
Enquanto o Samuel vai batendo umas pívias, supõe-se que no remanso do seu quarto, os professores vão arranjando forma de não o reprovarem e de o fazerem transitar, ano após ano, «só para fazer o 9.º ano» e, depois disso, «só para ficar com o 12.º».
Nos Conselhos de Turma, vale tudo, e para conseguirem que todos os alunos passem, alguns professores estendem a sua imaginação até ao limite. Recorrem a todo o tipo de argumentos e, se o aluno puder passar com 2 negativas, o aluno certamente passará.
Assim, se o aluno estiver com 12 negativas depois de serem atribuídos os níveis:
«E se fosse vosso filho, gostavam? Vocês não sabem o que é dar aulas!»
e se estiver com 11 negativas:
«Está tão bem integrado na turma que é inadmissível ter de ficar para trás. Não, este aluno não pode reprovar.»
e se estiver com 10 negativas:
«O pai é alcoólico, a mãe é vítima de violência. Não lhe vai fazer nada bem ficar outra vez no mesmo ano».
e se estiver com 9 negativas:
«Coitadinho! Tem tantas dificuldades. Ele nunca vai conseguir, deixem-no ao menos fazer o 9.º ano!»
e se estiver com 8 negativas:
«Não conseguiu agora, mas isso não significa que, se passar, não consiga no próximo ano.»
e se estiver com 7 negativas:
«Eu posso subir a minha nota, assim fica só com 6. Mais alguém pode?»
e se estiver com 6 negativas:
«Não querem reflectir sobre este caso?»
e se estiver com 5 negativas:
«É tão bom rapazinho, tão simpático. Colegas, vamos lá fazer um esforço. Ninguém reprova com 5 negativas»
e se estiver com 4 negativas:
«Se um colega subir a negativa, então podemos votar a outra negativa e ele passa.»
e se estiver com 3 negativas:
«Quem sobe?»
Quanto às razões para passar um aluno, nunca existem. Isso é questão de somenos. A discussão é como é que se vai fazer para passar o aluno. Se merece ou não passar, não interessa.
E enquanto isso, vai-se formando um grupo cada vez maior de seres acéfalos. Que, no fundo, é o que interessa aos senhores do poder. Uma massa que nunca questione e nunca pergunte. E enquanto isso, o Samuel vai continuar a bater tranquilamente as suas pívias sem suspeitar, um segundo que seja, que pívia não se escreve com b – b de burro.






Esse tipo de “erros” ortográficos são comuns na Galiza. Alguns já foram mesmo oficializados. Exemplos: “Libro” e o ainda pior “escribir”.
Entenda que à malta do Norte é muito difícil fazer a distinção ortográfica quando ela não existe na fonética.
Como sou d´Ábeiro, tou a ber,
e só posso mesmo concordar!
Eu sou do Porto, Albano, e não costumo ter dificuldades em distinguir o b do v.
Isso é porque vostede é um home letrado, carago!
Ademais só me dá razão: Porto para nós é Centro a caminho do Sul.
Veja-se em http://www.culturagalega.org/ o estado a que isto chegou. O “pobo” fala assim e assim se oficializa. E Portugal onde está/esteve todos estes anos? A construir uma linha de TGV para Madrid. Agora nem isso. Menos mal que nos queda… Brasil!
É nada: escreve-se PUNHETA.
LOL
Pelo menos, era assim em português pré-pornográfico. Em versão sul-americana, desconheço a expressão.
ahahah! genial!