Um novo processo de informação

O processo de informação da morte de Michael Jackson é mais um claro sinal dos novos tempos informativos. Mais uma vez não foi um órgão de informação convencional, uma televisão, um jornal, uma rádio ou uma agência noticiosa, que avançaram a notícia em primeira-mão. Foi um blogue. Em rigor, um blogue sobre celebridades, o TMZ. O curioso é que o blogue dispôs da informação da morte algumas horas antes de a publicar. Mesmo assim, foi o primeiro e manteve-se primeiro durante muito tempo.

Com a circulação da informação por todo o lado, e todos a citarem o TMZ, havia quem duvidasse e preferisse esperar por um ‘grande’ para acreditar. Mas os grandes demoraram demasiado. Tanto que o site da TMZ bloqueou por excesso de visitas. Só muito mais tarde, o Los Angeles Times confirmou a notícia da morte, seguindo-se todos os outros. Este “muito mais tarde” deve ser entendido como significando um período de cerca de duas horas. Noutros tempos não seria significativo mas, em tempos da era da internet, é muito.

Depois do caso do avião que ‘arriou’ no Hudson, em Nova Iorque, com o mundo a saber e a ver através do Twitter, este é mais um sinal dos novos tempos informativos. Mas uma vez, e já não é a primeira nem segunda e não a última, os meios tradicionais de comunicação social foram ultrapassados por um dos novos meios.

Foi ainda na internet que a informação foi consumida, assimilada e debatida, levando a um aumento significativo do tráfego.

Vamos ter de nos habituar a esta realidade.

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