SNS – Saúde para todos


Bloco Operatório da Maternidade Júlio Dinis (Porto)

LISTAS DE ESPERA EM CIRURGIA

Colaborando com uma instituição hospitalar, tenho conhecimento que foi proposto ao Ministério da Saúde a realização de umas dezenas de cirurgias para recuperação de atrasos. A resposta é que é necessário poupar meios financeiros para se poder percorrer esse caminho.O da recuperação das listas de espera.
O parque instalado, em instalações, equipamentos e meios humanos é
suficiente para responder ao esforço de recuperação das listas de
espera. É preciso mais dinheiro para pagar mais horas de trabalho às
equipas médicas e cirurgicas.
Uma das hipóteses é aumentar a rentabilidade das equipas cirurgicas
existentes no SNS.A outra hipótese é pagar aos privados. Como a primeira hipótese não é exequível a curto prazo resta a segunda.
Sabemos pela imprensa que há doentes que enchem aviões para serem
operados em Cuba! E ali na zona da raia os portugueses fazem-se operar em Badajoz e em outras cidades espanholas.
E nada disto é gratuito. Bem pelo contrário, o bilhete de ida e volta a
Cuba paga várias operações às cataratas ou às varizes. Então porque não se concretizam acordos, não se articulam interesses privados e públicos para responder ás necessidades dos doentes?
Na minha opinião, porque quem opera na pública tambem opera na
privada, havendo aqui um conflito de interesses insanável.
Uma das hipóteses que se explorou foi autorizar os médicos de um determinado hospital poder utilizar as instalações,a troco de uma renda,para operar os seus doentes privados.
Julgo que esta solução levantou questões éticas e não vingou.
Tinha algumas vantagens como seja o médico trabalhar com a sua
equipa a que está habituado, bem como o bloco operatório, e não perder tempo em viagens entre hospitais.
Estou em crer, que a solução passará por acordos com a privada, a preços que leve em conta a rentabilidade de equipas que constituem custos de estrutura e, a exclusividade do vínculo das equipas do SNS, com uma remuneração assente em objectivos negociados!
Há, naturalmente, operações que são muito caras devido ao material
utilizado. Nestes casos o que será necessário é que os utentes que pagam seguros de saúde privados não sejam “empurrados” para o SNS! E se “empurrados”, os seguros devem pagar !

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