À saída de Belém

António Costa marca um momento histórico da Democracia Portuguesa: “Dissemos ao PR que, em face dos contactos com o PCP e BE, estamos em condições para formar governo com suporte maioritário no parlamento e estável.”

Sim. É mesmo isso, se Carlos Abreu Amorim e Luís Menezes estão contra, é porque deve ser bom para o povo.

Comments

  1. joão lopes says:

    já sabe que pelo menos o PCP esta “proibido” pela ferreira leite,o amorim,o menezes,o cm,o mirone,a cristas ,etc…de ir para o governo.

  2. Hugo says:

    “… para que possa existir por parte do PS uma solução…”

    “Por parte do PS” há vontade. Resta saber se por parte dos outros também há. Faz-me lembrar o outro que dizia: “aquela é a minha namorada, ela é que ainda não sabe”.

  3. Joaquim Amado Lopes says:

    “suporte maioritário” para quê? Para eleger um Presidente da Assembleia da República indicado pelo PS (alguma vez o Presidente da Assembleia da República foi indicado por um dos partidos que perderam as eleições?), para revogar as alterações à Lei do Aborto, para parar a privatização da TAP e concessões de transportes públicos (indicando aos investidores estrangeiros que “vale a pena investir em Portugal”), para antecipar o fim de algumas medidas “austeritárias” (e, dessa forma, aumentar a despesa pública) e baixar alguns impostos (e, dessa forma, reduzir a receita pública).

    Há “suporte maioritário” para aprovar sequer o Orçamento de Estado para 2016 com um deficit abaixo dos 3%? Há o compromisso de apoiar um Governo PS além do primeiro ano?
    Ou o PS está a contar com o PSD para aprovar os Orçamentos de Estado?

    • Hugo says:

      Há fezada.

    • Nightwish says:

      O seu entendimento de economia é como o do rodinhas, zero.

      • Joaquim Amado Lopes says:

        Nightwish,
        LOL
        Sim, porque quem entende de economia (como o Nightwish) sabe que aumentar a despesa e baixar a receita faz reduzir o deficit.

        • Nightwish says:

          Se acha que o deficit é assim tão relevante, não percebe de economia. Vá ver de onde surgiu o número 3% e pode ser que tenha umas luzes.
          De resto, com um défice de 7,2% criando uma enorme miséria e ainda achando que a austeridade funciona, não me parece que a direita dê lições a ninguém.

          • Joaquim Amado Lopes says:

            Nightwish,
            Se com um deficit de “7,2%” se criou “uma enorme miséria” (deve estar a referir-se à miséria moral de criaturas como António Costa), o que acontecerá se/quando se tiver que ter um deficit de 0%?
            É que o deficit só é irrelevante se houver quem continue a “emprestar-nos” dinheiro, independentemente de quanto devermos e da probabilidade de o virmos a pagar.
            Ora, segundo o BE, não podemos (e não devemos) pagar o que devemos. Acredita mesmo que, se dissermos aos credores que não lhes vamos pagar o que lhes devemos, nos vão continuar a emprestar mais?

            Mas António Costa até conseguiu “reduzir a dívida da CMLisboa em 40%” portanto, com esse “génio em gestão” o futuro é risonho.
            É verdade que isso só foi possível porque a CMLisboa recebeu do Estado um valor superior a esses 40% pelos terrenos do aeroporto, venda que teve que ser concretizada para permitir a privatização da ANA (a que António Costa se opôs). Mas António Costa deve ter informações privilegiadas sobre bens (ilimitados?) para vender e pagar a dívida ou o deficit.
            É a isso que se refere quando diz que o deficit é irrelevante?

          • Nightwish says:

            Quanto a ter défices sucessivos, apresento-lhe a recuperação japonesa. Quanto à dívida, apresento-lhe a recuperação islandesa.

            Refiro-me ao défice não ser assim tão relevante porque acima de tudo está o crescimento económico, sem isso não há economia a funcionar. O défice é apenas um dos números a gerir para lá chegar, não é um fim é si mesmo.

          • Nightwish says:

            E não foi fazer o trabalho de casa sobre os 3%, pois não? Pois…

          • Joaquim Amado Lopes says:

            Nightwish,
            Não sei em que escola aprendeu álgebra (nem sequer é necessária matemática) e Economia mas
            (1) dívida é a soma acumulada dos deficits,
            (2) a dívida paga juros e
            (3) os juros a pagar são dinheiro a mais a retirar às famílias e às empresas ou dinheiro a menos para gastar em remunerações dos funcionários públicos, pensões de reforma, apoios sociais, cuidados de saúde, manutenção de escolas, segurança, manutenção de infraestruturas, investimento público, …

            A “narrativa” da “esquerda progressista” (no caso português, sinónimo de “ignorante” e “hipócrita”) insiste nos pontos (2) e (3) portanto estes conceitos não serão estranhos para si. Essa “narrativa” faz por ignorar o ponto (1) mas é preciso ser particularmente hipócrita para o contestar.
            Ora, se a dívida “tende para” se tornar “impagável” (ou já é), o deficit é tudo menos irrelevante. Mas, se acha que não, então só pode ser contra a exigência do BE de “renegociar unilateralmente a dívida”, em que “renegociar” é um eufemismo para “pôr as pernas dos banqueiros alemães a tremer”.
            (nota: neste contexto “banqueiros alemães” inclui o Fundo de Estabilização da Segurança Social portuguesa e a banca portuguesa)

            Quanto ao limite de 3%, é um valor tão arbitrário como qualquer outro (o único valor não arbitrário é 0%). Tem a ver com as perspectivas de crescimento e taxa de inflação a longo prazo.
            Se a dívida crescer (em termos nominais) menos do que a economia, o esforço exigido à economia para pagar os juros da dívida não aumenta.

            Como o tempo do crescimento da economia a taxas médias acima dos 3% já lá vai à muito tempo e, quando acontecia, era à custa do aumento da dívida superior ao do aumento do crescimento, o valor é demasiado alto para usar como referência todos os anos. Pretende apenas dar alguma flexibilidade aos Estados para, nos anos de crise económica, poderem responder à maior necessidade de apoios sociais com menos receitas.

            O objectivo no longo prazo é deficit estrutural 0%-1% para países com dívida baixa e perspectivas de crescimento razoável, precisamente para que, somando os juros da dívida, o crescimento da dívida não seja superior ao do crescimento da economia.

            O Nightwish não percebe nada disto (ignorante) ou não quer perceber (troll). Mas, seja ignorante ou troll, não vale a pena continuar a dar-lhe corda. Apenas espero que tenha servido para ajudar quem se tenha dado ao trabalho de acompanhar estes comentários a perceber o quão cretina é a narrativa de partidos como o BE e o PCP.

          • Nightwish says:

            Ó Joaquim, deixe lá a propaganda e vá estudar pelo menos o que lhe disse, homem. O seu entendimento de economia é atroz.


  4. Vender empresas públicas rentáveis e que das quais o Estado retirava dividendos é receita segura para, no futuro, termos défices ainda maiores.
    Mas isto dizemos nós, os que não percebemos nada de economia.

    • Joaquim Amado Lopes says:

      António Duarte,
      Depende da taxa de juro e da margem de lucro.

      Considere uma empresa pública que dá um dividendo (lucros depois de impostos e investimento) médio anual de 1 milhão de euros e que é vendida por 100 milhões de euros.

      Os 100 milhões que se recebem pela venda são menos 100 milhões que têm que ser pedidos emprestados. Se o Estado conseguir (no longo prazo) sempre taxas inferiores a 1%, essa empresa poderá ser um bom investimento para o Estado e poderá valer a pena mantê-la. Senão, é preferível vendê-la.

      • Nightwish says:

        Os CTT pagaram-se aos compradores num ano, a TAP seria um caso idêntico. Ainda depende de mais alguma coisa?

        • Joaquim Amado Lopes says:

          O que quer dizer com “os CTT pagaram-se em um ano”?
          Por acaso os CTT deram num ano lucro equivalente ao valor da compra? Ou está apenas a “mandar bocas” sem qualquer noção dos valores envolvidos?

          • Nightwish says:

            Penso que foi o que li, se não foi um foi certamente um número com um dígito.

          • Joaquim Amado Lopes says:

            Nightwish,
            O Estado encaixou 343 milhões de euros por 31,5% dos CTT. Em 2013, os lucros dos CTT foram em 2013 de 61 milhões de euros (devido à redução da despesa, não ao aumento do rendimento). Como os lucros foram distribuídos em 98%, o Estado terá recebido cerca de 18,8 milhões de euros.
            Desde a privatização os lucros dos CTT têm crescido significativamente mas seria necessário que continuassem a crescer sempre acima dos 10% para os dividendos a receber pelo Estado cobrissem 343 milhões de euros (os CTT contam distribuir em dividendos 90% dos lucros). Sem contar com o custo financeiro de pedir os 343 milhões emprestados.

            E entre “um” e “um digito” vai uma grande diferença.
            Para ser em 7 anos, os lucros tinham que subir sempre acima dos 22%. Para ser em 5 anos, tinham que subir sempre acima de 50% ao ano(!). Se não acredita, faça as contas.

            Para quem, como o Nightwish, não faz a mínima ideia de quais são os números ou do que os números significam um boi é igual a um palácio.
            É como o que “sabe” de Economia. Leu(?) umas coisas, não faz a mínima do que querem dizer mas devem querer dizer aquilo que quer que digam. E, sem sequer tentar explicar o que julga saber, vai dizendo aos outros para “irem estudar”.
            Já não se coloca a questão de se é troll ou ignorante. É as duas coisas.

  5. NIKO says:

    quem votou no PARTIDO SOCIALISTA não quer ser governado por uma coligação de malfeitores