Coligação PS à esquerda – Coligação PSD à direita

É o que está no horizonte. Salvo se  o PR forçar uma coligação ao centro à volta dos grandes problemas nacionais.

O PS terá que modificar muito do seu programa para chegar a acordo com o BE já que com o PCP é virtualmente ímpossível, a não ser apoios ocasionais no Parlamento.

Pode ter que deixar cair os Megainvestimentos e dar prioridade aos investimentos de proximidade e apostar decididamente nas PMEs e nos bens e serviços transaccionáveis e exportáveis. Avançar com os “clusteres” há muito considerados vantajosos para o país e apoiar o desenvolvimento de tecnologia média e avançada, inovadora.

Esta política é um engulho para o PS de Sócrates, este acha que a verdadeira governação se faz ao nível dos grandes grupos económicos, dos grandes investimentos, das grandes empresas públicas. Esta visão é que estes investimentos arrastam as PMEs e o emprego, mas é tambem a política que tem sido sucessivamente seguida, por ciclos de mais ou menos dez anos, sem resultados visíveis.

Claro que o país tem autoestradas e outras infraestruturas mas não tem sustentabilidade económica, o país após os grandes subsídios vindos da UE, não consegue criar riqueza. E a primeira autoestrada compreende-se que facilite a criação de riqueza e a mobilidade de pessoas e bens, as outras a seguir têm um impacto muito menor na economia, como é óbvio.

À direita o PSD não terá dificuldade em juntar-se ao CDS e em retirar o Estado de grande parte da economia, em potenciar o mercado e o tecido empresarial. Não tem vida fácil pois não poderá mexer no Estado Social, mas poderá tornar mais dificil o acesso ao SNS e fomentar a complementridade dos privados na saúde. Vai, concerteza, negociar com os professores, mas não terá espaço para deixar cair a avaliação (grande parte da população concorda com esta medida) e vai criar condições para que a Escola Pública ganhe autonomia.

O SNS tenderá para não ser gratuíto para uma parte dos portugueses e as proprinas ou outras benesses dos alunos cairão aos poucos. Estas medidas serão acompanhadas por pontuais baixas de impostos e por uma fiscalidade mais fácil, talvez no IRC para incentivar o investimento e no IVA para incentivar o consumo.

Como se vê o caminho é cada vez mais estreito e a dívida externa está aí como um cutelo sobre as nossas cabeças, é o que todos os políticos mais temem, e é exactamente por isso que não falam dela.

Como seria com mais empréstimos a taxas cada vez mais altas para financiar os megainvestimentos?