CDS: Pobre país, o nosso

Paulo Portas e o CDS foram os maiores vencedores destas Eleições Legislativas. Porque conseguiram tudo o que ambicionavam e ainda mais. Porque se tornaram a terceira força política do país. E porque passaram a condicionar decisivamente a governação do país para os próximos anos. E até já se fala em coligações.
Melhor, realmente, era impossível!
Posto isto, o que me apetece dizer, face a estes resultados, é a frase que está no título: «Pobre país, o nosso». O que dizer de um país que dá tamanha votação a um Partido cuja maior bandeira é o fim do Rendimento Mínimo?
Quando a pobreza e o desemprego atingem em Portugal valores inimagináveis; quando se enterram milhões e milhões nos Bancos, instituições que em 2008 só pagaram 9% de IRC; quando se sabe que o Rendimento Mínimo representa 3 euros (só 3 euros!) por português, vem um Partido e elege este apoio social como o que de mais importante e negativo existe no país. E como prémio, recebe o 3.º lugar, 10% de votação e a possibilidade de condicionar o nosso destino nos próximos anos.
O que dizer de um país destes?

Comments

  1. maria monteiro says:

    “O que dizer de um país destes?”é simplesmente… o nosso país «Crime de rico a lei o cobre,O Estado esmaga o oprimido.Não há direitos para o pobre.Ao rico tudo é permitido.»

  2. Adão Cruz says:

    Pobre país de facto! Miséria de povo num povo de miséria. Abrir ao CDS-Portas qualquer porta para se enfiar é de bradar aos céus. Andar às arrecuas. Por isso eu deixei de acreditar no puâbo. Figas!!!

  3. Cambralenta says:

    Eu entendo ao título de outra forma: Pobre país, o nosso… quando o CDS tem razão em relação ao rendimento mínimo! É a maior fraude social dos últimos anos… Basta estar-se atento para se perceber isso! É certo que o rendimento mínimo é uma necessidade, mas, da forma que está a ser implementado, é antes, uma injustiça social.

  4. Ricardo Santos Pinto says:

    Há pessoas que estão a receber o Rendimento Mínimo e não deviam, Cambralenta? Concordo. Mas então aumentem a fiscalização – não tenham uma assistente social para 1000 ou mais casos, como acontece hoje em dia. Também há pessoas que estão a receber ilegalmente o subsídio de desemprego e a baixa – também se vai acabar com isso?


  5. Exacto, aumentem a fiscalização, feita por gente bem paga para isso (evitando “habilidades”). N Ã O se pode acabar com o rendimento mínimo, mas sim com as benesses a quem dele não tem direito. Já agora, nas empresas do Estado, o novo governo que implemente – em nome da emergência nacional – com os “prémios” milionários aos gestores, as prebendas milionárias ao ex-presidentes (são 3), os caríssimos (vide Jaime Gama p.f.) automóveis do Estado comprados ao fim de poucos anos por uma bagatela pelos próprios ministros, etc, etc. Simples, não?

  6. Belina Moura says:

    Exactamente! Os deputados na Bélgica vão para o trabalho de metro! Porque é que nós temos de ter tanta “cagança”?


  7. Sabem o que o Sarkozy fez quando chegou ao Eliseu. Todos aqueles que servem funções abaixo de secretários de Estado e que têm direito a um carro, podem conduzir ELES PRÓPRIOS um Smart do estado. Se quiserem, porque de contrário, cheguem ao trabalho da forma como bem entenderem. Imaginem isto aqui…Vejamos: Eanes, Soares e Sampaio:- dois assessores- gabinete pago pelo Estado . Eanes, ficou com o gabinete num apto. às Av. Novas. Soares alugou ao Estado o seu próprio gabinete na Fundação Mário Soares, para ele próprio o usar como ex-presidente. Sampaio não esteve com meias medidas: já que anda a seguir os passos de Dª Amélia na luta anti-tuberculose, “abarbatou-se” com o atelier da rainha nas Necessidades, cujo restauro custou a módica quantia de + de 600.000 Euros. É claro que foi restaurado, tudo bem, mas…- o famoso cartão de crédito vermelho, usado por autarcas e outras entidades estatais; com ele pagam as “despesas de representação”, como almoçaradas à la carte, telemóveis, etc. – a inacreditável incúria na secção de compras para departamentos do Estado, com curiosidades astronómicas, como papel higiénico aos 1.000 rolos/mês numa faculdade, etc. esquisito…Já nem sequer falo das obras por adjudicação directa. Imaginam o que penso disto tudo.NOTA 1: neste momento, em Londres discute-se abertamente a moratória por 10 anos para a dotação de Buckingham que anualmente ascende aos 8 milhões/libras (João Carlos I, 8 milhões/ano, com TUDO a ter de ser pago deste montante). Os britânicos acham a soma colossal, imaginem… e quanto a isto há que referir ainda, as receitas provenientes dos “royalties sobre os produtos com o By Appointment que revertem totalmente para o tesouro público, pagando largamente a chefia do estado, arrecadando lucros e empregando dezenas de milhar de artífices, operários, gente do terciário, etc (uma autêntica indústria). Expliquem-me lá, a razão pela qual despendemos 17 milhões/Euros todos os anos com o “estadão” do sr. Cavaco Silva e ainda por cima temos de ler a sua prestimosa consorte declarar publicamente numa entrevista, “que os vestidos são pagos pelo marido porque Belém não tem UM TOSTÃO?!”NOTA 2: em 1910, a monarquia de D. manuel II auferia uma lista civil que não sofria qualquer aumento de actualização, desde … 1826 (D. João VI). Pois-pois…Querem a República? Pois então imponham-na na condição sine qua non de absoluta coerência. É claro que virão dizer que o Sarkozy gasta 100 milhões Eurtos/ano. Boa desculpa, para prosseguir o regabofe “belenense” dos 60 assessores, viagens grátis que enchem os A340 da TAP, etc, etc. Bom proveito!

  8. cambralenta says:

    Era exactamente a isso que eu me referia: aumentar a fiscalização (acabar com as fraudes). Todos nós sabemos que existe muita gente necessitada neste país. A questão é que muitos deles fazem pela vida e nem têm conhecimento de que podem usufruir de comparticipações do estado! Não interpretem de outra forma o que eu disse!