Palestina

Não há sol nos céus da Palestina não há luz nos olhos da Palestina roubaram o sorriso à Palestina

São de sangue as gotas de orvalho da madrugada e o vento só é vento quando as balas assobiam roubaram as manhãs à Palestina

O céu de chumbo esmaga as almas e os ossos e é de lágrimas a chuva quando cai não há sol nos céus da Palestina

Do ventre da lua cheia de aço e de amargura nasce a cada hora um menino com bombas à cintura mataram a infância na Palestina [Read more…]

A dor vestiu-se de mulher

adão cruz

A dor vestiu-se de mulher.
A dor vestiu-se de mulher de terra e flores e voou para lá das nuvens onde mora o vento.
A vida é um lugar muito longe lá para as bandas do sonho nas margens do silêncio na arte do encontro – desencontro na alegria de ser triste.

Nesta Galiza de poetas e água e céu e solidão onde um mar de rias baixas desagua dentro de nós pinta Jordi um rosto de mulher a ocre terra-siena e carmim.
…Que os cabelos e os jardins querem-se soltos e naturais como as aves e as manhãs.

Um homem nu toca Mussorgsky ao vivo como se Jordi pintasse Quadros de Uma Exposição.
Bem perto daqui há muito foi sonhada Nostalgia mas ninguém viu a luz vermelha fendendo as águas verdes e a dor já se vestia de terra e flores e a dor já fugia para lá dos montes onde moram mulheres de vento.

Vento preso à cidade

(adão cruz)
A noite passou já as estrelas se apagaram novo sol não tarda já doura o fio dos montes e o fantasma é um lençol no meio do chão porque eu sou o vencedor de todos os fantasmas.

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Chove e Venta, e as Telham Voam

MAU TEMPO NO MEU CANAL

.Acordo sobressaltado. Um estrondo enorme tinha sido o responsável por isso. Eram quatro da madrugada de uma noite que se transformou em pesadelo.

A chuva, imensa, entrava com o à vontade de quem se sente da casa, pelo telhado sem telhas. Eu via-a entrar, sem cerimónia. Estranho, dei por mim a pensar, entra como se o meu quarto não tivesse teto. E não tinha, fazia agora parte do chão, dos móveis, da parte esquerda da cama.
Corro a pegar em baldes, na esfregona, em toalhas e panos de cozinha, e começo a tentar tirar a água, que está por todo o lado, mais depressa do que ela entra.
Enquanto luto contra o tempo (os minutos e a intempérie), vou-me lembrando dos últimos acontecimentos.
Horas antes os “gajos”, uns senhores diga-se de passagem, chegaram a um acordo. Acordaram em nos encharcar a vida com dificuldades. [Read more…]

Orçamento, frio, greves e companhia

O Governo, a ser esmiuçado em todas as suas contas de défice, despesa, investimento e impostos, cuja redução do défice Bagão Felix considera “frouxo” (considera isso e outras coisas mais…), assume uma faceta cada vez mais ecológica, usando até o Orçamento do Estado em prol do ambiente. Uma das medidas para combater o aquecimento global passará por congelar os salários na função pública. Duvido é que tal não vá aquecer os ânimos… Valerá a vaga de frio com ventos e temperaturas negativas, mas por quanto tempo?…É que as negociações com os sindicatos arrancam a 9 de Fevereiro. E o que irão fazer os gestores de órgãos executivos, que vão passar a ver os seus parcos bónus afectados?
Por falar em ambiente, em Portalegre o vento derrubou árvores. Esta natureza tem muito mau feitio.
A Aple está decidida a fazer concorrência ao nosso Magalhães, lançando hoje um novo computador táctil. Mais uma razão para Sócrates puxar as orelhas a Teixeira dos Santos que não usar um Magalhães na apresentação do Orçamento.
Entretanto Sócrates já percebeu que não é só o PS quer quer estar no Governo. O PSD também quer que o PS governe, como terá sido o caso da Lei das Finanças Regionais por causa da Madeira. A isto chama-se fritar em lume brando.
Na greve dos enfermeiros que durará até Sexta começou o festival dos números de adesão. Como em todas as greves sectoriais, lá vamos assistir a mais um marralhar de números entre sindicatos e Ministério.