Empresa Frente Tejo SA – a luta continua

Por convite a seis empresas estrangeiras foi escolhida uma delas para apresentar um estudo base para o Terreiro do Paço, tambem conhecido por Praça do Comércio.

Esta empresa, Frente Tejo SA foi constituída, justamente, para poder funcionar ao arrepio dos controlos a que as câmaras estão sujeitas, podendo contratar por ajuste directo (filho selecto do governo socialista) sem ouvir quem quer que seja e muito menos os Lisboetas.

Mas o atrevimento é de tal ordem, como demos conta há dias aqui no Aventar, que nem sequer o vereador da câmamra, Arquitecto Manuel Salgado, resiste a uma feroz crítica. O estudo propõe que as frentes das paredes que dão para as arcadas sejam rasgadas para assim se criarem montras e ali se instalarem lojas e restaurantes.

Tudo nas costas dos Lisboetas, como convém, o estudo está agora em discussão (por uns senhores muito importantes, tão importantes como os que foram convidados para constituirem o juri, que ninguem sabe quem são) e parece que a ideia de o rés do chão ligar aos primeiros andares por umas escadas espectaculares fica, para já, sem efeito.

O mesmo acontecerá com as tais janelas/montras que iam rasgar as paredes dos edificios que, segundo o arquitecto Salgado “são uma gargalhada de mau gosto”.

A empresa Frente Tejo SA como se vê, continua a trilhar o seu caminho de roubar à cidade o melhor que ela tem, nas costas dos Lisboetas, e à Praça junta-se uma série de projectos que pouco a pouco virão à luz do dia, como sejam os Contentores de Alcântara, a acostagem de navios e muitos metros quadrados de betão no rio junto a Santa Apolónia, os edificios no Cais de Sodré que já lá estão sem discussão pública, o Hotel na Marina de Belém que já lá está, a Fundação Champallimoud que vai ser criada junto à marina de Pedrouços, o gigante Museu dos Coches…

Eu não voto no António Costa porque o governo com ele na Câmara faz o que quer, como se vê. Lisboa precisa de uma oposição forte que lute contra este assalto à luz do dia.