Papandreou sofre ataque de Democracia

O ainda primeiro-ministro da Grécia teve um ataque de Democracia, uma doença terrível que leva alguns governantes a consultar o povo, especialmente quando não sabem o que fazer. É certo que os ares daquele país mediterrânico são perigosamente propícios à propagação da enfermidade, tendo em conta que o vírus terá nascido em Atenas. Merkel e Sarkozy já mostraram preocupação com o estado de saúde do governante helénico, tal como a os partidos da oposição e os militares, que, segundo parece, estarão a pensar numa terapia experimentada no Chile, em 1973.

A chanceler alemã já terá declarado que esta situação é insustentável, uma vez que há o perigo de outros povos começarem a colocar a hipótese de pensar que têm direito à sua soberania. Sarkozy, salvaguardando as possíveis discordâncias, terá declarado que esta situação é insustentável, uma vez que há o perigo de outros povos começarem a colocar a hipótese de pensar que têm direito à sua soberania. Durão Barroso, após ter recebido um afago e cócegas na barriga, rebolou e não salvaguardou possíveis discordâncias

Em Portugal, o governo eleito democraticamente e, de acordo com a tradição, com base em promessas que ninguém pensava em cumprir já tomou medidas para evitar a propagação da Democracia: para além dos direitos retirados aos trabalhadores, Paulo Portas já criou uma versão do Pai Nosso que termina com “E livrai-nos dos referendos. Amém.”

Comments

  1. hugo says:

    Parece que colocar o futuro dos bancos europeus nas mãos das kátias da grécia assusta muita gente, mas quando elas lá como cá, elegem governos por clubite ninguém se preocupa com a democracia


  2. Excelente.
    Com a quantidade certa de verrina.


  3. Este vídeo é bastante interessante.

  4. José Galhoz says:

    A velha estratégia de aproximação/distanciamento dos britânicos! Neste momento, pelo menos, serve para verem as questões do Euro (e da UE) numa perspectiva que não vai na onda. De facto, todos estes jogos de poder do binómio sistema financeiro/países dominantes seria para rir se não estivéssemos a apanhar com as respectivas consequências.