A Educação e o novo Governo (A arrogância, meus senhores, acabou: Habituem-se!)

Afastada que está Maria de Lurdes Rodrigues para um recanto da nossa história (repare-se que ainda não foi eleita deputada, já que concorre pelo círculo da Emigração), é hora de começar a pensar no próximo Ministro da Educação e nas decisões que terá de tomar relativamente ao modelo da Avaliação de Desempenho dos professores e ao Estatuto da Carreira Docente.
Dizem por aí que será Isabel Alçada a próxima Ministra da Educação. Ou seja, uma aventura! Seja quem for, no entanto, desta vez não será o «quero, posso e mando» que foi apanágio deste ministério nos últimos 4 anos. Terá de ser revisto o modelo de avaliação (o CDS defende um modelo semelhante ao que existe nas escolas particulares) e terá de ser revisto profundamente o Estatuto da Carreira Docente (o CDS defende o fim da exótica divisão da carreira entre professor e professor titular).
Estes dois pontos são fundamentais para os professores, que deles não abdicarão. E desta vez, não há cá «perdi os professores mas ganhei a opinião pública». Desta vez, não há estado de graça que lhes valha. Não dou uns meses até que o actual modelo de avaliação esteja suspenso. Se o projecto for apresentado, quem será capaz de votar contra?
Querem falar connosco, falam baixinho. Isto agora pia fino. A arrogância, meus senhores, acabou: Habituem-se!
O que será que vai decidir Paulo Portas?

Comments

  1. Carlos Gomes says:

    Porque será que desde há 35 anos, para os professores sindicalizados do ensino secundário, todos os ministros da educação são (foram): incompetentes, ignorantes, intolerantes, arrogantes, mal educados, economicistas? Será ofender o cálclo de probalidades perguntar se é possível que toda a estupidez e maldade se concentre no mnistério e toda a inteligência e bondade tenha assento exclusivo nos sindicatos, dirigidos por ilustres luminárias como a doutora Manuela Teixeira, o prof doutor Paulo Lucena, o mestre Maário Nogueira, entre outros?

  2. maria monteiro says:

    Provavelmente porque o ME pouco se preocupou com a educação e com todas as suas envolventes: alunos, professores, educadores, condições de ensino, programas de ensino… ultimamente despertou mas com um “entrar a matar” … até mesmo na forma de recuperar e/ou fechar escolas

  3. Ricardo Santos Pinto says:

    Carlos Gomes, eu nem sindicalizado sou. Não me viu falar dos sindicatos. E quanto aos ministros, David Justino não foi um mau ministro. Foi bem melhor do que a actual – lançou as bases do programa das «Novas Opurtinidades» (que esta reinvindicou para si própria), lançou as bases do actual modelo de concursos de professores, mais importante do que tudo, criu um Estatuto do Aluno muito menos permissivo do que anteriormente (e que esta Ministra destruiu). O Governo caiu porque Durão Barroso foi embora e disso ele não teve culpa.