TINA (There is no Alternative) – resistência e colaboracionismo

Apesar de tudo, apesar de todos os erros e desvios, deve reconhecer-se, por imperativo de justiça e verdade, uma diferença fundamental entre o actual Governo do Partido Socialista e o anterior, do PSD/CDS.

O Governo do PS, em certa medida, resiste. O anterior colaborava. Há uma diferença muito significativa entre Resistência e Colaboracionismo.

Portugal condenado a pagar 1,8 Mil Milhões ao Santander

Com base numa análise técnica competente é possível realizar um prognóstico, com elevado grau de certeza, sobre a evolução de uma determinada doença. Por outro lado, é também possível prever, igualmente com elevado grau de certeza, que a prática reiterada de erros alimentares, como beber em excesso, comer muito açúcar ou engolir facas de cozinha, leva ao aparecimento de doenças que colocam a vida em risco. O mesmo se passa com sentenças judiciais. Neste caso, é até possível prever o montante das indemnizações a receber por quebra unilateral de contratos. Chama-se, na língua dos bárbaros, a win-win game.

O mais divertido desta notícia é a tentativa de ilibar o anterior primeiro-ministro e o seu governo, recorrendo à famosa técnica do bode expiatório.

Política do espírito

A partir de quarta-feira, ministros, secretários de Estado e dirigentes locais do PSD e do CDS lançam-se à estrada para realizar em dois dias 18 sessões de propaganda que deixariam António Ferro orgulhoso. “Jornadas Portugal Caminhos de Futuro”, assim se chama a iniciativa, no mínimo insólita para dias que não são de campanha eleitoral. [Expresso]

Miguel Relvas “analisou” as motivações das esquerdas

e concluiu que as suas (das esquerdas) convicções são afinal fracotas e que «a bem de Portugal e dos portugueses» o “PS histórico” (designação muito oportuna) tem a obrigação de fazer prevalecer «a força da razão sobre a razão da força». Enunciado por quem teve responsabilidades no episódio de repressão policial indistinta sobre velhos e novos ocorrido em Novembro de 2012 em frente ao parlamento – momento decisivo que afirmou a determinação do Governo de que Relvas era membro em  governar pela força se necessário – o argumento não será também ele especialmente fracote (para além de escandalosamente demagógico)?

miguel_relvas_2015 carga policial14nov2012
[Público]

Golpismos anti-democráticos e inconstitucionais

«[Se o PS] tiver maioria absoluta governará, mas se a não tiver, sendo no entanto o partido com um maior número de deputados, será chamado a formar governo, podendo ser governo se as outras esquerdas se não juntarem à direita para aprovarem uma moção de rejeição do seu programa de governo.»
[Uma análise n’O grande zoo]

Sem tirar e talvez pondo

«Mais de 50% dos portugueses recebem uma forma de salário inferior a oito mil euros [por ano]”. Note-se a formulação (justa) relativa à natureza vaga dos rendimentos dessa tanta gente pobre. Ruptura, sem dúvida.
[Expresso]

Preto no branco

«(…) O Governo do país deve mudar e deve mudar em força. Houve muitos erros, muitos mesmo, erros que podem ser revertidos – por quem neles não acreditou – e quanto mais cedo melhor. Simplesmente.» Pedro Lains, no seu blog pessoal

A segunda vez é plágio

psr a primeira vezQuando vemos uma candidatura do PSD/CDS a plagiar descaradamente em formato vídeo um cartaz do PSR (provavelmente o melhor cartaz político que se fez em Portugal nos últimos 40 anos), ficamos entre dúvidas e certezas sobre a sanidade mental do país em que vivemos.

 

Queda de Assunção

Assunção Esteves é o que é. A senhora até me merecia respeito, é transmontana e eu tenho uma paixão por Trás-os-Montes, provavelmente por a minha mãe ser transmontana. Há mais coisas que Assunção Esteves tem em comum com a minha mãe. Transmontanas, reformadas e continuam a trabalhar. Ficamos por aqui. [Read more…]

Ideia

Depois do episódio de ontem, a Assembleia da República deve discutir o estado da Nação e o estado da Assunção.

Retractar-se-á Paulo Portas?

Com cê, evidentemente. Com cê. Sem cê.

Batatinhas

“Estamos entregues a um grupo de irresponsáveis” — Freitas do Amaral

Agradam-me as escolhas…

Fiquei agradavelmente surpreendido com a composição do novo governo. Há que esperar obviamente pelos secretários de Estado, para perceber o peso dos aparelhos partidários, que pode condicionar e muito, as expectativas amplamente positivas que tenho quanto aos nomes agora anunciados. Alguns críticos, certamente saudosos do ainda governo que nos deixou em estado de coma, apontam o excesso de economistas e gestores, eu diria que à partida é um facto positivo ser governado por gente que percebe o valor do dinheiro e sabe fazer contas, de malabaristas e mestres da propaganda, já tivemos em dose suficiente, com os resultados conhecidos.

Portugal tem 2 graves problemas, o peso excessivo do Estado e falta de rigor. Para resolver o primeiro é necessária vontade política do Primeiro-Ministro, mesmo que tenha de enfrentar o próprio partido, onde existe muita gente à espera que o telefone toque para ocupar um lugarzinho na administração substituindo o boy anteriormente nomeado. O facto de Vítor Gaspar e Álvaro Santos Pereira terem vindo do exterior, coloca-os em situação privilegiada para diagnosticar a situação, não é à toa que o novo ministro da Economia é um opositor declarado das PPP e TGV, que servem para arruinar as contas públicas, sem trazer benefícios ao país. De Manuel Pinho, Vieira da Silva, Mário Lino e Ca. estamos fartos, queremos gente nova, que traga ideias diferentes.  [Read more…]

Catroga nas Finanças exige depilação total

Para que não haja problemas com pentelhos, Eduardo Catroga pôs como condição que, após a sua tomada de posse, todos os trabalhadores dependentes do Ministério das Finanças passem a depilar-se completamente. Tal imposição já está a suscitar reacções variadas, sendo de destacar a de Carvalho da Silva que defende o direito dos trabalhadores à escolha do comprimento das suas pilosidades, para além de não tomar em conta as pessoas que têm reacções alérgicas aos vários métodos de depilação.

Numa rigorosa investigação, o Aventar tomou conhecimento de rumores que ligam familiares de Eduardo Catroga ao ramo de produtos de depilação, o que pode levar a antever um escândalo de favorecimento que, nos bastidores políticos, já vai sendo conhecido por Pentelhogate.

Encenações políticas

O PS tentou a vitimização, acusando a oposição de o não deixar governar, de irresponsabilidade política, não poderia governar com um orçamento que fosse da oposição e não o seu.

O PSD tinha tudo a perder se deixasse que o CDS tomasse o seu lugar nas negociações. Aliás, se bem se percebe, a manutenção de Manuela F. Leite em Presidente do partido, para além de aproveitar a sua capacidade de economista, resguarda o próximo presidente de um desgaste enorme, não só na negociação mas tambem da possibilidade de dali lavar as mãos no futuro.

O PCP volta à ladaínha do costume, não é como eles querem é de direita, portanto, nada têm a ver com o que aí vem , ficam de mãos limpas para “malhar” o que fazem depressa e bem, sendo um bom contributo para a vida parlamentar e política.

Quanto ao BE só agora se percebe que a sua posição é muito dificil, não conta para nada, o PS nunca se virará para quem lhe pode e quer disputar o eleitorado. Ainda se juntos fizessem maioria, mas foi um “sonho de noite de verão” !

Claro, que este “bloco central de interesses” vai colocar os três partidos restantes em sintonia no ataque a uma fórmula que trouxe o país para esta situação.

O pior que pode acontecer ao país é um governo PSD/PS, seja de incidência parlamentar, seja de incidência governativa, o lamaçal vai acentuar-se e bem melhor seria que se separassem as águas.O PS devia juntar-se à sua esquerda com o PCP e com o BE, são assim as regras da democracia. A não ser assim, não se vê o que novas eleições (no prazo previsto pela constituição) podem trazer ao país.

Se os partidos ditos de esquerda governassem, a alternância seria natural com o PSD/CDS, o que constituíria uma mais-valia para o país afogado como está, em tantas e tão más situações. Mais-valia, no sentido que a políticas diferentes correspondessem caminhos também diferentes e com metas clarificadoras.

A não ser assim, resta um governo “Presidencial” até que novas eleições se realizem, à volta dos grandes problemas nacionais, de braço dado com as instiuições financeiras ( o FMI já canta a serenata do costume, na Grécia) e com a UE a apertar o “garrote”.

Quem está “entalado” é o pessoal do costume!

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