João Grancho, uma carreira

joao granjo

O seu currículo omite quantos anos esteve destacado na Associação Nacional de Professores, uma micro-organização para-sindical criada, como muitas outras, precisamente para livrar os seus dirigentes do suplício de terem alunos.

escrevi sobre a sua sustentada procura do poder,  quando tomou posse.

Agora pode acrescentar 2012-2014 – Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário ao currículo, e ocultar demissionário por motivos pessoais, despachado por plágio, deferido.

O capitão Grancho

não foi o último a sair do educanic

Contra os alunos, marchar, marchar!

(Texto para ser lido com voz de locutor radiofónico dos antigos)

Jovem, os teus pais têm dinheiro suficiente para te matricular num colégio onde não é obrigatório haver turmas de trinta alunos e a mensalidade dá direito a aulas de apoio? Ou tu, jovem, mesmo estando na escola pública, tens acesso a explicações para te ajudar nas disciplinas em que tenhas mais dificuldades? Os teus pais tiveram a preocupação de te ler histórias à noite e incentivaram-te, desde pequeno, a ler e a saber mais? Já te levaram ao teatro e inscreveram-te numa escola de música, fazendo de ti um cidadão mais completo? E os teus encarregados de educação são daqueles que se preocupam com a tua vida escolar e que se deslocam à escola, com frequência, para recolher informações? Estás de parabéns, jovem, porque vives num país em que é preciso ter sorte.

E tu, jovem, tens pais com baixas habilitações académicas e que não valorizam a escola e o saber? Não quiseram ou não puderam preocupar-se com o teu enriquecimento pessoal? Tens problemas de aprendizagem? Podes desesperar, que, para ti, o governo encontrou várias soluções.

Se por várias razões, tiveres tido um percurso de insucesso, o governo do teu país não só não pondera diminuir o número de alunos por turma, como decidiu aumentá-lo. Deste modo, jovem, não esperes que os professores possam dar-te o apoio que poderia dar-te a possibilidade de resolver as dificuldades.

Se tiveres algum problema do foro psicológico, jovem, fica a saber que o ministério conseguiu criar uma situação em que, para cada quatro mil alunos, há um psicólogo, o que, como compreenderás, tornará improvável que te possas sequer cruzar com um dos profissionais que poderia ajudar-te.

Como, por todas estas razões e mais algumas, as escolas terão cada vez mais dificuldades em ajudar-te a resolver os teus problemas cognitivos ou as tuas insuficiências, o ministério integrar-te-á num ensino profissionalizante, que te permitirá obter um diploma que servirá para fazer de conta que os teus problemas desapareceram, o que será publicitado como uma vitória por todos aqueles que são responsáveis pela tua derrota, o que acaba por fazer sentido.

As “swapadelas” de Crato e as piruetas de Grancho

Santana Castilho*

Nos tempos que se sucederam ao 25 de Abril, os meses de preparação do ano-lectivo não eram fáceis. Recordo períodos de agitação social, sobretudo pela carência de espaço para albergar todos. Hoje, a meio de Agosto, temos professores sem horários, alunos sem escola e directores sem directivas. E, pesem embora os protestos, que são muitos, prevalece uma paz podre, que escancara portas à “swapagem” da competência mínima (para servir o público) pelo golpe máximo (para anafar o privado). Esta abulia cidadã, esta ausência de eficácia cívica perante as engenhosas formas de corrupção do futuro, permite, diariamente, o atropelo do Direito, da Moral e da Ética. Quanto mais tarde reagirmos, mas reagirmos de facto, com firmeza que diga não, não de verdade e para durar, maior será o número dos que ficam pelo caminho e mais tempo necessitaremos para reconstruir o que este Governo destruiu em dois anos de criminosa política educativa. Duas velhas frentes adormecidas foram reabertas para apressar a implosão do ensino público: o exame de acesso à profissão docente e o cheque-ensino. A manobra justifica público comentário. [Read more…]

Isabel Moreira, mais uma vez, exemplar

Isabel Moreira acaba de publicar dois documentos que merecem a nossa atenção e o meu aplauso:

– No seu perfil do Face, um nota sobre o voto favorável à excelente proposta do BE de fornecer o pequeno almoço nas escolas – ironia das ironias, o debate foi feito com João Grancho:

A maioria parlamentar chumbou a proposta do Bloco de Esquerda (BE) para que as crianças de famílias em dificuldades possam aceder ao pequeno-almoço escolar. A deputada Isabel Moreira, do PS, votou a favor, acabando por ir contra a orientação do próprio partido.

A votação da proposta do Bloco de Esquerda foi alvo de acesa discussão com as bancadas da maioria e o secretário de Estado do Ensino Básico, João Grancho. No final, a medida acabou por ser chumbada com os votos contra do PSD e CDS-PP e a abstenção do PS.

Ana Drago, do BE, defendeu as premissas da proposta. “Permitam às famílias que inscrevam os seus filhos de acordo com o que é o entendimento das suas próprias dificuldades. Criem recursos que envolvam as famílias. Se tal não for feito, o programa vai continuar a falhar”, afirmou a deputada.
No aspirinaB, um apontamento temporal ao marido da Maria e à maioria que já não o suporta.

Secretário de Estado critica governo

Este texto do Paulo Guinote mostra-nos João Grancho, mais um dos muitos exemplares que parecem ter coluna vertebral e cérebro até ao momento em que fazem parte de um governo. Em tomando posse, assumem rapidamente a sua condição de invertebrados, capazes de pôr em prática medidas contrárias a pareceres e opiniões que declaravam ter, porque, agora, é preciso actuar em nome de um “caminho definido na política educativa do Governo.”

É natural que um membro da equipa de Nuno Crato tenha essas características, porque lhe fica bem ser parecido com o chefe. Para além disso, também não podemos esquecer de que matéria são feitos os deputados que apoiam este governo.

João Grancho defendia, entre outras coisas, em Abril de 2011, que as turmas não devem ter mais de 20 alunos ou que a estabilidade profissional é importante para os professores, e, em Maio de 2012, declarava que não é aceitável continuar a abusar da contratação de professores, impedidos de entrar para os quadros, apesar de já trabalharem há vários anos. Hoje, está a trabalhar num governo cuja actuação é contrária a tudo aquilo que João Grancho pensava ou dizia pensar.

Quem quer subir uma escada é obrigado a ignorar os degraus inferiores. João Grancho irá longe.

Foto de Cristina Villas-Boas

Subir para cima e depressa

Parece ser o lema de quem não quer dar aulas.

A sustentada procura do poder

Como superar o problema (stress entre classe docente?)

Reduzindo as turmas para um limite de 20 alunos; dando espaço e tempo para os docentes prepararem aulas na escola; dotando as escolas com psicólogos; dando estabilidade aos docentes, pois muitos não sabem se terão emprego no ano seguinte. Os docentes precisam de sentir confiança de quem governa e da sociedade.

Entrevista a João Grancho, então presidente da Associação Nacional de Professores, Correio da Manhã, 22 Abril 2011

Uma citação entre tantas outras possíveis. João Grancho acaba de ser nomeado Secretário de Estado do  Ensino Básico e Secundário. O seu curriculo omite quantos anos esteve destacado na Associação Nacional de Professores, uma micro-organização para-sindical criada, como muitas outras, precisamente para livrar os seus dirigentes do suplício de terem alunos.

Silêncios da DREN que incomodam – violência sobre Professores

Sou do tempo em que um Professor, de seu nome, João Grancho criou a linha S.O.S. Professor. Dizia-se na altura que “em parceria com a Universidade Lusófona do Porto e a Liberty Seguros,” a linha telefónica SOS Professor deveria servir de “apoio a docentes vítimas de agressão e indisciplina.

João Grancho

João Grancho

Sou também do tempo em que o mesmo Professor, João Grancho, exigia que o Ministério da Educação saísse à praça dizendo de sua justiça perante mais uma caso de violência contra docentes.

Podemos facilmente verificar o quanto o sr. Professor João Grancho tem em atenção esta temática.

Estamos, até por isso, todos muito curiosos por ver o que vai fazer o Sr. Professor João Grancho, agora Diretor Regional de Educação do Norte perante mais um caso de violência, desta vez, aqui em Vila Nova de Gaia.

Diz-se no site da A.N.P. que a linha fechou. Será que perante tal competência a encerrar coisas, o Ministro Nuno Crato convidou o sr. Professor João Grancho para fechar a DREN? Ou será que foi para a DREN porque é militante do PSD? Tal como são os seus adjuntos (PSD e CDS).

E o que dirá o Sr. Professor João Grancho sobre esta agressão, agora divulgada?