Há vida para além de Sócrates

A maior central fotovoltaica do mundo está a ser estudada há vários meses por um grupo de empresas portuguesas para ser instalada no Alentejo ( o local específico ainda é secreto)e que será 45 vezes mais potente que as de Serpa e Moura que continuam a estar entre as 50 maiores do mundo.

A ideia é vender energia electrica “verde” para os países nórdicos que precisam de compensar a emissão de CO2 conforme o tratado de Quioto. Entretanto, e para o mesmo efeito, a Alemanha está a preparar uma Megacentral no deserto do Sara para abastecer a UE. O SOL começa a ser visto como uma fonte inesgotável de energia e Portugal foi abençoado como o país com mais horas de sol da UE.

A Megacentral em estudo ( a LUZ.ON tem como associados Mário Batista Coelho, o homem que ergueu a central de Moura, a Fundação de Calouste Gulbenkian, a Efacec e a EIP – electricidade industrial Portuguesa ) quer avançar na criação de um “cluster” nacional, onde entraria tambem a Quimonda, ou a parte correspondente à tecnologia dos painéis solares.

Este projecto terá um custo que será metade do custo previsto para o TGV (sem as alcavalas), poderá fornecer energia para três milhões de pessoas, representa quase quatro barragens iguais à do Alto Lindosos e duas centrais de Sines da EDP.

E evita 1.8 milhões de toneladas de CO2.

Mas claro que não tem o “cachet ” de um TGV a parar em todas as estações e sem passageiros…

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