Véus há muitos, seus palermas

George Krause, Fátima, Portugal, 1964

Por terras de França, da Bélgica e de Itália, de forma pontual no vizinho estado espanhol, abriu a caça ao véu. Islâmico, claro, que as freiras não contam.

Tirando o caso óbvio de vestimentas que impossibilitam a identificação do rosto o objectivo é o dos cruzados do costume: combater o infiel, desta vez invocando a defesa da própria mulher.

Louis Stettner, Nazaré, Portugal 1958

O uso de véus, visando esconder o rosto das mulheres, foi uma imposição da moral católica, obrigatária entre nós até há 40 anos. Frequentar uma missa sem tapar os cabelos era considerado uma ofensa. Viúva que não ocultasse os cabelos desrespeitava o falecido. Ora foram as mulheres que se libertaram destas medievalices, não foi nenhum decreto que mudou os usos e costumes. No caso das muçulmanas é esse o caminho que terminarão por seguir mas pelos seus próprios pés, e não empurradas.

Escondida nesta polémica xenófoba está a questão de fundo, a da sexualidade. Ao contrário do cristianismo que cedo se fez uma religião de apelo à castidade e ao sexo meramente reprodutivo o islão  sempre teve uma visão diferente. Como aqui escreveu o Frederico Mendes Paula:

A sexualidade é abordada pelo Islão como algo de natural, como uma dádiva de Deus que une homem e mulher e que não tem como fim único a procriação, mas antes assume um papel central na vida conjugal.

Quer isto dizer que se as sociedades cristãs (e não apenas católicas) levam algumas décadas (poucas) de avanço no que toca aos trapos que as senhoras podem ou não devem envergar, o islamismo levava século de avanço, pesem embora alguns retrocessos fundamentalistas a partir do final da nossa Idade Média, no que toca à mui mais importante questão da sexualidade e do prazer, o verdadeiro motor do que mudou na Europa no que toca aos costumes. Falamos de uma vida privada muito menos preconceituosa e arcaica, ao contrário do que prega a propaganda do Vaticano e quejandos. Falamos de senhoras que podem esconder o corpo na rua sob túnicas e outros adereços de que não serei apreciador, nas levantado o véu, o que lá está é isto (simbolicamente, sff), completamente impensável para as senhoras das fotografias acima, educadas para serem boas parideiras, abrirem as pernas à vontade do respectivo, e correrem para o confessionário se acaso o aguilhão do desejo as picasse.

Se duvidam, perguntem às vossas avós.

Fotografias

 

George Krause, Fátima, Portugal, 1964
Louis Stettner, Nazaré, Portugal, 1958
Cartier-Bresson, Confissão nos Jerónimos, Lisboa, 1954
roubadas ao Grand Monde de Angela Camila Castelo-Branco

Comments

  1. Frederico Mendes Paula says:

    Gostei do que li, João. Fica claro no teu artigo que o véu é um adreço feminino usado por todo o lado. Em Portugal há mulheres que não saem à rua sem ele. O ataque que os países ocidentais fazem a esse costume (exclusivamente no caso das mulheres islâmicas) é apenas uma manifestação de racismo e xenófobia. E este processo tem tendência a sofrer uma escalada. Não é por acaso que há alguns anos o véu era aceite. Então o que mudou? A crise! É lamentável que sejam os próprios governos ocidentais a incentivar o ódio em relação ás comunidades islâmicas, querendo fazer crer internamente que existe um problema com os imigrantes. É caso para dizer “quem semeia ventos colhe tempestades”

  2. joão Nunes says:

    A maior parte do que aqui mencionas, lembrei-te eu ontem.
    Nem agradeces.
    Em vez de estares a pensar nisto, devias ter visto o programa que a SIC Notícias transmitiu hoje às 15:00.
    Se tivesses visto terias vergonha, como eu tenho, de ter na minha raça humana, gente como aquela.
    Pobres mulheres do islão.
    Os animais, têm mais direitos e consideração.
    Portanto, caros J.J. Cardoso e Frederico, lamento desapontar-vos dizendo que defendeis o indefensável.
    Estamos no Sec. XXI da Era Cristã, não nas trevas de uma era de terror.


  3. ó Nunes, explique lá isso melhor. Essa de eu defender o indefensável refere-se a quê? e já agora ia agradecer o quê e por alma de quem?

  4. Amadeu says:

    Obrigado, João Cardoso

    A minha avó gabava-se de nunca o meu avô a ter visto despida. Sim, sim, uma camisa de noite sempre a protegeu dos olhares do coitado.

    E lembram-se dos anos 60s das ferocíssimas críticas à minissaia ?

    Se calhar o João Nunes já concordaria com um …. Minivéu ?!?!

  5. joão Nunes says:

    Frederico,
    Não percas a cabeça.
    Não sou racista nem inculto. Muito menos ordinário.
    Porque te achas mais culto e menos ordinário que os outros, não os classifiques assim.
    Daqui a pouco estás a lamentar o tom que as coisas possa atingir, quando quem começa as provocações és tu.
    “quem semeia ventos colhe tempestades” : É isto mesmo. Vês como são asa coisas?
    Acalma-te, pensa e analisa. Se puderes, tenta ver o programa “Toda a Verdade” que a SIC Notícias transmitiu hoje. Liga para lá e pergunta quando volta a dar.
    Depois fala-me de ordinários e racistas contra o seu próprio povo.
    Até lá educa-te e acalma-te.

    J.Cardoso,
    Sabes ler, não sabes?
    Eu supunha que sim. Se não entendes à primeira, lê, relê, até entenderes. Não sigas o caminho fácil de perguntar e pedir que te expliquem.
    Esforça-te, vais ver que é provável que consigas.

  6. ahmed says:

    Sr.J.J.Cardoso..obrigado um grande artigo e sobretudos para as informações úteis. Me pergunto se posso acrescentar uma coisinha para as mulheres em general.
    As mulheres muçulmanas «com véu ou sem» não são prisioneiros do modelo do mundo virtual que a televisão dá e eles não são reféns de ser sexy e desejada de todos. Acho que ver menos a televisão faz bem..obrigado outra vez

  7. joão Nunes says:

    Frederico,
    Esta é uma discussão, não é um conflito.
    Aprecio o teu esforço em prol da tarefa que tens pela frente.
    A falta de mais discussões e mais discutidores advém de dois factos muito simples: a atenção e a ingenuidade.
    Como práticamente sou o unico a dar-te alguma luta, repito que respeito o teu esforço e a tua tarefa, isso pode demonstrar que as pessoas gostam de se iludir com sherazades, e prestam pouca atenção ao que se passa nas suas costas. As chamadas tramas.
    Aparentemente, sendo os portugueses dos maiores consumidores mundiais de prozac e semelhantes, indiciam que gostam de mundos muito tranquilos, muito harmónicos e em que ninguém quer mal a ninguém. Se fossem mais atentos, o numero de assaltos diminuía. Ingenuamente pensam que isso só acontece aos outros.
    Há uns dois anos li, creio que no Diário del Sur, um artigo escrito por um professor da Universidade de Cádis, de que infelizmente já não recordo o nome. Nesse artigo, o professor ( não devia ser ariano) defendia a falta de honestidade do comerciante Marroquino (muçulmano) quando, por sistema, pretende enganar o seu melhor amigo: o cliente. Já a montante tentara enganar outro grande amigo: o fornecedor. Como faz? Ao fornecedor, oferecendo pela mercadoria que necessita para ganhar a vida, um valor irrisório. Trata mal um seu amigo, de quem necessita, ao pretender todo o lucro para si próprio deixando o outro de mãos a abanar.
    Ao cliente: Pedindo-lhe logo à partida um preço de pelo menos o dobro do valor justo da mercadoria, acabando por a deixar por muito menos, a metade.
    É desonesto. Precisa de ambos e acha que os pode enganar aos dois, sempre, sempre.
    Seria muito mais decente, não tentando enganar ninguém, pagar um preço justo a um e vender por um preço justo a outro, ganhando a percentagem justa . Prefere o caminho dubio.

    A Jihad que está em curso tem vários tipos de futuros heróis. Como já aqui referi, os da espada (mais concretamente os covardes da bomba) e os da pena. Estes ultimos, utilizando o método e a manha indu de abanar e fazer as coisas lentamente para hipnotizar a cobra. Fazem-no às mansas, às que não mordem. De vez em quando há azar e lá vai um.
    De certo modo o mesmo se passa aqui, Umas historinhas das mil e uma noites, o pessoal adormece quando der por ela , já é tarde. Aí entra a espada, a bomba já não é precisa.
    Pela parte que me toca, se um belo dia a coisa virar para aí, posso contribuir bem para o esgotar da lotação no paraíso, onde certamente há muito que deixou de haver virgens e às setenta para cada um, muito menos.
    Repito, aprecio a tua tarefa, mas a mim não adormeces tu.
    Esclarecido o negócio, venham de lá esses ossos!

    • Luís Moreira says:

      Eu melhorei muito, percebo agora muitas coisas que não percebia, mesmo quando tinha contactos , mas se tiver que escolher às cegas escolho a minha terra. Já o disse e reafirmo.


    • Caro João Nunes, conhece os marroquinos de onde? É que aquilo que V. Exa. diz no geral é apenas um aspecto particular. Eu sei, porque vivi no meio deles! E são pessoas tão boas e tão simpáticas como as pessoas boas e simpáticas de qualquer outro país. E como qualquer outro país, também tem pessoas menos boas e menos simpáticas.

      Que mania têm os portugueses de dizer mal dos outros povos quando eles próprios tanto têm que se lhes diga!

  8. Nightwish says:

    Ó João Nunes, isso é como ir comprar uma casa ou um carro e haver sempre um descontinho, os produtos a 9,99€ e a banca em geral.

  9. joão Nunes says:

    Nightwish :
    Ó João Nunes, isso é como ir comprar uma casa ou um carro e haver sempre um descontinho, os produtos a 9,99€ e a banca em geral.

    mais ou menos…
    Em algum lado aprenderam.


  10. Há mais de 100 anos que proibimos, por decreto, o uso do Bioco e o Rebuço às mulheres portuguesas. Porque raio temos, agora, que admitir o uso de chador e outras imbecilidades de uma cultura alheia, diferente da nossa, e que nos agride? Mas que merda é esta? Os países europeus têm que se vergar aos usos e costumes da cultura islâmica porquê? E que tal uma nova cruzada, não? Esta atitude irreflectida dos apoiantes do islão só pode conduzir a um extremar de posição, até por parte dos europeus mais moderados e habitualmente conciliadores. Andam parvos, é?!


    • Mas é claro! É que V. Exa. é de uma raça superior e como tal compete-lhe admitir ou não admitir o que lhe der na real gana e sobretudo compete-lhe chamar parvos aos outros!

  11. Vasco says:

    Ó éfe, essa letra que bem pertence a foda-se ou para bem dos crentes, f_átima, é muito dúbia para opinar disfarçadamente e sem neutralidade… Usam máscaras e são crentes e até acgam que andamos parvos, nós que até sabemos que a combinação é uma veste de pudor como outra qualquer. Ó éfe, vista a burca que o seu problema é de identidade!


  12. Uma cultura alheia f? você é de onde, da Alemanha? português não pode ser, a menos que seja falta de cultura sua desconhecer que temos um passado árabe, que forma boa parte da nossa cultura.

  13. Vasco says:

    Um passado árabe. Bem o diz, João Cardoso.

  14. joão Nunes says:

    ” boa parte da nossa cultura.”

    É galo. Logo a parte pior…

    “Um passado árabe.”
    Muito mau passado. O pior passado. Daí talvez venha a velha frase:
    O pior já passou.

  15. Vasco says:

    nã nã ni nã nã…

    “Eis-me posto na rota de uma peregrinação, à procura de eu-mesmo, nas sendas tardias da língua árabe, num gesto de amor, de reencontro, mão comovida que se estende às ruínas das origens, a antepassados que, proscritos, se esconderam na minha pele morena e atrás de palavras que a boca ainda teimosamente profere (…) Quantos árabes ilustres ligados a esta terra têm merecido a atenção a nossa gente de cultura? Apenas responderá o silêncio que magoa. No entanto, esses mouros convertidos em lenda iluminaram a Idade Média (…) E, como os ventos que sopravam dos desertos de onde vinham, trouxeram aromas e fulgores de todas as civilizações que avassalaram. E foram filósofos, matemáticos, poetas, santos e heróis (…) Não permitamos que tal memória pereça e redescubramos antes quem foram esses parentes esquecidos que nos antecederam, de quem falam as lendas de amores infelizes, por ser infeliz o destino que os marcou. É que eles deixaram-nos prendas raras no tesouro da família, a língua portuguesa.”

  16. joão Nunes says:

    Estavam aqui muito bem instalados.
    Nasce o primeiro Português. Daí até 1189, foram 80 anos. Acabou. 80 anos, não são a Idade Média, nem pra lá caminha.

  17. Vasco says:

    Fica o tesouro… que muito prezo.

  18. joão Nunes says:

    No fundo, no fundo, nem discordo muito disso. E não desprezo.
    O que verdadeiramente está em causa, não é o passado, é o presente e o futuro.
    Principalmente o futuro.

  19. Frederico Mendes Paula says:

    Rebuço é escrever sem ter a coragem para mostrar a cara

  20. ahmed says:

    Secular Fundamentalista

    No contexto da natureza especulativa, do secularismo e do fundamentalismo, que contém valiosas Baldharop necessariamente tendencioso para a posição ou idéia, mesmo se você usar até mesmo a força de forma tão Idhemeni quatro fatos deparei e viveu durante toda a semana.

    O primeiro incidente é a atitude do parlamento francês de tentar construir uma decisão de proibição do véu em França, como um ato de desafiar os valores da República Francesa, e, claro, o presidente francês, Nicolas Sarkozy atacou o véu e considerado um símbolo da não-religiosa e ele não foi bem recebida na França, vem ao Parlamento na sua resolução que aprova a proibição da burca em conformidade com os o que você quer que o governo pediu à Assembleia Nacional (parlamento) aprovou uma lei que inclui uma proibição completa do véu na França como um todo, o partido no poder em França, curvou-se para o interior da linha dura em vigor, que exige a proibição total do véu e até multado o marido da mulher mostrou-se usar o véu integral desta, bem como uma multa, se ele a forçou de usar o niqab.

    Tentei transmitir para um moderado dentro do partido liderado por François Fillon, “para limitar a proibição de que as instituições públicas, no entanto, que a opinião que prevaleceu foi de opinião dos fundamentalistas e militantes que flertam com o francês de extrema-direita e França Almanio aqui chamar o ataque sobre os cidadãos dos muçulmanos franceses que usam o véu, a fim de flertar com as correntes do Iêmen A fim de cobrir os principais problemas enfrentados pelo país, incluindo a crise financeira para a União Europeia ea zona euro.

    Estamos enfrentando uma secular cranky não pode entendê-la como um sentido secular, neutro, que não gostam deles, incluindo o percurso do cidadão em termos de seus religiosos, mas secular aqui levanta-te e em seus pés quando esse cidadão, um muçulmano, apesar de ser um cidadão da França tem nacionalidade francesa, as tradições da República é a tradição do secularismo representada pela Revolução Francesa, mas no contexto de uma cruzada cristã Astbtun Espírito a Igreja Católica foi constituída, mas em um novo modelo é um modelo que é praticada por políticos civis e agentes não são do clero e líderes da igreja.

    Daqui resulta que a batalha na França é um país de Luzes, que foi fonte de inspiração intelectuais Viam grande mundo árabe e muçulmano se sente que o que está acontecendo na França contra o niqab e hijab é o mesmo praticado por Hitler contra os violadores dos nazistas e Stalin contra os violadores do marxismo, estamos com o movimento dos neurônios de uma nova religião tentando cresce na vida das pessoas um substituto para a religião revelada de Deus está aqui com uma nova religião política que suprime a natureza como violadores fundamentalistas têm feito da Igreja Católica.

  21. violeta says:

    homens a discutir… é por isso que ainda há mulheres de burca pelo mundo fora.. Nenhum de vós saberá algum dia o que é ser alvo de preconceito por ser mulher e no entanto discutem o assunto como se estivessem realmente certos de alguma coisa. O artigo era interessante, mas dele só resultou uma discussão de egos. típico…


  22. Como muçulmana portuguesa, quero agradecer ao autor deste texto por ser objectivo ao avaliar os costumes islâmicos, pois é raro hoje em dia alguém tentar, pelo menos, estudar e compreender o porquê das diferenças de cada pessoa, do hijab (que mostra a cara e mãos) ou niqaab (que mostra só os olhos ou nada). Já agora, a burca ou burqa nem são palavras que se possam encontrar em fontes da religião islâmica e foram adoptadas pelo regime dos Taliban.

    Eu era católica antes de me tornar muçulmana. Depois de me tornar muçulmana a minha família tinha já uma ideia dos véus antes usados em Portugal. No entanto, e como o senhor João José Cardoso disse muito bem, as razões para o uso do véu segundo o Islam são bem diferentes das razões para o uso do véu no Catolicismo e como pregado na Bíblia de hoje (Visto que os muçulmanos acreditam nas escrituras monoteístas originais (Velho e Novo Testamento, entre outras), não as que hoje temos e que foram distorcidas durante séculos).

    Eu uso o niqaab (mostro só os olhos) e nunca me senti inferior por isso. Foi uma escolha minha, tal como é a escolha da maioria que usa esta vestimenta aqui no Egipto onde vivo há 3 anos. A essência do véu islâmico é realmente dar o poder à mulher de controlar quem pode ver o seu corpo e quem o merece realmente ver. Não tem nada a ver com “fazer fácil ao homem” ou “não ser digna de aparecer em frente ao homem”. Eu tenho muitas conversas intelectuais com homens da família do meu marido (que é egípcio) e nunca precisei de mostrar qualquer parte do meu corpo para ser ouvida e compreendida, até porque não retiraria o véu só para agradar ao freguês.

    Para uma comparação entre o véu islâmico e o véu bíblico, por favor refira-se ao meu website, no seguinte link: http://islamemportugues.blogspot.com/2012/03/o-proposito-do-veu-das-mulheres-no.html

    Quero deixar claro, no entanto, que a cultura de cada país de maioria muçulmana é diferente da cultura islâmica em muitas áreas e por isso antes de julgar a religião pelo que os seguidores fazem, deve-se pesquisar e inteirar-se com quem a pratica realmente e com as fontes da mesma. Não desminto que haja pessoas que batem em mulheres, que as forçam a usar o véu, etc., mas também não é justo rotular a religião por conta destes incidentes causados por ignorância, machismo e cultura de aldeia.

    Mais uma vez, muito obrigada pela objectividade!

    Cumprimentos,
    Cláudia Sofia Simões (Safyiah)

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