DIA IBÉRICO, DIA DE REFLEXÃO


Cristóvão Colombo. Retrato póstumo feito por Ridolfo Ghirlandaio

Amanhã 11 de Outubro, é dia de eleições de Autarcas que nos governarão durante um período de tempo. Hoje, é o denominado dia da reflexão. Por ter definido Autarca, Autarquia e Concelho em Aventares anteriores, remeto os leitores para esses textos. Especialmente para o publicado ontem: Sermos cidadãos Governados pelos Autarcas.
Nada teria acontecido quanto a reflexões e eleições, se não fosse por causa do senhor navegador, denominado mais tarde Almirante Adiantado, Cristóvão Colombo, não ter essa obsessão que a terra era redonda, passível de navegar por outras rotas marítimas diferentes das sempre usadas por exploradores italianos, especialmente da República de Veneza, por lusitanos de Portugal e poucos hispânicos que tinham horror de chegar ao limite da planície do mar e cair no vazio. Ao inferno, talvez, esse modo de pensar do Século XV. Ao Inferno também, pela imensidão de mortos causados pela Rainha Isabel, A Católica, e o seu pusilânime marido, o El-rei Fernando de Aragão, essa terra em que nasceu, advogou e abandonou um dia, meu Avô Materno, Angel Redondo del Cacho. Família de Corte. Ele, republicano, não hesitou e foi-se embora até ao Novo Mundo, com a mulher (também da Corte) e as filhas, a segunda, a minha Senhora mãe. Todos muito católicos, mas nunca como Isabel I de Espanha, que levou a Cruz e a Espada ao Sul do território espanhol para se desembaraçar dos marroquinos que viviam lindamente em Sevilha e Granada. Isabel La Católica, em língua castelhana, era uma mulher de armas:

Estatua ecuestre de Isabel I de Castela em: http://es.wikipedia.org/wiki/Isabel_I_de_Castilla
Mal soube a Rainha que havia um aventureiro pobre a dizer que a terra era redonda e havia um caminho mais curto para a Índia, mandou por ele, disse-lhe: se é como dizerdes, a terra é tua e o rendimento, nosso .
La Católica mulher sempre vestida em cota de armas, deu-lhe dinheiro, Colombo comprou embarcações e saiu via Atlântico, para essa rota mais curta para as Índias e chegar a essas terras antes que os portugueses, que descobriram o sub – continente, oito anos mais tarde. Colombo, nem curto nem preguiçoso, embarcou nas suas naus ,
Saindo do porto de Palos, por Evaristo Dominguez, no município de Palos de la Frontera.
Colombo partiu, na sua primeira viagem, de Palos de la Frontera (Huelva, Espanha), em 3 de Agosto de 1492, com três pequenas embarcações: a nau Santa Maria e as caravelas Niña e Pinta. Tocou na Grã-Canária e rumou para Sudoeste; três meses depois chegou a um ilhéu das Bahamas a que deu o nome de São Salvador. Continuando a navegar custeou Cuba (segundo os próprios cubanos [11] o nome é derivado da palavra Taíno, “cubanacán”, significando “um lugar central”) e chegou ao Haiti a que deu o nome de Hispaniola. Convencido de ter chegado à Índia deixou lá uma pequena colónia e regressou à Europa. .
Foi Armado Almirante Adelantado, recebido pelos Monarcas na Catedral de Barcelona, Calle de la Tapineria, na Barcelona Antiga, em frente da qual, no nº 15, Hostal dos Médicos, a minha mulher e eu costumávamos pernoitar. Sem pompa nem circunstâncias, como as que teve Colombo. Mais três viagens e muitas naus e caravelas foram às Novas Terras.
A viagem de Colombo foi de medo. Nem se sabia por onde se andava. Após dois meses de navegação, o marinheiro Rodrigo de Triana gritou: terra, terra, e foram abordadas as do Novo Mundo. Convicto Colombo de serem as Índias, tornou e os Reis enviaram cartógrafos, um deles reparara que eram terras diferentes, navegou a costa toda, fez imensos mapas e as terras passaram a ser chamadas as terras de Américo Vespucio ou as terras de Américo. Origem do nome de Continente: América, assim baptizado em honra a Vespúcio.
Américo passou a ser Piloto-Mor. Colombo fora esquecido, e teria desaparecido da história, se o seu filho Diego de Colón, não tivesse apresentado provas das façanhas do seu pai, as quais a Rainha lembrou e tornou-os Duques de Carvajal, família extensa e rica com as aquisições da América, com descendentes vivos até ao dia de hoje.
É esta simples História que nos leva a pensar hoje como será esse dia de amanhã, tão tradicional da Europa de sempre, de tanta novidade na América, que, no Norte, são denominadas Council e na parte latina, do México até ao Chile. Municípios. História para pensar nas eleições de amanhã: serão os autarcas como nos tempos de Colombo, ávidos de poder e lucro? Ou serão representantes de uma parte da nossa Soberania?
É preciso meditar…
colombo
Ilustração do desembarque de Colombo em São Salvador nas Bahamas

1) Cristóvão Colombo (Génova [?], c. 1437/1448 — Valladolid, 20 de Maio de 1506) , navegador e explorador europeu, responsável por liderar a frota que alcançou a América em 12 de Outubro de 1492, sob as ordens dos Reis Católicos de Espanha. Empreendeu a sua viagem através do Oceano Atlântico com o objectivo de atingir a Índia, tendo na realidade descoberto as ilhas das Caraíbas (Antilhas) e, mais tarde, a costa do Golfo do México na América Central. Fonte: Phillips, William D., and Carla Rahn Phillips. The Worlds of Christopher Columbus. Cambridge: Cambridge University Press, 199, pg. 9.
A maioria dos historiadores aceita como local de nascimento a cidade de Génova, Itália. No entanto, algumas teorias dizem que Colombo era português, outras dão- no como natural da Catalunha, da Galiza, da Córsega ou de outros vários lugares do que passou a ser, após a sua descoberta, o Velho Mundo.

2) De Las Casa, Frei Bartomé, (1474) 1991: Cristóbal Colón: Diário de a bordo, descoberto e reescrito por Frei Bartolomé de las Casas, frade Dominicano, defensor dos Nativos das Novas Terras, Anaya, Madrid, 400 páginas.
Das três naus, apenas sobreviriam duas: uma tormenta, na terceira viagem, afundou à Pinta. La Niña e la Santa Maria, flutuam hoje em dia, no Porto de Barcelona.

3) Fonte, como antes: Phillips, William D., and Carla Rahn Phillips. The Worlds of Christopher Columbus. Cambridge: Cambridge University Press, 1992, com as palavras de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Crist%C3%B3v%C3%A3o_Colombo.

4) Américo Vespúcio, em italiano Amerigo Vespucci (Florença, 9 de Março de 1454 — Sevilha, 22 de Fevereiro de 1512), foi mercador, navegador, geógrafo e cosmógrafo italiano e explorador de oceanos que viajou pelo, então, Novo Mundo, escrevendo sobre estas terras a ocidente da Europa. Como representante de armadores florentinos, o mercador e navegador Vespúcio encarregou-se em Sevilha do aprovisionamento de navios para a segunda e a terceira viagens de Cristóvão Colombo. Supõe-se que tenha participado de incursões pelo Atlântico desde 1497. Em meados de 1499 passou ao largo da costa norte da América do Sul, acima do rio Orinoco, como integrante da expedição espanhola de Alonso de Ojeda, a caminho das Índias Ocidentais. Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rico_Vesp%C3%BAcio

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Há aqui coisas que são novidade para mim. Bem interessante.

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