Ser ou não ser uma recordação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagem Moisés de Michelangelo415 x 457 – 48k – gif , esculpido entre 1513-1515. A escultura está na igreja de San Pietro in Vincoli, Roma.

 

A frase não é minha, todos sabemos de onde advém. Éuma frase que nos faz pensar, duvidar, andar no meio da multidão sem saber muito bem quem somos nem o que desejamos da vida. A vida tem as suas alternativas, ou entregues pela lei, ou pela nosa maneira de ser. Forma de ser que faz comentar a nos próprios e aos outros o que somos e para onde é que vamos. Para não sermos desviados do caminho traçado para nós pelos costumes da maior parte de qualquer grupo social, dizem por ai que leis foram ditadas para nós obedecer. A imagem do ditador é terrível, imagem que nos reenvia a ser mais ser do que procuramos e desejamos ser.

É, sem dúvida, a escultura que o nosso amigo Luís sempre admirou e respeitou, que visitava cada vez que andava por esses cantos do mundo. Respeitou a imagem, que é para adimirar, a úlima obra de de Michelángelo. Comentava sempre essa lenda que anda por ai: ao acabar a sua obra, o escultor teria dito: levanta-te e fala. Moisés já tinha falado antigamente mandando cumprir formas de comportamento.

O Luís admirava a imagem, mas não as palavras. As palavras eram com ele, como devia ser e deve ser entre todos os mortais: ir em fente pelo caminho que nós traçamos, com respeito e com amor. Respeitou os que pensam de outra forma e cumprem à risca o que está mandado pela lei. Mas a lei era-lhe larga e alheia, como diz Ciro Alegia,  escritor peruano, em 1983. Para o Luís, o mundo era largo e, se ele não sabia, empurrava até ficar fabricado a sua medida.

A estátua de Moisés, era a sua guia, a sua orientação. Dos Dez Mandamentos que dizem Moisés ter baixado a terra desde o seio da sua divindade, havia um que chamava a sua atenção: amar ao próximo como a ti próprio. Mandamento  lei para o Luís. Lei nada alheia ao seu comportamento, generoso, aberto, alegre e brincalhão. Ele queria ser, mas não lhe era permitido. Apenas a mãe e a família entendiam esse ser que teve que o levou abandonar Portugal para poder ser como ele estimavaAinda esperamos que acorde e apareça plas ingratas terras lusitanas, onde a lei é apenas uma: a reprodução biológica e o ensino para os mais novos. Ensino com punição, sistema não existente para a pessoa que hoje lembramos. Sabia amar e era amado. Amava esses poucos escolhidos por ele, era amado por muitos, especialmente pela sua mãe. Ser ou não ser, não foi a sua grande dúvida. Sabia o que procurava e faleceu nessa procura. Talvez no seio de Moisés e a ordem de

 

amar ao próximo como a si próprio.

A grande questão de ser, o Luís a disemharia como o propritário de esta imagem, da autoria de H Mourato, em: http://www.joaquimevonio.com/espaco/h_mourato/hmourato.htm

A sua pequena sobrinha procura no céu a estrela do Luís, para a trazer a terra, operar ecolocaro um novo coraçã que sustitui-se ao antigo que, em menos de um minuto, parou. A sua memória nunca será esquecida, Luís Pimentel, com eses trinta e dois anos. A sua devoção ao trabalho, foi a sua saida do mundo. Como a de tantos outros que o neo-liberalismo liberta cedo na vida

 

 

 

Comments


  1. Já visitei e é absolutamente extraordinário.