Ana – A minha noite escaldante de sexo com Mickael Carreira


Já enviei um texto para este blogue durante a Semana Aberta, e pelo que vi foi um sucesso. Volto a enviar um, mas se não publicarem, compreendo perfeitamente. Se publicarem, agradeço que juntem as fotografias que envio em anexo.
Tudo aconteceu no princípio de Agosto em Santa Comba, perto de Foz Côa, onde estava a passar férias em casa de familiares. O Mickael Carreira foi lá cantar e, maluca como sou por um rapaz bonito, fui ao concerto e, no final, consegui tirar-lhe uma fotografia.
De repente, ele pediu-me para ver como tinha ficado a foto e encostou a cara à minha. O bafo quente do rapaz pôs-me maluquinha. Não sei o que me deu, mas convidei-o logo para ir para o meu quarto. Surpreendentemente, ele aceitou.
Toda nervosa, a suar por todos os lados, conduzi-o o mais rápida que pude até ao meu leito. E num ápice, sozinhos no meu quarto, despi-o todo. Todo nu, aquele armário de dois metros, lindo, à minha frente! Só me lembro de pensar: isto não é um homem, isto é um touro de cobrição!
De repente, acordei. Tudo aquilo não passara de um sonho. Ou mehor, conseguira tirar a fotografia ao Mickael Carreira e nada mais. Imaginara tudo o resto! Como é lógico, não consegui dormir de noite. Ai, que calor!
carreira
Nota: Como os nossos leitores sabem, o Aventar é um blogue aberto. Em princípio, publicaremos – sem tabus – tudo o que nos enviarem. Eis a razão pela qual, apesar das hesitações, decidimos publicar este «post» da nossa leitora Ana.

Anthony dos Santos – Michael Jackson em francês

La seule chanson que Michael Jackson a chantée en français, l’adaptation de “I Just Can’t Stop Loving You” (Je Ne Veux Pas La Fin De Nous) écrit par Christine “Coconut” Decroix, c’était une amie de Quincy Jones, et chanté par Siedah Garrett.
Par contre la chanson n’a jamais été interpréter en concert, une vidéo circule sur le net ou MJ chante en fr est un montage.

Apontamentos & desapontamentos: uma tele-confusão (D. Afonso Henriques e o fado)

Por onde anda esta voz?



Marta Ren, dos Sloppy Joe.

Não sei o que vocês pensam mas eu acho uma boa ideia

No dia 9 de Setembro de 2009 será reeditado em CD o catálogo completo das gravações originais dos Beatles, pela primeira vez remasterizadas digitalmente. No mesmo dia será apresentado o videojogo com a música do grupo: The Beatles: Rock Band.

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Cada CD tem uma embalagem com o grafismo igual ao da edição original inglesa dos anos 60 e ainda pequenos livros em que ao material original foram acrescentados fotografias raras e novos textos sobre a gravação de cada disco.

Cada CD será ainda editado com um documentário acerca do álbum em questão.

Os álbuns foram remasterizados ao longo de quatro anos por engenheiros de som dos estúdios de Abbey Road,  em Londres-

A colecção inclui os 12 álbuns de originais dos Beatles em estéreo, e a banda sonora de Magical Mistery Tour. Esta será a primeira vez que os quatro primeiros álbuns dos Beatles serão editados em estéreo.

The Beatles In Mono será uma caixa extra que reúne todas as gravações do grupo que foram misturadas para edições em mono nos anos 60. Vai ter os 10 álbuns originalmente lançados neste formato.

de volta

Por momentos pensei que já não tinha a hipótese de aventar as minhas obsessões e anormalidades críticas. O login falha-me constantemente e a net ainda anda intermitente. Para quem não sabe, faço paginação e algum design gráfico quando tenho liberdade para isso. Este último mês tem sido um exagero de trabalho. Nem tempo para respirar… foi só e apenas trabalho. O que quer dizer que neste mês que passou, para mim nada se passou. Quando trabalho a este ritmo, o mundo pára. Acontece-me isto volta e meia; já na altura do 11 de Setembro, estava a paginar um livro sobre a história do futebol em Portugal e só quando saí do “buraco”, durante a tarde, e vi as imagens na TV, é que percebi que algo grave tinha acontecido. É mesmo assim: não vejo televisão, não consulto sites (farto de estar à frente do computador já eu estou), não me apetece ouvir as notícias… Ligo-me às máquinas, que é como quem diz, meto os phones, trabalho, trabalho, trabalho e ouço música. Muita música. A última playlist que fiz, tinha 14 horas de duração. Dá para fazer playlists temáticas e tudo…

Para não ser muito violento, deixo-vos apenas com uma pequeníssima parte da playlist feminina…

Woodstock, o meu

Teatro-Circo do Príncipe Real, inaugurado em 1892, mais tarde Cine-Teatro Avenida, Coimbra

Teatro-Circo do Príncipe Real, inaugurado em 1892, mais tarde Cine-Teatro Avenida, Coimbra

O Woodstock só cá chegou em 1976/77, não me falhando a memória, ao defunto cine-teatro Avenida, sem chuva, sem lama, foi a primeira vez que vi um filme com projecção de odores: cheirava maningue a erva, coisa permitida pelo sistema de camarotes e frisas e pelo espírito da época (sim, pá, fumava-se no cinema nos anos pós 74).

Gosto da música de abertura, mas sou suspeito porque Canned Heat é muito cá de casa:

Canned Heat – Going Up The Country

“Some attendees to the festival even reported that yelling FUCK was the highlight of the festival for them. This of course is mind boggling to me as I always wanted to be known as a sensitive poet not a person who taught a generation to yell an obscene word.”

Country Joe McDonald, 2004

Country Joe McDonald’s “F-U-C-K Cheer” / “I Feel Like I’m Fixing To Die”

Lamento Joe, mas era um dos momentos mais aguardados do filme, e em disco o único exemplar que durante muito tempo conheci de um fuck gravado, foda-se o atraso mental mas ninguém reparava na tua sensibilidade poética.

Jimi Hendrix, Star Spangled Banner

Woodstock Movie PosterSensibilidade, e génio, é isto: Jimi Hendrix inventa a música de intervenção sem letra, só guitarra eléctrica. Ora aqui está um momento que vale o filme, o ter havido Woodstock, vale tudo.

Acho que vi o filme umas duas vezes, e tive uma k7 com o álbum, não sei se foi do aroma, mas saí dali com vontade de provar a tal erva. Gostei.

Sendo Woodstock, mais pelo filme que por qualquer outra coisa (festivais assim, à época, houve muitos), o pai da indústria dos festivais de música, não deixa de ser irónico que em Portugal, pelo menos desde o II Vilar de Mouros, sirvam de campo de treino para os binómios cinotécnicos das nossas polícias. É tão imbecil como toda a guerra da droga. Como diria o Joe McDonald, cheio de poesia e sensibilidade: dêem-me um F…

Bipublicado

Dead Can Dance: The carnival is over

Dead Can Dance: The carnival is over, realização de Ondrej Rudavsky.


Além de ser um excelente vídeo de uma canção que muito prezo, tem uma história youtubesca bastante interessante: depois de ali ter sido colocado a primeira vez, foi vítima de uma queixa da Warner Music Group, distribuidora da 4AD, a editora dos DCD, e retirado. Quem tinha feito o upload não se conformou: achava, e bem, que a divulgação do vídeo servia para dar a conhecer os artistas, e como tal escreveu a Brendan Perr, músico dos DCD, que autorizou a sua republicação.

A música é de quem a faz, não é de quem a distribui. E a Warner que vá distribuir para o raio que a parta.


Pedro Abrunhosa, hoje, em Cerveira


É um momento ímpar. Podermos sonhar, fechar os olhos e levitar com as músicas do Pedro Abrunhosa. E tudo isto no cenário único de Vila Nova de Cerveira. É o «Cerveira ao Piano» em toda a sua pujança.
Estamos em ano de Bienal. Aventa-te e dá um salto à vila das Artes!

A Confederação

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A Confederação, banda sonora de um filme que não vi, é uma das minhas obras favoritas  do José Mário Branco.  É um disco de Novembro, de ressaca, do povo que vi a lutar, e agora não vejo nada e não estou a precisar de óculos.

Claro que é um LP riscado o que tinha em casa, além de não ter agulha no prato vai para anos. Acabou agora de sair do sono, e de entrar na pasta dos mp3’s. Não percam.

A quem faz este serviço público, recuperar vinil que nunca foi digitalizado, os meus agradecimentos. Em particular no que toca aos LP’s que destruí ao longo da vida dá cá um alívio auto-desculpabilizador…

Músicas que não me canso de ouvir…

Um Hotel Califórnia para todos vós

À margem da polémica sobre Pedro Abrunhosa…

Admito que algumas das suas músicas podem rondar o ‘foleiro’. Enfim, não se pode ser bom o tempo todo. Não interessa, só por uma canção, uma única canção, os Eagles merecem entrar no restrito círculo do deuses da música.

“Hotel Califónia” é um hino. A tudo. Àquilo que se quiser. O mistério que rodeia a canção não precisa de ser explicado. Nunca o será. Os autores não abrem a boca sobre o assunto e fazem eles muito bem. Aliás, eventualmente eles próprios não terão qualquer resposta.

Os Eagles estreiam-se hoje, quarta, em palcos portugueses, no palco do Pavilhão Atlântico, pelas 21h00, para um concerto que será um regresso a algumas das mais emblemáticas canções das últimas quatro décadas.

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O espectáculo terá cerca de três horas de duração. Este será o último concerto da digressão do grupo e coincide ainda com a celebração do 62º aniversário de Don Henley, o carismático baterista e fundador do grupo.

Os Eagles trazem uma formação de peso, a saber, os fundadores Glenn Frey, 60 anos, (voz, guitarra, teclas, harmónica) e Don Henley (voz, bateria, guitarra), a que se juntam Joe Walsh, 61 anos (guitarras, teclas, voz), que está no grupo desde 1975, e Timothy B. Schmit, de 61 anos (viola-baixo, guitarra acústica, voz), que entrou para a banda em 1977.

Em não vou lá estar mas gostaria. Para ouvir todas as músicas, mas sobretudo “Hotel Califórnia”, uma daquelas que levaria para uma ilha deserta.

Nel Monteiro: falar em merda hoje já não é um palavrão

a merda é realmente uma porcaria onde milhões de pessoas vivem.

Já gostava do Edgar Pêra. Agora por sua conta e risco começo a gostar do Nel Monteiro. Sim, desse mesmo. Estou completamente sóbrio. Juro.

Chegou-me isto por via do António Luís Catarino, um velho amigo que já leva décadas a encontrar grandes merdas. Boa Luís.

Pedro Abrunhosa – Outros #1

abrunhosaOntem à noite assisti a um concerto intimista fabuloso de Pedro Abrunhosa no Teatro Nacional de S. João.
Como ainda estou a ressacar do concerto e, sobretudo, do pós-concerto, guardo para breve umas palavras sobre este grande momento, as tiradas sobre o Rio Rio e o estado do Teatro Nacional S. João.

(Info: Aqui)

e darling

tenho ainda mais destas e ainda nem abri a ultima embalagem que o estafeta da cia  perdeu cá em casa. darling em silício como é que é? escreve-se com c ou com s?

bom dia para vocês também.

AuktYon (АукцЫон)

Leonid Fjodorov tem sido a alma deste excelente grupo russo, ou melhor, e já que o seu primeiro álbum é de 1986: sovieto-russo.

Em muitas das suas músicas fazem-me lembrar um músico português… Adivinhem qual (eu se fosse o dito, acho que lhes metia um processo por plágio, sim, estou a reinar).

The Dodos, Time To Die, e já nasceu

dodos time to die cover

O próximo disco dos Dodos, Time To Die ia sair em Setembro, mas a net já o pariu. Não é que seja fácil de encontrar, mas quem procura sempre se destorrenta.

Ainda só ouvi uma vez  e vou evitar ouvir tão depressa,  a capa é para Outono, quando sair vai vender mais, e  para já duvido que voltem a tocar no meu bairro, como no Inverno passado:

hugthedj, The Dodos “Men” + “Fools” live@ Salão Brasil – Coimbra 05-12-08

a coisa correu tão bem que fiz mais de  2gb de fotos e consegui aproveitar estas:

The Dodos in Salão Brazil, Coimbra, 2008 12 05, João J Cardoso

A segunda vida de Cartola

Por essa época, lá pela década de 1930, havia fundado, em conjunto com outros sambistas, aquela que viria a ser a mítica Estação Primeira de Mangueira, a mais famosa escola de samba do mundo, e havia sido ele a escolher como símbolo as cores verde e rosa que ainda hoje a identificam.

Era também já muito conhecido no Rio como sambista e cantor e algumas das suas composições tinham sido interpretadas por gente como Carmen Miranda ou Araci de Almeida.

Mas na década de 1940, todas as tempestades do mundo se abateram sobre ele: perdeu a mulher, vítima de um ataque cardíaco, contraiu meningite, zangou-se com alguns dos velhos amigos da Mangueira. E mergulhou numa década de esquecimento e solidão, ao ponto de nesse período se terem gravado sambas em homenagem àquele que todos julgavam morto. Ia já a meio a década de 1950 quando o reencontram, afastado da música, a trabalhar como lavador de carros. Graças ao empenho do jornalista Sérgio Porto, também conhecido como Stanislau Ponte Preta, volta ao meio musical e recomeça a compor.

A partir daí, surgirão novos sambas, o reconhecimento pelos pares e pelo público, e até um novo amor, que o acompanhará até à morte. Com que fantasmas se bateu Cartola nos seus anos de negrume? Morto para o mundo que o conhecia, solitário, enfraquecido pela doença, terá encerrado o seu coração à música ou palpitaria ela a cada instante, nutrindo-se da desgraça e guardando-se para o dia em que viria a florescer uma vez mais?

Hoje cruzei-me duas vezes com um homem que dormia no chão. O local era insólito para ser o refúgio de um sem-abrigo e o homem mais parecia ter ficado a dormir ali para curar uma bebedeira que não o deixava ir mais longe. Eu passei apressada para cima, passei apressada para baixo, e o homem continuava a dormir. Soube depois que alguém chamou o INEM e o levaram.

E não pude deixar de carregar de volta a casa uma pontinha de culpa. Talvez fosse um bêbado em quem todos os apressados da cidade não tiveram tempo de reparar. Mas lembrei-me, entretanto, do Cartola e quem pode garantir que o bêbado não seria afinal um génio açoitado pela desgraça, à espera no passeio, com a cabeça tombada sobre o ombro, a boca aberta e um fio de baba a correr-lhe pelo queixo, de uma segunda oportunidade?

E que poderia, também ele, erguer-se a custo do chão e sair cantando:

“A sorrir / eu pretendo levar / a vida / Pois chorando / eu vi a mocidade / perdida. / Finda a tempestade / o sol nascerá. / Finda esta saudade / hei-de ter outro alguém / para amar.”

Devaneio pré-férias

Para onde eu fugiria numa destas tardes de calor sufocante…

AFINAL É TUDO MENTIRA

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A SENHORA NÃO QUER DEIXAR DE SER PORTUGUESA
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.Não quer deixar de ser portuguesa, mas quer ser Brasileira.
Que eles (os Brasileiros), povo quente e amistoso, são mais amorosos, são mais bondosos, são mais bonitos, são mais mais, dão-lhe coisinhas de vidro e peixinhos vivos, e o mais que for que lhe dão ou com que a apaparicam. Os Portugueses, pelo contrário, são duros, secos, não dão nada a ninguém, são muitos os da mão fechada, a direita e a esquerda, não têm vidrinhos de cores para dar, e os peixinhos, precisam deles para comer.
Não que não goste de ser portuguesa, não, não, mas quer ser Brasileira também.
Para além disso o sr Lula até a convida para churrascos e tudo e os nossos, Presidente e Primeiro, não fazem nada disso.
Quer ser as duas coisas, não tem nada contra o nosso País, Deus a livre de tal. É verdade que tem um diferendozito com o governo a propósito de uns dinheiritos e de Belgais, mas isso é de somenos importância, e nada que a leve a querer deixar de ser quem é.
Quer é ser mais um bocadito. Só isso, mais nada!
A pianista, a melhor de todas as Portuguesas, de renome internacional, merece de todos nós o respeito que sempre teve.
Só tem de continuar a fazer por merecê-lo.

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O walkman faz 30 anos

Lembram-se de comprar cassetes áudio virgens (metal ou chrome?) e ouvir fielmente a mesma estação de rádio à espera de poder gravar as vossas canções favoritas? O sentimento de triunfo quando conseguiam fazê-lo sem interrupções parvas do locutor, ou o jingle publicitário de um refrigerante ou uma indicação de trânsito de última hora? E para que faziam isso? Para que investiam tanto tempo a gravar cassetes? Para ouvi-las no walkman, claro! Em qualquer sítio, a qualquer hora, enquanto as pilhas chegassem, a música acompanhava-nos. Quando queríamos ouvir aquela canção uma e outra vez, o melhor era gravá-a várias vezes na mesma cassete, que sempre era mais fácil do que passar o tempo a fazer “rewind” e gastava menos bateria. Ouvir as músicas por ordem aleatória (o agora banal “shuffle”) era um luxo que nem nos ocorria. Para quê? A rádio democratizava o acesso à música e havia sempre a possibilidade de gravar os discos dos amigos. Mas a graça estava em fazer de cada cassete uma compilação única, uma sequência que dependia do gosto e do estado de espírito de cada um e que seria sempre original. Lembrei-me de tudo isto a propósito deste artigo. A BBC propôs a um miúdo de 13 anos trocar o Ipod por um Walkman durante uma semana e escrever sobre a experiência. Não sei se o texto foi escrito por ele (parece bastante retocado por um adulto), mas vale a pena ler, quanto mais não seja para lembrar-nos desses artefactos jurássicos que nos fizeram tão felizes. Falo por mim.

Michael tal como Elvis ?

Numa fase da vida em que a juventude se foi, a capacidade de criação diminui, a resistência às dificuldades decai. É cada vez mais dificil encontrar objectivos ao nível dos que a vida nos habituou.

Se isto é dificil para o comum dos mortais o que se passará com ícones de toda uma geração ?

Uma solidão cada vez mais absoluta, uma mente que se nega a aceitar a realidade, um corpo que não responde. Tudo á procura de refúgio nos medicamentos, nas doenças reais e nas psicossomáticas.

O fim é estranhamente igual. Michael tal como Elvis?

Sivan Perwer: Iran music against the terror


Sivan Perwer é um músico iraniano e um activista político da causa curda.

Porque é sexta-feira…

…e me esqueci de assinar o tal manifesto. Esqueço-me de tudo.
E porque todo o país anda sisudo e muito político.

Mas eu acho que vou a outro bar…

O varão de Ana Malhoa


A cantora Ana Malhoa vai actuar na próxima sexta-feira em Cinfães, no âmbito das festas de S. João. Na pacata vila, por estes dias, não se fala de outra coisa. Em Ana Malhoa e, claro, no incontornável Tony, que vai abrilhantar a véspera de S. João antes de partir, no Sábado, para o mega-piquenique do Modelo.
E sabem como são as estrelas, caprichosas. Fazem exigências que não lembram ao Diabo. Quem não se lembra de Mariah Carey, por exemplo, que ainda há pouco tempo exigiu, durante uma digressão, uma garrafa de champanhe de cristal, gelada, um pacote de palhinhas com a ponta dobrável, quatro taças de champanhe e um serviço de chá para oito. Ou de Jennifer Lopez, que costuma solicitar uma sala branca, com flores brancas, mesas brancas e/ou toalhas de mesa brancas, cortinas brancas, velas brancas e sofás brancos.
Pois bem. Fontes da organização do S. João de Cinfães, que reputo de credíveis, informam-me que Ana Malhoa, qual estrela de Hollywwod, pediu um varão para o seu espectáculo de sexta-feira.
E parece que é para ficar no centro do palco. Eu que até já fui a alguns concertos, só me pergunto: mas porque raio é que a rapariga há-de querer um varão mesmo no meio do palco? O que é que ela vai fazer com aquilo?
As estrelas são mesmo extravagantes…

José Calvário vive na música que imaginou

Morreu o maestro e o compositor. Tinha apenas 58 anos.
Nasceu no Porto em 1951 e apenas com seis anos deu o seu primeiro recital de piano, no Conservatório de Música.
Depois do Porto, foi para a Suíça, onde os pais queriam que seguisse Economia. Aí, aceita o convite de colegas estudantes para integrar uma orquestra de jazz. Já em Lisboa, em 1971, concorre a um anúncio do Festival da Canção. E tudo começa…
Entre muitas outras, compôs a música de “E Depois do Adeus” e “Flor sem tempo”.
Mais do que a homenagem póstuma, a genialidade e importância de um homem “à frente do seu tempo” é demonstrada na obra que deixa para a posteridade.

No álbum “Mapas”, gravado com a Orquestra Sinfónica da Hungria, um agradecimento:
“Escrever sobre a minha obra é escrever sobre mim próprio. Prefiro agradecer àqueles que, de uma forma invisível e subtil, me apoiaram empenhada e desinteressadamente durante o seu longo processo de produção.”

Homenagem a Igor Stravinsky

Hoje, comemora-se a data de nascimento de Igor Stravinsky (17-06-1982 / 06-04-1971). Permito-me juntar a minha singela homenagem à do ‘Google’, comemorando a vida e obra de um histórico compositor, pianista e maestro. Curvando-me, pois, perante o talento e a arte de um dos mais destacados compositores do século XX, reproduzo um vídeo revelador da qualidade de condução, pelo próprio, de uma interpretação de ‘Firebird’ (L’Oiseau de Feu), uma das melodias emblemáticas de sua autoria:

  

Nas agruras do quotidiano, a boa música tem um papel purificador, permitindo expelir, ao menos por instantes, José Sócrates e toda a tralha do género para o seu lugar próprio: a história dos “filhos de deuses menores”.
Viva Igor Stravinsky!

O fim de Belgais


Após vários avisos de Maria João Pires, parece que o projecto de Belgais acabou mesmo. A falta de dinheiro era uma realidade há muito e não foi resolvido por quem de direito. O próprio Presidente da Câmara de Castelo Branco, eleito pelo PS, encarou o assunto como se nada fosse. Quanto ao Governo, o que interessa mesmo é salvar Bancos.
E assim acaba o sonho de um conjunto de rapazes e raparigas que, um dia, pensaram poder vir a seguir as pisadas de Maria João Pires. Alguém que, pelos vistos, Portugal não merece mesmo.

Nos 25 anos da morte de António Variações

Dixieland a partir de hoje em Cantanhede


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