Agora que já fiz o que tinha a fazer, deixo um palpite para hoje:
PS:34,5%
PSD: 32%
CDU:9,8%
BE: 8,9%
CDS-PP: 4,5%
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Agora que já fiz o que tinha a fazer, deixo um palpite para hoje:
PS:34,5%
PSD: 32%
CDU:9,8%
BE: 8,9%
CDS-PP: 4,5%
Boas noites,
pergunto, permita-me caro leitor, de forma clara: a campanha eleitoral que neste preciso momento terminou, serviu para quê?
E a pergunta faz sentido porque de tão óbvia, parece inútil. Mas, pensemos!
Uma campanha eleitoral é um momento em que os partidos ou movimentos se apresentam ao eleitorado com o objectivo de apresentar propostas e de receber, em troca, o seu apoio. Obviamente, palavras sábias as de Louça, que costuma dizer que o voto não é do político, é do cidadão. Claro. E talvez por isso, no próximo Domingo tantos portugueses vão optar por ficar em casa – porque sendo donos do seu voto não conseguiram encontrar nenhum político a quem o entregar.
Quer pela ausência de propostas, quer pelo grau zero de discussão política que houve, atribuo o nível Maria de Lurdes a esta campanha.
O troféu Valter Lemos para o pior da Campanha vai direitinho para a tentativa do Sr. Moreira em associar o PSD à roubalheira nos bancos.
O troféu Jorge Pedreira vai direitinho para os sonhos do Dr. Paulo Rangel – a ele, que ninguém o pára!
E o pior dos piores, o prémio José Sócrates ao próprio!
Perante tudo isto permitam-se a contradição – só nos resta uma atitude! VOTAR!
Em artigo de hoje no DN, António Vitorino (AV) manifesta abertura ao voto em branco, condenando, em contrapartida, a abstenção. Se a autoria do artigo não fosse de um destacado membro do “establishement” do Partido Socialista, que de forma pública e semanal exprime, na RTP, louvores à governação de José Sócrates, eu acharia estar diante de uma tomada de posição isenta e natural. Porém, é justamente a contradição entre aquilo que AV sempre tem afirmado e o texto que agora escreve que me causa uma grande interrogação.
Efectivamente, parece-me legítimo duvidar tanto da sinceridade da declaração como do estado de alma que leva o ex-comissário europeu, nesta fase, a defender o menor dos males. Imagino que Vitorino prefira intimamente o voto em branco ao voto em qualquer partido adversário do PS nas europeias; e nesta lógica, argumenta: “o voto em branco exprime com maior clareza a vontade de participar, mas a rejeição das alternativas”.
AV, provavelmente, terá motivos para desconfiança nas projecções do socialista e socrático Rui Oliveira e Costa. Eu também desconfio, sobretudo depois de ter sido sistematicamente ludibriado pela Eurosondagem nas presidenciais. Publicitou sempre percentagens muito divergentes dos resultados efectivos de Manuel Alegre e Mário Soares – Oliveira e Costa era apoiante deste último.
A confiança nas pessoas e nas instituições é um sentimento de enorme fragilidade. Uma vez quebrado, é difícil recuperá-lo. E, melhor do que eu, AV disporá de informação conducente a cepticismos. Vamos esperar para ver. Como no desporto, fico-me pela verdade de La Palisse: ‘no fim do jogo, direi o resultado’.
Já teve as oportunidades todas vá lá saber-se as razões. Como secretário-geral, um desastre absoluto, aguentou um par de meses.
Não lhe chega a Presidência da Câmara de uma das maiores cidades do país. Pega-se com o colega da cidade do outro lado do Rio. Odeia o Rio que o separa e mais ainda a ponte que os une.
Mas nunca tem culpa de nada. Qual “calimero” passa a vida a chorar. Sempre de mal consigo e com os outros, incapaz de um momento de lúcidez que o leve a apoiar quem já fez muito mais do que ele.
Lá esteve a fazer o número para as camaras, o apoio sem entusiasmo, logo seguido do abandono puro e simples do candidato do seu partido.
Com um ego do tamanho dos armazéns do vinho do Porto que ,placidamente, se encostam ao rio, e que afinal são de Gaia, este homem não perde uma oportunidade de dizer mal, de querer mal.
O PSD deu-lhe tudo, o que foi uma pena, porque se perdeu um pediatra e não se ganhou nada, ou antes, ganhou-se um político em tudo igual aos outros.
Mas vai continuar a chorar, atirar as culpas para cima de tudo e de todos,
como se o partido tudo lhe deva e ele nada deva ao PSD.
A ingratidão é um sentimento muito feio!
São como o Natal – é sempre que o Homem quiser!
Viva a Matemática.
Já agora, quem paga as sondagens? Os jornais?
Da arruada de ontem da CDU, no Porto, registe-se a enchente que se verificou e que até fez esquecer a azeda troca de palavras entre Ilda Figueiredo e uma transeunte que vociferava contra os políticos em geral.
No último dia da campanha, ficamos a saber que, na sondagem realizada pela Universidade Católica para o JN, para além do empate técnico entre PS e PSD, a CDU ultrapassa o Bloco de Esquerda como terceira força política, passando de 7 para 11% nas intenções de voto.
Ao que parece, a mensagem de Ilda e Jerónimo está a passar, pondo em causa o tal voto útil que aqui defendi. Os dois Partidos de Esquerda, juntos, chegam aos 20%.
Quanto a Francisco Louçã, que disse que só discutia com PS e PSD, parece ter falado cedo demais.
Passos Coelho saiu do remanso do seu “fare niente” em termos partidários para ir dar o “beijo de Judas” a Rangel.
Juntou a vítima com as televisões e ali osculou o PSD garantindo que não pode haver outro resultado que não ganhar as eleições.
Como mais tarde Ferreira Leite sublinhou, “outro resultado que não ganhar” não existe em Democracia.
Há ganhar, perder e empatar!
Só não perde quem, como Passos Coelho, nunca foi a eleições nacionais. Foi sempre eleito em listas com um cabeça de lista de um partido que lhe garantia um lugar de deputado bem remunerado. Se lá não estivesse era igual, os votos seriam os mesmos.
Mas o mais terrível disto tudo é o que este homem, que até parecia ser uma alternativa de políticas no PSD, pensa dos eleitores. Julgará ele que ganhou um voto que seja ? Que alguem apreciou a “filha de putice”? Que alguem se esquecerá do que é capaz de fazer? Mesmo que venha a ser secretário-geral do PSD?
Só há duas espécies de pessoas que alcançam os cumes. As que rastejam e as que voam!
Passos Coelho já escolheu!
As sondagens conhecidas dão resultados miseráveis ao CDS. Seria natural que perante um governo estatista e centralista, com os cidadãos carregados de impostos, uma parte significativa dos eleitores se voltassem para este partido. Mas nada, não mexe, não se move, moribundo.
O Nuno Melo até tem tido uma boa prestação na Comissão do BPN o que lhe dá notoriedade. Mas nem assim. Não se move!
Creio que a figura de Paulo Portas já faz parte do problema, não ajuda, não dá credibilidade. Passou por um governo de má memória, deixou assuntos submersos, mal explicados, outros que não voam.
Se me perguntarem qual é a segunda figura da lista do CDS não sei! A maioria não sabe, porque não há figuras conhecidas, a identificação é total com Portas. E quem é que vai votar em Portas? Nem os apaniguados do partido.Pelo menos grande parte prefere não votar, tão grande tem sido a sangria.
Paulo Portas tem-se alimentado do CDS de tal forma que à sua volta é um deserto.
lembro-me sempre de um poema de Ary dos Santos que se zangou com Natália Correia.
“É uma bruxa! É filha de si mesma!”
PS: Se não foi com a Natália nenhum deles se zanga comigo.Infelizmente !
Esta ofensiva do PS pela voz de Vital Moreira traduz as dificuldades que as sondagens fazem prever.
É difícl perceber que o PS traga para a discussão o caso BPN, atirando-o para os braços do PSD, como se no seu quintal não haja suficiente borrasca.
Cavaco Silva já veio dar a resposta e o que diz é de uma limpidez a toda a prova. Só se estiver proíbido de ganhar dinheiro dentro da legalidade é que o podem envolver em assuntos menos transparentes.
Claro, que Sócrates e os seus vários casos, se necessário, vão voltar . Em força! Se não agora, nas próximas Legislativas e Autárquicas, o PSD já tem o pretexto para chamar “roubalheira” ao processo Freeport, e ao processo da Cova da Beira !
Por outro lado e não menos importante, a porta de saída que já era estreita, ficou agora estreitíssima , nos casos BPN e BPP! Como vai o governo explicar os milhões que já lá meteu e os que vai ser obrigado a meter? Se não meter “aqui d’elrei que me estão a roubar” gritam os clientes espoliados da roubalheira, se meter “aqui d’el Rei que me estão a roubar” gritam os contribuintes espoliados da roubalheira.
E, a verdade, é que em Outubro o governo perfaz perto de um ano da nacionalização do BPN e da regulação do BPP!
Vital pode ter falta de jeito mas não é burro.Não acordou de manhã a sonhar com o caso.Então, o que e quem, terá levado Vital a tal despautério?
O mesmo que o mandou não voltar ao assunto? Trocar “roubalheira”
por “caso” ?
As sondagens que os partidos fazem diariamente, terão a resposta!
Lembro-me que há muitos anos o Prof Freitas do Amaral avançou com esta ideia. E lembro-me porque foi uma das viragens mais consistentes na orientação que passei a dar ao meu voto!
Em Freitas do Amaral nunca mais votei.E no CDS tambem não.
Agora Carlos César, lá da bruma que envolve a sua cabeça medíocre, vem com a mesma conversa. Sempre que percebem que o votante não está para os aturar a tentação é grande. Dentro de cada um de nós há um ditador, e os políticos têm uma tentação maior. E perigosa!
Como muitos já disseram, no dia em que o voto for obrigatório nunca mais voto. Não votar é uma manifestação de voto como as outras opções.De igual valor. Um homem um voto. Faço do meu voto o que bem entender.
Os cidadãos têm que estar conscientes que a tentação de lhes tirar a liberdade, nestas coisas que parecem pequenas, é o ínicio para tentações maiores.
Já temos aí o “chip” para os automóveis, uma medida gravíssima para a nossa privacidade!
Vou voltar a este negócio (para alguns) de nos querem tirar a privacidade!
Entre Paulo Rangel e Winston Churchill pode não haver muitas semelhanças mas há, pelo menos, uma: encontram os inimigos dentro do próprio partido.
O cabeça de lista do PSD às eleições europeias tem, dentro de casa, mais opositores que nos restantes partidos concorrentes.
Surgindo como um ‘outsider’, Paulo Rangel foi a escolha de Manuela Ferreira Leite para a liderança parlamentar, primeiro, e para ser o primeiro nome na lista ao Parlamento Europeu, depois. Uma ascensão fulminante num partido de barões, que não deixou de espantar alguns e de provocar um franzir de sobrolho noutros tantos. Que não estão disponíveis para perdoar o mínimo deslize.
Sem estar ligado a lobbys internos, Rangel tem, nesta campanha eleitoral, feito uma espécie de corrida a solo, apoiado pontualmente pela presidente do partido, que surge como o treinador que, à margem do percurso, aparece a dar apoio moral, através de incentivos mais ou menos sonoros.
Com um PSD a meio gás, a campanha ‘laranja’ nestas eleições está apenas meio organizada e os militantes meio mobilizados. Tudo demasiado a meio.
Rangel aposta muito em pequenas reuniões, em pequenas salas, dentro de portas, com pouca rua e comícios medianos que correm mal, com pouco gente, muitos atrasos, descoordenação de horários e entusiasmo apenas meio mobilizador. Veja-se o episódio do comício de Barcelos.
Pedro Passos Coelho, opositor de Manuela Ferreira Leite na última corrida interna, esteve numa acção de campanha em Vila Real. E o que disse? Que o mínimo que se pode esperar é uma vitória e se o PSD não vencer estas eleições “fáceis” como será para vencer as “difíceis”. Calculamos que sejam as legislativas.
É claro que o alvo de Passos Coelho é outro e não Rangel de forma directa. Mas o líder parlamentar levou por tabela. Vale a Rangel a garra que coloca em cada acção e o facto do principal oponente ser Vital Moreira, um peixe claramente fora de água.
AS SONDAGENS QUE NOS MOTIVAM O OLHAR
.
Mais uma sondagem, mais uma corrida nesta viagem. Aos pouquinhos o PSD vem subindo e o BE também. Aos pouquinhos o PS vem descendo e o CDS também, mantendo-se o PCP inalterável. Quem acredita? quem acha que vai ser assim? Neste caso, só os militantes do BE e os do PSD, querem acreditar. Convém que acreditem e que os seus simpatizantes também, de modo a que conquistem outros, e todos juntos votem nos respectivos partidos. Neste caso também, os militantes do CDS, os do PCP e os do PS, lá vão dizendo que as sondagens valem o que valem, e que no domingo é que se vai ver. Para além do mais, as sondagens, quando nos são negativas são manipuladas e se nos são favoráveis, já se estava a prever tal resultado.
As sondagens e a leitura dos seus resultados, variam consoante os olhos de quem as vê. Hoje vemos dois empates técnicos. Um entre o PSD e o PS, outro entre o BE e o PCP. De fora das contas fica por agora o CDS. Mas ainda faltam dois dias inteiros de campanha, mais um de reflexão, e tudo pode mudar, pensam os que hoje estão desiludidos.
.
Na recta final, o PSD ultrapassa o PS. A dúvida mantém-se até ao fim, mas, para já, os sinais são positivos. A tendência é de subida, de vitória.
Vital Moreira continua a esbracejar e a espernear. No outro dia, foi a roubalheira do BPN. Ontem, em Paredes de Coura, foram «as vigarices de militantes qualificados seus [do PSD], como Oliveira Costa». Ou como um professor doutor de Coimbra (meu Deus!) respeita a presunção da inocência.
Na resposta, pudemos ouvir Manuela Ferreira Leite a dizer aquilo que tinha de ser dito: «Se têm algo a dizer, digam. Se têm alguma acusação a fazer, façam-na, mas não insinuem, tenham coragem.» A atitude do PS «mancha tudo e todos» e o PSD não vai responder. «Pelo facto de não respondermos não é sinal de fraqueza, mas sim de força.» Directa e concisa, Manuela Ferreira Leite acertou na «mouche», como poucas vezes tem acertado ao longo da sua liderança no PSD. Discreta, aparentemente segura, ainda é capaz de surpreender muita gente. Os primeiros resultados estão à vista.
Posto isto, parece-me que neste momento se coloca como nunca a questão do voto útil. Está visto que o PSD está a uma distância muito curta de vencer as eleições e de infligir uma pesada derrota a José Sócrates. E se votar é também uma questão estratégica, tanto como uma questão de consciência, é necessário que todos os votos dos eleitores em dúvida sejam canalizados para o PSD. É necessário que todos os que se querem ver livres da tralha socratina votem no PSD. É necessário que mesmo os que nunca votaram PSD votem, agora, PSD. Sejam comunistas, sejam bloquistas, sejam mais à Esquerda ou mais à Direita. Votar PSD é a única via possível para derrotar o PS e para ser o início do fim deste Governo e desta política. A «débacle» de José Sócrates começa já no Domingo.
Tudo isto, vindo de alguém muito à Esquerda do PSD ou do PS, parece estranho. Mas é mesmo assim que as coisas funcionam – o João Paulo , o nosso sindicalista, já o explicou há uns dias melhor do que ninguém. Não temeis que vos chamem incoerentes. Hoje, a guerra é com o PS. Do PSD, trataremos depois.
Quanto a mim… bem, o voto é secreto.
É capaz de fazer sentido o dia da reflexão. Dobram-se as bandeiras, desmancham-se as tendas, dormem-se as horas perdidas. Lamentam-se as “gafes” e recordam-se os momentos de banhos de multidão.
Acalmam-se os ânimos.Dá tempo para almoçar em família e fazer um telefonema ao adversário.
É uma espécie de repouso do guerreiro. O político só vai despertar com os resultados, embora as sondagens há muito que o deixou perto da realidade. A probabilidade das surpresas é muito baixa. Talvez quem ande ali na zona ” do sobe e desce” (o João Paulo já deixou aí um texto muito bom).
Para os eleitores, o dia de reflexão é apenas um dia de menos barulho e com as televisões a reporem as telenovelas no horário habitual. E este ano até tem um jogo de futebol da selecção. Quanto ao voto, logo se vê. Ou já está pré-definido ou “o coração balança”. Uma última conversa em família e não se pensa mais nisso. E se a praia estiver dia sim, há menos gente e no restaurante nem é preciso esperar.
Os jornalistas vão deixar de fazer as perguntas de sempre, os comentários para abrir o jornal, e as notícias ao lado da bandeira partidária.
Os repórteres aqui do Aventar seguiram sagazmente os seus candidatos. Se “eles” não falavam das matérias com interesse falavamos nós. Eu passei a vida a dar porrada no PS e a chamar a atenção dos gays para as minhas opiniões. Mas a minha função era seguir o CDS! Falei deles quando os encontrei e tratei-os pelo nome Paulo e Nuno! Dá uma de “tu cá, tu lá” .
Devolvidos à redação, os repórteres Aventar, já marcaram o seu dia de reflexão em conjunto.
Dia 27 de Junho na Maia! OH! Fernando, atem-te pá!
“Quase um milhão de pessoas separa o número de cidadãos maiores de 18 anos e, portanto, com capacidade para votar, e o número de recenseados. O primeiro, fixado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), é de 8.642.681, enquanto o segundo sobe para 9.562.141.”
Via Público
É verdade: PS e PSD estão empatados, mas com vantagem para o PSD. Eu sempre disse que Sócrates pode perder!
Nota: a 13 de Maio escrevia o quanto agradecia a candidatura do Sr. Moreira. Deve ter sido uma sugestão divina.
Será que vale a pena votar no PSD para o PSD ficar à frente do PS?
Assim terminava o post anterior.
Vamos por partes.
Imagem que os resultados seriam exactamente os que a sondagem das sondagens do Público hoje mostra:
– PS: 36,2
– PSD:32,9
– BE:10,3
– PCP:8,1
– CDS: 5,2
Procurei fazer uma projecção, pensando numa abstenção de 60%. Teríamos 3785058 portugueses a votar.
De acordo com as percentagens acima teríamos, aplicado o método de Hondt:
– PS: 9 (Deputados nº 1, 3, 5, 8, 11, 13, 16, 19, 22)
O 8º do PS é o Manuel dos Santos, o 9º Joel Hasse Ferreira e o 10º Jamila Madeira)
– PSD:8 (Deputados nº 2, 4, 6, 9, 12, 14, 18, 20)
O 7º do PSD é a Regina Bastos , o 8º José Manuel Bastos e o 9º Joaquim Cruz.
– BE:2 (Deputados nº 7 e 17)
O número 2 do BE é a Marisa Matias e o nº3 Rui Tavares.
– PCP:2 (Deputados nº 10 e 21)
O nº 2 do PC é o João Ferreira e o nº 3, a “minha” camarada da FENPROF, a Ana Rita.
– CDS: 1 (Deputado nº 15)
O nº1 é o Nuno Melo, o 2º o Diogo Feio e o 3º a Teresa Caeiro.
De acordo com a aplicação que usei, o CDS disputa com o PS o último deputado. Estamos na presença de uma disputa entre o Diogo Feio do CDS e Joel Hasse Ferreira do PS.
Ora nesta disputa temos duas “vitórias” em cima da mesa:
– % de votos;
– nº de deputados.
Curiosamente, na semana passada o Sr. Vital dizia que ganhar era ter mais um voto que o PSD. Hoje já falou em ter mais deputados…
Dito isto, diria que uma transferência “baixa” (2% em cada) no BE e no PCP para o PSD dá a vitória a Rangel e, sobretudo, a derrota do PS. Por isso, também a preocupação que o PSD tem denotado na necessidade de ir buscar o voto útil.
Acontece que entre o PSD e o CDS há uma contradição – o CDS precisa de mais votos para ir buscar o segundo deputado ao PS, mas o PSD precisa de mais votos para poder ganhar as eleições, ainda que com o mesmo número de deputados do PS. Teríamos aqui um cenário, pouco provável, em que PSD e CDS ganhariam em simultâneo.
Neste quadro parece-me interessante que o eleitor menos ligado partidariamente e profundamente triste com Sócrates o queira castigar: para isso, realmente, o voto no PSD é o voto mais eficaz, na medida em que isso se traduz na DERROTA do “inginheiru”.
JP
Nota: para que fique clara a minha posição – termino como comecei estes dois posts: eu voto BE porque ainda acredito que é possível ser o BE a ir buscar o 3º deputado ao PS.

Anda por aí um cartaz do PS que reune estas cinco caras.
Gente jovem, ideias frescas, grande potencial, capacidade de inovação.
Este cartaz é todo um programa!
-Não nos resignamos a ter um incompetente no banco de Portugal
-Temos o documento que Vitor Constâncio se negou a entregar à Comissão Parlamentar
-Obrigamos o Ministro da Justiça a ir à Assembleia da República esplicar-se sobre o caso Lopes da Mota
-No Eurojust os polícias portugueses não têm interlocutores, têm que falar directamente com os seus colegas estrangeiros.
-Temos um administrativo europeu como ministro da agricultura
O Paulo e o Nuno continuam de feira em feira. Ideias sobre a UE ? Ficam para a altura certa.
O ataque aos direitos dos profissionais da educação em domínios como a carreira – onde se incluem aspectos como a avaliação do desempenho, a divisão dos docentes em categorias, os horários de trabalho ou a aposentação – e o regime de concursos que gerou mais desemprego, precarizou o emprego e tornou mais instável a profissão são apenas faces da política de direita que o Governo e a maioria absoluta que o sustenta têm vindo a desenvolver no âmbito de um ataque mais geral contra a Escola Pública. A imposição de um modelo de gestão que procura acabar com o que resta da democracia na direcção e organização das escolas, remetendo para plano secundário o interesse pedagógico, o reprovável ataque à escola inclusiva, a falta de investimento na acção social escolar, o encerramento de milhares de escolas e o mal disfarçado apoio crescente ao ensino privado, são outras tantas faces deste processo de desvalorização da Escola Pública.
É verdade que este caminho e estas políticas se iniciaram com anteriores governos do PS e do PSD, mas não é menos verdade que foi nesta legislatura que o ataque à Escola Pública e aos profissionais da educação foi mais brutal. Tal como nas anteriores, também nesta legislatura, os deputados eleitos pelas listas da CDU foram dos que mais se destacaram no combate àquelas políticas e mais iniciativas parlamentares promoveram no sentido de a inverterem. Carreira, gestão, concursos, municipalização, rede escolar, educação especial, acção social escolar são apenas algumas das áreas em que tais iniciativas tiveram lugar.
Só o prosseguimento da acção e da luta dos portugueses pode estancar e alterar o rumo das políticas educativas do governo do PS. Deste processo de luta fazem, naturalmente, parte os processos eleitorais que vão realizar-se em 2009, nomeadamente as eleições para o Parlamento Europeu – já em 7 de Junho próximo – e, posteriormente, para a Assembleia da República.
É neste quadro e com estes objectivos que, nas eleições para o Parlamento Europeu e Legislativas, apoiamos e apelamos aos colegas Professores e Educadores, a votarem na CDU.
Identificamos a CDU como espaço de participação, intervenção unitária e de garantia de uma política de verdade, sempre presente e solidária com a luta em defesa dos direitos e aspirações dos profissionais da educação. A CDU é expressão de uma alargada convergência democrática e alternativa aberta aos cidadãos inconformados com as políticas ruinosas e que confiam num país de progresso, liberdade e democracia.
Nós votamos CDU!
Adélia Goulart – EB 2/3 Gonçalves Zarco – Oeiras
Adelino Lopes – Agrupamento de Escolas da Pedrulha
Adolfo Lopo – EB 2/3 Álvaro Velho
Agostinho Oliveira – EB 2/3 – Marinha Grande
Alexandre Loff – EB 1 – Vagos
Alice Grazina – EB 1 Álvaro Guerra – Vila Franca de Xira
Álvaro Couto – EB 2/3 Fitares – Sintra
Álvaro Figueiredo – EB Integrada de Oliveira de Frades – Viseu
Amália Valegas – Educadora de Infância Aposentada
Ana Lúcia Soeiro – Escola Secundária de Estarreja (Viseu)
Ana Margarida – Escola Secundária Gil Eanes – Lagos
Ana Páscoa – Escola Secundária – Linda-a-Velha
Ana Paula Camões Costa – Agrupamento de Escolas da Pampilhosa do Botão
Ana Paula Gonçalves – Escola Secundária Alfredo dos Reis Silveira
Ana Paula Pires – Educadora de Infância – Coimbra
Ana Paula Pires – Agrupamento de Escolas da Pedrulha
Ana Sofia Clemente Gonçalves – EB 2/3 integrada – Monte da Caparica
Anabela Sotaia – Escola Secundária – Condeixa
António Caldeira – Professor Aposentado – Viseu
António Gomes – Escola Secundária Emídio Navarro – Viseu
António Gonçalves – Agrupamento de Escolas da Pedrulha
Benvinda Semitela – Ensino Especial Agrupamento Escolas Grão Vasco – Viseu
Carla Marques – Agrupamento de Escolas de Alpendurada (Viseu)
Carlos Valentim – Escola Secundária José Saramago
Cátia Nery – EB 1/JI Rinchoa – Sintra
Celeste Duarte – Escola de Azarede – Montemor-o-Velho
Clara Teles – Professora Aposentada – Marinha Grande
Conceição Cabral – EB 2/3 António Sérgio – Sintra
Conceição Cuco – Escola Secundária Pedro Alexandrino – Odivelas
Conceição Miranda – Escola Secundária Seomara Costa Primo – Amadora
Eduardo Alfredo Reis Mota – Escola Secundária Jaime Cortesão
Elisabete Peres Pereira – EB 2/3 Padre Abílio Mendes – Barreiro
Elsa Pires – EB S. Fernão do Pó
Elvira Dias – EB 1. Dr. Joaquim de Barros – Paço de Arcos
Fátima Flores – Ensino Secundário – Anadia
Fátima Guimarães – EB 2/3 – S. João da Madeira
Fernando Gonçalves – EB 1 Marquês de Pombal – Vila Real de Santo António
Fernando Gorgulho – EB 2/3 Gaspar Correia – Loures
Francisco Almeida – Agrupamento de Escolas Infante D. Henrique – Viseu
Francisco Gonçalves – EB 2/3 – Arouca
Francisco Martins – Escola Secundária – Silves
Francisco Queirós – Montemor-o-Velho
Francisco Santos – EB 2/3 José Cardoso Pires – Amadora
Graça Duarte – Educadora de Infância – Porto de Mós
Graça Silva – Educadora de Infância – Viseu
Graciete Oliveira – Ensino Secundário – Estarreja
Graciete Rocha – Educadora de Infância – Santa Comba Dão
Hélder dos Santos Reis – EB 1/JI da Moita
Hélder Rodrigues – Ensino Secundário – Castelo Branco
Helena Arcanjo – EB 1 – Coimbra
Helena Arcanjo Martins – Agrupamento de Escolas da Pedrulha
Helena Brites – Educadora de Infância – Seia
Ilídio Dias – EB 2/3 e Secundária – Vila do Bispo
Irene Sá – Escola Secundária da Ramada – Odivelas
Irina Batista – Educadora de Infância – Albergaria-a-Velha
Isabel Melo – Escola Secundária Jaime Cortesão
Isabel Passos – EB 2/3 e Ensino Secundário – Aveiro
Isabel Tavares – F.O.S.R.D.I. – Centro Sagrada Família – Oeiras
Isaura Madeira – Agrupamento de Escolas de Penacova
Isaura Madeira – EB 2/3 – Penacova
Jacinta Vital – EB 1 JI Abóboda Nº2 – Cascais
João de Matos Louro – Professor Aposentado
João Louceiro – Agrupamento de Escolas da Pampilhosa do Botão
Joaquim Martins Gonçalves – Professor Aposentado
Joaquim Morais Ferreira – Professor Aposentado
Joaquim Páscoa – EB 1 – Évora
Joaquim Quatorze Ferreira – Escola Secundária de Nelas – Viseu
Jorge Lourido – Ensino Secundário – Évora
Jorge Osvaldo Dias Santos Gonçalves – EB 2/3 – Pinhal de Frades
José Bicho – Ensino Secundário – Évora
José Fontan – Escola Secundária Prof. Herculano de Carvalho – Lisboa
José Grachinha – EB 1/ JI Quinta da Condessa – Odivelas
José Manuel Vargas – Professor Aposentado – Lisboa
José Pinto – EB 1 – Covilhã
Laura Quintela – Professora Aposentada – Leiria
Lia Amaral – Escola Secundária Rainha D. Amélia – Lisboa
Luís Filipe Carvalho – EB 2/3 João de Deus – Cascais
Luís Jorge Xavier – Ensino Secundário – Évora
Luis Lobo – Agrupamento de Escolas da Lousã
Luís Palma – EB 1 nº 143 – Lisboa
Lurdes Santos – Educadora de Infância – Coimbra
Manuel Luís – Escola Secundária 3 – Santa Maria da Feira
Manuel Nobre – EB 2/3 – Beja
Manuel Rodrigues – Escola Secundária Alves Martins – Viseu
Manuela Lourenço – EB 1/JI Terra dos Arcos – Amadora
Manuela Máximo – EB 2/3 Maria Alberta Menéres – Sintra
Manuela Miranda – EB 2/3 João Gonçalves Zarco – Oeiras
Manuela Silva – EB 2/3 Fernando Pessoa – Santa Maria da Feira
Mara Andreia Gonçalves Figueiredo – EB 2/3 Soeiro Pereira Gomes – Laranjeiro
Margarida Fonseca – Agrupamento de Escolas da Pedrulha
Margarida Leça – EB 2/3 D. Afonso Henriques – Guimarães
Ma
rg
arida Pereira EB 1 – Évora
Maria Antónia Fialho – Educadora de Infância – Évora
Maria da Conceição Crispim – Escola Secundária Sebastião da Gama – Setúbal
Maria da Fé Carvalho – EB 1 – Beja
Maria da Graça Pereira da Silva – Agrupamento de Escolas de Vouzela
Maria da Luz Almeida Sousa Ribeiro – Escola Secundária – Moita
Maria de Deus Repolho – EB 1 – Leiria
Maria de Fátima Moreira – Educadora de Infância na Educação Especial – Évora
Maria de Lourdes Hespanhol – EB 2/3 – Beja
Maria de Lurdes Santos – Agrupamento de Escolas da Pedrulha
Maria do Céu Borges – Educadora de Infância – Covilhã
Maria do Céu Figueiredo – EB 2/3 – Évora
Maria Eduarda Carmona – EB 1 nº 3
Maria Eduarda Rebelo – EB 1 – Évora
Maria João Quaresma – Professora Aposentada
Maria Julia dos Santos Freire – EB 2/3 e Secundária Manuel Cargaleiro
Maria Leonor Sevivas Alves Rio – EB 2/3 Nadir Afonso – Chaves
Maria Manuela Sousa Santos – EB 2/3 Navegador Rodrigues Soromenho
Maria Rosete Martins da Silva – EB 1 – Évora
Maria Teresa Homem Ferreira – Agrupamento Escolas de Santa Comba Dão
Maria Teresa Serôdio e Silva – Escola Secundária Emídio Navarro – Viseu
Mário David Soares – Escola Secundária de Carvalhos – Porto
Mário Nogueira – Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel – Coimbra
Martim Sousa – Escola Secundária Emídio Navarro – Viseu
Miguel Alexandre Oliveira Duarte – EB 1/JI
Miguel Cunha – Escola Secundária – Tavira
Miguel Vieira – Actividades de Enriquecimento Curricular – Aveiro
Mónica Ramôa – EB 2/3 e Ensino Secundário – Penamacor
Nelson Delgado – EB 2/3 Escariz
Olinda Soeiro – Educadora de Infância – Beja
Paulo Gonçalves – Escola Secundária Henriques Nogueira – Torres Vedras
Pedro Vale – Escola Secundária de Mortágua
Ricardo Cardoso – EB 2/3 Fernando Pessoa – Santa Maria da Feira
Ricardo Mariano – Escola Secundária 3 Serafim Leite – S. João da Madeira
Ricardo Miguel – Externato Cooperativo – Benedita
Rita Magrinho – Professora Aposentada
Rogério Mota – Escola Secundária D. Diniz – Lisboa
Rosa Maria Vaz de Almeida – EB 1/JI Quinta das Inglesinhas
Rosário Barros – Escola Secundária Vergílio Ferreira – Lisboa
Rui Capão Andrade – EB 2/3 e Secundária Aquilino Ribeiro – Oeiras
Rui Cruz – Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Paiva
Silvina Queirós – EB 2/3 Dr. João de Barros – Figueira da Foz
Sofia Monteiro – EB 2/3 – Guarda
Sofia Paula Porteiro – Agrupamento Vilar Formoso
Sónia Alves – Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Paiva – Viseu
Susana Ferreira – Ensino Secundário – S. João da Madeira
Susana Matos – EB 1 da Boba – Amadora
Teresa Ferreira – EB 1 – Santa Comba Dão
Teresa Serôdio – Escola Secundária Viriato- Viseu
Vera Rodrigues – Escola Secundária da Ramada – Odivelas
Vítor Godinho – EB 2/3 e Ensino Secundário – Coimbra
Vítor Januário – Ensino Secundário – Albergaria-a-Velha
Vítor Manuel Godinho – Agrupamento de Escolas de Oleiros
* Recebido via mail. Este «post» não expressa qualquer posição pessoal relativamente às Eleições de Domingo.
Lembram-se das sessões quinzenais na AR com o governo? Quando alguma pergunta aflorava, de mansinho, o caso Freeport, gritava o nosso primeiro. “O sr. deputado quer é falar no caso Freeport, não tem coragem, ou não sabe mais e quer atacar-me no caso Freeport!”
Havia como que uma “indulgência táctica” para não se falar do caso em plena AR. Que não há condenação em Tribunal, que são suspeitas malévolas, enfim, trata-se de uma campanha negra!
Mas as sondagens dizem que o PS está malzinho, pode mesmo perder as eleições europeias do próximo dia 7, e isso muda tudo.
Sócrates, Lopes da Mota? Nenhum se demitiu, prova que não se sentem culpados. Mas o Dias Loureiro e aquele “bando” do BPN, há dúvidas?
E agora já não são precisas condenações em tribunal para nada, “roubalheira” é o mínimo, grita o prof. Dr.de Coimbra, a fazer de conta que o assunto diz respeito à UE, esquecendo-se do Eurojust, esse sim, bem europeu!
Pois é, continuamos em plena campanha negra…

Mal por mal, e apesar de tudo, sempre me parece mais credível o candidato do lado direito. Afinal, é o destino da Europa que está em jogo!
A três dias do fim da campanha para as Europeias, é hora de fazer o balanço da campanha da CDU.
Nada de novidades, como seria de esperar. Uma máquina bem oleada, com um forte aparelho sindical a ajudar e um núcleo de funcionários eficientes, teria de dar este resultado: uma campanha forte, na rua, com uma candidata muito à vontade na relação com o povo e com os temas que realmente interessam e afligem os portugueses: a crise económica e o desemprego acima de todos os outros.
A grande manifestação dos 85 mil, antes ainda do início da campanha, prenunciava o que viria a acontecer. Da mesma forma, não se crê que os resultados finais venham a divergir muito do habitual. 14,4%, em 1989, foi o melhor resultado da coligação. 9,09%, em 2004, o pior. Algures por aí, digam o que disserem as sondagens, estará o resultado da CDU.
A campanha eleitoral para as europeias, com maior responsabilidade dos chamados partidos do poder – e do proveito, acrescento eu – tem-se nivelado por baixo. PS e PSD agridem-se mutuamente, de forma maniqueísta. Se é Vital Moreira a intervir, é o Bem a expressar as virtudes do PS, em oposição às ignomínias do Mal que o PSD incorpora. Se é Paulo Rangel a pronunciar-se, acontece o inverso: o PSD encarna o Bem, ficando para o PS os horrores do Mal.
Na dianteira da citada caminhada, estes dois homens públicos colocam-se como académicos de prestígio. Ao usar o tom maniqueísta descrito, não se comportam, porém, como pessoas inteligentes. Utilizam uma linguagem inadequada ao estatuto que detêm, lançando para a discussão pública casos e temas que a maioria dos eleitores identifica como um ajuste de contas que, lá mais para diante, se resolverá nos ‘gabinetes do centrão’. Os desafios económicos, sociais e financeiros lançados à Europa, e necessárias soluções, são esquecidos, em vez de constituírem matéria nuclear das agendas de chefes-de-fila de candidatos ao Parlamento Europeu.
No debate das europeias entre PS e PSD acontece, de facto, muito pouca Europa. Em mais de 30 anos de democracia, estes dois partidos, em coligação ou alternadamente, detiveram o poder, em praticamente 100% do tempo, e foram as suas políticas, e os oportunismos individuais permitidos pelos respectivos aparelhos, que se transformaram na rampa de lançamento dos Isaltinos, Loureiros (mais valentes ou quotidianos), Fátimas, Coelhones, Pinas Mouras e tantos outros. PS e PSD não têm de queixar-se ou acusar-se mutuamente, a propósito das europeias ou de outras eleições quaisquer. Ambos petiscaram do mesmo.
Sobre a derradeira tese do Portugal positivo de VM, é bom reconhecer que, ainda hoje, foram divulgadas as estatísticas do desemprego na UE. É indicada uma taxa de desemprego de 9,3% em Portugal em Abril de 2009, contra 7,6% no período homólogo de 2008. A taxa na zona euro foi de 9,2% – Eurostat. Pese embora este panorama, os políticos dos dois maiores partidos entretêm-se com ataques gratuitos, desprezando os superiores interesses do eleitorado, e sobretudo o impacto social que a presente crise está a causar no País. Assim, não parece surpreendente vir a atingir-se uma taxa de abstenção elevada, em simultâneo com a transferência de votos para partidos de esquerda. PS e PSD deveriam reflectir sobre a crise e avaliar como foram funestas as políticas que desenvolveram em 30 anos, em que, além do mais, utilizaram abundantes dinheiros europeus de forma nem sempre racional, e muitas vezes lesiva do interesse público. Porém, recusam a humildade de aprender.
Car@ leitor, começo por informar que no próximo Domingo vou votar no Bloco de Esquerda.
Serve a declaração inicial para clarificar o que a seguir escrevo: obviamente, o texto é sempre de quem o lê e não de quem o escreve (Lobo Antunes sugere mesmo que os prémios literários devem ser para os leitores e não para os escritores, afinal de contas, cada leitor “escreve” o seu próprio livro).
Isto é, o que a seguir escrevo pode e deve ser entendido como quiser, por mim, é apenas uma reflexão sobre o papel da classe docente nas eleições do próximo Domingo.
Desde 2006, os Professores Portugueses têm vindo a travar uma autêntica “guerra” com o Ministério da Educação e o Governo, nomeadamente nas pessoas da Srª Ministra da Educação e do Sr. Primeiro-Ministro. Ela independente nos comícios do PS, ele dependente e sempre ausente do país real, mas presente nos comícios do PS, mas como secretário-geral em mangas de camisa e a suar muito.
As imagens mais fortes são as das manifestações – 8 de Março de 2008… 8 de Novembro de 2008 e agora 30 de Maio de 2009.
A pergunta que todos fazem é: e agora? O que vai acontecer?
Creio que para começar é necessário perceber o que pode acontecer no próximo Domingo, nas eleições europeias.
Todas as sondagens dão a vitória ao PS, sendo que algumas das mais recentes dão um empate técnico entre o PS e o PSD ( a diferença entre eles está dentro da margem de erro). Depois temos o BE e o PCP na luta pelo 3º lugar e o CDS mais lá para trás.
Os resultados nas eleições já realizadas mostram alguns dados que merecem reflexão:
O PS ganhou onde houve mais abstenção; O PSD nunca fica abaixo dos 30%; BE e PCP juntos valeram entre 11 e 13 pontos; A última vez que o CDS foi sozinho ficou abaixo dos 10 pontos. A abstenção anda na casa dos 60%.
Ou seja, as sondagens mostram que o BE e o PCP estão na casa dos 20 pontos. Se o PSD está seguro acima dos 30 pontos, jamais o PS terá a maioria absoluta. A questão está apenas em saber se o PS vai ou não ficar à frente do PSD.
E aqui é que a manifestação de Sábado poderá ter sido importante – a única classe que se atravessou à frente do PS foram os Professores.
E por muito que eles tenham tentado passar a ideia que está tudo calmo e tranquilo, uma Manifestação com 55 mil (números da polícia que não podia dar números quando fomos 120 mil!!!!!) é uma ENORME manifestação. Mostrou que na Educação, o Governo falhou e isso, simbolicamente, é doloroso para Sócrates.
Entre os Professores a Derrota estrondosa do PS é uma certeza, mas será que ao ver a Manifestação, o eleitorado vai mudar o voto?
Talvez – diria que vale tudo: PSD, CDS, BE, PCP, POUS, PH, MMS, PCTP, PM, e todos os outros que agora não me recordo. Votar em tudo, usando o voto como um voto de protesto.
Não interessa o que pensam, nem o que querem para a educação: estas eleições têm que servir para derrotar o Sócrates (distingo aqui Sócrates de PS) porque tem que ficar claro para esse tipo de gente, que os Portugueses não podem ser tratados desta maneira.
Uma pergunta para abrir o post seguinte: será que vale a pena votar no PSD para o PSD ficar à frente do PS?
A CAIXA DE PANDORA
O candidato Vital abriu a caixa e provocou a libertação dos males dos partidos, ao acusar os actuais e os antigos dirigentes do PSD de responsabilidades no caso BPN. Não terá sido uma coisa muito inteligente, mas o homem parece ser assim, truculento.
Iremos assistir por certo a uma troca de acusações violentas onde todos os casos pouco ou mal esclarecidos, em que elementos cimeiros dos dois partidos, possam ter ou ter tido responsabilidades, virão à luz do dia, com o intuito de ganhar protagonismo e alguns votitos.
Para já, um alto dirigente do PSD, exige do nosso Primeiro, declarações sobre o assunto trazido à baila pelo sr Vital.
Depois, logo se verá o que vai acontecer.
CAMPANHA ELEITORAL
Dos candidatos mais mediáticos, o sr Vital é o que mais se tem lembrado de dizer coisas que mais ninguém gosta e a população critica. O homem tem sido uma pedra no sapato do sr Pinto de Sousa, que mesmo assim, e talvez por isso mesmo, não o larga e está quase sempre presente. Diz coisas que não lembra ao diabo. Ataca de forma indecente os seus adversários, em especial o maior partido da oposição. Os outros (partidos e candidatos) mostram-se indignados! Alguns dos seus pares dizem que se não revêm nas palavras dele. Outros, ainda dos seus pares, defendem-no.
Dos candidatos que menos votos terão, o sr Melo, homem simpatiquíssimo e muito competente, lá continua, sempre ajudado pelo sr Portas, a sua campanha a favor da agricultura, dos velhinhos, dos reformados, dos antigos combatentes, e dos mais desfavorecidos, merecendo só pela sua capacidade ser eleito.
Por seu lado, o sr Portas, o outro, o da esquerda, diz uma coisas sem nexo, mas lá vai subindo nas sondagens, atingindo já a terceira posição.
O sr Rangel, tem andado sozinho pelas estradas de Portugal, defende-se dos ataques menos próprios do principal candidato a derrotar e ataca-o sempre que pode.
O último dos candidatos importantes, pelo número de votos, é uma mulher que lá vai fazendo o seu papel de vitima, sendo impedida de falar nos refeitórios das grandes empresas, atacando à sua direita e à sua esquerda.
Dia após dia, os partidos e os seus candidatos lá se vão acusando mutuamente, lá vão criticando o governo, e lá vão falando muito pouco da Europa e do que irão fazer para lá, se forem eleitos.
Esta campanha, como todas as outras que em Portugal vai havendo de tempos a tempos, é uma tristeza, e nem dá vontade de seguir com atenção, a não ser a devida, que é muito pouca.
Candidato às eleições europeias pelo PS, Manuel dos Santos procura o seu terceiro mandato em Bruxelas. No seu estilo característico, aproveitou uma deslocação à Maia, numa acção de campanha, para lançar farpas aos adversários políticos do PSD.
Numa jogada de estilo político, não o fez sem deixar uma questão relevante e a necessitar de resposta: Porque razão ficou Silva Peneda de fora da lista “laranja”?
O PSD apostou em renovar a lista de candidatos, tendo apenas apresentado a recandidatura de Carlos Coelho mas não deixa de ser estranho que o ex-ministro de Cavaco Silva, que estaria disponível para novo mandato, tenha sido dispensado nas actuais circunstâncias.
E quais são essas circunstâncias? O Partido Popular Europeu (PPE), grupo ao qual o PSD pertence, deveria propor Silva Peneda para um cargo de alta relevância na definição da política social da União Europeia. Uma daquelas atribuições que os partidos tanto gostam de acenar, como se os méritos individuais, como neste caso, fossem vitórias colectivas.
Ou muito me engano ou o PSD saberia desta intenção do PPE. Daí a minha dúvida: Porque não é Silva Peneda candidato ao Parlamento Europeu?
Dias Loureiro acabou por se demitir do Conselho de Estado, numa decisão que só pecou por tardia.
E Lopes da Mota? Está à espera de quê? Se formos a ver, o magistrado até se encontra numa situação pior, porque está a contas com um processo interno do Ministério Público, e Dias Loureiro, que se saiba, nem arguido é.
Foi por isso com espanto que li, no «Público», que Vital Moreira associou o PSD à «roubalheira» do BPN. E à roubalheira do Freeport, também não quer associar o PSD?
O Montalvão é o campo de futebol onde este vosso amigo punha a cabeça em água aos defesas, em jogos de futebol com duas pedras a fazer de balizas!
Fiquei siderado quando vi o meu campo das alegrias na televisão. Grandes jogos, fugido às aulas, dava recitais de bem jogar toda a bola. De pano, de borracha era um ver se te avias, fintar, rematar, não dar a bola a ninguem, uma farturinha.
Eu morava no outro lado da cidade, mas não era isso que me impedia de passar lá o dia. A malta da bola não precisava de acertar nada. Já todos sabíamos que o céu andava perto do Montalvão, nunca faltava ninguem.
Agora está lá um Instituto para a terceira idade, parece ser uma Universidade, espero bem que de bola e desportos afins!
Já agora aproveito para dizer que o Paulo e o Nuno passaram por lá a caminho de uma residencial da terceira idade, na Covilhã!

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
Recent Comments