Como um grego ensina a um alemão a História das dívidas


Cartaz americano de apoio à Grécia durante a II Guerra Mundial

Um cidadão alemão escreveu uma carta aberta aos gregos, publicada na revista Stern. Um grego, Georgios P. Psomas respondeu-lhe pondo os pontos em todos os iis.

Ambas foram traduzidas pelo Sérgio Ribeiro e encontrei uma versão em inglês. Esta troca de correspondência  já data de 2010. Georgios conta-nos aquilo que toda a imprensa europeia cala. Merece ser lida, sobretudo por todos aqueles que têm tratado os gregos como culpados de tudo, incluindo o pecado original. e vou aqui transcrever os dois textos.


Depois da Alemanha ter tido de salvar os bancos, agora tem de salvar também a Grécia

Os gregos, que primeiros fizeram alquimias com o euro, agora, em vez de fazerem economias, fazem greves

Caros gregos,

Desde 1981 pertencemos à mesma família.

Nós, os alemães, contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.

Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo.

Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos.

O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós.

No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro. Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumo

Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e têm.

Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional.

Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram, não vão mais adiante!!!

Walter Wuelleenweber

Artigo original na Stern


Resposta de Georgios Psomás

Caro Walter,

Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não “empregado público” como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas.

O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!… não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares.

Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas, infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.

A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes “comissões” aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.

Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE, da JUSTIÇA e do CORRECTO.

Estimado Walter,

Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.

Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:

1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;

2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.

3. Os empréstimos em obrigações que contraíu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.

4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoações inteiras, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.

5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., etc.).

6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.

Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.

Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.

Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as quais têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.

Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por aí vos vai obrigar a baixar o seu nível de vida, perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia?

Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes “compatriotas” da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.

Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que só jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.

E, finalmente, Walter, devemos “acertar” um outro ponto importante, já que vocês também são devedores da Grécia:

EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!!!

Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nosos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.

E EXIJO QUE SEJA AGORA!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.

Cordialmente,

Georgios Psomás


Adenda: o meu amigo João Noronha localizou o primeiro artigo, faltando agora encontrar a resposta. Se algum leitor que domine a língua germânica tiver algum reparo a fazer à tradução (que, repito, já deve ter passado por umas 3 línguas, e naturalmente deve ter lacunas), faça favor.

Sobre João José Cardoso

Comments

  1. Ja agora, os gregos já pagaram as indemnizações de todas as guerras que fizeram durante milhares de anos no Mediterrâneo.

    Há gente muito idiota…

    • Pois há, por exemplo idiotas que comparam guerras milenares com guerras recentes. Acabou em 45? que se lixe, foi no século passado. Não pagaram as indemnizações acordadas? não tem importância nenhuma: em troca criaram uma moeda que lixa as economias dos países que só servem para lhes comprar a produção, como os palermas dos tugas que destruíram a sua economia produtiva para servirem de estância balnear comprando o que precisam aos sábios germânicos.
      Os gregos até deviam agradecer à Alemanha os mortos, sempre serviu para evitar um surto demográfico.
      Há realmente gente muitíssimo idiota.

      • jota l says:

        desde que um desses mortos não fosse a tua avó ou algum familiar… claro.

        • A deselegância e a má-criação deste tipo de respostas demonstra, entre muitas outras coisas, o baixo nível de educação que persiste no país e a mentalidade tão básica, tão tosca, tão bronca que nele ainda abunda!

          Analisando este género de respostas, podemos deduzir que, numa grande faixa de pessoas, a resposta rápida, grosseira e vernácula, é o reflexo de uma incapacidade de raciocínio, de uma impossibilidade de criar pensamento próprio; em última análise, é sem dúvida o reflexo de um sentimento de inferioridade a vários níveis. As palavras usadas, plenas de rudeza e incivilidade, são ao mesmo tempo armas de arremesso e escudos de defesa.

          Urge pois educar! Principalmente educar os adultos para que, por sua vez possam e saibam educar as crianças!

          • José Ninguém says:

            Não. Giro é tirar ilações sobre 10 milhões de pessoas num comentário de um cretino qualquer. Ora aí está um exercício lógico nada falacioso…

          • Caro José Ninguém, não sei há quanto tempo anda vossa mercê por este mundo, mas a julgar pelo seu comentário abaixo, não deve ser há muito. Ou se é, anda vossa mercê de olhos fechados, caso contrário saberia distinguir entre um comentário fundamentado pela observação constante e séria da natureza humana e um comentário fortuito só para chamar a atenção.

            Aconselho-o vivamente a manter os olhos abertos e a não ignorar o que se passa em seu redor, a menos que prefira passar pelo mundo ao de leve, qual elefante de nenúfar em nenúfar!

            Se há coisa que a vida me ensinou e a sensatez que fui cultivando consolidou, foi a não falar daquilo que desconheço!

          • José Ninguém says:

            Interessantissimo! Defende elegância nas respostas, mas no entanto logo no inicio, utiliza um Ad Hominem e justifica a sua posição com argumentos vagos e pouco claros! Não quis/quero ofendê-la nem provocá-la de modo nenhum com o meu sarcasmo. Queria só demonstrar que estava a realizar ( ou tentar ) o exacto exercício intelectual que você menciona no seu comentário.

          • Meu caro, melhor é ficarmos por aqui! Eu estou a falar de alhos e você de bugalhos! 😉

          • darling says:

            Você escreve bem – para quem aprecia o estilo formal, floreado, polvilhado com um toque muito subtil de filosofia de bolso aqui e ali.
            Pena que o conteúdo seja o zero absoluto.

          • Oh darling, estou a ver que não chegou lá!
            Pronto, paciência. Não desanime.
            Nem todos podemos ser bons entendedores aos quais meia palavra basta!;)

          • Tomás says:

            Muito bem respondido, nada de deselegante. Falar de deselegancia e educação burguesa numa situação como esta até parece doença mental. Pavor ao enfrentamento da realidade.

      • artur says:

        Pois há gente muitíssimo idiota e está aqui bem à vista. Se os seus filhos fossem Gregos não pensava assim.

        • Cada um sabe de si, não acha caro Tomás? E depois a má educação, confome podemos constatar no quotidiano, resolve um monte de problemas, não resolve?

    • jose antunes says:

      referiu só as guerras, porque lhe convém? e os submarinos e as empresas com regalias fiscais, etc…. quem não conhece o esquema anda a dormir

    • António Fernando Nabais says:

      Claro: é mais fácil chamar idiota a alguém do que tentar argumentar. E as comissões pagas pelos empresários alemães aos políticos gregos? E os privilégios garantidos a empresas alemãs? E o que dizer das imposições franco-alemãs para que Portugal, com a ajuda de Cavaco Silva, destruísse as pescas e a agricultura? Há gente muito idiota, é verdade.

      • antonio rodrigues-lopes says:

        Não foi isto que nos recordou o cara-safado do Prof ACSilva? Este sim fez cara de idiota ao destruir as pescas e agricultura, dando-nos agora de barato a necessidade de consumir o que é nacional. Quem não produz o que consome, é evidente que compra e se tal faz fica endividaddo… Como é que um economista não quis ver isso? Só por má-fe e desonra histórica…Que desenvergonhado!!!!…Bem quis o Prof Salazar fazer do Alentejo o celeiro do País. Os comunistas destruiram…e os socialistas e social democratas continuaram a destriur. Haja uma lei das Sesmarias!…

        • O seu Salazar destruiu o montado alentejano, com a Campanha do Trigo, um dos maiores atentados ao património natural português. Economicamente não deu em nada, como era de esperar.
          Além disso não temos que produzir aquilo que as nossas terras não dão, no caso cereais, temos de produzir produtos que se exportem para importarmos os produtos de que necessitamos, como é o caso da cortiça e do azeite.

          • edviges acacio says:

            Sr. João, desculpe, mas essa teoria das terras do alentejo não serem boas para o trigo não é verdade. Agora é que convém fazer crer que foi um atentado porque fizeram os contratos de importação de trigo e deram subsídios para não cultivar . O agricultor que cultivasse nem que fossem 1ooom a mais, se queria receber esse tal subsídio tinha que queimar ou arrancar esse trigo ( estou a dizer com conhecimento de causa).Quanto às oliveiras o sr. sabe que muita gente recebeu muito dinheiro para as abater e não me refiro às oliveiras velhas. Houve quem as aproveitasse e neste momento estão a dar azeitonas que servem para comer e fazer azeite, e, por favor não duvide do que estou a dizer. Há terras abandonadas no baixo alentejo, onde semeavam trigo, que deixaram de o fazer porque recebem esses tais subsídios, que parte o coração. Não podemos importar tudo o que lhes convém. Sou alentejana e não sou salazarista. Isso é conversa do sr. António Barreto que de terras não entende nada.Desculpe mas não consegui calar

        • António says:

          A sério que foram os comunistas que destruiram o celeiro do Alentejo, não deves viver neste país, muito menos saber o que se passou e passa no Alentejo… Os comunistas fizeram o bem, o mario soares com o carluchi e os americanos é que…ah e o que a PIDE fez no Alentejo, sabe?

          • Claro, os malandros dos comunas comeram as criancinhas todas e despovoaram o Alentejo, ó António, toma as gotas.

          • Só quem não conhece a história recente duvidará do atentado que os comunistas fizeram com a chamada “Reforma Agrária” que mais não foi que colher das terras o que os propriétarios agricultores semearam roubando-lhes ainda o gado. Porque para eles todos eram latifundiários fascistas. Portanto, não desviem as atenções e admitam que tal como o Povo Portugês tem sido mal governado/ roubado pelos governos: PS, PSD,e PSD/CDS, vocês comunistas tambèm têm Culpas no cartório, Não fazer-nos esquecer.

          • Latifundiários absentistas, é mais exacto.
            Curiosamente durante a dita Reforma Agrária a produção de cereais até subiu.
            Mas não deixa de ter a sua graça que tente defender 30 e tal anos de governos do bloco de alterne com acontecimentos que ocorreram 30 e tal anos atrás. Como argumento, é brilhante.

        • Pedro says:

          Só não percebo como é que o Canibal Cavaco Silva é eleito 2vezes!!!!!!!! À minha conta não foi……

          • Finalmente uma questão RELEVANTE!!!
            Eu VOTEI, mas tambem não é à minha pala que eles (governo todo) lá está.

    • Temístocles Alberto says:

      Não seja tolo. Não pode comprar a mentalidade da Idade Clássica com a da Era Contemporânea. Isso resultaria em anacronismo mental. A menos que você ainda viva com os valores do Paleolítico igualmente. Isso é um não argumento.

      • edgar cardoso says:

        caro Temistocles,só um aparte pode ser um não argumento como diz.Mas o que é de facto simples, é a importancia que um país teve e têm. ( …)
        Não sei se me faço entender..obrigado

    • Maria do Resgate Coelho Portas de Sousa e Suplício says:

      realmente há gente muito idiota…E o genocídio alemão?

    • paulo antunes says:

      Quando não tem argumentos o insulto é a solução, não é meu caro Rafael !
      saudações..
      Eu Grego me confesso….

    • JPedro says:

      Sem palavras a esse comentário Rafael. Só demonstra um total vazio de valores e princípios morais. Para que fique assente de todos os paises da zona euro e União Europeia, a Alemanha é tão só o país que mais beneficiou da criação dos mesmos. Permitiu-lhes estar no poleiro de onde hoje se arvoram, permitiu-lhes ganhar fôlego, permitiu-lhes ganhar bodes expiatórios para os seus próprios problemas, permitiu-lhes iniciar uma política de imigração que somente veio a construir o país que hoje em dia possuem. Ou julga que todas as praças, rotundas, parques, escolas, hospitais, e afins foram construídos por alemâes de gema? Não se iluda. A Alemanha é o “motor” da Europa e se o é, deve-o a países como Portugal, como a Grécia e outros que tais. Aja bom senso, aja reflexão, aja consciencialização que se efectivamente desejamos um projecto europeu, o mesmo só poderá ser conseguido deixando cair os nacionalismos e as arrogâncias reinantes. É mesmo por essas e por outras, por pessoas como o Rafael e os seus compatriotas alem~ea que eu, infelizmente, acho que o Euro está condenado ao fracasso. Mas aí rir-me-ei, pois a seguir vão cobrar as dívidas ao … tota (para não usar outra expresão que rima com trabalho).

      • edgar cardoso says:

        Sr jpedro acredite que eu em 2002 tive uma pequena ideia..nao sei bem como se foi sucedendo..qual foi a ideia..entaõ e a inflação??? 1 a 2 anos pimba vai de juros..spreeds..depois vem aquele muito geitoso e zaz começa com aquelas burrices de irc..siplex..e vai de gastar ate eu ter uma ideia..Não..Não acredito que prendam toda gente??? Conclusão..nao sou bruxo nem adivinho sou apenas portugues com valores ao qual me vou apercebendo do mundo em que vou acordando todo o santo dia..a europa está toda presa às estratégias do grande mestre………..que é vida.
        Sempre ouvi dizer onde ha fumo ha fogo.
        se nao e so uma religiao que fala no apocalypse..e porque alguma coisa se vai passar..ou todas. nao sei.
        Mas tambem lhe digo que se não se acabar com esta brincadeira de que este deve isto..porque aquele fez aquilo..Não sei Não. ..É Só Uma Ideia..

      • 100% de acordo consigo. Mas é “haja”… do verbo haver. “Aja” é do verbo agir. Defendamos também a nossa língua, está bem? Obrigada

    • sabes que as guerras dos gregos há anos atrás eram entre os gregos certo?

    • carmo da rosa says:

      como um grego ensina a um alemão a História das dívidas…

      A verdade é que o alemão precisou apenas de 250 palavras para descrever com clareza, simplicidade e pertinência a situação entre os dois países. O grego, com o triplo de palavras (775), perde-se em queixumes infantis, insultos descabidos e disparates absurdos… E tudo isto muito mal escritinho, ou mal traduzido, porque, sejamos honestos, nós portugueses, salvo raras excepções, sofremos da mesma doença grega: quanto mais críptico e complicado o texto for, melhor.

      Ver aqui a origem científica deste problema: http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/11/font-face-font-family-lucida-grandep.html

    • François Quijano says:

      A argumentação de Georgio é interessante MAS…está fora do assunto: a questão é os Gregos (como qalquer outro povo com instituições democráticas) estão ou não responsáveis por ter eleito os seus políticos? Que a Alemanha tenha a pagar indemniações à Grécia, que fazem negócios naquele país e até compram favóres à políticos e funcionários públicos não tem nada a ver com o assunto. Este é: devemos gastar apenas em proporção do que temos e não especular sobre o dinheiro virtual e a ajuda dos outros. Isto não vale apens pela Grécia, obviamente.

    • faneca says:

      O IKEA não é naz… Alemão, é Sueco.

    • Ricardo says:

      Tipo tu não? Português submisso de pénis pequeno vai para a quinta da tua avô agricultora e cresce um par de tomates.

  2. Grande Georgios Psomás!
    A principal lição que desta carta tiro é que todos, todos sem excepção, têm telhados de vidro!
    Abstenham-se, pois, de criticar, aqueles que não são capazes de fazer, com a mais pura honestidade, uma muito profunda e franca introspecção!

  3. Caro João José, muito obrigada por ter feito com que estas cartas chegassem ao meu conhecimento. Muito, muito grata!

  4. MAGRIÇO says:

    O que Hitler não conseguiu com a Wehrmacht e a Blitzkrieg quer

  5. Todos somos Gregos.
    Os bancos foram ajudados em 2008 para que o caos não devastasse tudo, agora regressaram para tomar posse de TUDO o que existe!
    Austeridade, impostos, sacrifícios, privatizações, desemprego, falências, retrocesso civilizacional para beneficiar quem?!
    Estes “resgates” financeiros são pagos a quem? As ajudas são encaminhadas para onde?
    Que nova ordem mundial querem impor à Europa, com a anuência dos políticos eleitos?
    Quem teme o referendo na Grécia?
    Seremos purificados pelo fogo ou incinerados?

    • edgar cardoso says:

      Sr Jose Pinto o que é certo á justificação para todo esse dinheiro é metendo mais dinheiro ao barulho..é falta de humildade e muita vontade de fazer com que haja mais razões de poder..nós não temos uma união Europeia, o que temos é uma vontade enorme..que já vem de ha muitos secúlos que se dá pelo nome de inveja. sentimento que cresce e não larga o dono neste caso o (País)de mandar no resto da Europa..use os meios que usar e ate as pessoas que usar..tudo nesta vida têm que ter um fim..e a Alemanha ainda não completou o seu.
      Obrigado

    • é… a Alemanha e França provaram com este ultimatozinho que acabaram de fazer aos gregos, que não se dão nada bem com aquilo.. ai.. como é que se chama .. a ver se me recordo da palavra.. algo que tem duas palavras na verdade.., parece-me que é.. Kratos.. e Demos.. ou assim.

      É muita a alergia que têm à tal coisa, a democracia.. coitaditos.. é muita a miufa, pois.

      – e quanto a reger segundo a vontade do povo.. deixem-me dar uma valente gargalhada HOHOHOHOHOHOHOHOHO!!!!!!!!!!!! ESSA TEM MUITA GRAÇA!!!!!! É que nem preciso começar pelo assunto dos telefonemazinhos que a Srª Dª Merkle terá feito a Georgios A. Papandreou para por termo ao país que deu a nascer esse conceito em poder o exercer.. nem preciso ir a esse caso GRITANTE de manipulação intolerável, que revela afinal o horror que pelos vistos têm da tal coisa “o voto do povo” como cómico e ironicamente fala o senhor alemão que ao falar de tal coisa está a dar um tiro nos próprios pés.. coitadito.. deve ter comido muita daquela couve azeda.. está a afectar o raciocínio. Mas é óbviu que nem no seu país (na Alemanha) existe o que ele diz.. o ocidente morreu.. ou no mínimo apodrece.. Só se liga a estes sanguessugas que nos impõem esta ficção financeiro-económica.. (com os que fazem de conta governar a satisfazer todas as vontadinhas dos que na verdade mandam.. sempre tudo e todo o contribuinte desta europa a dar dinheiro ao BCE que por seu turno só pode emprestar (e não devolver aos que lhe dão o dinheiro) mas a bancos, que por seu turno nos emprestam o nosso próprio dinheiro que nos é sanguessugado.. e a JUROS!!!!!!!!!!!! Que se lixem todos mas é, e com lixa da bem grossa!!!!!!!!!!!! Se a Merd..le e o Sarnozy quisessem de facto zelar pela ficção Europeia.. não tivessem há um par de anos, deixado a Grécia passar o que passou, TENHAM vergonha estes ceguinhos que andam por ai a moralizar e vender a treta sobre os Gregos, e outros .. Dá muito jeitinho estas crises.. e de crise em crise enche a galinha o papo.., pois é. Bando de pilhadores.. um dia ha-de lhes sair bem caro estas brincadeirinhas.. ah pois.. e parece-me que esse dia não vai demorar a chegar..

    • Manuel says:

      …. vou partilhar no meu wall só alterando um pouco o titulo : “Quase todos somos gregos” abr.

  6. MAGRIÇO says:

    Ia eu dizer que “O que Hitler não conseguiu com a Wehrmacht e a Blitzkrieg quer a sra. Merkel conseguir com o estrangulamento da economia na Europa.” Gostaria de saber como reagiria a senhora se a Europa deixasse de consumir produtos alemães.

    • Sarkozy e Merkel andam a vingar respectivamente Napoleão e Hitler?
      Não creio, acho que é muito pior. São as faces visíveis ao serviço dos grupos financeiros mundiais, que ganham especulando sobre as dívidas soberanas, e por via da “crise” tomarão posse dos sectores vitais da economia Europeia.

      • bem observado..

      • Esse é que será o maior problema. O que começou à alguns anos atrás com a entrada na Comunidade Europeia até aos dias de hoje, que foi a destruição progressiva de toda a força industrial e produtiva dos paises do sul, para nos deixar à mercê dos grandes interesse do norte da europa (Alemanha e companhia), está prestes a ser concluido com as privatizações que estão a ser preparadas das nossas empresas vitais para a nossa economia. Falo de EDPs, Agua, transportes e outras do género. Já estamos nas mãos deles e ainda vamos ficar mais. Tudo isto com o consentimento e apoio dos nossos magnificos politicos que com a cara de pau que os caracteriza nos dizem que é para bem do pais.
        Acho que nós os portugueses temos muito a aprender com os gregos, pelo menos na determinação de defender o que é deles. Isto só lá vai com uma revolução a sério para acabar com esta podridão toda que se instalou nas classes dirigentes da europa.

      • antonio rodrigues-lopes says:

        Pergunto se não estaremos em presença de uma estratégia para destruir a zona euro e a economia europeia; mais, uma estratégia para consumir armamento desencadeando uma guerra para acabar com o mal-estar nas ruas sem correcção possivel à vista?! Quando a paz social não for possivel e a ganância economica ficar sem peias, so nos resta o quê?! È triste, mas é a verdade fatal. Não há humanismo e boas-intenções que nos valham!…

      • cesar says:

        A melhor resposta !

    • piradodamona says:

      Há relativamente poucos anos tive oportunidade de conviver bastante com alemães e, sinceramente, não me parece nada que eles queiram, actualmente, dominar a Europa.
      O que me parece, de facto, é que pura e simplesmente não querem ser eles a pagar os esbanjamentos dos outros.
      Isso já aconteceu quando se verificou a reunificação da Alemanha: os alemães ocidentais ficaram revoltados por terem que pagar a reconstrução do Leste.
      Não me levem a mal, mas penso que em vez de criticarmos os alemães devíamos seguir mais o seu exemplo de trabalho sério e de capacidade de preparar o futuro.

  7. O móbil da dita “crise”, que foi habilemente urdida, é, indubitavelmente, o interesse financeiro implacável de uma, digamos, elite que mexe os cordelinhos do poder a um nível que passa despercebido ao comum dos cidadãos. São esses interesses, os de uma minoria silenciosa e que quase passa despercebida ao olhar menos atento, uma minoria sem escrúpulos, déspota, cruel, fria, calculista e inflexível que direccionam o leme do mundo.

    Já tentei dar-lhes a conhecer (se é que não conhecem já) um Manual de Programação intitulado “Armas Silenciosas para Guerras Tranquilas” (Silent Weapons for Quiet Wars)descoberto em circunstâncias fora do normal e que põe a nu a forma como, a altos níveis, se manipulam as massas, os povos.

    Por qualquer razão não consegui publicar o comentário (ou não me foi permitido fazê-lo) onde disponibilizava o link para a versão portuguesa desse manual, traduzida por mim! Volto a deixar aqui o link – http://facedaletra.blogspot.com/2011/10/ultra-secreto-armas-silenciosas-para.html – e que se despreocupe quem pensa que procuro afluência ao meu blogue: é coisa bem insignificante e pouco me importa que o visitem ou não!

    Quanto ao Manual, acho que deveriam lê-lo, mas claro, isto é só e apenas a minha opinião, e portanto, vale o que vale.

    • O filtro automático de comentário coloca como pendentes os que tenham links (supostamente mais de 2). Mas esses comentários são posteriormente analisados pelo primeiro de nós que der por ela, o que pode demorar o seu tempo.
      Por isso acho estranho que, mesmo mais tarde, o comentário não tenha sido aprovado.

      • Não se preocupe João José. Muito provavelmente fui eu que não o soube enviar nas devidas condições. De qualquer forma, muito obrigada pela explicação.

  8. Preocupa-me passar-se para a frente e não ser ler o que está nas entrelinhas. O nosso cenário resulta também da ação de grandes corporações estrangeiras, que pagaram, que pagam e vão continuar a pagar avultadas comissões à camada de criminosos, que são os nossos políticos para “terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar” – já agora, os nossos submarinos estão direitos?

    Preocupa-me também a “calma” com se encara a presença de Portugal nesta comunidade que está a mostrar a todo o mundo que é uma fraude total, no seu todo. A Alemanha e restante compadrio não estão preocupados com ninguém, só com dinheiro e poder. Quando esta comunidade foi pensada, vários economistas, na altura, questionaram o facto de não existir nos estatutos, um fundo de socorro, para situações críticas que pudessem ocorrer nos estados membros? Estão agora a congeminar um que foi já assinado por todos os estados membros e que está à espera de ratificação pelos parlamentos nacionais até 31 de Dezembro deste ano e que ninguém fala dele. (http://artedeomissao.wordpress.com/2011/11/page/8/). Isto sim, preocupa e muito. De onde vem a nossa fatia para este fundo?

    A Europa está endividada? Que se imprima moeda. Pois, mas aos papões não gostam desta saída. Desejo que nunca acordemos com as palavras liberdade, soberania e estado de direito banidas do dicionário. Convém nunca esquecer a história. Quando ocorreu o genocídio dos Judeus, o sistema foi todo montado sem que eles e o resto do mundo se apercebessem.

    só para terminar gostaria de vos pedir que vejam estes vídeos:

    • Se este videos sairem do Youtube, será a prova viva do que escrevi no artigo
      Assunto dos 3 videos que referi no meu comentário:

      Parlamento sueco dá exemplo de transparência
      Políticos na Suécia: sem luxos e sem mordomias! [Parte 1 e 2]

  9. cristovao lanes says:

    Nao se tem mais nada a acrescentar o Georgios foi explicito e preciso em seu comentario. Incluiremos os EUA neste comentario em relacao ao resto do mundo no qual eles oculpam militarmente ou forcando sua cultura mediocre!

  10. Sabem o que francamente acho?

    A autoridade, o poder, o prestígio, e outros conceitos afins, só têm valor na razão directa da importância que se lhes dá. Não se lhes dê nenhuma, e em breve serão conceitos perdidos na bruma dos tempos!

    O grande problema reside no facto de a grande maioria das pessoas sentir, consciente ou inconscientemente, a necessidade de se vergar perante outras que crê melhores, mais poderosas. Não pode existir maior ilusão! Experimentem não curvar-se perante os ares de importância de que alguns se tomam, e verão como se lhes desenfuna o ego, como desincham tão deselegantemente como um balão furado!

    Se existem poderosos, fomos nós que lhes outorgámos o poder. Se existem vaidosos, fomos nós que lhe alimentámos a vaidade. Se existe a autoridade e o comando, fomos nós que os acatámos.

    Em vez de fazer vénias, deixando perigosamente desprotegida determinada parte do corpo, ergamos o queixo e olhemos de frente, sem a mais mínima tentação sequer de desviar o olhar! Assim fazendo, veremos surpreendidos como ruem por terra os ímpetos de superioridade, os ataques de ditadura, as crises de autoridade e os arrotos de poder!

    • edgar cardoso says:

      Sra IsabelG têm razão.. e então e solução? é sabido que se alimentar um cão vadio ele o vai reconhecer anos mais tarde..a vida não pára na ignorancia?! hoje é peúgas amanhã é meias não à retorno apenas sentido unico a devisa será sempre mantida debaixo da poltrona..pense nisto. se Portugal tivesse alguem depois do 25 de Abril que dissese vamos ver o que temos la fora e começar a criar uma Europa?! como certo começamos a criar um mundo. hoje talvez não teria-mos uma União Europeia teriamos Uma Europeia Unida.
      Obrigado

  11. Paulo Vieira da Silva says:

    Alguma coisa terá de acontecer. A forma como o mundo funciona não é viável. Acho que só quando todos deixarem de pensar exclusivamente no seu umbigo é que alguma coisa muda. Eu vou tentando fazer a minha parte.

  12. Franco says:

    bla, bla, bla…Na minha humilde opiniao defender o grego e dar razao ao alemao. Os povos do mediterraneo nao tem uma verdadeira democracia porque as regalias sao todas para os funcionarios (…empregados) Publicos a custa de condicoes mediocres para a classe nao estudada que trabalha imensso, ganha pouco e nem sabe reinvindicar. As grandes dificuldades estao nos paises em que o povo nao fiscalizou os governantes. E exemplo o PS em Portugal que foi cedendo “direitos” e mordomias aos que menos riqueza produzem em detrimento dos meios de producao(mataram a galinha dos ovos de ouro). Vive-se a grande e a francesa com dinheiro emprestado.Trabalham-se 11 meses e queremos receber 15…matando as empresas pequenas e criando desemprego.Por meia duzia de votos acomodaram milhares de falsos desempregados e de malandragem que vive a custa dos mesmos.
    Os funcionarios publicos nao criam riqueza…embora sejam necessarios mas nunca em tao grande numero e com todas as regalias que tem. Abomino a falta de respeito que a sociedade portuguesa tem pelo chamado ze-povinho. Este nao pode dar mais e a carga tem que ser tirada de cima porque se tirarem mais do fundo tudo se desmoronara. Nos estamos a recolher o que plantamos como todos os povos o estao a fazer.
    Gostei muito do comentario da Isabel G embora estejamos a defender coisas diferentes…talvez. East London

    • “Trabalham-se 11 meses e queremos receber 15” eu podia-lhe explicar que os salários são anuais, como os orçamentos, e dividir por 14 (e não 15) só beneficia o comércio. Mas não vale a pena, porque não me parece que viva neste mundo. Então essa de não haver democracia nos países do sul da Europa… escrita num país onde quem tem mais votos pode perder as eleições, é de gritos.

    • Caro Franco, receio bem que estejamos a defender… exactamente o mesmo! 🙂

  13. Filipe costa says:

    existem em todos os comentarios algumas verdades mas o tema é vasto e mt abrangente deixem-se de lamechas os gregos e os demais se afinal todos sabem o que é e onde está o problema entao porque quase todos cairam ou caem nele ??????? se esta identificado o buraco nao vou por o pé la dentro certo??? nao venham so com bmw mercedes merkel e sarcosi todos gostam de viver melhor e ostentar riqueza o problema é que vao para alem das suas posses se nao têm dinheiro para ir ao algarve fiquem por setubal nao peçam hj o k nao sabem se podem pagar amanha e por aí adiante todos sao culpados TODOS eles (politicos) e nós (cidadaos) para terminar só mais uma coisa os alemaes sao Inteligentes e desciplinados mas nao sao os únicos…..

  14. JFMSL says:

    Um arrazoado demagógico de factos é o que a carta grega é. É verdade que a economia alemã beneficia com as economias do sul da Europa, mas isso não desculpa os erros das economias do sul da Europa. Se um banco me oferecer créditos que não posso pagar só para cobrar juros até me levar à falência eu tenho é que recusar e mudar de banco. Usar o dinheiro e depois culpar o banco de usura não é grande estratégia.

    • Factos são factos, podem ser debitados de forma arrazoada, usados demagogicamente, mas não deixam de ser factos. Ninguém está a defender os governos gregos, mas pelos vistos a Alemanha quando atacada acorda sempre arrazoados demagógicos, sobretudo quando não negam factos como a dívida alemã à Grécia, o saque da arte grega por franceses, ingleses e alemães, ou um euro feito à medida de algumas economias em detrimento de outras.
      E já agora, quando foi atacada pelos especuladores financeiros a Grécia mudava para que banco?

      • JFMSL says:

        Sobre os factos desconheço em rigor os acordos internacionais em que as indemnizações foram estabelecidas e como, quando e se foram pagas. Tenho é sérias reservas que a verdade histórica seja a estabelecida na carta. Quanto à guerra de 39/45 e sofrimento que implicou não tenho qualquer dúvida. Como todas as guerras possui uma história feita pelos vencedores. Se perguntarem a um polaco a sua opinião sobre essa história acredite que será bem diferente. A começar sobre os agressores, vencidos e vencedores. No palco mundial todos as nações foram agredidas e agressoras, usar as culpas história como estratégia é coisa de fracos e de demagógicos. Quanto à questão da dívida, o que a Grécia devia ter feito, como todas as economias do sul, era ter usado o dinheiro que vinha do norte para desenvolver uma economia sustentável. É claro que os fundos da CE procuravam desenvolver um mercado interno e que isso beneficiaria a Alemanha e todos que produzem os produtos que o sul compra, mas isso é errado? Numa relação comercial há um ponto de equilibrio em que todos ganham, só que o equilibrio implica que todas as partes façam a sua parte. Julgo que a isto se chama a Teoria dos Jogos e já deu um prémio Nóbel para a economia, mas não sou financeiro e não quero falar do que não sei. O problema da Grécia não começou com o “ataque de especuladores”, a Grécia ficou foi vulnerável ao “ataque de especuladores” por não fazer o trabalho de casa. Se quiser não devia ter aceite o crédito do banco para ir fazer umas férias nem devia ter usado o Credibom para comprar a televisão. O que agora não pode culpar é a loja que lhe vendeu a televisão.

  15. Portanto, o que o amigo grego propôe é que a Alemanha, e os outros malandrecos que produzem coisas para consumo dos gregos, continuem a dar dinheiro à Grécia, apenas para manter as fábricas com trabalho?

    Ou seja, os Gregos pagam os Mercedes com o dinheiro que a Alemanha lhes emprestou e ainda lhes chamam de agiotas? E se os Alemães disserem assim : “Pá, agora vou ficar aqui com os euros e com os Mercedes”? Que fazem depois os gregos? Saem da moeda única? E como esperam eles comprar produtos Alemães se não querem dar produtos Gregos em troca?

    O autor do texto grego esquece uma coisa fundamental: o dinheiro apenas é válido para comprar coisas. Se os Alemães não puderem comprar coisas gregas com o dinheiro que recebem dos gregos, então pra que raio querem eles o dinheiro dos gregos?

    • Não, o que fica bem claro é que se os gregos, e já agora os portugueses, os espanhóis e os italianos por exemplo, não comprassem os produtos alemães, quem precisava de empréstimos era a Alemanha.
      É fantástico como não se entende esta coisa simples: o Euro, e antes a CEE, foram construídos à medida de uns países, e obrigando outros a destruir a sua própria industria, pescas e agricultura, como é o nosso caso. Que lhes resta agora? comprar à Alemanha, é claro.

      • Se os tugas, espanhóis e italianos não comprassem os produtos Alemães então os Alemães ficavam com eles para seu usofruto. Não fomos obrigados a destruir a industria por ninguém. Foi mesmo por nossa culpa.

        É desonesto e ignorante defender que a industria alemã destronou a nossa por decreto. Destronou-a pela via mais fácil, pela qualidade. E não vejo onde é que nós faziamos Mercedes ou BMs antes de entrarmos para a CEE.

        Nós destruímos a nossa indústria pela socialização sucessiva do país. Os regulamentos de trabalho, licenciamento industrial, etc, inviabilizaram o país para os investidores e para os fabricantes. Ficamos apenas com os restos.

        A falácia de que os Alemães precisam de nós para viver é a mesma que defendia que os escravos precisavam do dono para os alimentar porque sem ele seriam incapazes de o fazer.

        Mentalizem-se de uma coisa. Se os Alemães ficarem sem o nosso mercado para vender é menos um caloteiro com que se têm que preocupar.

        Agora pôr os Alemães a trabalhar sem lhes dar nada em troca a não ser o prazer de terem trabalho é fazer como os nazis faziam nos campos “Arbeit macht Frei”. (repare que disse nazis e não alemães).

      • Boa, João José!

      • Erdna Grobiw says:

        Ah,ah,ah..
        e até foi a Alemanha que nos veio pedir para entrarmos no euro e pôs os Cavacos no poder. Você nunca deve ter ido à Alemanha, mas houve muit gente, e ainda há quem lá vá pedir trabalho para lhes construir as tais rotundas…Até gregos…

  16. romeu caliço says:

    Resposta um bokado de merda axo eu ….. gatsram o guito e agora andama xorar que são coitadinhos!?

  17. Martins says:

    O problema esta na especulacao dos grandes paises industrialisados nos famosos Iluminates,esta cada ves mais na moda satanas esta ai em forca, mas a um grande problema de corrupesao no enteriore dos paises do sul e um problema interno que cada pais tem que emfretar se quer continuar a apresentar a sua sidadania com a dignidade que cada pais merece porque o povo dezum pais nao pode ser a imagem de meia dusia de mafiosos. Amem

  18. Helena says:

    Vivam os P.I.G.S.!!!!

  19. Mais informação sobre a Alemanha caloteira e sua dívida monstruosa (em todos os sentidos) pode ser obtida aqui:
    https://aventar.eu/2011/11/08/a-alemanha-e-caloteira/

  20. Ana Mafalda says:

    Um comentário, se me permitirem, não sem antes pedir que passe pela escola novamente, e pela disciplina de português, o maior número de “comentadores”. – até doi o coração só de ler:
    é uma pena que só se olhe para trás à procura de culpas e culpados quase em formato de expiação de culpa. Parece-me que a solução passa por nos juntarmos todos em prol de um bem comum – lutarmos por esse bem comum – que é a vida e o direito à mesma. Se quem, por enquanto, pode ajudar fecha as portas ao que ainda trabalha para uma melhoria, quem somos nós afinal? Seres humanos egoístas e individualistas? Sejam os gregos, os portugueses, os italianos; fossem os alemães, os suíços ou os suecos… que interessa? Somos todos seres de uma mesma espécie, dotados de uma capacidade espetacular que é a inteligência e a mim não me parece que seja o que se destaca no que li – apenas, isso sim, a cultura geral do que se sabe ou se ouviu dizer, o senso comum de quem repete o que alguém já disse sem pensar, o leigo em oposição ao douto.

    • Baldas says:

      Ok, tudo bem. Assim sendo, acredita num mundo cor de rosa? A inteligência funciona quando aplicada. Estamos de acordo. Agora…é aplicada com que objectivo? Aqui começa o problema.

      Os objectivos podiam ser iguais, ser os mesmos. Mas não funcionamos assim, cada um quer o melhor para si apesar de em teoria devesse querer o melhor para o mundo. Concorda? Quer mudar este facto, válido há milhares de anos? Aceito como bom objectivo mas muito utópico…

      Os tais problemas: o interesse move o mundo e quem tem poder não o quer perder e quem não o tem quer ter. Não há vazios de poder, como alguém disse. Acredita nisto?

      • Toda a gente tem o direito de ser burro, mas alguns abusam desse privilégio!!

        • Ana Mafalda says:

          e há quem saiba responder insultando… Aqui está uma boa forma de aplicar a inteligência

          • Pedro says:

            Vai-me desculpar a senhora só ofende, mas para que tanto enaltece a arte de escrever devia começar os parágrafos com maiúsculas.
            Penso eu de que…..

      • Ana Mafalda says:

        Não, não acredito num mundo cor de rosa, mas gostava… Gostava de poder calçar as sandálias e sair para a rua a dançar a cantar com flores (talvez rosas ou cravos) presas nos cabelos… poderia ser que pegasse… Ah! espera! isso já aconteceu!

      • Ana Mafalda says:

        Não funcionamos, nós… os Ocidentais. Mas ainda há sociedades sem poder, organizadas pelo bem comum. Sim, as chamadas sociedades simples por essa mesma razão.
        Se eu quero ir viver para uma dessas sociedades? Talvez.
        Se eu quero lutar por construir uma sociedade com indivíduos menos individualistas? Sim. Pela melhoria do que hoje se vive? Sim. Pelo bem comum num sentido de comunidade? Sim.
        Utopia? …
        As mudanças fazem-se devagarinho e as sociedades mudam mesmo que leve muito tempo e mudam sem sequer se aperceberem…
        Mas sim, sou obrigada a concordar que a maior parte das sociedades tem vivido com sede de poder e que é isso que nos tem levado a crises sucessivas.
        Mas o que acontece nas alturas em que nos queremos levantar? Juntamo-nos, unimo-nos por um ideal comum e erguemos algo positivo no meio do caos. Depois? Sim, depois… separamo-nos outra vez. já obtivémos o que quisémos, voltemos â nossa vida, ao nosso individualismo, ao nosso egoísmo.

        • Baldas says:

          De facto era bom que o Mundo fosse como na década de sessenta alguns acreditaram ser possível…
          Mas no quadro actual, não me parece muito realista nem útil empenhar muito esforço numa tal tarefa. Aplicar um bocadinho para não deixar a corrente morrer e acreditar que algures no tempo ou alguém vai ser positivamente influenciado por esta boa “mood”…ok
          Mas…e o que se faz ou o que se quer que os que têm que se movimentar em nosso nome e trabalhar para o nosso futuro e das gerações seguintes, façam?
          “Erguemos algo positivo no meio do caos”…pois é! É este o problema. É preciso o caos para nos unirmos de tal forma que imprima alguma força de mudança. E este caos, segundo parece, é mais facilmente criado e sentido por aqueles que perdem qualidade de vida do por aqueles que vivem, como sempre viveram, com muitos problemas. O caos vai aparecer quando o leite faltar a esta dita “classe média”, não quando as férias nas Caraíbas ou o 2º carro desaparecerem. este nível já o atingimos e do leite ainda não. Mas já faltou mais…
          Não há vazios de poder…extrema direita, extrema esquerda, radicais, estremistas…não estão a dormir, estão a conquistar terreno…este é um dos perigos…com o caos todos somos mais fáceis de manipular…
          “Depois? Sim, depois… separamo-nos outra vez. já obtivémos o que quisémos, voltemos â nossa vida, ao nosso individualismo, ao nosso egoísmo” – Concordo. Estamos a começar a sair de uma fase destas e entrar, por necessidade, por falta de bens essenciais na outra…união por ideal comum…ter comidinha e lençóis lavados para quem temos em casa…
          As mudanças ocorrem devagar…é verdade. Esta começou a desenvolver-se aí há 10/12 anos. Mas a velocidade não é constante. A evidência das consequências da mudança tende a acelarar. Então no nosso tempo!
          Mas não percebi bem com que o concorda e não concorda do que tenho escrito…

  21. Baldas says:

    Quando se deixa de acreditar que o mundo é cor de rosa, acredito que se depara com um mundo que roda com a velocidade que a defesa do interesse de cada um lhe imprime. É a minha perspectiva.

    A Alemanha, parece, está a defender bem os seus interesses. Já é frase comum que está neste momento a dominar a União Europeia. A França, como sempre, colou-se bem e conseguiu ser a única Nação a ser ouvida, a ser “consultada” pela Alemanha (do género UK com os EUA). As restantes Nações Europeias têm aceite que esta “Dupla” (GE+FR) decida e apresente as “decisões da União”, que são, afinal, as suas.

    Então e as restantes Nações? Aceitamos que esta dupla decida por nós? Pelo que vai sendo público, parece que sim. Porque não defendemos os nossos interesses, unindo esforços? Porque não se ouve falar de um contraponto à dupla franco-germanica? Por que razão os 25 “mamam e calam”? Desculpem a expressão…não percebo!

    ——–

    Não tendo grandes conhecimentos de História, parece-me que das mensagens anteriores talvez falte a referência à reunificação alemã (deu origem a muitas Sras Merkel…). Se calhar, foi o que o Sr Mitterrand usou para convencer a RFA a aceitar o Euro.

    Também falta, parece-me, uma referência ao alargamento para Leste, à pressa, após a queda do Muro. Os americanos, por várias razões, pressionaram e conseguiram, com a desculpa de se evitar um retorno dos países em causa para o “lado de lá”. Talvez esta fosse uma razão, mas outra era seguramente, travar um desenvolvimento da União que os começava a preocupar. Já conseguiram ganhar pelo menos 23 anos (1989-2011) e ainda não se sabe os que faltam para voltarmos ao ponto onde estávamos na altura. Adicionalmente, temos uma confusão a 27…com uma versão recente de decisões a 2.

    Depois dos tiros nos pés que a Europa tem dado, espero que não seja dado o tiro final, acabando com a única forma credível dos países da Europa sobreviverem: unidos!
    Com o Euro aperfeiçoado, com a dimensão do mercado, com o nível de conhecimento, com a cultura e com a capacidade de concretização existentes neste Continente, com as Nações todas unidas, a Europa poderá ter uma voz no Mundo. Separados…mesmo a Alemanha não terá uma grande voz. E os alemães sabem…

    ——–

    O Sr Medina Carreira fala no fim da Economia Industrial que sustentou o agradável Estado Social Europeu.
    Como vai a Europa concorrer com os BRIC? Acabando ou reduzindo substancialmente o Estado Social Europeu.
    Já repararam no profundo vale que separa as condições em que operam as empresas numa encosta e na outra? Como é que as europeias hão de competir? Só aproximando as condições…

    ——-

    Um comentário final. A OTAN e a Economia de Mercado que agora está na moda criticar, deu ao mundo ocidental mais de 65 anos de PAZ e de estabilidade social. Não se esqueçam que não foi sempre assim. Antes pelo contrário, raramente, foi assim. A geração que viveu as últimas GG está a sair de cena. Cabe-nos a nós garantir que o sofrimento não se repetirá. Tarefa dificil. Há pouco tempo, quase se acreditava que se tinha atingido o fim da História. Sabem, claro, que não foi o caso.

    ——

    Desculpem a dimensão da mensagem, fui escrevendo ao “correr da pena”…
    Agora….o interesse faz girar o mundo (mal ou bem); não há vazios de poder; quem tem poder quer mantê-lo; quem não tem o poder, quer ter.
    Sabendo isto e acreditando nestas premissas, qual é o nosso (União Europeia) próximo passo?

  22. Moschino says:

    « A verdadeira História do clube Bilderberg » um livro escrito por Daniel Estulin (censurado em Portugal), onde o autor expõe toda a verdade sobre os famosos encontros entre banqueiros, empresários e políticos. A conspiração do dinheiro e controle global, o regresso à escravidão e a nova ordem Mundial. Ele explica quem está por trás da crise económica mundial.

    Alguns portugueses que já participaram nas reuniões do Clube Bilderberg.

    António Barreto, António Borges, António Costa, António Guterres, António Vitorino, Artur Santos Silva, Carlos Monjardino, Carlos Pimenta, Eduardo Marçal Grilo, Eduardo Ferro Rodrigues, Elisa Ferreira, Fernando Faria de Oliveira, Francisco Lucas Pires, Murteira Nabo, Francisco Pinto Balsemão, Guilherme de Oliveira Martins, Jorge Sampaio, José Cutileiro, José Durão Barroso, José Galvão Teles, José Sócrates, Luís Mira Amaral, Marcelo Rebelo de Sousa, Margarida Marante, Manuel Maria Carrilho, Miguel Horta e Costa, Miguel Veiga, Nicolau Santos, Nuno Brederote Santos, Nuno Morais Sarmento, Pedro Santana Lopes, Ricardo Espírito Santo Salgado, Roberto Carneiro, Teresa Patrício Gouveia, Vasco de Melo, Vasco Graça Moura, Vasco Pereira Coutinho, Vítor Constâncio…

    Aqui deixo um link para download do livro na versão brasileira http://uploaded.to/?id=c034eh

    • Baldas says:

      Já conhecia a existência do livro mas ainda não li. Como gosto de “teorias de conspiração”, vou ler. A grande dificuldade está em definir a linha que separa a realidade da ficção. A leitura de livros escritos por ex-espiões também é engraçada e ajuda a aumentar a confusão, ajuda a aumentar o potencial da imaginação, ajuda a não acreditar que o Mundo é cor de rosa, ajuda a acreditar que os interesses fazem girar o Mundo. Saibamos defender os nossos interesses, em vez de esperar que Alguém os defenda por nós ou esperar que chegue, um sempre esperado, D. Sebastião…

    • Não consigo efectuar o download a partir deste link.
      Será que alguém me pode dar umas “dicas informáticas”?
      Grata desde já

  23. Tavares says:

    Fantástico!

  24. Jorge Pais says:

    Caramba, fiquei desiludido com meia duzia de comentarios que li no principio, por isso fui logo aqui pro fundo para vos fazer penssar um pouco. Sera que andam tantos anos na escola pra nada? Sera que ainda nao entenderam que toda a situacao economica na Europa e no mundo se deve ao poderio monetario? Sera que nao entedem que quem tem dinheiro quer que ele renda muito mais? So vos faco uma pergunta ,quem foram os primeiros agiotas? Nao foram nascidos na terra onde nasceram as relegioes mais fortes deste planeta? Entao, tirem as conclusoes que quiserem, So vos digo que que eles estao a servir o “caviar” a sangue frio!

    • Baldas says:

      Então e os comentários do meio?
      Se é como diz e pode ser que seja, gostava que esclarecesse alguns pontos:
      1. Concorda que a situação económica no mundo é uma e a situação económica na Europa é outra?
      2. Consegue definir “poderio económico”?
      3. Você não queria (ou não quere) que o seu dinheiro renda mais?
      4. Há algum interesse em levar a discussão para as religiões? Será este o motivo, no sentido de será o factor que motiva o que está a acontecer? Então, se for o caso, em que ficamos, é o “poderio económico” ou as “religiões” que estão atrás de todos os males?
      5. Não percebi o que é o “caviar” (com aspas).

      Antecipadamente, agradeço eventuais esclarecimentos.

  25. MSeixas says:

    Sim…abram os olhos, e deixem-se de dizer disparates! Não vêem que estas cartas sao lançadas apenas para fomentar a divisão e o ódio entre os países europeus, para que seja mais fácil a finança internacional continuar a atacar o Euro, e proteger o seu querido dólar…

    • Baldas says:

      Então andam há uns anos a atacar o Euro e não há meio de o Euro valer a mesma coisa que o USD? Será que andam é a manter o USD fraco? Fará sentido, dentro das explicações tradicionais dos movimentos financeiros, que com o estado dos países europeus a sua moeda tenha um valor 35/40 % superior ao USD? Independentemente da explicação, o facto é que para alguns, a situação actual é o melhor de dois mundos: países europeus fracos e um Euro forte. Há uma explicação dentro da “análise fundamental”? A análise técnica explica bem…

      Será que andam a atacar o Euro ou andam a evitar que os países da Europa se tornem na União Europeia? Parece-me que ao Mundo interessa mais que uns quantos países europeus existam e ajudem o mercado mundial competindo também entre si, do que uma União Europeia forte que canalize as suas forças para a competição internacional fora da Europa, mantendo uma União coesa e coordenando esforços. É pena que os próprios países europeus ainda tenham dúvidas sobre isto que à primeira vista parece fácil de perceber.

  26. MSeixas says:

    Isabel G: trata-se de um arquivo RAR (compactado). Se nao tiver o software de descompactação no seu PC, encontra gratis na rede. Basta tentar abrir, que o Windows sugere o site.

  27. é… a Alemanha e França provaram com este ultimatosito que acabaram de fazer aos Gregos, que não se dão nada bem com aquilo.. ai.. como é que se chama .. a ver se me recordo da palavra.. algo que tem duas palavras na verdade.., parece-me que é.. Kratos.. e Demos.. ou assim.

    É muita a alergia que têm à tal coisa, a democracia.. coitaditos.. é muita a miufa, pois.

    – e quanto a reger segundo a vontade do povo.. deixem-me dar uma valente gargalhada HOHOHOHOHOHOHOHOHO!!!!!!!!!!!! ESSA TEM MUITA GRAÇA!!!!!! É que nem preciso começar pelo assunto dos telefonemazinhos que a Srª Dª Merkle terá feito a Georgios A. Papandreou para por termo ao país que deu a nascer esse conceito em poder o exercer.. nem preciso ir a esse caso GRITANTE de manipulação intolerável, que revela afinal o horror que pelos vistos têm da tal coisa “o voto do povo” como cómico e ironicamente fala o senhor alemão que ao falar de tal coisa está a dar um tiro nos próprios pés.. coitadito.. deve ter comido muita daquela couve azeda.. está a afectar o raciocínio. Mas é óbviu que nem no seu país (na Alemanha) existe o que ele diz.. o ocidente morreu.. ou no mínimo apodrece.. Só se liga a estes sanguessugas que nos impõem esta ficção financeiro-económica.. (com os que fazem de conta governar a satisfazer todas as vontadinhas dos que na verdade mandam.. sempre tudo e todo o contribuinte desta europa a dar dinheiro ao BCE que por seu turno só pode emprestar (e não devolver aos que lhe dão o dinheiro) mas a bancos, que por seu turno nos emprestam o nosso próprio dinheiro que nos é sanguessugado.. e a JUROS!!!!!!!!!!!! Que se lixem todos mas é, e com lixa da bem grossa!!!!!!!!!!!! Se a Merd..le e o Sarnozy quisessem de facto zelar pela ficção Europeia.. não tivessem há um par de anos, deixado a Grécia passar o que passou, TENHAM vergonha estes ceguinhos que andam por ai a moralizar e vender a treta sobre os Gregos, e outros .. Dá muito jeitinho estas crises.. e de crise em crise enche a galinha o papo.., pois é. Bando de pilhadores.. um dia ha-de lhes sair bem caro estas brincadeirinhas.. ah pois.. e parece-me que esse dia não vai demorar a chegar..

  28. leonor rodrigues says:

    Ainda sobre a questão do trigo no Alentejo…

    Quem fala do que apenas julga conhecer muitas das vezes diz coisas pouco certas.
    É certo que quando se semeou trigo em todo o lado a colheita aumentou; mas as coisas não podem ser apreciadas dum modo tão simplista.
    É certo que existem zonas do Alentejo boas para semear trigo. Infelizmente são poucas e não tão extensas como alguns pretendem.
    A maior parte das terras que tradiconalmente eram usadas para trigo davam colheitas de 7 oi 8 sementes. Quando chegavam às 9 ou dez era uma festa. Espero que quem me esteja a ler entenda do que estou a falar.
    Ora desde 1973 que estudos feitos a nível europeu apontavam para que uma colheita inferior a 25 sementes não era rentável.
    Resumindo. na maior parte dos casos o proveito da colheita mal pagava a despesa.

  29. imaginário says:

    Há várias análises sobre o que se passou até aqui, umas mais interessantes e plausíveis outras mais fantasiosas, o difícil agora é perspectivar o futuro. Que soluções?

    • Baldas says:

      Faço a mesma pergunta num comentário acima. Concorda com algumas das premissas que identifico? Parece-me importante que antes da discussão das soluções se identifiquem alguns princípios base que clarifiquem o cenário actual para depois de definirem possíveis cenários futuros e respectivas probabilidades de ocorrência para depois se analisarem possíveis soluções e respectivas vantagens e desvantagens.

  30. Já deixou de ser tabu, o que a Alemanha (aliada à França enquanto lhe interessar) pretende fazer. Já deixou de ser teoria da conspiração, para passar a ser tema de debate na televisão e na comunicação social. (http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=26&did=38403)
    E o Durão de cá, mete os pés pelas mãos:
    “Tal como está, advertiu, a União Europeia é insustentável e não vai funcionar a longo prazo. Durão Barroso diz que a velocidade da União Europeia – e, mais precisamente, da Zona Euro – não pode ser a dos países membros mais lentos, que estão a atrasar o progresso dos outros Estados. Mas uma União Europeia dividida não funciona, pelo que a Europa deve transformar-se ou entra em declive”.
    Por um lado, diz que a Zona Euro, não pode ser a dos lentos. No entanto, com o andar da carruagem (recessão + divida “eterna”), os lentos vão passar a andar a passo de caracol, logo mais lentos serão. Por outro lado diz também, que uma Europa dividida não.
    A nazi e o seu escravo, terão pensado, que caso ocorram saídas, as mesmas poderão dizer ” NÂO PAGAMOS” e começam do nada, como a Islândia? Com estes cenários, estamos a pagar para quê?

  31. Soluções? Existe um sistema, a corporocracia que urge abater, mesmo que tal signifique recomeçar. Falo a sério. É o que penso e sinto.
    Vai demorar muito tempo? Eventualmente sim, mas ela, sem consumidores nada é. Boicotemos os seus negócios. O consumidor é que tem de promover a mudança Não tem que ser o negociante. Temos que alterar hábitos? Claro que sim.
    Nas nossas casas, comecemos a reavivar temas como qualidade aa alimentação, poupança de água, luz e gás.
    Quanto à alimentação, é vital que se pare de consumir o que a corporocracia quer meter pela nossa boca a dentro. Grandes hipermercados… Compra-se sempre a mais e de uma forma geral, sem qualidade. Vegetais que só se aguentam 2 a 3 dias na geleira. Fruta toda bela e perfeita. OGm’s, etc. etc. Carne, nem falar. Cheia de antibióticos… grelha-se um bife e sai água, não sangue como em tempos idos.
    Vou falar por mim. Eu deixei de comprar vegetais, fruta e até carne nas grandes superfícies. Procurei agricultores de hortas domésticas, quintas biológicas, particulares que têm criação de galinhas (tive até a preocupação de ver que ração era usada), na zona onde resido. Provei que consigo alimentar-me sem recorrer à corporocracia.
    Grão a grão enche a galinha o papo. Se todos o fizerem, estamos a comprar produto nacional, estamos a fomentar a nossa agricultura (muito importante) além de se poupar na saúde.
    A corporocracia, além de dominar o sistema alimentar, domina também a indústria farmacêutica, grandemente financiada pela alimentar.
    Bancos. Outro cancro. Que o resultado do endividamento, fomentado nas últimas décadas e no qual todos caímos, nos ensine a viver com o que temos e não a continuar a fomentar o agente do endividamento. Paremos de consumir de uma forma compulsiva. Os bancos ganham com dinheiro que não têm. A moeda deles é o endividamento. Eles emprestam sobre o nada. Ao emprestarem, estão a gerar, agora sim real valor (se nós pagarmos). A bolsa. Apostar nos negócios futuros de matérias-primas, fomenta a especulação e consequentes subidas de preços das mesmas. O consumidor perde sempre.
    Bancos de investimento? Dinheiro fácil. Produtos tóxicos. Penso que já vimos até onde a nova engenharia Financeira nos levou. Porquê continuar a alimentá-los?
    O que levou décadas a ser construído, só pode ser aniquilado, com uma mudança de mentalidade e de consciência. Somos pequenos dentro da estrutura? Individualmente sim. No coletivo não.
    Quantos de nós, tendo percursos alternativos às SCUT, os usamos com o fim de boicotar o sistema?
    Classe política! Não existe. Existe uma classe de mordomias e tachos, que nós aprovamos ao votar nela. Classe política de causas nobres (defesa do país, do povo, da identidade) tem que ser de novo fomentada. Tem que haver espaço para ela aparecer. A atual tem de desaparecer.
    Um dos poucos direitos que ainda temos é o voto. Transmitam a esta classe corrupta que não os queremos.

    Que apareçam bancos comunitários e corporativas de crédio, para serem usados como alteranativas aos do sistema corrupto.

    Conhecendo o sistema, penso ser mais fácil lutar. Ninguém diria à 10 anos atrás, que os rostos dos que sempre estiveram por trás das cortinas, iriam aparecer à luz do dia.

    • Baldas says:

      Gostei desta sua mensagem. Mas será de facto a solução? Tenho algumas reservas. Sair do sistema não me parece que tenha muitos resultados. Se todos fizessemos o que sugere era o caos. Vamos lá cair na mesma, mas da forma que sugere o resultado era muito violento. Repare bem: hipermercados a fechar, respectivos fornecedores a fechar, respectivos trabalhadores a ficarem desempregados. Bancos a falir, toda a gente a retirar o dinheiro dos bancos, mais bancos a falir, mais gente a efectuar os levantamentos, menos acesso ao crédito internacional, menos dinheiro disponível, Estado a falir, funcionários públicos e demais trabalhadores do Estado sem dinheiro (parece que directa e indirectamente são 6 milhões de portugueses na dependência do Estado), fornecedores a falir, produtores a falir…emfim…não seria agradável…
      Em termos politicos, já se viu que a abstenção não tem grande voz ou pelo menos não tem uma voz muito eficaz. Teria, se as eleições só fossem consideradas válidas se a participação dos eleitores fosse acima, por exemplo, de 70%. Neste caso, sim, tinham que se esforçar para nos levar a votar. Talvez se possa começar por aqui. Vamos criar um movimento que obrigue a legislar que para as eleições serem consideradas válidas tem que haver uma participação eleitoral acima dos 75%. Voto nesta ideia!! E vovê, que teve paciência para ler isto? Vota nesta ideia? (que não minha nem nova)

  32. Roberto says:

    Tem algo a feder: o grego usa o triplo do espaço do alemão para (não) responder a essência das perguntas teutas.
    E a turba aplaude…

  33. imaginário says:

    Afirmar que chegámos aqui graças a 90% dos eleitores votarem PSD+PS+CD ou 45% no JoãoJ. durante 30 anos apesar de verdadeiro não ajuda a encontrar uma solução (ou várias), antes agride aquele que nos lê ou ouve e que imediatamente entra na fase de negação (então votava em quem?).
    O cidadão comum precisa, para não entrar numa fase de depressão colectiva, de ripostar espremido como está por todos os lados, e é aí que precisamos de ideias brilhantes vindas de mentes brilhantes que as há concerteza.
    Elogiam a capacidade de os gregos virem para a rua manifestar-se. Concerteza que é um direito da democracia, mas tirando os feridos e os estragos, o que conseguiram agora que um primeiro ministro foi substituido pelo nº2 do BancoCentralEuropeu formado em Harvard, mais um neoliberal que acha que o dinheiro do estado é bom para tapar o buraco dos privados?
    Quem se lembra daquele pobre coitado que ao manifestar-se contra as portagens acabou por levar uma bala “para o ar” que o deixou numa cadeira de rodas. Quantos estarão dispostos a esse sacrificio, sabendo que é isso que o Governo espera reforçando as verbas e os meios da polícia?
    Talvez como é aventado noutro comentário parte da solução venha pelo lado da economia, digo isto quando recebo um mail em que me propõem lutar contra a EDP desligando o contador por uma hora, uma ideia interessante com apenas duas falhas. Fazer o tuga levantar o traseiro do sofá e desligar o quadro parece uma tarefa com um grau de dificuldade ao nível de colocar uma bandeira na janela, o problema é que não temos um treinador de futebol num canal público a dar a ordem, e por outro lado precisávamos de alguém dentro da EDP (que não os seus relações públicas como é óbvio) que nos desse a conhecer os efeitos, mas estou convencido que uma acção sistemática ao longo de um ano teria algum tipo de efeito.
    Pensemos nas gasolineiras e nas preocupações do governo quanto à zona fronteiriça quando é sabido que os moradores se vão abastecer de gasolina e gás a Espanha, e como é curiosa a campanha que nos tenta convencer que há uma gasolina boa (a cara) e uma estragada (a barata), ou seja os tubarões quando perdem uma cota de mercado não têm problema em arreganhar o dente uns para os outros.
    Por isso concordo com o que diz urantiapt, parece que vai ser como consumidores que vamos ter algumas vitórias. Mas sugiram mais, estamos aqui para aprender…

  34. Sair do sistema não é propriamente a minha ideia. Acaba por ser uma saída do sistema, mas gradual. Não pode ser de outra forma. Temos que QUERER criar em paralelo outro sistema, mas que seja sustentável. Ao implantarmos um aumento na procura COM QUALIDADE (no caso alimentar), dentro das nossas portas e fora do sistema, estamos a incentivar o aumento da nossa produção mas com QUALIDADE. Esta variável quando definitivamente implantada, vai gerar outro tipo de mentalidade, em termos comerceia.

    Porque é que o sistema atual engana com todos os dentes que têm, a cerca da qualidade dos alimentos que nos coloca à disposição? Porque eles estão sempre a medir a nossa aceitação.
    Já reparam que alguns estabelecimentos têm uns expositores com alimentação chamada biológica. Este expositor acaba por transmitir ao consumidor que o sistema afinal quer ir ao nosso encontro. Mas vejam de onde vêm os produtos. Em relação aos legumes, vejam quantos dias se aguentam nas geleiras. Mas como a demanda ainda é pequena, os produtos biológicos (mesmo que não o sejam) são sempre mais caros. É o mesmo que dizerem, querem ser diferentes então paguem por isso. Aqui é que reside a questão

    Sei que a queda da Monsanto não estará para breve, mas a médio prazo acredito que caia. Esta corporação está no todo da pirâmide, Para quem tiver paciência veja uma investigação excelente sobre a Monsanto em (http://www.youtube.com/watch?v=D6-&feature=player_embedded). Quero acreditar que se o virem todo, alguma sensação incomodativa vai surgir.
    Também sugiro que localizem na net o documentário “Food, Inc”. Este documentário originou em mim a mudança. Basicamente a mudança reside em nós. Temos obrigatoriamente que mudar.

  35. piradodamona says:

    As cartas são interessantes, embora ambas as partes usem argumentos um pouco estafados.
    Mas no mínimo levam-nos a olhar para as diferentes situações por âmgulos diferentes e isso é sempre positivo.

  36. cesar says:

    Esta crise foi planeada numa universidade dos EUA ! 😉

    Três ao Burro e o Burro no chão ! 😉

    • Politik Kills !!!

    • Lyrics to Politik Kills :
      politik kills politik kills politik kills
      politik kills politik kills politik kills
      politik kills politik kills politik kills
      politik need votes
      politik needs your mind
      politik needs human beings
      politik need lies

      thats what my friend is an evidence politik is violence
      what my friend is a evidence politik is violence

      politik kills politik kills politik kills
      politik kills politik kills politik kills

      politik use drugs
      politik use bombs
      politik need torpedoes
      politik needs blood
      thats what my friend is an evidence politik is violence
      what my friend is a evidence politik is violence

      politik need force poltik need cries
      politik need ignorance politik need lies

      politik kills politik kills politik kills
      politik kills politik kills politik kills
      politik kills politik kills politik kills

      politik kills politik kills
      politik kills politik kills

      politik need force poltik need cries
      politik need ignorance politik need lies

      politik need force poltik need cries
      politik need ignorance politik need lies

      politik kills politik kills
      politik kills politik killspolitik kills politik kills politik kills
      politik kills politik kills politik kills
      politik kills politik kills politik kills
      politik need votes
      politik needs your mind
      politik needs human beings
      politik need lies

      thats what my friend is an evidence politik is violence
      what my friend is a evidence politik is violence

      politik kills politik kills politik kills
      politik kills politik kills politik kills

      politik use drugs
      politik use bombs
      politik need torpedoes
      politik needs blood
      thats what my friend is an evidence politik is violence
      what my friend is a evidence politik is violence

      politik need force poltik need cries
      politik need ignorance politik need lies

      politik kills politik kills politik kills
      politik kills politik kills politik kills
      politik kills politik kills politik kills

      politik kills politik kills
      politik kills politik kills

      politik need force poltik need cries
      politik need ignorance politik need lies

      politik need force poltik need cries
      politik need ignorance politik need lies

      politik kills politik kills
      politik kills politik kills

  37. Bernardo Casqueira says:

    Grécia povo filosófico de divagação e ataraxia em relação à realidade < Alemanha plebe Engenheira, pragmática e progressiva! Os Cães ladram e a caravana passa, Grécia cai na real e dá o fora no €uro!

  38. Nela Macua says:

    NOS os portugueses somos uns poetas… muita poesia, muita conversa que nao vai a lado nenhum porque nao tem o poder de fazer nada, enquanto poderiam estar a usar este tempo para planear alguma accao pratica. Penso que numa coisa TODOS ESTARAO DE ACORDO, Portugal esta numa situacao gravissima e e preciso fazer alguma coisa… quando e que param de se atacarem, para mostrar o vosso altissimo grau cultural, academico, e outras coisas mais e concordam com alguma accao pratica. Cerebros tao brilhantes postos todos a trabalhar para o bem comum, talvez ate aparecesse alguma ideia interessante.

  39. Maria Regina T. de Carvalho says:

    Meu Deus quantos filósofos encontramos aqui querendo demonstrar uma sabedoria maior do que o outro.
    Muitos fugindo até do contesto para demonstrar seu conhecimento de outras causas.
    Minha opinião “Dar a Cesar o que é de Cesar”Não preciso especular.

  40. Fringosa says:

    Toda esta conversa fiada resolve a crise?…

  41. 6 tão tudu fudidu lkkkkkkkkkkk inda bem que to no Brasil sil sil vida boa trabalho e muito papará claquibum!

  42. Caros irmãos europeus… o ódio não os salvará, tenham certeza. Se quiserem aprender a sambar para levar uma vida mais suave, podem contar conosco aqui do outro lado do atlântico. Estamos de braços abertos sobre a Guanabara para recebê-los.

    Grande abraço.

  43. Thiago Macek G. Zahn says:

    Não li todos os comentários, então não sei se recebeste alguma resposta quanto à tradução; vendo os primeiro parágrafos, dá pra perceber que a tradução ao português simplifica bastante o texto original (e falta, também, a parte acima da figura no link). O espírito da coisa permanece mais ou menos o mesmo, no entanto; o que o autor do original faz é um texto mais elaborado, com comparações (colocando-se, à Alemanha, como uma “tia que mima o sobrinho”, e à Grécia como o sobrinho mimado, e pedindo que os gregos coloquem-se em seu lugar).

    A interpretação não muda muito sem o embelezamento todo. E quanto ao texto do grego, alguma informação mais sobre a tradução?

    Em tempo: Não me agrada a parte que versa sobre as ‘dívidas não pagas’ do tempo das Guerras. Este mesmo tempo foi de bastante sofrimento e de poucas escolhas também para o povo alemão – haja vista o número de exilados e fugidos durante esta época. Mas, da mesma forma, vale ver que a eleição deste ou daquele político não necessariamente leva a que este represente os desejos e as opiniões do povo, e a presença de empresas gigantes, alemãs e outras, dando as cartas no mundo político da Grécia, faz com que o que o sr. Psomás tenha razão em muito do que diz. Eu diria inclusive que vale fazer a comparação com o que acontece do outro lado do Atlântico, aqui no Brasil, em que, ao olhar um pouco além do véu mostrado pela grande mídia, vê-se um governo que se compõe de e representa basicamente interesses privados – os de grandes corporações estrangeiras e também os de particulares brasileiros. Creio que a situação na Grécia tem grandes chances de ser análoga.

    Culpar o povo Grego ou culpar o povo Alemão, portanto, parece-me fugir completamente ao ponto, e servir, na melhor (ou pior?) das hipóteses, como uma estratégia de distração dos focos mais relevantes à questão.

    Se tiver, ainda, interesse por uma tradução mais “completa” do texto direto do alemão, entre em contato!

    Um abraço de São Paulo,

    Thiago M. G. Zahn

  44. Ângelo says:

    A era da globalização foi o estopim de toda essa desgraça que o mundo atual enfrenta. O rico pisando em pobre é histórico, mas por incrível que pareça é o que mais se usa para chantagem emocional, e por que não, para servir como ameaça e intimidação. O mundo nunca viveu em harmonia, mas dizer que os problemas de um país que representa apenas 2% da UE possa surtar tamanha confusão internacional, é demais. Não lhe parece diabólico? Como um caso, como da Grécia, pode causar tamanho furor nas bolsas internacionais? Não lhe parece algo satânico? Ou seria para esconder algo muito mais profundo, de países acima de qualquer suspeita, para que se evite o pânico? Bem, seja como for, saiba que estamos numa rota de colisão muito grande. Talvez, em vez de se falar em supostos prejuízos que a Grécia tenha causado à UE e, a essa altura para o mundo, possamos agradecê-la, porque seja como for, serviu como um alerta para que o mundo evite a tal catástrofe financeira. Não vão culpá-la caso surja algo muito mais robusto no meio dessas potências que se ajeitam sempre por meio de mecanismos adotados em países indefesos. A Grécia nunca se colocou como vítima, seria um absurdo, o crédito da Grécia é vitalício. Espero que alguém, ao escrever algum comentário sobre a Grécia, ao menos, leve em conta de tudo que ela representa no cenário mundial. Nunca se esqueça que o desenvolvimento mundial sempre será atrelado a tudo que a Grécia ofereceu de graça à humanidade. Talvez sem a Grécia o mundo vivesse ainda escalando árvores, não como esporte, mas para fugir da fome de animais.

  45. Ler…

  46. Selmaf says:

    Que comentários de merda, desde do idiota, que em todo o seu visível recentimento em relação à antiga potência colonizadora europeia, ladra em grande condescendência, do outro lado do atlântico, que acha que os gregos licenciados que constituem 12% dos pedintes das ruas de Atenas e dormem nas praças da placa deviam é “sambar”, até ao otário que tem complexos de inferioridade e diz que deviamos todos ser como os alemães, quando são precisamente as empresas Alemãs que em conluio com a União Europeaia, têm vindo a escravizar o país dele (Portugal) à dívida. As pessoas têm que ler, têm que se informar, ou como diz uma tia minha, tem que “desenburrar”. O mundo está entregue aos estupidos, e aos idiotas, e o problema é que os estupidos e os idiotas são os primeiros a gostar de comentar. Muito bem respondido da parte do Grego. Esse atrasado mental desse alemão, e passo a expressão porque muito obviamente que se trata de alguém com um grave atraso de cognição, ou alguém bem oleado pelo sistema, devia ouvir experts como o que se segue: http://www.youtube.com/​watch?v=yQpSq8dkzfg&feature​=related. Pessoas que sabem da verdade porque elas próprias já serviram o mesmo sistema que vêm agora denunciar. E quanto aos asnos que comentaram antes de mim, façam-nos a todos um grande favor, e informem-se minimamente antes de voltarem a escrever uma palavra na vossa vida, o mundo agradece! Cresçam um cérebro!

  47. manuel says:

    A favor do Alemão. Acho a carta do grego injusta e cheia de preconceitos. Ferias na Tailandia? Deve ser o pensamento sujo dele mesmo querer fazer isto. Moro na Alemanha e quero saber quem ganha milhares de Euros? Eu nem ganho este 1000 Euros que o grego ganha. Cobrar a civilizacao grega dos antepassados? Quais antepassados, ja que os atuais gregos descendem de varios povos?

    • Grilo says:

      Que mentiroso…

    • Samanta says:

      Profecia :
      A Grécia negociando a venda do titulo da divida alemã para com a Grécia para a Russia funcionará assim : a Grécia vende o titulo para a Russia , e ainda pega um empréstimo com a Russia e com a China que deve ser pago em dracmas , assim a Grécia paga o que deve ao BCE e ao FMI e fica quite com a ex-união européia , e o Putin torna-se credor da Merkel , , que poderá pagar a indenização que deveria pagar para a Grécia desde o final da guerra que a Alemanha causou e perdeu , nestas condições a Grécia sai da zona do euro e da união européia , A marinha mercante grega transportará os produtos russos para os países do mediterrâneo , assim como hoje transporta-se e revende-se o petróleo dos Árabes , os produtos chineses também serão transportados pela marinha mercante grega , desta forma a Grécia paga sua divida em dracmas que a China e a Russia pagam pelo frete de suas mercadorias , que poderão ser convertidas em moeda chinesa e filipina para pagar as tripulações . A União Européia entra para a história e as moedas de Euro poderão ser expostas no Museu de Berlin e do Louvre ao lado de outras antiguidades roubadas . A Russia torna-se a nova potencia industrial da Europa .

  48. xefexaves says:

    boas, a Alemanha está igual a USA sao os melhores mas estao a viver ás custas dos outros e sem cultura tradicional so pensam neles e sao o povo´s que mais mortes provocaram – e ainda estamos a sofrer… o novo atentado ao Homem é com o stresss provoado nas bolsas de valor, que nos vao destruir por completo, é muito triste aparecer pessoas com mentalidades nazis e ainda nao aprenderam com a Historia_ estao a DIVIDIR as pessoas para algums terem controlo indevido sobre outros -isto tem um nome e é Guerra sobre o PODER ( porque o dinheiro ja o têm) mas nos tambem vamos sobreviver porque tambem temos 900 anos de Historia – deveriamos voltar ao ESCUDO e despedir todos os goverantes porque contribuiram para o desastre todos devemos pedir uma alteracao á COSTITUIÇAO (POLITICOS DEVEM SER JUGADOS EM TRIBUNAL )

  49. A verdadeira Grécia é passado em ruinas! Hoje a Grécia é um país balcanico miseravel, cheio de comunistas e pederastas! Os gregos preguiçosos e vagabundos são uns macacos balcanicos inferiores aos alemães!Grécia hoje é uma Merda podre se comparada com a Alemãnha!

  50. sograre says:

    Não li muitas respostas, honestamente apenas as primeiras e o comentário do comentário do comentário do comentário… o importante… podendo eu dar a minha opinião se por um lado até pode o lado alemão ter alguma razão, pois se olharmos para situações mais próximas sabemos bem quantos vivem acima das suas possibilidades e depois… não têm dinheiro. Por outro a resposta grega também tem a sua razão. É uma questão de politiquices de alguém querer mandar e achar que outros têm de ser mandados e não compreenderem que a filosofia inicial era sermos um só “União Europeia” uma união que nos levaria a bom porto de não fossemos… humanos…
    Alías… não seria o mundo perfeito se não tivesse humanos?

  51. fatima moreira says:

    Uma resposta bem elaborada, onde certamente nada ficou para dizer. Será que o alemão gostou? E chegou? Teria ficado de boca aberta, com a descrição das maldades do seu país? Gostava de saber. Parece que a ideia deles mantem-se, ou seja, serem donos de toda a europa. Vamos aguardar

  52. O primeiro paragrafo da Carta alemã não interessa não é!?
    Ou propositadamente não foi traduzido?!

    “Liebe Griechen!
    Kennt Ihr das bei Euch auch, eine Tante, die einem die ganze Kindheit und Jugend hindurch das Sparschwein füttert? Beim ersten Fahrrad, dem ersten Radio, der ersten Urlaubsreise – immer gibt sie ein paar Scheine dazu. Und dafür verlangt sie nichts weiter als ab und zu mal ein freundliches Dankeschön. Liebe Freunde, dies ist ein Brief von Eurer Geldtante. Keine Angst, Ihr müsst nicht Danke sagen. Das Einzige, was wir uns wünschen, ist: Versetzt Euch mal in unsere Lage.”

  53. Acabando de ler o original, só posso garantir que não tem nada a ver com o que foi traduzido aqui. Aparentemente só se traduziram partes da carta original!

  54. Grilo says:

    O idiota aqui es tu rafael com esse comentario de burro alarve e ignorante.

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