte de relações com Portugal, Agostinho Neto compreenderia que tal acto acabaria por atirar ainda mais o seu país para uma quase total dependência da União Soviética. [Read more…]

mi 18 de septiembre es el 25 de abril

mi fiesta de la independência es el 25 de Anril

Estoy cierto que todos saben que el 18 de septiembre de 1810, la colonia de la corona de España, llamada Chile, auto proclamaba su Independencia de los Reyes Borbón. Napoleón había entrado en todos los países de Europa, derrocando reyes y príncipes y colocando en los sitios de las jerarquías de poder, a miembros de su familia.

En el caso del Estado español, la suerte la había cabido a su hermano más joven, José Bonaparte. Chile estaba descontento de ser colonia de un Estado extranjero, pero iban soportando esa permanente invasión, por haber ganado el título del Reyno de Chile – no es falta mía, en esos tiempos reino se escribía así.

El representante de la corona española era Don Mateo de Toro y Zambrano proclamado Conde de la Conquista por el Rey de España, un distante pariente nuestro, muy muerto ya en éstos 200 años de libertad, con sus caídas a veces dentro de dictaduras, hasta afianzarse como República estable en 1999 del Siglo XX. Don Mateo no reconocía al rey invasor, llamó a una reunión de los notables de  de la Capitanía General del Reyno de Chile, de entre ellos los más importantes, la familia Larraín, vascos que habían llegado a la colonia cuando el gobierno estaba estable en el Siglo XVIII. Como todos los apellidos con dos r! Iban a hacer sus negocios, se apoderaban de los nativos, los Mapuche de Chile y sus clanes diseminados por todo el territorio, los esclavizaban, tomaban sus tierras como si fueran de ellos, de los vascos, y pasaban a comprar los títulos aristocráticos de Condes y Mayorazgos. [Read more…]

Faltam 407 dias para o Fim do Mundo

O artigo de opinião de Bernard Henri-Lévy hoje no i é de leitura obrigatória para se compreender o que verdadeiramente ficou das últimas eleições francesas. Depois não digam que não foram avisados.

O país mergulhado numa crise impressionante e os nossos senhores preocupados com a comunicação social. Quantas falsas virgens ofendidas! Pressões políticas sobre a imprensa? Que grande novidade. E que tal discutir a privatização do grupo RTP? Isso sim, seria um bom começo para uma verdadeira independência da comunicação social. Um começo, apenas.

Pé ante pé, finta após finta, chuto a chuto, Messi vai provando quem é o melhor jogador de futebol do Mundo. E o resto é treta.

Seis questões sobre o 1º de Dezembro, feriado nacional conhecido por "Dia da Restauração da Independência de Portugal"

Choveram no mesmo instante pedras nas janelas e casas do Corregedor, despedidas dos rapazes e pícaros da Praça, os quais, animados com a assistência do Povo, subiram acima e botaram na Praça, furiosa e confusamente, quanto acharam nas mesmas casas do Corregedor e, fazendo uma fogueira defronte delas, se pôs fogo a tudo.Escondeu-se o Corregedor em uns entre-solhos. E, sendo pouco depois achado pelos rapazes, passou aos telhados por uma fresta […] se recolheu desairoso às casas do Cónego […], que estão paredes meias com as suas. […]

Manuel de Severim de Faria, descrevendo as Alterações de Évora de 1637

 Ler mais na Rua de Alconxel

 

 

Os acontecimentos de 1580 devem-se ao “desastre” de Alcácer-Quibir?

Não. Desde o séc. XV que as monarquias ibéricas tinham acordado na sua unificação política, sob o jugo de um mesmo rei. Apenas vários acidentes (a começar na morte do filho de João II, que seria o futuro rei de Portugal e dos restantes reinos ibéricos dominados por Castela) o tinham evitado. O rei Sebastião e a aventura dramática em terras da mourama apenas atestam que num regime monárquico é extremamente fácil um doente herdar a coroa. Mesmo assim e até por isso podemos dizer que hoje em dia o criminoso  de guerra Sebastião seria dado como inimputável. Filipe II de Espanha foi aclamado Filipe I de Portugal com toda a legitimidade, à luz das leis e da sucessiva intenção política do poder régio.

 

Em 1580 Portugal perdeu a independência e ficou sob domínio espanhol?

Técnicamente não é bem verdade. O regime estabelecido após 1580 designa-se por monarquia dual, ou seja, o mesmo rei era-o de dois estadosmais ou menos soberanos.

Filipe I tentou mudar a sua residência para Lisboa, no que foi impedido pela nobreza, uma porque não queria sair de casa, a outra, a portuguesa, porque adorava a vida na corte espanhola. Contudo no governo de Filipe III, o acordo que garantia a independência de Portugal deixou de ser respeitado.

 

Durante a dinastia filipina houve resistência à monarquia dual?

Entre o povo sim. A nobreza sempre se sentiu encantada com essa união, os intelectuais escreviam em castelhano, etc. etc. Na década de 30 houve várias revoltas populares, conhecidas por alterações, contra o poderio da nobreza e do clero, das quais a mais conhecida foi a de Évora, em 1637. Revoltas de um povo esfaimado e que não distinguia portugueses de castelhanos quando atacava quem tinha que comer, colocando o país a ferro e fogo.

 

Porque se dá o golpe de estado de 1 de Dezembro de 1640?

São várias as circunstâncias. Internamente a nobreza vivia em pânico com as revoltas populares. Internacionalmente o Duque de Bragança foi pressionado pela França para assumir o poder, o que primeiro recusou com o heroísmo que lhe era muito peculiar, e se viu obrigado a aceitar antes que o cheiro a fumo das alterações lhe chamuscasse as propriedades. Por outro lado e para não variar a norbreza mais jovem precisava de se fazer à vida, que o morgadio ainda era lei.

 

A que se deve o sucesso da chamada “restauração”?

A uma feliz conjuntura internacional, sobretudo a guerra na Catalunha que levou Filipe III a concentrar os seus esforços militares, permitindo a Portugal organizar o seu exército, com o apoio de potências estrangeiras rivais.

 

 

 

Portugal é mais corrupto do que a Itália – a propósito da polémica

 

Nos últimos dias, vai forte a polémica, dentro e fora do Aventar, acerca do último «post» que escrevi. Referia-me então ao arquivamento das escutas entre Armando Vara e José Sócrates, escutas essas que dois Magistrados da comarca do Baixo Vouga – um Juiz e um Procurador do Ministério Público – consideraram conter indícios de crime contra o Estado de Direito.

 Não fui eu que o disse, foram dois Magistrados independentes. Independentes porque não nomeados pelo poder político.

Não foi esse o entendimento do Procurador-Geral da República, um cargo que, como se sabe, não é, na prática, independente. Porque a sua nomeação, ao contrário dos outros Magistrados, depende do poder político: é nomeado pelo Presidente da República sob proposta do Governo. Da mesma forma, é também o Governo que pode propor ao Presidente da República a sua exoneração.

É por isso que, no que diz respeito ao conteúdo desse «post», não tiro uma vírgula – as instâncias superiores da Justiça protegem e defendem os titulares de cargos políticos e evitam que eles sejam chamados à barra do Tribunal.

Não faltam os exemplos. Sei que, como em todas as profissões, há os políticos sérios e os políticos desonestos. Mas então, como explicar que em todas as profissões haja desonestos que prestam contas à Justiça e na política não? É tudo gente séria…

Já quanto ao estilo, reconheço um certo exagero, fruto de ter escrito em cima do acontecimento. Que dizer? Olhem, que me inspirei num famoso «blogger» – que durante anos andou a chamar filho da puta a toda a gente e que, hoje em dia, é um garboso Deputado do Partido Socialista.

No meio de tudo isto, só tenho pena que a polémica tenha extravasado para a caixa de comentários de um outro «post», cujo objectivo era prestar uma sincera homenagem a Salgueiro Maia, o herói da Revolução de Abril e aquele que, se fosse vivo, estaria mutio desiludido com o estado a que isto chegou.

 

 

  

%d bloggers like this: