Portugal, esse país latino-americano

cartão do cidadão

Muito gritaram os socialistas – e bem – quando Manuel Ferreira Leite falou em suspender a democracia por seis meses. Mas onde estão agora essas vozes quando esta foi de facto suspensa por um dia para alguns milhares de portugueses?

Depois dos casos de justiça que se arrastam para darem depois em nada, dos grandes empresários que nada arriscam fora do papá estatal, dos ajustes directos milionários e do omnipresente Estado presente na sociedade e na economia, só nos faltam eleições suspeitas para o chavismo cá chegar.

Adenda

Ora aí está uma das vozes que clamou por causa da “suspensão da democracia” e agora vem com um discurso cauteloso. Transformar “problemas técnicos, num problema político”? Desde quando milhares de pessoas não terem podido votar não é um problema político?!

Comments


  1. Nota do autor do post
    Por erro meu, este post saiu duplicado. O comentário seguinte é de Carlos Alberto, deixado nesse post e que movo para aqui.
    Segue o comentário original.

    Carlos Alberto diz:
    27 de Janeiro de 2011 às 17:26

    Meu caro Jorge… continuo um ‘corno feliz’ subscrevendo a sua crónica quase na totalidade apenas com um senão: bem sei que ‘uma mentira repetida mil vezes se torna verdade’ mas a criatura não disse tal alarvidade (da suspensão da democracia) mas foi isso que uns jornalistas incompetentes (ou demasiado ‘competentes’) quiseram perceber.
    Se tiver hipótese de aceder a essas palavras oiça-as e verificará que não foi bem isso que ela disse.


    • Olá Carlos, as palavras exactas estão aqui:

      Não fiz uma citação mas, para o efeito do presente post, ela falou no assunto. Concordo consigo, no entanto, que as palavras fora de contexto pareceu outra coisa.


  2. EpÁ! Milhares de pessoas?? bah! 1 só que fosse era determinante! Contudo – lamento – mas não é de todo o caso.
    Milhares de Pessoas? Nem milhares votaram! Essa é q é essa!

    DIGO: SERÁ que tenho de chamar a ONU para ficar com o meu Voto!??? Abstenção! Não Forgem nem artificializem a Abstenção! Ela foi clara Y inequívoca.

    Paternalismos? Brincamos??? Só faltava a Homilia do Paternalismo. Uma sociedade civil tratada como bebé. ASSEGUREM OS DIREITOS CUMPRINDO OS DEVERES. Autonomia cívica é decisiva. Assistimos quanto mto ao desmazelo y infantilismo fatal cívico desta sociedade civil, qto mto. Não vamos assistir a Partidos a apossoarem-se da Democracia que é responsabilidade Nossa. Y a tomarem dores artificiais.
    Não há paciência para narrativas “barbi” sobre os milhares q n votaram. Yep. Milhares de desmazelados. (Y não confundir este pregão tolo dos milhares com as tais clássicas/os senhoras/es de mta idade que onde quer que estejam têm sempre razão.)

  3. FranciscoJP says:

    O post merecia a interjeição “caralho” no final da última frase. Mas também está bom assim.

Trackbacks


  1. […] esse país latino-americano Publicado em 27 de Janeiro de 2011 por Jorge […]

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