A indelével marca de Francisco José Viegas na Cultura no momento da saída do Governo


Na sua passagem pelo Governo, que agora termina, Francisco José Viegas tem isto para apresentar: a destruição definitiva do Vale do Tua, das suas paisagens e da sua linha férrea.
É assim que passará à História como Secretário de Estado da Cultura, é dessa forma que todos o lembraremos. Como um terrorista cultural e ambiental do nosso país, a exemplo de Gabriela Canavilhas e de outros que os antecederam.

Comments


  1. Cada governante deixa as marcas que consegue…A redução da cultura a secretaria de estado reflecte bem o interesse que este governo dedica ao assunto…


  2. Já não me lembrava de que existia este senhor que fez o favor de não poluir mais a imagem nas TV – embora. como me é agora recordado, tenha deixado rasto – de destruição o que só podia claro – Nem sequer passou silenciosa e inutilmente – e é da “cultura” – cultura – acabo de ver na RTP2 o programa IGNITE – mas que interessante o que todos os participantes disseram de cada um que só com uma pequena atitude mas que nasça do coração (inteligente) pode mudar o mundo mudando -se a si e o que o rodeia – magnífico – e sem falar em dinheiro e preços – apenas troca e com isso mudar o mundo

  3. Marão says:

    Repescagem de Dezembro/2011 CRIMINOSOS A MONTE
    > O assalto continua……do Sabor, do Tua e do Corgo para a Serra. De entre os milhares de milhões de prejuízo da REFER alguém faz o favor de nos dizer qual o peso específico dos alegados prejuízos de exploração contabilística destas linhas?
    E o serviço incontabilizável para as populações, a destruição das obras de arte á força de braço quando estes agiotas ainda adormeciam nas entranhas dos antecentes bem como a exploração turística negligenciada?
    Reportemo-nos agora e apenas à 1ª pedra criminosa da barragem do Tua. Trata-se de uma irrepetível e centenária obra de arte, esculpida a músculo num cenário montanhoso agrestemente inigualável. Nem precisamos de comparar com o que seria a demolição ou soterramento de estátuas ou pirâmides de outros mundos. Devem os salteadores ser acusados por intenção conscientemente criminosa de decapitação de uma maravilha terrena inseparável do eterno Douro, património da humanidade que não podemos deixar assassinar.
    Será que a maioria dos Portugueses conhece? É hora de organizar excursões de todo o País á região, para que um sentimento de revolta se instale e impeça tal acto de dimensão terrorista destruidora.
    Naquelas paragens pelas alturas de S. Mamede de Riba Tua tal a grandeza e extensão do feito chamam-lhe carinhosamente a contemplação do belo horrível.
    Quem dá caça a tais actos de engravatado vandalismo engendrados no aconchego do ar condicionado e regulados apenas ao sabor de contabilidades caseiras inscritas na parede do lucro fácil com tições de carvão roubado?
    Ainda sobre o caso, em 1º lugar assinalar que para este escrito sem obediências amanhadas à algumas semanas e agora repescado, não foi necessário o ultimato da Unesco a pôr o dedo na ferida perante a dimensão do desastre anunciado. Depois, constatar que o mais importante é o relançamento do debate em tudo que são jornais e televisões, que passam a vida a dormir e só acordam quando nos picam de fora. Curiosamente a soberana EDP já lambe o selo aparecendo agora com o bico saído do nevoeiro a rezar por nós com a promessa de revisão do projecto. Para concluir iberte-se uma pergunta elementar que não pode ficar em falta: Qual o peso específico da encomendada barragem do Tua em percentagem na produção de energia a nível nacional? 1, 2, 10% ou qualquer ninharia perfeitamente negligenciável? Isto requer esclarecimento urgente tanto mais que não estamos dispostos a que nos plantem um monstruoso gerador para dar uma sumida luz de estafado candeeiro a petróleo. Parece que a contribuição específica do Tua iria lamparinar nos 0,07%. Acendam-se os cigarros.


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  1. […] Francisco José Viegas (2.º a contar da direita), com oito anos, deixa o Pocinho (Linha do Douro) em direcção a Chaves. De comboio, claro. Anos mais tarde, num livro chamado “Comboios portugueses – um guia sentimental” haveria de dedicar ao avô alguns parágrafos, sobre o Douro, sobre o Vale do Tua, que importaria sempre, sempre preservar. Mais tarde, reforçaria nas páginas da Ler a mesma imperiosa obrigação. A seguir comete “o erro de aceitar um cargo político” e é feito Secretário de Estado da Cultura, pasta esta com responsabilidades indesmentíveis na protecção e classificação do vale e da Linha do Tua como  património nacional. Nada fez, que nada podia fazer. O que tinha a fazer nesse momento, caso fosse um escritor com apreço pela palavra escrita, era única e simplesmente abdicar do cargo por manifesta falta de força política para fazer cumprir. Para mim, Francisco José Viegas é o pior exemplo do que pode ser feito a homem das Letras. […]

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