A dor vestiu-se de mulher.
A dor vestiu-se de mulher de terra e flores e voou para lá das nuvens onde mora o vento.
A vida é um lugar muito longe lá para as bandas do sonho nas margens do silêncio na arte do encontro – desencontro na alegria de ser triste.
Nesta Galiza de poetas e água e céu e solidão onde um mar de rias baixas desagua dentro de nós pinta Jordi um rosto de mulher a ocre terra-siena e carmim.
…Que os cabelos e os jardins querem-se soltos e naturais como as aves e as manhãs.
Um homem nu toca Mussorgsky ao vivo como se Jordi pintasse Quadros de Uma Exposição.
Bem perto daqui há muito foi sonhada Nostalgia mas ninguém viu a luz vermelha fendendo as águas verdes e a dor já se vestia de terra e flores e a dor já fugia para lá dos montes onde moram mulheres de vento.







tão lindo. (e esta mulher do lado de cá acaba de vestir-se de sorrisos) 🙂
Estimado Adão, ainda bem que existem tão refinadas sensibilidades! Bem precisamos de beleza e poesia neste denso e sombrio emaranhado do quotidiano!
Está de parabéns, como sempre aliás!
Mulher, Mãe, Terra, Fertilidade, Alegria, Felicidade, Sensibilidade…
Curioso todos estes sentidos se pintam em tons de palavras femininas.
Mas, também a Dor, Saudade, Nostalgia…
Que belo como sempre que escreve – e pinta- Quem disse que homem rodeado de beleza não entra em depressão ?’ alguém foi e não fui eu – mas sinto
A todos muito sensibilizado por tão gratificantes palavras