Morte Súbita

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FALTOU O DESFIBRILHADOR

Kevin Wildemond, jogador de basquetebol da Ovarense, sentiu-se mal, desfaleceu, entrou em paragem cardíaca e morreu, durante o intervalo do último jogo, no domingo.

Segundo informações, nos jornais, a falta de um desfibrilador, foi determinante para a morte do atleta. No recinto, não havia o que seria preciso para tratar casos destes.

Num País tão avançado como o nosso – com tantas auto-estradas, com milhões de telemóveis, com tecnologia de ponta a nível mundial, com ordenados de gestores de nível planetário, quase com TGV e segundo aeroporto na capital, com dinheiros gastos a rodos por tudo quanto é lado, com preços de obras públicas a resvalarem de modo incompreensível, com estádios de futebol, construídos a preços milionários e agora vazios – podemos admitir que nas competições desportivas não existam os meios necessários para salvar vidas?

Quantos mais atletas, ou espectadores, precisam morrer para que as entidades responsáveis entendam que é obrigatório prover as instalações desportivas, ou outras quaisquer onde se realizem espectáculos, com os meios que permitam tratar convenientemente, seja quem for que necessite? Não tivemos já que chegue, ao longo dos anos, em que os mais mediáticos terão sido Pavão e Feher?

Para que têm servido os nossos governos? Para cobrarem dinheiro e não o utilizarem no que é preciso? Para esbanjarem o que é nosso? Para nos tratarem mal?

Haja vergonha.

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Comments


  1. Se houvesse um desfibrilhador talvez tivesse sobrevivido… Isso mesmo TALVEZ e nada mais do que isso.   Não havia um desfibrilhsdor no pavilhão. Não me escandaliza, visto que, em termos legais, este dispositivo só pode ser usado com a presença de um médico. Enquanto não alterarem esta lei, é complicado que todos os recintos se equipem de equipamentos que ninguém pode usar.

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