There’s no business like show business

Peter Lorre (1904-1964) foi um grande actor, embora nunca tenha conseguido dar o salto para os papéis principais.

Depois de uma longa carreira em Hollywood, que era, já por essa altura, o centro da indústria cinematográfica, ressentiu-se do facto de não lhe concederem mais protagonismo, e decidiu voltar à sua Alemanha natal, onde esperava que a indústria de cinema local, consideravelmente mais pequena mas também mais criteriosa, reconhecesse o seu valor.

Mas o filme que co-escreveu e realizou na Alemanha, e que pretendia fosse o trampolim para uma nova fase da sua carreira, foi considerado demasiado depressivo e ultrapassado pelo público alemão. E a Lorre não restou outra alternativa senão regressar ao star system de Hollywood, devorador e ingrato, do qual se queixara e quisera abandonar, mas o único que lhe permitia ganhar a vida. Isto é, cumprir a sua arte.

Hollywood castigou-o com papéis ainda menores, deixando claro que não lhe perdoava.

Os mecanismos da memória têm coisas do arco-da-velha, não é preciso ser neurocientista para saber isso. A que propósito me haveria eu de lembrar do Peter Lorre quando lia o anúncio da candidatura de Manuel Alegre, não me dirão?

Porto Canal

O Porto Canal já pode ser visto em directo na net em www.portocanal.pt

Luciano Cordeiro (3): Lisboa Arruinada

Pequena, mas bonita casa de família, situada na união da Duque de Loulé, com a Luciano Cordeiro. Parece ser construção da viragem do século, e já possui autorização para “construção nova”, sórdido eufemismo inventado pela corrupção generalizada que nos vai roubando a cidade. Esta casa foi sede da Editora D. Quixote, de Snu Abecassis. Neste preciso momento, já está a ser demolida, dando o acesso a uma “futura garagem”.

Ainda vou penhorar o Partenon

foto-partenon

Não há como uns dias fora do país para, no regresso, me sentir privilegiado por viver num país rico. Não que tenha ido à Somália ou Etiópia, apenas porque no regresso descobri que Portugal é o 19º melhor país para se ser mãe. E descobri que, sem que alguém me perguntasse algo, vou emprestar 200 euros à Grécia.

Melhor, descobri que todos os portugueses, desde o António Mexia até ao mais simples receptor do rendimento de inserção, vão emprestar dinheiro, também 200 euros, à Grécia.

Dizem-me que, dentro de três anos, se correr bem, posso receber o dinheiro de volta e com juros. Aviso, pois, que quero mesmo receber esse rendimento do empréstimo. E aí da Grécia que não devolva a massa. Vou lá e penhoro o Partenon.

A figura carismática

não é preciso perguntar por quem os sinos dobram, porque quando dobram, dobram por ti.

Para os meus discentes de Antropologia da Educação do ISCTE-IUL

Ernest Hemingway baseou o seu livro de 1940, Por quem os sinos dobram, numa ideia do seu amigo e companheiro de luta, John Dos Passos, que tinha escrito em 1930 a frase ninguém é uma ilha, todo o ser humano é um Continente, pelo que não é preciso perguntar por quem os sinos dobram, porque quando dobram, dobram por ti.

Somos seres sociais, não existimos sós, formamos parte de um lar, mais tarde reparamos na existência de outros parentes, para continuarmos pelos amigos com os amigos de rua, mais tarde os íntimos, até ficarmos com a pessoa mais perto da nossa afectividade e, na base da mesma, somos capazes de reproduzir. Parece ser que o destino do ser humano é não ser indivíduo: é ser um ser social. Já Daniel Defoe em 1719 tinha experimentado, com base na vida de Alexander Selkirk, o náufrago que viveu só e isolado numa ilha do Pacífico, criar a figura do indivíduo, capaz de ser autónomo e de se servir e sustentar a si próprio inserido na natureza. No entanto, a realidade foi mais forte e, após várias páginas de aventuras e descobertas heroicamente isoladas, Defoe teve que criar outro ser humano, Sexta-Feira, nativo da ilha sem o qual Robinson não subsistia. [Read more…]

Prioridade para o mar: Áreas Protegidas Marinhas

Nos «posts» anteriores: O Hipercluster do mar, Os portos, Centros Náuticos e Exploração Energética


Outras propostas são a criação de uma rede de áreas protegidas marinhas e a identificação do valor económico associado; gestão integrada do mar e das zonas costeiras; programas lúdicos de educação ambiental; aplicação da inovação tecnológica à protecção do ambiente; e criação de competências em Engenharia Ecológica.
Monitorização do Litoral: é necessário um programa de monitorização do litoral e dinamizar a produção de levantamentos topo-hidrográficos, assim como promover a defesa costeira e a valorização das praias. Desenvolver a extracção de inertes em offshore e divulgar cursos especializados em projectos e planeamento de portos de recreio.
Identidade Marítima: plano sistemático de cariz educativo e formativo para recuperar a identidade marítima da sociedade, que revitalize a cultura marítima como parte integrante do Património nacional. Planos sistemáticos de comunicação, conferências, congressos ou temas académicos que identifiquem Portugal com o mar, lançando marcas associadas a esta área.

O paradigma da Grande Mesquita de Cordoba

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