Spínola, um terrorista no Palácio de Belém

O antigo dirigente da rede terrorista ELP/MDLP António de Spínola está a ser homenageado por Cavaco Silva no Palácio de Belém.

Estagiário nas tropas de Hitler, Spínola foi nomeado Presidente da República através de um mini-golpe palaciano imediatamente posterior ao 25 de Abril, e contrariando a vontade da maioria dos oficiais do MFA. Antes Marcelo Caetano exigira a sua presença para se render, tentando desesperadamente que o essencial do regime se  mantivesse.

Após uma 1ª tentativa de golpe, em 28 de Setembro de 1974, Spínola foi forçado a abandonar a presidência da República, tentando novamente derrubar a democracia em 11 de Março de 1975. A partir daí exilou-se em Espanha, onde como na altura ficou mais que provado foi líder da rede bombista conhecida por ELP/MDLP, responsável por atentados que causaram mortes e destruições.

Reabilitado após o 25 de Novembro, como não podia deixar de ser, nunca foi julgado pelo seus crimes, num processo que entre outras hilaridades foi em grande parte investigado por um inspector da Judiciária que pertencera à organização que investigava.

Cavaco Silva pode ser o Presidente de alguns portugueses, que o elegeram. De todos não é, como agora fica mais uma vez demonstrado.

Comments

  1. Talvez... says:

    Hmm… tendencioso, definitivamente.


  2. A verdade acima de tudo.

  3. graça dias says:

    Opovo é ingrato. se nao fosse Spínola e outros. uma coisa é certa .o senhor nao teria a liberdade de expresssao .


  4. muito tendencioso…
    também o otário do Otelo é terrorista e também ele é oficial condecorado nos 10 de Junho!


  5. Acusar alguém de tendencioso sem desmentir os factos que aponta é no mínimo… tendencioso.
    A liberdade de expressão não deve nada a Spínola, que nem sequer queria extinguir a PIDE/DGS.
    E quanto a Otelo, lembro que a amnistia de Soares não foi às FP-25, mas também à rede bombista, acto com o qual concordo. Mas só se fala das FP-25, que foram julgadas em tribunal.
    O ELP/MDLP faz de conta que nunca existiu, o que se compreende, ou muito político no activo no mínimo teria cadastro.

    • luis lopes says:

      João J Cardoso, só um elemento das FP’s foi condenado, porque teve a coragem de dizer que fez parte da orghanização..Os restantes eram assaltantes e cobardolas, calaram-se.. Enfiarem uma bomba em Matosinhos, matando apenas uma criança de 5 anos!! Grandes herois! O Vosso chefe nesta altura, o OTELO, que foi um facista , (leia-se instructor da Mocidade Portuguesa) queria ser herói de QUÊ??

  6. Talvez... says:

    João J Cardoso :
    Acusar alguém de tendencioso sem desmentir os factos que aponta é no mínimo… tendencioso.

    Factos que apresenta? Onde?
    tentando novamente derrubar a democracia em 11 de Março de 1975. Refere-se ao golpe de 11 de Março. Mas só diz que tentou derrubar a democracia. Onde estão os fundamentos?
    E, além do mais, quando fala de democracia, fala da democracia de quem? Do socialismo? Da tentativa de instauração de um socialismo revolucionário pelo então comando do MFA, o COPCON onde os simpatizantes do PCP predominavam?


  7. “O COPCOM onde os simpatizantes do PCP predominavam”

    Pronto, é ignorância. Ou estará a fazer confusão com a 5ª divisão do MFA, porque já lá vão muitos anos e a memória se baralhou?

    Os factos que apresento, em relação a Spínola, estão no post.

  8. Talvez... says:

    João José Cardoso :
    “O COPCOM onde os simpatizantes do PCP predominavam”
    Pronto, é ignorância. Ou estará a fazer confusão com a 5ª divisão do MFA, porque já lá vão muitos anos e a memória se baralhou?
    Os factos que apresento, em relação a Spínola, estão no post.

    O COPCOM (órgão executivo do MFA), liderado por Otelo Saraiva de Carvalho, para o efeito promovido a brigadeiro. Foi ainda candidato à presidência pela extrema-esquerda. Diga-me, como se pode ser candidato à presidência sem se ser afiliado nesse partido?

    Cito ainda o Plano de Acção Política do MFA, aprovado pelo conselho da Revolução (na altura órgão que concentrava a maior parte dos poderes) em 1975:
    «O MFA reconhece que essa independência nacional passa por um processo de descolonização interna, a qual só se conseguirá através da construção de uma sociedade socialista.
    Por sociedade socialista entende-se uma sociedade sem classes, obtida pela colectivização dos meios de produção»
    Vê aqui a ideologia socialista?


  9. Ó homem, é mesmo ignorância. Otelo se fez mossa foi ao PCP que teve uns 4% de votos com Octávio Pato (o seu pior resultado de sempre), que contra ele concorreu.
    Quanto ao socialismo, vá ler os primeiros programas do então PPD e do CDS. Quando acabar espero que continue de boa saúde, e apareça, para continuarmos a conversa.

  10. Talvez... says:

    Otelo Saraiva de Carvalho integrou o Conselho de Revolução que emitiu o regulamento que pôde ler acima. E esse regulamento é claramente socialista!
    Quanto aos programas do PPD e CDS, o que têm a ver com Spínola ou Saraiva de Carvalho? Aliás, desviei-me do assunto com a menção a Saraiva. Esclareça-me só uma coisa: por que diz que Spínola tentou derrubar a democracia.


    • Os programas desses partidos defendiam o socialismo. Aliás a constituição assumia o socialismo e apenas o CDS se absteve. Isto serve para se situar na época.
      Quanto ao homem que ucombateu ao lado do Adolfo nunca foi um democrata, ambicionava o poder para si como se viu no 28 de setembro. E nessa altura às coisas ainda estavam calmas. Como já escrevi nem com a PIDE queria acabar.

  11. Talvez... says:

    João José Cardoso :
    Quanto ao homem que ucombateu ao lado do Adolfo nunca foi um democrata, ambicionava o poder para si como se viu no 28 de setembro.

    Mas enquanto que o senhor interpreta o 28 de Setembro como um assalto ao poder (manifestação que nunca se realizou), outros interpretam-no como a resposta à posição da descolonização pura e simples. Cito informação obtida no site do Centro de Investigação de Tecnologias Interactivas, dependente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, a respeito do 28 de Setembro: É um propósito que se começou a desenhar a partir de 10 de Setembro no seguimento da concessão da independência à Guiné


  12. Além do mais Spínola sempre foi contra a descolonização, como bom criminoso de guerra que também foi, ver o assassinato de Amílcar Cabral, por exemplo.
    A questão colonial resolveu-se em Junho, quando se boicotou um embarque de soldados. A partir daí passou a irreversível.
    Em Setembro Spínola tinha perdido poder real, e essa foi a razão real do seu apelo à dita maioria silenciosa.
    Quanto às “investigações” meu caro amigo, o que temos são trabalhos de sociologia, e publicação de fontes. Tudo o que se escreve sobre os anos de 74-75 ainda não passa disso, e lamento que investigadores que considero pensem andar a fazer trabalho sério quando ainda não existe distância geracional para tal ser possível.
    Daqui a 50 anos os historiadores farão delas o mesmo uso que os medievalistas hoje fazem da nosso historiografia do séc. XVII. Aposto, e já cá não estarei para ganhar a aposta.

  13. Talvez... says:

    João J Cardoso :
    Além do mais Spínola sempre foi contra a descolonização, como bom criminoso de guerra que também foi, ver o assassinato de Amílcar Cabral, por exemplo.

    O facto de uma pessoa ser contra a descolonização pura e simples faz dela anti-democrática?
    Quanto ao assassinato de Amílcar Cabral, não leio nada que refira Spínola… porque diz que ele esteve envolvido?
    O documento dos EUA vem apenas confirmar que o assassínio de Amílcar Cabral se deveu a profundas desavenças políticas entre cabo-verdianos e guineenses, ou, mais exactamente, entre “os mulatos das ilhas de Cabo Verde e africanos do continente”.
    Segundo este relatório, a morte de Cabral foi o resultado de uma conspiração entre os altos responsáveis políticos cabo-verdianos e africanos do continente.
    in Expresso das Ilhas, jornal cabo-verdiano


  14. Não reconheço a colonizadores de outros povos o estatuto de democratas. Vale para todos, da URSS à Inglaterra.
    Quanto ao assassinato de Amílcar Cabral, que ainda por cima foi um erro político crasso, Spínola era comandante chefe na Guiné-Bissau quando ocorreu. Consta que não tinha dado ordem para tal, mas constam muitas coisas, e a responsabilidade não deixa de ser dele. Não esquecer que a invasão da Guiné-Conakri incluía a intenção de assassinar o seu presidente.
    As mãos sujas de sangue tinha-as desde pequeno, na Divisão Azul hitleriana.

  15. Talvez... says:

    João J Cardoso :
    Não reconheço a colonizadores de outros povos o estatuto de democratas. Vale para todos, da URSS à Inglaterra.

    E para os assassinos de muitos portugueses inocentes, qual o estatuto?

    P.S.: Não serem democratas não os torna anti-democratas.

  16. joão Nunes says:

    Ó João Cardoso, pá, você borrou a escrita toda com essa do Amilcar.
    Se fosse há um tempito atrás, podia-se perguntar ao Nino Vieira, mas a esse fizeram-lhe o mesmo. Terá sido coisa do Spínola?
    Há coisas do camandro, não há?


  17. Você quer comparar a invasão de um território estrangeiro e o homicídio de um adversário político a um acto de guerra civil?
    Nem sequer percebe que o assassínio de Amílcar Cabral é o problema da Guiné-Bissau de hoje, até porque só com ele poderia ter havido Guiné-Cabo Verde, coisa que até Spínola mais tarde percebeu?
    Pois vejo muitos borrões na sua pintura.

  18. joão Nunes says:

    Então pronto.
    Já que na sua opinião, estando nós em guerra devíamos dar batatinhas aos nossos inimigos, em vez de fazer como o sr. josé stalin fez a milhões de compatriotas seus relegando para um vergonhoso 2.º lugar a malta do Adolfo, o Sr. General António de Spínola fez uma coisa muito feia que foi essa de decapitar o nosso inimigo tentando evitar que ele nos decapitasse a nós.
    Como pelos vistos você faz parte do exército de Miguéis de Vasconcelos que por aqui pululam e que ao longo da nossa História tudo têm feito, vá-se lá saber porquê ou por quanto, para nos aniquilar como Nação livre e independente, e por mim Imortal, eu esclareço-o.
    Em tempo de paz não se faz nada daquilo.
    Em tempo de guerra, não se limpam armas e, por mim e por tantos outros milhares, tal como para o nosso querido General, não se limpam armas.
    É tudo a abrir, sempre a eito.
    Portugal foi feito assim.
    Na sexta-feira passada foi o dia do Nosso Patrono – S. Jorge, sempre invocado e sempre presente nos momentos mais cruciais da nossa existência como nação e no caminho para a nossa Independência.
    Por Spínola e muitos outros como ele, por todos os que deram a vida por todos nós, pelos que hão-de continuar a ser Portugueses livres e independentes,
    VIVA PORTUGAL!!!
    Percebeu?

    • Luís Moreira says:

      João Nunes, você tem a visão sobre Spínola do “cabo de guerra”, que aterrava de hélio no meio de uma batalha como tantas vez fez na Guiné, ou que ia a um destacamento e dava razão aos subalternos e dava guia de marcha ao comandante do destacamento. Spínola em Belém é o Spínola político. Nada tem a ver com o autor do livro Portugal e o Futuro.. São dois planos diferentes. Quem lutou sob as ordens de Spínola tem a sua opinião. Quem olha para Spínola como político não pode deixar de ver nele um homem que teve um plano pessoal de poder.


  19. Por princípio não respondo a insultos, apago-os.
    Mas essa do Miguel de Vasconcelos merece resposta: você pensa que Portugal é seu. Azar, é dos portugueses.
    O seu querido general que andou por terras de Espanha a negociar a invasão de Portugal por Franco de patriota tinha muito pouco. De traidor bastante.
    Quanto à apologia dos crimes de guerra que faz fica-lhe bem. Viva a coerência. Entendido?

  20. joão Nunes says:

    Essa cartilha está muito gasta. A de que só os comunas sabem tudo e toda a razão está com eles.
    Aliás, nem é cartilha, é cassete.
    O prec, já era, meu caro.
    A Pátria honrai, que a Pátria vos contempla, definitivamente não entra nessas cabeças.
    Nem o Putin vos quer.


  21. O argumento de chamar comuna é um grande argumento.
    Pobre pátria, que tantos toscos alberga.

  22. joão Nunes says:

    Luís Moreira :
    João Nunes, você tem a visão sobre Spínola do “cabo de guerra”, que aterrava de hélio no meio de uma batalha como tantas vez fez na Guiné, ou que ia a um destacamento e dava razão aos subalternos e dava guia de marcha ao comandante do destacamento. Spínola em Belém é o Spínola político. Nada tem a ver com o autor do livro Portugal e o Futuro.. São dois planos diferentes. Quem lutou sob as ordens de Spínola tem a sua opinião. Quem olha para Spínola como político não pode deixar de ver nele um homem que teve um plano pessoal de poder.

    E fui eu que vim para aqui dizer aquela barbaridade do assassinato do Amilcar?
    Se mandou matar, fez muito bem. É assim que se faz. E foram poucos.
    Que é isso de juntar ao político aquela treta do pessoal do hitler? Dos espanhóis do Franco?
    O que é que isso tem que ver com o Presidente Spínola? Entra tudo ao molho e fé em Deus?
    Na opinião destes poucos-por-cento de detentores de toda a verdade um tipo mata ou rouba, é condenado, paga 20 anos de cadeia, sai cá para fora e é como se não tivesse pago nada. Continuam a sujar tudo e o mais grave é que mandam trampa com fartura para a ventoinha. Fica tudo sujo e escangalhado.
    Ó amigo J.J. Cardoso, você não acha que já é tempo de ler as coisas com outros óculos?
    As K7 já eram.


  23. Sim, as k7’s já foram, agora é mais mp3.
    O seu discurso ainda é de gravador de bobines, tipo revox, repetindo “ó tempo volta para trás”.

  24. joão Nunes says:

    “ó tempo volta para trás”.

    Oxalá fosse assim.
    Voltávamos ao tempo em que como eu todos os temos no sítio.
    Não é como agora, tudo cheio de panascas, maricões principalmente na esquerda, a envergonhar um país de nobres tradições marialvas.
    Está tudo cheio de panascada, pá.
    Oh tempo volta pra trás, sim senhor.
    Tira-nos desta vergonha mariconsa.


  25. Siga para trás homem, cantando e rindo.
    Por falar nisso, falta um bom estudo sobre a homossexualidade na Legião e Mocidade portuguesas. Pelo que ouvi contar, promete.

  26. joão Nunes says:

    Aproveite e faça também um estudo sobre esse tema nas células e centros de trabalho do pcp.
    Aliás, sabe-se que foi aí que começou o descalabro.
    Está em casa, é fácil.


  27. Para abreviar a conversa, em 1975 fui expulso do meu liceu pela célula de professores do PCP.
    E tenho muito orgulho nisso.

  28. joão Nunes says:

    Eu também, antes de 1975, mas não foi pelos do PCP.

    Terminado.

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