amar uma mulher

…para a mulher que trata de mim… ela sabe quem é

mulher da minha alma, salva-me

Não é simples definir a palavra amor. Ainda mais, se estamos apaixonados por ela.  Ou se andamos a fugir de uma academia que não nos quer nem ver, ouvir ou resolver os nossos simples problemas. É ela a que nos salva…

Por ser um sentimento, é capaz de não precisar definição. Os sentimentos vivem em nós, multiplicam-se em nós, fuzilam-nos sem morrer e fazem de nós seres felizes, especialmente se tratam da nossa saúde, não no sentido calão de ironia, mas na realidade tomam conta de nós e ficam tristes se vêm que nos próprios, aparentemente, não cuidamos estes corpos doentes e envelhecidos, que, não entanto, ainda têm a força de trabalhar com ímpeto e gracejo.

Amar uma mulher hoje em dia, e que o amor permaneça ao longo do tempo, com a fiel companheira da nossa cronologia, que apenas tem um homem, esse que a ama e mais nenhum, que eu saiba. Não há pior felonia que as mulheres que amamos, por causa da sua libido, andem também com outros, esse amor que em todos os meus textos, denomino amor de meia hora, que não exprime sentimentos nem apoio. Se assim for, seria uma prostitua e era mais fácil pagar às senhoras de rua que amar a nossa apaixonada. Porque amar, esse sentimento gratuito que aparece se nos esperar o surgimento de uma intimidade que tudo o suporta, apoio em todo, acompanha e, com justa razão, chamam a nossa atenção para comportamentos mais conveniente para nós. Amar uma mulher, é a glória, como o maná que caiu de céu para acompanhar ao povo Israelita atravessar o imensamente quente deserto de Sinai, protegidos por una nuvem durante o dia, alimentados pelo maná. Maná (Bíblia) – A comida de origem divina relatada no antigo testamento da Bíblia.

A fidelidade é o maior prazer do mundo, esse mútuo acompanhamento dentro do nosso quotidiano. Não é em vão que Sigmund Freud, escreveu em 1820: Além do principio do prazer, que pode ser lido em francês em http://classiques.uqac.ca/classiques/freud_sigmund/essais_de_psychanalyse/Essai_1_au_dela/au_dela_prin_plaisir.html , texto no qual de forma sintética da minha parte define o sentimento de entrega mútua ou ter amor a; gostar muito de alguém, estar apaixonado.

Porque especifico uma mulher, quando declino o verbo amar? Porque hoje em dia há várias formas de se apaixonar: ou por pessoas do mesmo sexo, como a lei permite, ou uma paixão não correspondida pela pessoa de quem gostamos.

Eu imponho apenas uma condição: eu amo a mulher que me ama e se entrega completamento a mim, por causa da sedução que os homens sabemos usar, não pela sedução que elas tentam impingir em nós. Parece-me que quem deve dizer que ama é o homem, sendo a mulher um ser humano recatado que espera com paciência e em silêncio, que o macho que ama, diga alguma coisa.

Usei a palavra macho propositadamente. Moramos numa sociedade que é patriarcal e as mulheres têm que se defender do sentimento machista que manda em elas. Princípio que tenho respeitado e até lutado, por sermos pessoas iguais em sentimentos, mas com formas de se apaixonar e demonstrar esse amor, de forma diferente. No meu entender, a mulher beija depois o homem ataca primeiro, com doçura, presentes e piropos, por causa de ser a mulher a primeira em atrair ao homem.

Outras vezes, acontece que, sem darmos por isso, abrasamo-nos com respeito e de forma espontânea. Para que esse sentimento permaneça vivo, só se fala dos acontecimentos do dia-a-dia e demonstra-se a ternura que sentimos por ela, que, no melhor dos casos, entendemos que acontece quando há paixão, saúde e uma cronologia certa, sem receber reptos dela que não merecemos. Sentimentos que se aplicam também a seres humanos do mesmo sexo, com uma ética impecável.

Eu amo essa mulher. Haja deus, como dizem as pessoas de fé, que ela me ame também. Porque amar é não controlar e entender as desfecha da outra pessoa, respeitando o seu comportamento.

Eu amo uma mulher especial. Espero ser amado por ela e serem os meus sentimentos respeitados e entendidos.

Amo-te, rapariga, nestes últimos anos da minha vida.

Vincenzo Bellini – Norma – Casta Diva

Comments

  1. júlia says:

    Caro Professor:
    Continuo a ler os vossos textos, cheios de conteúdo, a ponto de me fazer “viajar” pelo meu “interior”!…
    Espero, do coração o vosso bem estar, na companhia da vossa PRINCESA do AMOR…
    Imagino-me visitando o Professor, e levando uma flor…Não, vou enviar um “miminho” que vai acrescentar mais ao VOSSO AMOR, e ao meu AMOR, de 50 anos:

    AMOR
    É a única resposta
    duma existência em plenitude.
    Não é um objeto,
    nem algo que se conquista.
    É um estado interior
    de profunda sensibilidade
    À Vida.
    É uma festa e
    uma alegria que surge
    quando a nossa mente morre
    para os preconceitos enganadores
    e para as mentiras.
    É por isso que o AMOR
    nunca é imoral.(Júlio Roberto)
    *****
    PROFESSOR!

    AMAMOS TUDO
    O QUE EXISTE?
    ENTÃO
    PORQUE NOS QUEIXAMOS
    DA FALTA DE AMOR?
    OU POMOS O AMOR EM CAUSA?
    Até amanhã! Até Sempre!
    Júlia Príncipe

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