Jantares


Eu que, de vez em quando, leio o que se vai escrevendo nos blogs, principalmente naquele que teve a má fortuna de me conceder a honra e o privilégio de ser residente, reparei que se fizeram promessas de resumos sobre repastos. Ora acontece que além de nenhum dos ilustres comensais presentes ter (ainda) escrito sobre o que se passou, também a minha índole amnésica não me permitirá um esclarecimento fotográfico do que se passou (destituído, como estava, do apoio de um gravadorzito porque infelizmente fiz o exame de “Teoria Geral da Posse”,  leccionada pelo cândido e virginal Rodrigues, por fax).

Assim, digo-vos que de muito se falou, em registo “cavaqueira ” em que deu para perceber que os Blogers têm,  na sua maioria, umbigos proeminentes. Para que melhor percebam, imaginem uma conferência de imprensa em que os tradicionais jornalistas eram substituídos por Bloggers. Na sua vez, o Blogger efectuava uma pergunta curta (nunca acima das duas horas e meia) e depois levantava-se e ia embora porque mais importante que a resposta, tinha sido a incisiva e genial análise que na questão se apreendia (os que podiam porque aquilo não estava ao alcance de todos).

No entanto, sempre direi que transversal e residual em toda a conversa foi a miserável situação económica em que este País se encontra. Uma condição que temporariamente (espera-se) quase tudo impede. Uma condição que nos faz ponderar a essencial distinção entre o que queremos e o que podemos.

Mas, e na ressaca de um bom jantar, fica uma indisfarçável sensação de esperança. Uma sensação que nasce do que se pôde intuir de cada resposta e de cada opinião dada por alguém que realmente tem uma ideia do e para o País. Uma ideia que não assenta na vulgar ambição de poder, mas numa convicção pessoal que Portugal e principalmente os Portugueses são capazes de travar e inverter a tradicional (pelo menos 100 anos) propensão para o mau governo. E assim se começa a perceber um Líder.

Comments

  1. Luís Moreira says:

    Somos incorrigiveis, a esperança anda novamente no ar. Creio bem que este governo e esta gente que tão mal fez ao país, est’a a arrumar os tarecos.

  2. Nem uma palavrinha sobre a ementa? Houve Vichyssoise? Que vinho foi servido, branco ou tinto? Houve alguma coisa que fosse apresentada em cama de legumes? É nestes detalhes que também se avalia a potencialidade de um líder.

  3. Pedro Rocha says:

    Efectivamente a digestão foi fácil de tão leve ementa!
    Os 900 anos de história merecem mais.

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