Quem nos salva desta ministra?

Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar, outrora conhecida entre as crianças e adolescentes portugueses como Isabel Alçada, profícua escritora de Aventuras para a juventude, arrisca-se agora a ficar na História do Portugal recente como a ministra da Educação mais hipócrita e inquisitorial das últimas décadas.

Esta senhora ministra da Educação, num comportamento pré-fascista e censório, lembrou-se de dizer que é “extremamente indefensável” colocar “crianças na rua a fazer reinvindicações”, e isto a propósito da avassaladora onda de justos protestos contra cortes desproporcionais no ensino particular com contrato de associação face ao ensino “estatal”.

Esta ministra não é digna do cargo que ocupa ao ferir de morte a pluralidade de opiniões consagrada pela Constituição; a democracia portuguesa, que conquistou em 1974 o inequívoco direito de manifestar, de protestar, de se indignar, de reinvindicar, não pode continuar a tolerar gente deste calibre à frente de assuntos que ofendem o direito à Educação e Cultura a que todos os portugueses têm direito: pais, filhos, contribuintes e eleitores.

Lembre-se, senhora ministra, a escola existe primeiramente porque existem alunos, porque existem pais com direitos, professores a quem se deve respeito e contribuintes a quem tem que ser explicado sem meias verdades como é gasto o seu dinheiro (deles, não o seu). Por isso, seja humilde, desça à terra, faça outro vídeo para “as crianças”. Pense no que fez o ano passado… e, se tiver coragem, demita-se.

Andy Pandy

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