No Externato Carvalho de Araújo, em Braga, é assim que os alunos tratam os professores

Há uns meses, foi notícia uma cena de tiroteio no Externato Carvalho de Araújo em Braga. Chamei a atenção para o facto e comparei com o forrobodó que teria sido na nossa Comunicação Social se a cena se tivesse passado numa escola pública.
Os alunos do Externato Carvalho de Araújo não gostaram e, tantos meses depois, continuam a mostrar a sua insatisfação. Ainda hoje, recebi mais dois comentários, típicos de alunos bem-formados que receberam uma educação que só pode ser considerada de excelência:

«ui tadinho, ta muito chatiadinho o professor de merda .!.
tu ca fora nao és stor nenhum, se tu fosses meu stor eu podia chegar ca fora e rebentarte a boca toda e nao era por seres professor que eu nao podia fazer isso»

«e tu deves ser daquelas chupa pissas que andam pra i .|.»

Já há algum tempo, recebera um outro comentário que reflecte bem a revolta que vai no seio da comunidade educativa do Externato Carvalho de Araújo em Braga:

«ya mete mesmo piada estes comentários fogo. ve-se mesmo que nao conhecem o externato… e qto aos meninos ricos , e aos bmw’s audis e mercedes ha algum problema ? dor de cotovelo talvez nao ? e crescer ? dava jeito (;»

Alunos do Externato Carvalho de Araújo em Braga, força, estou convosco! Defendam a vossa instituição até ao fim e rebentem a boca toda aos professores que se meterem convosco. Afinal, é para isso que os vossos pais pagam tanto dinheiro ao fim do mês.
Já agora, que mal pergunte, quem é o vosso professor de Português?

Comments

  1. Dario Silva says:

    É… absolutamente… inadmissível… esta gente nova… não saber escrever… “pissa”…
    Que vergonha, pá…

  2. jorge fliscorno says:

    Ai Ricardo, o ke andas-te aki a escrever. Já n chegava o outro post de à tempos…

    😉

    • jorge fliscorno says:

      Aos distraídos: é capaz de haver ironia e intencionalidade no comentário anterior.

  3. Rodrigo Costa says:

    Caro Ricardo,

    … Este é o reflexo da apologia irresponsável da juventude, como se tudo comece e acabe nos jovens, muitos deles, como se pode ver, condenados a não serem mais que coisas que se movimentam.

    Droga e velocidade para cima deles, dê-se-lhes o que querem; é necessário criar espaço e regenerar a atmosfera. Não vale a pena ninguém ir preso por matar uma dessas merdas.


  4. Ao ler a qualidade dos comentários desses meninos (bem como a ortografia irrepreensível), pergunto a mim própria quais serão as qualidades educativas e pedagógicas desse externato…

    • Dario Silva says:

      Algumas deverão ser; os pais parecem convencidos disso. Ou talvez os pais já não esperem ou consigam esperar mais dos estafermos a quem dão o pão prá boca.


  5. É um colégio para burros filhos de ricos. Se pudessem compreender alguma coisa andavam noutro colégio mais exigente. Tem muito má fama aqui em Braga.

  6. Rodrigo Costa says:

    O problema é que, quando essas “coisas”, esses badamecos, chegam às escolas, públicas ou privadas, já vão mal educados; muitos, inclusive, são filhos de pais já mal educados; e isto torna-se numa bola de neve. Quem é que, consciente, passa para a mão de um filho, em idade escolar, um BMW, um Mercedes ou qualquer outro topo-de-gama, senão por ser parolo; senão por querer que o filho impressione, na ideia de ele e a família pareçam o que, de facto, não sâo?…

    Digo-o por inveja?… Olhem para as famílias que sempre foram ricas; vejam como elas se comportam, e rapidamente concluem que essa praga de inúteis provém de famílias que enriqueceram subitamente; sem chá, sem categoria —”não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu”; o aforismo é velho.

    Muito cedo, felizmente, decidi que não queria ser pai, por adivinhar que a vida se iria tornar difícil; não apenas no plano económico, mas, essencialmente, no plano educacional; com o Mundo gerido por acéfalos criadores de briquedos que alteram comportamentos e criam desvios, deixando os próprios pais impotentes para delinearem e imporem um modelo de educação.

    As pessoas, em regra, não gostam, mas tem que haver alguém que estabeleça os limites. E se me vierem dizer que as limitações inibem a criatividade, eu asseguro ter sido dos períodos de grandes privações que emergiram grandes talentos e obras grandiosas. Ao que muitos chamam criatividade eu chamo incontinência; porque o factor que mais pesa no reconhecimento das pessoas é, hoje, o atrevimento, a capacidade de se ser estúpido.

    Repetindo o que já disse, de outras vezes, não deixem para os políticos todas as tarefas. Quanto mais cedo as pessoas arrumarem a casa, mais rapidamente ganhartão a legitimidade para o protesto, e mais rapidamente as coisas poderão melhorar —é aos pais que cabe a tutela dos filhos… e não o contrário. Os professores, têm, com certeza, responsabilidades na formação geral dos alunos, mas não esperem nem lhes exijam que endireitem árvores que têm crescido tortas.

  7. Fernando says:

    Um dos grandes problemas de Portugal é que os ricos, em grande parte, é tudo gente que alcançou, de há uns anos para cá, o dinheiro mas não a educação. E já nem quero referir o nível cultural, apesar de uma coisa estar ligada à outra.

    Faça a experiência. Quando olhar para um daqueles carros, bem caros, que por aí circulam, observe as pessoas que lá vão dentro. Verificará logo que “a bota não bate com a perdigota”. Se tiver a sorte de conseguir observá-las fora do carro, num restaurante, numa loja, ou em qualquer outro lugar público, continue observando como quem não quer a coisa. Pronto! Não é preciso mais nada. Nem é preciso juntar os dados para obter o resultado da análise. Está em presença de lixo puro!

    • Rodrigo Costa says:

      Fernando,

      Eu tive um dia a possibilidade de dizer a um desses patos bravos que, se eu fosse fabricante ou vendedor de algumas marcas de automóveis, havia rapaziada a quem não os vendia; porque não são as pessoas que sobem de cotação, quando os compram e os usam, são os carros que, desgraçados, perdem toda o prestígio 🙂

  8. Pisca says:

    Um dia escrevi por aí sobe uma fauna a que chamei os “Neo-Grunhos”, arranjaram dinheiro sabe-se lá como, e vai de espadeirar por tudo o que é sitio.
    É o parar o BM ou AUdi em 2ª e 3ª fila, e aí de quem disser alguma coisa, ou então parquear bloqueando 2 ou 3 carros e se alguém falar é tratado abaixo de cão
    É o ar imponente como tratam quem os pode servir, empregado de loja, de restaurante ou afins, falam alto (gritam), fazem questão de dizer sempre que estão a pagar têm direito a tudo
    É o ar como tratam os que desgraçadamente trabalham com/para eles, é tudo cambada de coirões que só querem roubar
    É o ar com quem por vezes vêm fazer comentários aos blogues/noticias de jornais, não falha, ….. esperemos que ainda vai aparecer aqui um ou mais
    Depois as criancinhas seguem o rasto, mais as extremosas Mãezinhas
    Podem acrescentar mais……


  9.  O Externato Carvalho Araújo em Braga não é certamente o modelo pelo qual devemos aferir o ensino privado e, certamente, nem todos os discentes deste externato são da estirpe dos “exemplares” referidos, para não lhes chamar energúmenos. Mas o que ocorre nesse externato se ocorresse no ensino público os noticiários televisivos seriam de alarmar o país e muitos mais jornais se venderiam. Quando um ex aluno do externato vem ao blog responder ao professor assim: -“ui tadinho, ta muito chatiadinho o professor de merda .!.tu ca fora nao és stor nenhum, se tu fosses meu stor eu podia chegar ca fora e rebentarte a boca toda e nao era por seres professor que eu nao podia fazer isso”-. Aqui pergunto, este ex-aluno concluiu algum curso? Se concluiu que futuro o espera? Uma empresa do pai, possivelmente, porque para este externato só vai quem tem muito dinheiro e este ex-aluno não mostra preparação nem ética para assumir qualquer posto de trabalho com maior ou menor responsabilidade. Pode ter concluído um curso de arte e dedicar-se, se foi o caso, ao desenho nas paredes durante as noites. Mas, quero acreditar, que serão casos isolados…mesmo o do disparo que atingiu um colega.

  10. Ricardo says:

    Esta capacidade para se mandarem “bitaites” sem se tentar compreender o que está por trás das coisas, as suas causas, não é próprio de pessoas esclarecidas. Condenar, julgar não resolve nada, pelo contrário.

    Os adolescentes és tu, sou eu e é o outro, somos todos nós. Não somos piores nem melhores. Somos o resultado da cultura em que vivemos.

    Os valores são os que temos, amanhem-se… Eu, tu e o outro, em vez de julgarmos através da palavra fácil, devíamos tratar de fazer o que deve ser feito. Mas o que fazemos? Nada.

    • Rodrigo Costa says:

      Ricardo,
      Ri cardo,

      Essa de “ser eu e tu e os demais”… é abusivo. Se o Ricardo se sente adolescente —no mau sentido, é claro, porque ser adolescente faz parte de um período de todas as vidas— é uma questão que terá que resolver; eu não o posso acusar, porque não o conheço, e, até prova em contrário, terei que o ter por pessoa equilibrada.

      Agora, posso garantir-lhe: se, aos ouvidos do meu pai, chegassem notícias deste tipo de aventuras que eu praticasse… meu caro, o melhor seria nem aparecer em casa; porque levava uma puta duma tareia que, tão cedo, não apareceria na escola. Portanto, à sua maneira —como outros pais, na altura—, o meu pai fez o que tinha que ser feito, sem que fizesse de mim um santo, nem a preocupação era essa.

      Nesses tempos, o professor era uma figura sagrada; se tivéssemos levado dois ou três estouros, era porque os tínhamos merecido. Aliás, desde a apresentação, os professores tinham roda-livre: quando fosse necessário, siga!… É isto, meu caro, que tem que voltar a ser feito. Tudo aquilo a que estamos a assistir é fruto da tolerância excessiva; da transformação das crianças em chefes-de-família. As crianças devem ser educadas com respeito, com afecto —que também o tive—, mas não são elas quem pode determinar o modo como em casa se vive. A disciplina, explicada, tem que ser aplicada desde cedo e a partir de casa. Quando vêm cá para fora… já é tarde.

      Portanto, quem tem que reflectir sobre os comportamentos e os comportamentos dos filhos são os que, de facto, têm que se corrigir; meter tudo na camioneta faz parte de uma certa filosofia que assentou arraiais e que nos tem trazido até aqui —por que é que eu, e outros, haveríamos de ser responsáveis pela educação de folhos que não são nossos, e se nem sequer decidimos em termos políticos?… Há que assumir responsabilidades, quem as tem, porque isto não é só agarrar a “pasta” e continuar a ser samelo.

      • Dario Silva says:

        Entrando no domínio do impraticável, a mudança far-se-ia por via da responsabilização de quem importa: miúdos e graúdos.
        Mas, infelizmente, não há espaço em casas de correcção capazes de albergar tantos… pais… incompetentes nas suas funções. Não quero usar a palavra negligentes.

        • Rodrigo Costa says:

          O problema é que muitos e que muitos pais, que foram filho e passaram necessidades, decidiram que os filhos deles não deveriam passar pelo mesmo, o que é legítimo. Seria necessário era decifrar o que é o “mesmo”, porque não me parece que alguém chegue a dar valor à vida, se tudo lhe for facilitado; se às pessoas não for ensinado o valor da saúde, do respeito e do dinheiro, não como fim, mas como meio para custear necessidades e sonhos razoáveis.

          A educação é a melhor medida profiláctica, e continua a ser eficaz como medida correctiva. Desabado este templo, tudo se desmorona, porque lhe falta o alicerce

      • Ricardo says:

        Rodrigo Rodrigo Rodrigo Rodrigo, repare nisto:

        “Os adolescentes és tu, sou eu e é o outro, somos todos nós” no mesmo sentido em quando alguém nasce, todos nascemos e quando alguém morre somos todos que morremos. É só uma questão de tempo.

        O meu amigo mas ainda não percebeu que vivemos numa sociedade do fútil e sem valores? Vivemos numa sociedade individualista, cujo o discurso da solidariedade é tido como bacoco? Então mas quer ter sol na eira e chuva no nabal? Vivemos numa sociedade que trata inevitavelmente as pessoas, como coisas, como meios para fins e não como fins em si mesmos. Acha que os adolescentes são tratado da maneira diferente? Acha que esta sociedade presta-se ao bem-estar das pessoas, dos pais, da sua tranquilidade necessária em termos de muitas dimensões da vida (quer que eu as mencione?) para passar essa tranquilidade aos filhos?

        Então acha que era possível termos o país na desgraça que temos e ao mesmo tempo termos adolescentes tranquilos? Em que mundo é que você vive? Na época do Salazar??????

        “Nesses tempos, o professor era uma figura sagrada; se tivéssemos levado dois ou três estouros, era porque os tínhamos merecido.” O quê??????? Isto é de um anacronismo a toda a prova? Para além de que faz com que os alunos odeiem a escola?

        “Agora, posso garantir-lhe: se, aos ouvidos do meu pai, chegassem notícias deste tipo de aventuras que eu praticasse… meu caro, o melhor seria nem aparecer em casa; porque levava uma puta duma tareia que, tão cedo, não apareceria na escola.” Olhe que dê lá por onde der isso não lhe fez bem nenhum, garanto-lhe.

        Isto é tudo uma grande hipocrisia…

  11. Ricardo says:

    Muito achismo se lê aqui sobre a educação. Sim, também se se lêem aqui opiniões informadas. Mas se querem ser esclarecidos acerca do melhor pensamento sobre educação em Portugal – e a boa teoria é aquela que promove a boa prática, porque uma não é sem a outra – então remeto-vos para

    http://atentainquietude.blogspot.com/.

    Porque o bonito da vida é aprendermos com quem sabe. E passarmos conhecimento que dominamos. Garanto-vos, amantes da vida e da sabedoria, este é um blog que não dispensarão.

  12. Rodrigo Costa says:

    “Olhe que dê lá por onde der isso não lhe fez bem nenhum, garanto-lhe”

    Garanto-lhe, Ricardo, que fez. Primeiro, nunca, por essa razão, necessitou de me bater, porque eu estava suficientemente avisado; de tal forma que não conheço nenhuma besta na minha família, que praticasse tal “desporto”, perseguir e apoquentar os professores. Quer dizer, antes que fosse necessário barter-nos, o meu pai avisáva-nos, prevenia-nos; não podíamos dizer que nos bateria à traição —desde quando é que a disciplina é sinónimo de ditadura?… O que é que o Salazar tem a ver com isto?… Ou que é que o machismo tem que ver com a situação?!… Será que, para além da proibição dos piropos, vamos todos ser obrigados a ser homossexuais?… Onde é que o sexo entra aqui?…

    A tranquilidade necessária procura-se, através da educação, na ordenação das prioridades e fazendo-as compreender aos filhos. Quem não tempo nem condições para cuidadar deles, não os faça. Quanto ao que eu percebo, Ricardo, a minha especialidade é esforçar-me por perceber, e não deixar andar e tolerar toda a estupidez, percebendo ser o facilitismo o causador do período que atravessamos. .

    Só é fútil quem quer ser fútil; porque, de entre tantas propostas que a Sociedade apresenta, é possível optar por propostas razoáveis. E, se não existirem, as pessoas podem sempre ficar em casa e escolher os programas que querem ver e ouvirem a música que querem ouvir, e, por telefone ou pela net, escolherem as pessoas com quem querem falar. Qual é o drama?… O drama, Ricardo, é de quem não tem organização mental, de quem anda à deriva, sem pontos de referência. sem balizas. É este o drama, a falta de educação. O Ricardo tolera?… Eu não, porque percebo as razões e não vejo que, quem de direito, possa modificar isto… por falta de EDUCAÇÃO

    Nota: entre o nascer e o morrer, há uma vida, que cada qual cuida como entende, e que nos diferencia. No mesmo saco não entra toda a gente.

  13. DAntunes says:

    só agora estou a responder a todos estes comentários, pois no momento de tal acontecimento não podia responder pois não conhecia a escola.
    Sou um aluno do externato, e não compreendo por falam assim tão mal dele. Acho que os professores que leccionam a escola são excelente e todos as pessoas que trabalham na instituição. Para a informação de muitas pessoas que se questionam com isto, nem todos os alunos são maus. Posteriormente, os alunos não são “burros” ou menos inteligente (como preferirem). Já foi aluno durante muitos anos nas escolas públicas e até este momento tem me surpreendido e muito esta escola (o externato). Os meus irmãos já andaram na D. Diogo de Sousa, e tudo mais, andaram em várias escolas tanto públicas como privadas, devido ao trabalho dos meus pais. Não foram alunos brilhantes, nestas escolas pois na altura de quando eram alunos, os professores do público já eram desinteressados, e eu agora acho o mesmo .
    Os professores do publico são completamente desinteressados. Desde do básico ao Secundário. São turmas enormes, e a somar a isto está a falta de respeito dos alunos pelo professor e até o facto do professor não se tentar impor. Para eles (professores do publico) dar um “fichinha” estão calados e pronto, ninguém diz nada, está tudo bem, acabou a aula, e somando a isto não aprendem nada! Que foi o meu caso, apesar de ser muito bom(a) aluno(a), pois mesmo no publico tirava notas que considero que muitos não o conseguiam, como 17 a física e química, 14 a matemática, 15 a português, inglês é um descalabro com 10 (pois fiquei insatisfeita! nunca fui brilhante aluna a esta disciplina e a professora não se interessava, como resultado não percebia nada de inglês, e ela nem tentava ajudar, mas o problema já começou no básico, onde os professores falavam inglês), entre outras. Existe no básico professores a falar da vida privada, a contar histórias, problemas, e tipo: nós perguntamos alguma coisa? Não. Eles preferem isso, em vez de ensinar os alunos para se formarem. Eu sou aluna e acho isso.
    Desde que vim para o Externato Carvalho Araújo, que foi sucintamente a pouco tempo acho que é um óptima escola. Para a informação de várias pessoas nós alunos , temos mais carga horária ás especificas (Física e Química A e a Biologia e Geologia- para os de Ciências e Tecnologia, curso no qual estou. Mas os de Humanidades e restantes cursos também tem), tendo seguramente todos os dias ainda mais apoios onde se tira duvidas e dá matéria, e os professores tentam explicar de várias maneiras caso os alunos não intendam. Para além disto, temos testes únicos de 10º e 11º anos que a escola faz para a preparação dos exames nacionais, no qual os alunos tem as aulas + apoios + apoios extra /explicações (isto é só adquirido no 11ºano , devido aos exames), no 12º ano também há a mesma estratégia de ensino. Os professores movem uma excelente aula, cativante, onde explicam de uma maneira mais básica para nós percebermos , e depois começam a implementar o mais difícil . Eles próprios nos incentivam a estudar mais, e os colegas fazem uma competição saudável para quem tira melhores notas. Não há uso de powerpoints da internet aqui, como os das públicas fazem, que é : ir á internet procurar um powerpoint com matéria e colocar o aluno a ver aquilo ás escuras e a explicar, o que promove a dormir.
    Quem não conhece o externato não pode falar muito. Ele não é mais facil, ele promove é mais maneiras de estudo, mais tempo de aulas, que faz com que os alunos retirem disso um maior aproveitamento e refletem isso nas notas.
    Sim, concordo na parte dos carros, mercedes, BWM’s , mas isso é porque os pais tem possibilidades disso. Eu não sou rica, e os meus pais começaram por baixo,e hoje estou com estou porque eles trabalharam, e quiseram me proporcionara mim uma vida melhor, com o curso que quero, e um emprego, pois pela pública e com notas desprezíveis, qualquer dia os empregos é mesmo para quem pode pagar os estudos para colocar os filhos em explicações. “Nós” não somos ricos, nós apenas trabalhamos para conseguir isso, melhor dizendo os nossos pais. A vida que cada um toma, só de pende somente dele. E ninguem é rico, apenas sabe gerir o dinheiro, e não o gasta em infantilidades. Como por exemplo: comprar uma boa casa e depois pedir empréstimos; se não tem dinheiro que chege, não faz, vai trabalhar para a ter, e foi assim que os meus pais hoje tem o que tem, tal como eu, e os meus irmaos.
    Os portugues estão mal habituados em relação a isso.
    O ensino precisa de imposição. Os meus professores são excelentes profissionais, não tenho queixa da escola. Acho que me proporcionou uma mudança excelente da perspectiva da escola.
    Sim, há alunos que não estão interessados na escola, e muitos pais acho que coloca-los no externato vai melhorar, mentira, existe notas negativas nas pautas, Externato não é igual a notas dadas, Externato é igual a notas “estudadas”, pois aqui ganhei gosto em estudar.
    Tenho 16 anos, ainda não tinha dito, mas tenho esta visão. Não falem só porque vem aparências, pois as aparências iludem.
    Externato é uma óptima escola, e acho que devia de ter uma melhor reputação .

    Obrigado pela vossa atenção, e espero ter esclarecido.

    • Raquel Pinto says:

      Não poderia concordar mais com o comentário anterior! Eu andava numa escola pública onde se pode dizer que era desprezada pelos professores e, na sua maioria, estes pareciam ter gosto em NÃO incentivar um aluno a estudar.
      Lembro-me do primeiro dia de aulas no Externato, sentia-me perdida, visto que mudei a meio do período e não ia a par da matéria.. Bem, os professores fizeram algo que nunca tinha visto, disponibilizaram-se para me explicar a matéria numa outra hora. Por exemplo, a Matemática o meu professor da pública mandava fichas sem dar matéria e esperava que os alunos soubessem resolver. Aqui não! Logo na primeira aula fiquei espantada com a velocidade com que a matéria era dada e o modo de como TODOS percebiam e tinham gosto em fazer os exercícios. Acho que há uma ideia muito errada sobre o Externato. Aqui não se dá notas, aliás, se os alunos têm 20’s é por mérito, porque ninguém faz o teste por eles. Mas, continuando, os professores e toda a equipa do Externato proporcionam e incentivam os alunos a ter melhores resultados e se vêm que o aluno não percebe, explicam-lhe uma, duas, três…, as vezes necessárias. Eles preocupam-se, e isso é de louvar, pois em mais nenhum sítio eu vi fazerem isso. Aqui o sucesso dos alunos é o objetivo! Claro que há aqueles que não querem saber, mas, como é óbvio, esses não têm bons resultados. Falando por mim, os meus pais não são ricos, nem coisa que se pareça, mas estão a fazer este esforço para que eu tenha uma boa educação escolar. Se há meninos ricos dos papás? Há, mas isso interessa? Nem todos o são, e mesmo os que são também lutam por um objetivo. No Externato eu fui incentivada a estudar, e honestamente, nunca me senti tão feliz como agora ao fazê-lo. Divirto-me e sei que quando chego ao final do período os resultados obtidos correspondem ao meu trabalho. Por isso, não generalizem sobre coisas que desconhecem, ou coisas que vão ouvindo aqui e ali, isso só demonstra o vosso mau caráter.