Pelo teu direito à Escola e à Educação, eu vou!

Nos últimos dias tenho passado por dezenas de escolas do grande Porto e a confusão está instalada. As medidas do comentador televisivo Nuno Crato são de tal forma absurdas que são já os alunos a sofrer com toda esta trapalhada. E os professores, enquanto classe, estão a acordar!

As continuidades, os projetos, as investigações, tudo e mais alguma coisa valem zero para os burocratas que têm a missão de empurrar a Escola Pública, tal como o Sistema Nacional de Saúde, para um cantinho da nossa sociedade – não me surpreende, por isso, o acordar da classe média. É um acordar contra a degradação e contra a privatização da educação e da sáude.

A receita laranja é simples e pode explicar-se em breves linhas:

Aumentar o número de alunos por turma (para trinta nas idades mais complicadas!), retirar “disciplinas” do currículo, todas elas fundamentais, principalmente para os alunos com mais dificuldades – estudo acompanhado, área de projeto, formação cívica.

Diz-se ao mesmo tempo que se centra o currículo em áreas fundamentais, o que não deixa de ser curioso e contraditório com a aposta do Ensino Privado, ou talvez não! Os ricos, nos colégios das elites pagam e muito para terem os filhos nas artes, na música, no desporto. No entanto, os responsáveis do governo acham que essas coisas não são para os pobres, logo até podem ir para o lado menor da Escola Pública.

E, perante isto, a minha surpresa com os professores laranja é maior do que a surpresa deles com o nosso incómodo. Quando dizemos que vamos para a rua, os laranjinhas de serviço apontam o dedo ao passado, lembram a Maria de Lurdes e justificam a condição financeira com o Estudante de Paris. E esta minha surpresa vale para os Dirigentes da FNE que assinaram, também no seio da UGT,  todo o tipo de acordo com estes imbecis que nos governam – ainda que andem por aí a escrever o contrário!

A minha posição e a minha afirmação – vou para a rua na próxima 5ª feira, vai muito para além da dimensão pessoal e partidária!

O que estão a fazer à Escola Pública é um ataque a um pilar fundamental e estrutural da sociedade em que eu acredito. Para mim não é a mesma coisa ter uma Escola Pública má, desde que a Privada funcione.

É uma posição ideológica?

Claro!

É uma questão política?

Claro!

E como não vivo a esquizofrenia partidária dos laranjinhas – quando estão na oposição bora lá protestar contra a Maria de Lurdes. Agora, como os amigos estão no poder, ficam por casa… Ou, quem sabe, pelo Centro de Emprego!

Eu vou!

Comments

  1. palavrossavrvs says:

    ‘Bora lá. Vou ver se vou.

  2. Pedro Marques says:

    Eu partilho outros textos, que este está manchado com o acordo ortográfico.

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