Escuta oculta

Tento não detestar muitas coisas. Detestar é um sentimento muito negativo que procuro activamente combater. No entanto, há algumas coisas que não consigo evitar detestar:

 

Cheiro a "cavalo"

Bafo a álcool antes de o sol se pôr

Limpeza de orificios em público

Responsáveis por investigações criminais, incompetentes.

 

No meio destes, são os ultimos que hoje particularmente me irritam (embora, em muitos casos, sejam coisas interligadas).

Investigar bem é dificil. Requer um cérebro.

É muito mais fácil constituir um advogado arguido, escutá-lo, mesmo em mais-que-sigilosas conversas com os clientes, e chafurdar no escritório. Os direitos civis que se *****, não é? Afinal, vale tudo. O importante é que da montanha nasça, pelo menos, uma ratazana.

 

Próximos capítulos num telemóvel próximo de si.

 

 

 

 

 

 

 

Comments


  1. Mas “escutá-lo, mesmo em mais-que-sigilosas conversas com os clientes, e chafurdar no escritório” não faz parte de uma investigação? Desde que a escuta e o chafurdanço sejam apoiados num mandato judicial, claro.É que, se calhar, sem esses expedientes e num país em que, por hábito, as pessoas se portam como os célebres macaquinhos que não vêem, não ouvem e não falam, nada seria capaz de se apurar de criminoso.


  2. Escutar e investigar os advogados é parte de uma normal investigação? Sim. Na Coreia do Norte.Em Portugal, o arguido tem, entre outros, dois direitos: o direito a não prestar declarações, e o direito a um advogado.Uma investigação criminal que envolva o advogado do arguido por razões de conveniencia nega estas dois direitos ao arguido.Daqui resultam algumas consequencias: muitos bons advogados, porque querem preservar as famílias desta devassa, abandonam a defesa de processos criminais.Muitos arguidos deixam de ajudar os advogados nas suas defesas por não confiarem no sigilo (o que é uma negação absoluta do seu direito de defesa).Muitos advogados podem ficar com medo de defender os seus constituintes e até podem prejudicar deliberadamente a defesa por terem medo que a policia os meta na “ordem”.Outros advogados podem fazer peito e mostrar que não têm medo de defender os seus constituintes e, por causa dessa postura (que é a que deontológicamente estão obrigados a ter), serem enxovalhados por acções policiais que passam, muitas vezes, pela colocação de notícias na CS por parte das autoridades judiciárias, com vista a descredibilizar os causídicos.Não percebo como isto possa ser normal numa democracia.