
O Partido Socialista declara estar o presidente Cavaco ao serviço da oposição.
Diz-se que em política ou história, a memória é curta. Durante anos a fio, o país soube e gozou com as quase públicas desavenças entre o 1º ministro Cavaco Silva e o presidente Soares. No seu segundo mandato, Mário Soares tornou-se no promotor da alternativa ao desgastado governo do PSD e as “presidências abertas” nada mais foram, senão uma clara demarcação de Belém em relação ao governo de maioria absoluta. Inventaram-se direitos à indignação, Soares falou “privadamente em público” – até alto e em bom som diante de quem o quis ouvir, em pleno restaurante Bel Canto (1992, eu próprio escutei as suas palavras) – e todos conheciam a profunda aversão mútua que se foi criando entre os dois homens. Mais tarde, quando Cavaco quis tornar-se presidente – a velha historieta do grão-vizir que se quer tornar califa no lugar do califa – e alijou o PSD como …” esse partido”…, Sampaio surgiu na corrida a Belém e proporcionou-se ainda a alegria a Mário Soares, de “acabar o mandato dando posse a um governo socialista”. Assim, sem qualquer tipo de equívocos. É esta a alegada presidência de todos os portugueses.






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