As contas mal feitas do Passos não contaram com a memória

Catroga disse  que a negociação do programa de ajuda externa a Portugal “foi essencialmente influenciada” pelo PSD e resultou em medidas melhores e que vão mais fundo do que o chamado PEC IV. [daqui]

Sugestões

Catroga sugere 8 mil milhões cortados na despesa. Eu sugiro 8 mil milhões de despesas cortadas no Catroga.

Catroga apontado para a EDP faz todo o sentido…

Expresso 2011-12-03… desde que no trabalho use uma Thermotebe. Como se sabe, estas camisolas funcionam por geração de electricidade estática quando friccionadas contra os pêlos corporais. Portanto, nada mais indicado para a EDP do que o homem do pentelho.

Discutindo pintelhos

Nos dez mandamentos da “arte da crónica” não consta nenhum que obrigue o cronista a começar por uma citação queirosiana. No entanto, fica sempre bem, dá-lhe um toque de intelectualidade chique e bem pensante. Por isso, aí vai ela. Diz João da Ega em “Os Maias”: “Neste país, no meio desta prodigiosa imbecilidade nacional, o homem de senso e de gosto deve limitar-se a plantar com cuidado os seus legumes.” Ora, no meio desta prodigiosa imbecilidade nacional em que hoje chafurda a alma da nação, que deve fazer qualquer cronista de senso e de gosto? Plantar legumes? Não. Trata-se de uma impossibilidade real. Então, que fazer? Pois bem. Nada mais nada menos do que “discutir pintelhos”, expressão em boa hora recuperada por Eduardo Catroga para o debate político eleitoral que tem decorrido de forma sensaborona e rasteira e chega agora a uma elevação pública e púbica, digna da dimensão desta “pintelheira” patriótica em que vamos forçando, sem arte nem engenho. [Read more…]

Cartas a Sócrates – [9]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)

Quero que saibas, amor, que desta terra apenas levo um 
coração limpo e tenebroso; que a fome não corrompe o meu 
desejo (amor); que não sabendo amar, aprendi contigo a ver 
o mundo tão distinto, tão diferente: calmo, transparente, 
passando por mim, ao meu lado, passando por mim ( amor) – 
como tu. Como tu me abriste o coração que já só de rojo me 
obrigara a caminhar?!, sem nada ver, indiferente. Mas é 
tenebrosa a escuridão invadindo esse medo de te perder, apenas 
dentro de mim, ou de te ter a meu lado, amor.

Amor, quero que saibas, o meu pavor de nada saber, de nada 
saber dar, de não saber amar-te no teu desejo, na tua fome, na 
tua sede privando noutro caminho. Como sinto terror, amor. 
Quero que saibas, amor, que há muito, nesta terra, o meu 
coração é limpo e tenebroso.

Agora que já sabes, amor, é teu o poder de assombrar.

PS.: #ILoveSocrates Day by Day 🙂

Publicado no F-Se! 

Cartas a Sócrates – [8]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)

Se soubesse, amor, o caminho mais fácil, fugiria lamentando-
-me. Assim, amor, só me resta percorrer avidamente, sem
cansaço, esta via sinuosa, derrotando-me solidão ante solidão.
    
                                 
Se eu soubesse, amor, quando coincides, também, solidão, não
rejeitaria o caminho mais ágil.
     
Mas, no interior há uma prece aclamando: quão diferente
poderia suceder se soubesses, amor, combater esta forma
estranha de resistir distância dissuadindo-me no meu corpo,
transformando-me para outra vida evidenciar.

PS.: #ILoveSocrates Night & Day 🙂

Publicado no F-Se!

C’um Catroga!

De Sócrates e da sua governação de 6 anos, os portugueses sabem o suficiente. O diagnóstico está  feito. Portanto, no presente, o que preocupa os cidadãos é o futuro, próximo e duro, sabendo à partida que o programa de governo, independentemente de partidos integrantes, é aquele que a troika estabeleceu neste memorando.

Relativamente às próximas eleições, os  votantes, em número normalmente abaixo dos abstencionistas, começam a dar indícios de poder a privilegiar o PS de Sócrates em relação à alternativa PSD. Esta sondagem do ‘Público’ é mais um sinal nesse sentido, a somar a outras divulgadas na última semana.

Parece-me oportuno interrogar: a que se deve esta quebra do PSD? Entre diversos motivos, cito: a imaturidade de PPC, a senilidade do ribatejano Catroga, um oportunista já denunciado no ‘Aventar’ pelo João José Cardoso; e sobretudo a incapacidade do conhecido economista falar claro e verdade. Nem sequer tem o cuidado de estar em sintonia com  Passos Coelho.

O líder social-democrata afirma-se contrário ao corte de salários, para compensar a´redução da TSU até 4%, preferindo aumentar os impostos sobre o consumo.  No entanto, Catroga, no ‘Prós e Contras’ de ontem, afirmou que os impostos não serão aumentados.

Bom, Catroga que manifesta  eloquente falta de condições comportamentais e intelectuais para o exercício de funções governativas, comunica mal, entrando gratuitamente em litígio  em diversas frentes. Ontem, foi com Silva Pereira, o que até seria natural, mas também com António Pires de Lima do CDS, seu antigo companheiro na Nutrinveste, e ainda com o Prof. Carlos Coelho que se encontrava entre a assistência.

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Cartas a Sócrates – [7]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)

Já não sinto nada, amor, para além da tua falta. Já nada nem 
ninguém, amor, me obriga a não esquecer a tua falta.

E tu, sem pressa, percorres em sossego todas as ruas, todas 
as cidades, todas as palavras sem monção alojada nos teus olhos, 
como eu amor, demolida por dentro, à tua beira quebrando 
interiormente, disfarçada de qualquer coisa para que de mim 
não sobre nada.

F-Se! #ILoveSocrates Ever 🙂

Cartas a Sócrates – [6]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)

Quando o tempo tiver passado, amor, excedendo-nos na sua

composição, talvez haja alguém que compreenda a negação

bastando-se, sem dúvida, sem hesitação.


E do meu pesar somente a vergonha me impede de não negar,

também, amor, este sentimento deslizando puro desejo de te 

afirmar (amor): minha doce enfermidade sem remédio, sem

pudor refreando o desassossego, o cuidado, a negação. 

PS.: #IloveSocrates Indeed 🙂

Cartas a Sócrates – [5]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)

Temor, amor, é o que sinto despojada de ti, é não saber de que são feitas as tuas lágrimas ou se choras ou em que pensas quando adormeces ou se ris quando estás só.

 Temor, amor, é tudo o que desconheço e o que desconheço, bem sabes, és também tu (amor).

Amor, se eu te conhecesse, conheceria também os teus segredos, os teus anseios, os teus receios, um mundo só teu devastado – não, não é importante conhecer, nem conhecer-te para saber que o mundo e tu são admiravelmente mais belos e desejáveis: desconhecidos, adivinháveis.

PS.: #ILoveSocrates deeply 🙂

Publicado no F-Se! 


Cartas a Sócrates – [4]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)

Sei apenas, amor, que o tempo pára imóvel e o espaço abre em lume a tua presença, quando – só – amor, espero esse lume, nada mais.

Mas, é com um cuidado atento que desço uma máscara, amor, indiferente, enquanto a vida cresce subitamente mais plena e alimenta a sede de apenas diante de ti ser, também, esse lume.

E não é raro – obrigada –, amor, ter de desviar os olhos ou inclinar o corpo para longe.

Como queima esse lume?! E como irrompe graciosa a vida nesse lume interiormente, dentro, cada vez mais fundo removendo a escuridão e o terror, amor.

E tu? amor – bem sabes que não espero nada, nada mais, e que nada tenho senão o lume.

PS.: #ILoveSocrates much more 🙂

Publicado no F-Se! 

Cartas a Sócrates – [3]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)

Acordo, amor, sem urgência para que a noite caia novamente.
E o dia começa a doer enquanto aguardo impotente que passes
desprendido e dos teus lábios a voz se forme som disparado de
encontro a mim, amor.
Aí, amor, um novo acordar eclode iluminando o obscuro receio
de já não me reconheceres ou de que me comeces a amar,
também, obscuramente, desastrado e débil, amor, face aos
momentos sem distância separando-nos.
E delicadamente revisitados (amor), esses momentos, seriam
adormecidos sem urgência de acordar dolentemente para um
novo dia em que aguardarias que passasse e a minha voz
formasse nos meus lábios um som disparado de encontro a ti
amor, iluminando-te, sem precipitação e sem receio.

PS.: #IloveSocrates 🙂

Publicado no F-Se! 

Cartas a Sócrates – [2]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)

Quando saio, amor, à tua procura, é um mundo visivelmente
 novo que anseio. (Só tu me retiras do meu recolhimento e me
abres secretamente o desconhecido.). Saio todos os dias e todas
as noites, amor, sabendo que não me procuras, que não sentes a
privação nos meus gestos desastrados e incorruptos: à tua
procura. Não pressentes a minha voz, amor, somente delicada
para ti? Não, não reparas nem ouves os meus apelos
definhando tímidos, enfraquecendo à tua mercê, amor? Porque
não me procuras, amor?, eu que me abandonei e abandono
todos os dias e todas as noites para te encontrar diante de mim
abandonado à minha procura, procurando, procurando
inevitáveis amor.
Porquê amor? É forçoso que esta procura seja apenas

docemente desesperada e perdida enquanto saio todos os dias e
todas as noites não sabendo nunca que mundo desconhecido
anseias? Porquê, amor, desconheço?


PS.: #ILoveSocrates + 🙂

Publicado no F-Se!

Cartas a Sócrates – [1]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)

Acontece anoitecer, amor, sem suspeita aos teus olhos –
o meu corpo peregrino vai tombando no seu caminho: solitário,

triste e vazio, como vazios, tristes e solitários ficam os meus
olhos exilados do teu aparecer. E apenas a chuva generosa
o reconforta, amor, de sucumbir distante e inacontecido. Essa
água abundante é a única presença toldando e embriagando,
quando já sem forças regresso, lentamente, sem querer revisitar
os acontecimentos de mais um dia inútil e gasto à espera do
possível (des)embaraço. E açulada pela minha fraqueza, amor,
acontece anoitecer amortecendo para fugir ou para reter o que é
possível. Como se fosse possível saberes ou adivinhares que
anoiteço com uma mordaça que me impede de dizer tudo o que
poderia acontecer se doente não estivesse (amor), se em tudo
pudesse ser diferente ao teu lado, anoitecendo em silêncio. O
silêncio à tua volta – voltada do avesso para acontecer,
anoitecer amor junto a ti.


PS.: #ILoveSocrates 🙂

*Publicado no F-Se!

Chove e Venta, e as Telham Voam

MAU TEMPO NO MEU CANAL

.Acordo sobressaltado. Um estrondo enorme tinha sido o responsável por isso. Eram quatro da madrugada de uma noite que se transformou em pesadelo.

A chuva, imensa, entrava com o à vontade de quem se sente da casa, pelo telhado sem telhas. Eu via-a entrar, sem cerimónia. Estranho, dei por mim a pensar, entra como se o meu quarto não tivesse teto. E não tinha, fazia agora parte do chão, dos móveis, da parte esquerda da cama.
Corro a pegar em baldes, na esfregona, em toalhas e panos de cozinha, e começo a tentar tirar a água, que está por todo o lado, mais depressa do que ela entra.
Enquanto luto contra o tempo (os minutos e a intempérie), vou-me lembrando dos últimos acontecimentos.
Horas antes os “gajos”, uns senhores diga-se de passagem, chegaram a um acordo. Acordaram em nos encharcar a vida com dificuldades. [Read more…]

A retrete de Catroga (III)

Penhore-se o Orçamento!

A retrete de Catroga (II)

E é este que anda a negociar o Orçamento?

A retrete de Catroga (I)

Estádio das Antas, Porto, 1994. Lembram-se? Eu não me esqueci.

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