SNS – Saúde para todos


FINANCIAMENTO E PRESTAÇÃO DE CUIDADOS

Prestação de cuidados

A prestação dos cuidados de saúde não tem que estar, apenas, no SNS. A iniciativa privada (ficando aqui envolvido tudo o que não pertence ao SNS) complementa e introduz factores de eficiência e eficácia muito importantes!
O melhor exemplo é o que está a acontecer na procura dos Recursos Humanos. A privada, ao convidar os melhores médicos, vai obrigar (está a obrigar) o SNS a resolver questões que nunca ninguem quis encarar. A remuneração, as horas de trabalho, a produtividade têm que acompanhar a privada sob pena de o SNS
ficar sem médicos de referência.
E a exclusividade para parte importante do pessoal vai ser uma realidade!

Financiamento

O SNS é financiado pelo orçamento geral do Estado e por outras pequenas fontes de financiamento, como sejam as TAXAS MODERADORAS.
Hoje, parece claro, que quem tem dinheiro não vai aos hospitais públicos. Só em casos de urgência ou emergência. Estatisticamente, são tão poucos que não tem relevância.
Isto quer dizer que as taxas moderadoras recaem sobre as pessoas com menores recursos.
Proposta: as pessoas assistidas no SNS, titulares de Regimes privados de saúde, devem pagar a coberto do regime privado.
Na verdade, corre-se hoje o risco de os Privados, perante um doente que apresente uma patologia de tratamento caro, as “empurre” para o SNS.
As pessoas cujos rendimentos sejam superiores a 1 000/ 1500E/mês e não sejam titulares de qualquer regime de cobertura de saúde privado devem pagar ao SNS. É uma questão de justiça social, pois com o mesmo rendimento há quem pague um regime de saúde e quem seja tratado gratuitamente.
Esta decisão alivia a pressão sobre o SNS pois as pessoas passariam a subscrever regimes privados.
É bom para todos os intervenientes,incluindo o cidadão.
As taxas moderadoras devem ser mantidas, sem que em caso algum ALGUÉM FIQUE SEM TRATAMENTO NO SNS POR INCAPACIDADE ECONOMICA!

PERIGO

Nunca o Estado deverá financiar o regime privado. Isso seria a morte, a prazo, do SNS!
No entanto, é um grande objectivo para muitos prestadores! O SNS deve manter e alargar protocolos e acordos com os diversos regimes privados mas pagando caso a caso,ou em pacote, mas nunca
financiando na base de expectativas de retorno de investimento (como é o caso das pontes ou autoestradas).
Em resumo, com a cada vez maior implantação dos privados, o SNS não pode deixar encurralar-se como “respaldo” de uma privada com legítimos interesses lucrativos, nem deixar de ser a referência da população no que concerne á qualidade, á inovação, à universalidade.
Mas tem que ser sustentável!

Comments


  1. Concordo a 100 por cento.

  2. maria monteiro says:

    SNS deve ser tudo isso.Mas temos que olhar muito atentamente para os centros de saúde como célula de proximidade da saúde das populações (maioritariamente com menores recursos) e que têm vindo a fechar. Esses Centros em vez de fecharem deveriam ter também adquirido a valência dos cuidados continuados, da fisioterapia,… dando assim maior qualidade de vida a quem tem menos saúde.

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