Governador de quê?

Ao ouvir hoje o Governador do Banco de Portugal, tive a sensação de que o Sr. Vítor Constâncio é de uma inutilidade invulgarmente transparente, pelo menos para uma pessoa como eu, que não percebe a ponta de um corno de economia. Mesmo inútil, inoperante, dispensável excrescência do sistema, conseguiu pôr-me o sangue a ferver, ao anunciar o inevitável aumento de impostos.

 

A corrupção é, indiscutivelmente, um cancro global. E as metástases já invadiram todos os órgãos do nosso corpo social. Desde os órgãos privados aos órgãos públicos, governos, autarquias, instituições, justiça, saúde, ensino, banca, desporto, empresas, finanças, tudo! Tudo está inexoravelmente invadido e corroído pela tentacular, maligna e cancerígena corrupção. Podemos dizer que o tratamento se nos afigura meramente paliativo, em fase terminal, ainda por cima supervisionado pela suprema incompetência que transparece da cara de menino de coro com que este senhor se apresenta aos nossos olhos.

 

Dizia-me um amigo, ao qual dou inteira razão, que não tinha medo dos ladrões de rua, que o assaltaram uma ou duas vezes na vida. Tem medo e vive aterrorizado, isso sim, com os que o "assaltam" legalmente todos os dias, governo, instituições, polícia etc., sem que se vislumbre uma centelha de esperança na contenção deste desenfreado meter de mão nos seus bolsos. E tal como eu, sente o sangue a ferver, e o ódio a crescer, quando percebe que o produto dos impostos que o Sr Governador quer aumentar, e de tantos outros "assaltos" legais, nada mais visa do que engrossar a torrente de massa que vai direita aos bolsos dos milhares de corruptos que auferem milhões de euros a coçar os tomates.

 

Comments


  1. Meu caro Adão, temos que pagar o BCP, o BPN e o BPP. Esta gente é muita boa mas é com o dinheiro dos outros…


  2. Ele tem toda a razão, o sr. Constâncio. Deviam ser aumentados radicalmente os impostos ao escalão onde ele está. Chama-se a isto, solidariedade social.