Um cartaz lamentável

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Ficámos a saber que, além de estar «prevista uma sessão pública para discutir o tema», «pretendem convidar pessoas de organizações e de associações, entre outros participantes, que, de alguma forma, estejam ligados à causa». O objectivo, dizem, é  «continuar esta batalha na sociedade: mudar mentalidades, destruir preconceitos, chamar a atenção para estas questões». No entanto, apesar de um dirigente do Bloco de Esquerda ter dito que «ficarmos com três grafias (…) é absolutamente insustentável, não faz sentido nenhum, é de uma ilogicidade total”, insistem na ‘adoção’, ou seja, nas ‘aduções’. Lamentável.

Efectivamente.

dre 2422016

Comments

  1. Carvalho says:

    Mais lamentável que as formas são os conteúdos.
    Se é verdade que é lamentável usar o termo “adoção”, com uma grafia incorrecta na forma, mais lamentável é o conteúdo (ou falta dele) de tantas cabecinhas que, dois mil anos após este sujeito que se proclamava filho de deus (minúscula propositada), continuam a pautar a sua vida por algo inexistente e estúpido, em vez de pensar por si próprios.
    Lamentável é tanta gente religiosa, que vê coisas onde nada existe e acredita no ilógico em vez do lógico.
    Viver de modo tão alienado da realidade é algo lamentável. De facto.


    • O sujeito que se proclamava filho de Deus deixou uma marca indelével na História que nem o amante da lógica Carvalho conseguirá apagar, apesar de acreditar no absurdo (ilógico) de se considerar um ser pensante menos estúpido que Agostinho ou Tomás de Aquino.

      • Carvalho says:

        Os cães dos meus vizinhos também deixam “marcas indeleveis” no relvado à frente do prédio. E eu ignoro-as menos do que ignoro as “marcas” que o seu amiguinho de pai duvidoso deixou. Estou-me a cagar para o seu amiguinho imaginário, pá. E para si também!

  2. Afonso Valverde says:

    Carvalho,
    Crenças são fáceis de inculcar e dificéis de abandonar.
    Estúpidos?! Somos todos, cada um à sua maneira, por acrditarmos em algo.
    A racionalidade não comanda as nossas acções e o mundo, muito menos. O mundo é comandado pelas emoções e algumas delas bem nefastas.Mas isso sou eu que digo.
    Cristo com dois pais?! Quero lá eu saber.
    Preconceitos?! Sim, todos os temos.
    A mim aflige-me, um pouco, esta questão da adopção escrita e semântica.
    Quanto à escrita, parece-me que a nossa língua, nossa Pátria está muito mal tratada.
    Quanto à semântica, não comprendo para quê tanta polémica com o facto de dois homens adoptarem uma criança, ou um, ou duas mulheres ou uma mulher.
    Não sou paneleiro (homosexual), porque fui educado para a heterosexualidade e a coisa funcionou assim e não de outro modo.
    Mas a heterosexualidade é importante por causa da reprodução biológica (dois para fazer um). Ultrapassada esta barreira com a inseminação e outras técnicas, a heterosexualidade perde o seu interesse para a reprodução biológica.

  3. Afonso Valverde says:

    Sr. Carvalho,
    O sr. deixará de ser alienado, quando morrer, tal como eu.
    Muitos`são “ilógicos”e não vêm o que o sr. vê. Coitados!!!
    A religião aliena?! Sim, alguns alienam-se na religião, outros não.
    O Sr. porventura aliena-se noutras circunstâncias da vida.


  4. Se não fosse o Imperador Constantino, já hoje ninguém se lembrava do autoproclamado filho de deus…

    • Carvalho says:

      É bem verdade. Seria mais um tonto qualquer, como tantos outros, da época e da actualidade, com os seus devaneios e palermices.