«Factos? Quem quer saber de factos?», pergunta o João Mendes


[F]or any philosopher who is willing to work out the implications of his philosophical position, there is an answer to the question, “What, if anything, is that in terms of which everything else has to be explained, but which does not itself have to be explained in terms of something else?”.

— John R. Searle, “Seeing Things as They Are: A Theory of Perception

***

Efectivamente, o Diário da República, por mais esta amostra, não quer saber de factos. Desejei, há uns tempos, que não houvesse mais “fatos ofensivos do direito ao repouso”. Infelizmente, o desejo não se concretizou.

dre7112016

E hoje? Será que hoje quiseram saber de factos no sítio do costume?

dre8112016

Continuação de uma óptima semana.

Comments

  1. João Barroca says:

    De fato, é muito estúpido…
    E ninguém lhes consegue abrir os olhos.

    • Jorge says:

      Um facto continua a ser um facto, mesmo com o AO1990.

      Aliás, é uma das palavras que mantém a dupla grafia QUE JÁ EXISTIA.

      Neste caso, “facto” em Portugal e PALOP, mas “fato” no Brasil.

      Tendo em conta que se trata do Diário da República de PORTUGAL, houve obviamente um erro na versão escolhida para a palavra “facto”.

      No entanto, todos as outras estão corretas.

      • Jorge says:

        Já agora, muitas das alterações são simples adaptações normais da escrita à oralidade.

        Antigamente escrevia-se “Çapato” em vez de Sapato, ou “Cousa” em vez de Coisa, ou “Mui” em vez de Muito, e por aí fora.

        Há coisas que estão mal no AO1990 e tendo em conta que o Acordo já está assinado e é impossível de reverter junto da CPLP, então devemos concentrar os esforços numa forma mais moderada e pragmática, que é num novo Acordo que vise apenas uma pequena quantidade de alterações para corrigir os erros que este cometeu.

        Por exemplo, a palavra “Para” do verbo parar, gera muita confusão e várias frases porque se cometeu o erro de retirar o acento da versão anterior: “Pára”.

        Agora, se alguém escrever: “Para aí” – até que haja novo contexto, não sabemos se nos está a pedir para ir para ali, ou se nos está a dizer para parar naquele lugar.

  2. Fernando Manuel Rodrigues says:

    A culpa não é deles, coitados. É do “corretor”.

    • Jorge says:

      A “Adhesão” de Portugal ao acordo é uma “Cousa” má
      Já estávamos “Affeiçoados” ao português antigo
      Mudar a ortografia faz tanto sentido como mudar o “Alphabeto”

      Ao “Analysar” estas mudanças da escrita
      Isto mais parece uma “Anecdota”
      Temos de “Applaudir” a recusa da evolução da escrita

      O português é mais bonito com “Assucar”
      Mas “Attenção” que não se deve abusar

      O “Aucthor” deste texto sou eu
      Se quiserem, peçam que eu dou um “Autographo”
      Assino só o último nome “Theophilo”
      Ou começo com o primeiro: “Philippe”?

      Estas palavras pré-AO1911 estão disponíveis na “Bibliotheca”
      Para lá chegar temos de calçar os “Çapatos”
      E para as dizer, têm de saber usar a “Bocca”

      Este novo acordo é mau e tem de “Cahir”
      Contra ele eu não me vou “Callar”

      Já sabem da história do “Cysne”
      Será que ele canta ou será que “Dansa”?

      Antigamente é que era bom, quando tinha aquela “Edade”
      Agora com a velhice a energia “Exgotta” mais depressa

      E Portugal é um “Expectaculo”
      Tem uma “Geographia” bonita e uma “Grammatica” engraçada
      O problema é o vizinho “Hespanhol”
      Que cheira mal pois tem pouca “Hygiene”

      Seja como for, a minha “Idea”
      É nunca, jamais, desistir desta “Lucta”
      Porque eu gosto é da antiga “Orthographia”

      O texto é tão grande que parece uma onda da “Nazareth”
      Para ler isto tudo quase me falta o “Oxygenio”
      Mas não faz mal, basta ir à “Pharmacia”
      Será mais próxima a de “Lisbôa” ou a de “Cintra”?

      Agora adeus que está a chegar o “Technico”
      É da PT e vem arranjar o “Telephone”
      Calhou-me um “Typo” que até nem é idiota
      O que nos dias que correm já é uma “Victoria”

      Acabo só com mais estas “Phrases”
      Quem aceita o AO1990 não pode ser bom “Portuguez”
      Porque isso de “Actualizar” a escrita,
      Temos de “Admittir”, é um “Assumpto” pateta!

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