O Merconsul e a social democracia

Temos vindo a reflectir sobre o que se passa nas Honduras e, como não podia deixar de ser, já andamos pelo Chile de Allende, de Pinochet, na Venezuela de Chavez , na Argentina…

Muito do que hoje se passa na América do Sul tem que ser visto no quadro mais amplo do Merconsul, algo como a União Europeia, ainda em embrião, mas que abre horizontes de paz e desenvolvimento como nunca naquela parte do globo.

Hoje estão irmanados numa espécie de mercado sem fronteiras para produtos e bens , O Brasil, a Argentina e o Uruguaio. Espera-se que as fazes seguintes tenham condições de avançar à imagem da UE, com a mobilidade das pessoas entre países, a criação da moeda única, o sistema político…

Estes ambiciosos projectos colectivos, ao nível de países que juntos representam continentes, não casam bem com projectos pessoais de poder, mesmo que no curto prazo nos mereçam consideração e melhorem a vida das pessoas. No Brazil, há muita gente que critica o Presidente Lula por não se empenhar quanto devia no Merconsul por pretender reservar para si próprio a Presidência, (quando sair da Presidência do Brazil,) assim como, há muita gente que não vê com bons olhos o Presidente Chavez e outros, que perfilham posições e ambições que se vão tornar num impecilho para uma obra maior.

Nesta parte do globo devastada pela miséria, por ditaduras de esquerda e de direita e pela presença nefasta do “grande irmão do norte” – tão perto dos USA e tão longe de Deus- dizia-me um Mexicano, só o advento da Democracia Parlamentar, o Estado de Direito e a Economia Social de Mercado, trará condições objectivas para que a paz , o desenvolvimento económico e a justiça social vinguem por décadas, a bem das populações.

Tal como é exemplo na UE onde milhões de pessoas estão há mais de cincoenta anos a viver em paz e com um nível de vida como nunca aconteceu na história da Humanidade!

Se acham que é objectivo que não vale e pena, então alimente-se os aventureiros e demagogos desta vida, sejam de esquerda ou de direita…

Comments


  1. Como citas, foi o presidente Porfirio Díaz quem disse: «Pobre México! Tan lejos de Dios y tan cerca de Estados Unidos!» – e aqui radica todo o problema da América Latina: a omnipresença do patrão do Norte. As ditaduras de direita foram e são, em regra, colocadas no poder pelos EUA; as de esquerda (as poucas que tem havido) são depostas pelos mesmos – as «democracias» fantoche, idem. E contra isto não há Mercosur que valha aos latino-americanos.

  2. maria monteiro says:

    as ambições que envolvem os negócios da droga serão também um “pequeno impecilho” aos países da América do Sul…

  3. Luis Moreira says:

    Claro, são impecilhos desde que não aceitem a Lei e a ordem democrática.