À velocidade do TGV

As grandes obras públicas estão a ser lançadas a grande velocidade.Hoje é pacífico que estas obras não vão ter qualquer efeito meritório na crise.A curto prazo não vão criar emprego e,pelo contrário, vão desviar dinheiro e esforços tão necessários para enfrentar a crise.Temos uma dívida externa colossal, já pagamos os empréstimos mais caros e o PIB não para de decrescer.Como é que vamos pagar estas obras ?

Com as eleições aí à porta o bom senso aconselha que se tente um acordo alargado.Há muitas dúvidas, vindas de todos os lados, incluindo do PR.Depois, tudo isto cheira a que o presente governo queira lançar as obras quanto antes, para se chegar às eleições com passos dados e, muito dificilmente, reversíveis.

Esta pressa vai exigir tomadas de decisão,alterações administrativas e circulação de pessoas que serão consideradas muito suspeitas, no futuro.Inevitàvelmente, vai haver gente muito zangada por não obter
o que pretende.

O “empreiteiro” do regime, Engº Lino, interessa-se mais pelas obras do que pelo planeamento;mais pelas apresentações do que pelo seu custo; mais pela pressa do que pela reflexão! Em fim da maioria absoluta, o governo prefer tomar decisões sòzinho.Decisões que vão condicionar a vida das gerações futuras!

O Freeport parece que não está a servir de lição a ninguem!

Nota: O que é interessante é que a pressa não é a mesma na atribuição do quinto canal.Podia vir aí uma voz livre e só davas “notícias negras”…

Comments

  1. Snail says:

    Mas são mesmo para pagar?Não nos esqueçamos que os socialistas têm como missão principal distribuir equitativamente o que há ( e o que não há). O seu ideário de igualdade leva-os a dividir a riqueza entre os ricos e os pobres;a distribuir a pobreza entre os pobres e os ricos; e, neste caso, a compartilhar as dívidas entre os cidadões actuais e os vindouros.Até lá, quem vier atrás que se cuide…

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