A Execução das Penas em regime simplificado

Sim, há as questões constitucionais. Mas no caso do novo Código de Execução das Penas há ainda a questão do bom senso. Depois do facilismo nas escolas, comprovada pelo facto de um aluno (?) com nove negativas poder transitar de ano, chegou o facilitismo às prisões.

O diploma que o Governo quer aprovar permite a colocação do recluso em regime aberto no exterior, mediante simples decisão administrativa do Director-Geral dos Serviços Prisionais.

Enfim, pergunto-me se não haveria maneira de simplificar mais as coisas. Tipo, deter o indivíduo, que é um criminoso por um qualquer motivo que lhe é certamente alheio, dar-lhe uma reprimenda das antigas, numa espécie de sermão, talvez um pequeno puxão de orelhas, sem exagerar por causa da Amnistia Internacional, e depois manda-lo à vida com duas palmadinhas no ombro.

Se o bandidola (encarar como um termo carinhoso) voltar a infringir as regras, sempre pode ficar uma tarde virado para a parede e uma semana sem tocar na consola de jogos.

Os castigos, claro, podem ir subindo de nível, mas nem pensar em enfiar o coitado numa cela pelo tempo a que foi condenado pelo tribunal. Não. Isso pode ser penalizador para a personalidade do ser reprimido. Pode mesmo afectar a sua reabilitação. É preciso dar muitas e muitas oportunidades. Novas oportunidades. As democracias modernas são assim.

Pão e Leite

pao leite formigas

“Depois, se lhes fosse permitido, iria por aí fora. Mais cedo ou mais tarde entrariam pelos supermercados a fixar o preço do pão e do leite”, escreveu Tomás Vasques, cuspindo sobre o programa do Bloco de Esquerda,  e que leio citado por Eduardo Pitta.

E antevê:  “Hoje, sabemos onde estes caminhos desembocaram: na miséria, no desemprego e na privação das liberdades.”

Não sei se é da juventude, ou da ignorância, ou provavelmente da sua natureza, mas TV esquece que existiu durante muitos governos desta República, presididos por Mário Soares  e não só, uma coisa chamada cabaz de compras onde se fixavam preços máximos para o pão, para o leite , e para outros bens essenciais.

E tenho de lhe dar razão, embora nunca tivesse encontrado aí a explicação para o tempo  e país em que vivo: esses caminhos desembocaram na miséria, no desemprego e na privação das liberdades, que é precisamente onde estamos.

A frota de carros da TAP

As notícias são como as pedras, depois de lançadas não há maneira de as parar. Claro que todos nós estamos mais que fartos das batotas e dos abusos destes senhores gestores públicos, que não apresentam resultados e que auferem vencimentos milionários. Para alé dos carros topo de gama, e mais prebendas.

Esta administração da TAP tem feito um serviço de grande nível ,com uma gestão profissional e profundamente conhecedora do Transporte Aéreo. Ainda todos nos lembramos da mais recente tentativa de lá meter um orgão de supervisão que nos custarai os olhos da cara e composta por gente dos aparelhos partidáros.

Durante décadas a TAP foi pasto de gente que não fazia ideia nenhuma do que era o Negócio do Transporte Aéreo. O país perdeu milhões de contos com má gestão e com a compra de aviões que, curiosamente, era o que todos faziam mal lá chegavam.

Foi Jorge Coelho (honra lhe seja) que foi buscar um profissional do Transporte Aéreo, e foi António Mexia que não deixou que fosse substituído.

A TAP hoje é uma transportadora aérea reputada, que não foge aos problemas derivados do preço do petróleo e da crise mas que se equilibrou financeiramente e que se juntou,estrategicamente, a um grupo de grandes empresas transportadoras aéreas.

Tem, pois, muita gente poderosa contra, que quer o lugar, que o “fartar vilanagem” de então, onde todos julgavam que se podia ter tudo,volte.

E é assim que nascem estas notícias. O que se passa na verdade?

Há uma frota de viaturas que fazem parte dos contratos individuais de Directores, que está em regime de “leasing” e que paga uma determinada mensalidade. Essa frota chega áo fim da sua vida útil e é substituída por outra frota de viaturas novas, no mesmo regime, e com a mesma mensalidade,

Ao contrário do que nos querem fazer crer, a TAP não gastou milhões com novas viaturas, ficou a pagar o mesmo. Não discuto agora se merecem ou não, no contexto mais amplo do país e da crise, mas não nos podemos deixar embalar por notícias que têm interessados na origem e no destino!

Outra vez…

o fim da crise. Tal como antes tinha havido uma outra retoma!

Que comece a festa

Começa daqui a umas horas mais um campeonato de futebol. Nos últimos anos o Porto tem sido o campeão e os números falam por si.

Os números do nosso campeonato

Em traços gerais, podemos perceber que o Porto tem sido campeão conseguindo fazer 70 pontos, marcando à volta de 60 golos e sofrendo menos de 20. Em nenhum dos quatro anos que levaram o Porto ao tetra o Benfica ou o Sporting se aproximaram destes números.
Jesus e Bento, deixo-vos aqui a receita para conseguirem destronar o Jesualdo: façam 70 pontos, marquem mais de 60 golos e sofram menos de 20.

Boa sorte para todos e joguem bom futebol!

A República agradece

A publicidade que os monárquicos portugueses se têm esforçado por fazer ao centenário do 5 de Outubro, e que  começou pela forma como lembraram o regicídio de 1908, não compensa a displicência da República em celebrar o seu centenário, mas ajuda.

Obrigado senhores dons, fala o cidadão e plebeu que aqui se assina.

a notícia da intervenção da PSP aquando de uma suposta troca de bandeiras me irrita: em primeiro lugar porque devia ter sido a Guarda Nacional Republicana, uma vez que estamos no território do simbólico agravado por ser a GNR herdeira da Polícia Municipal de Lisboa, e de provincianos aconteceres se tratar.

Em segundo, e muito mais importante, porque não devia ter acontecido, tal como não se deve chatear o pessoal da JCP que anda em Agosto a fazer murais de Abril. Só às almas simplexistas (isto  devia ter um link mais directo mas  perdi-me  entre os assessores, os avençados, os candidatos a, ou seja: entre a nobreza actual e seus aspirantes) que anseiam pelo absolutismo republicano faria lembrar tão vil parvoeira.

Quanto ao resto, e no que é politicamente relevante em Agosto, suponho que  terrorismo, verde-eufemismo e blá blá, de como foram agora quase acusados pelo arrastão, no chamado e mui justo toma lá o troco, seria terem gamado uma destas imagens da nossa Mariana, herdeira do 14 de Julho:

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Mariana, símbolo da República, versão portuguesa

…………………..

Era mais complicado, claro, embora a maioria das câmaras ainda tenha uma exposta.

Já agora –  trocavam por um busto de quem? Posso sugerir a Carlota Joaquina?

carlota joaquina

Seja lá como for  tou com já não sei quem, mas é mais ou menos assim: antes monárquicos com piada que o PS feito GNR muito sério e sonhando-se com sentido de estado. E biba a repuvlica, como cá na aldeia gritámos em 1910 (sim, há documentos, não, o Vasco Pulido não os leu).

Cartazes das Autárquicas de tempos idos

(explicação da iniciativa aqui)
cascais2 < cascais
Arrobas da Silva, PS, Cascais (Autárquicas de 2005)
via Autárquicas em Cartaz

31 da Armada

Estar de férias, no meu caso, implica não dispor do tempo do costume para actividades extra-familiares, como é o caso da internet. Isto só para justificar o atraso deste «post».
Como «blogger», e ao contrário de Carlos Abreu Amorim e outros, só posso ficar contente com a acção do 31 da Armada. É a blogosfera a dar um ar da sua graça na sociedade civil e a chegar a públicos que nem saberão muito bem o que é um blogue. Já víramos antes o fenómeno, com a facção canalha da blogosfera a integrar as listas do PS à Assembleia da República. Agora vemos a facção monárquica a brincar com aquilo que, realmente, não tem nada de sagrado: a bandeira nacional.
Que pena o Nuno Castelo-Branco não se ter lembrado daquilo!

Análise aos Três Grandes: os treinadores (4)

Os treinadores dos três grandes são portugueses e profundamente conhecedores do nosso futebol.

Jesualdo Ferreira tem 63 anos (1946-05-24) e
treina desde sempre – começou em Rio Maior em 1981-82.

É um estudioso do futebol que só muito tarde, no Porto, conseguiu o reconhecimento que a sua qualidade já merecia há muito tempo. É profundamente metódico e apesar de ser benfiquista, consegue ser um treinador à porto com aquele ar de chateado que quase sempre transporta.
Jesualdo é a prova que, nos dias que correm, qualquer um se arrisca a ser campeão no Porto.
No Porto tem apostado num 4-3-3, sendo que em alguns momentos tem procurado moldar a equipa a um 4-4-2 que o torne mais sólido nos jogos europeus.

Não está tão condicionado pelos resultados como os seus adversários e isso, só por si, é uma das enormes vantagens que o Porto tem. É, à luz dos resultados, o melhor treinador aqui em análise.

O Paulo Bento vale pela forma como consegue lidar com um clube que se recusa a existir – não há dinheiro, não há vícios e não há jogadores. Mas, ele, convicto, continua para a quinta época à frente do Sporting. Como notas positivas os segundos lugares e a forma como organiza a equipa. Como notas menos positivas a cegueira conservadora à volta do 4-4-2 em losango e a recusa em ver que o Sporting tem que vender avançados… E para isso tem que os colocar a jogar – ninguém dá milhões por médios defensivos.
É o treinador certo no clube certo.

O Jorge Jesus é o treinador que os Benfiquistas queriam.

É adepto confesso do Belenenses, fez a formação enquanto jogador no Sporting e nos anos 90 começou por treinar o Amora e depois o Felgueiras, onde, vestido de preto, começou a aparecer aos olhos do grande público. São quase vinte anos de trabalho sempre ascendente, em termos de clubes, que culmina com a chegada ao Benfica.
Muito se diz e escreve sobre ele – que é fantástico na abordagem táctica dos jogos, que analisa os adversários como ninguém. Fala-se também das dificuldades oratórias, mas à beira do João Pinto (Broas) é um Doutor!
Parece que vai apostar num 4-4-2 em losango, com uma pressão alta muito forte e a pré-época parece mostrar que está no bom caminho.
O que falta saber é como vai reagir à adversidade – o que vai acontecer quando o benfica perder? Essa é uma vantagem do Jesualdo, que os resultados do Benfica não permitem ao Jesus.

A estabilidade do Porto pode ser o segredo do sucesso e por isso coloco o Jesualdo à frente do Jesus e muito atrás o Paulo Bento.

Adalberto Mar – O meu 1.º de Maio de sangue

Devido a discordâncias com a linha editorial do Aventar, o nosso colega Adalberto Mar abandonou o blogue. Em jeito de despedida, aqui fica um dos seus primeiros textos, aquele que, no fundo, nos motivou a convidá-lo para integrar este projecto. Se me permitem um aparte pessoal, deixo-lhe aqui um grande abraço. Apesar da azeda troca de palavras, em privado, nos últimos dias, não deixa de ser alguém que me tocou, mesmo sem o conhecer pessoalmente. É alguém muito diferente da generalidade das pessoas que aqui escreve e mesmo das pessoas que conheço. Foi essa visão diferente da vida e do mundo que partilhou comigo ao longo dos últimos meses.
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Ao percorrer aquelas ruas e avenidas lembrei-me de quem por mim, há 4 décadas atrás, foi esmagado pela policia política. Qual poema triste e melancólica canção ao entardecer, senti-me triste porque senti que mesmo que fossemos muitos não éramos milhões. Senti que a juventude mais recente estava embriagada em casa, vendo os seus programas favoritos, os seus jogos de computador ou sublimando o dia com coisas doces e agradáveis.
E lembrei-me de uma Era que já morrera, ainda eu era adolescente em inicio de vida… Um fascismo cínico e feroz. NÃO CONHECI QUEM CONTRA O MAL, CONTRA O HORROR, CONTRA A DITADURA E O DESAMOR lutou. Não conheci as feridas que lhe lançaram ao corpo, não conheci as mulheres a quem queimaram os seios por dizer «quero ser uma mulher livre»! Não conheci o lutador a quem destruíram os genitais com choques, Não conheci, e estão tão «longe de mim», as mulheres que foram sucessivamente violadas pelos abutres do sistema de então, para que desse nomes, locais, histórias..Não sei o que foi feito delas no caminho da vida. Não sei do que é feito dos milhares de negros e de brancos cujo sangue humedeceu as terras de África, simplesmente porque queriam viver e crescer em paz e identidade com os seus filhos.
Não sei onde pára essa gente, verdadeira vítima e última razão para que eu hoje possa ser o que sou e possa dizer o que quero, em paz e com determinação. Para que eu hoje possa viver como quero e com quem quero, sem que me entrem na porta e me digam como «devo viver e o que devo dizer»!

Eu gosto de luxo, de cor e de suavidade. Gosto do toque da seda e do veludo na minha pele e no meu rosto cansado. Mas não posso, jamais poderei esquecer, o chão húmido e rugoso, o odor de podre que os meus irmãos, camaradas ou simples amigos, perdidos no tempo e no espaço tiveram de suportar, nas noites dos cadafalsos das prisões, para que eu hoje observasse o pôr do sol em harmonia com os meus sentimentos. NÃO POSSO NEM DEVO ESQUECER QUE O SOFRIMENTO DELES E DELAS foram ‘chão e adubo’ para que eu hoje deixasse crescer a minha sensualidade, sexualidade, harmonia, poesia ou palavra fluindo como o coração e os sentidos. SEM A DOR DELES NÃO PODERIA HOJE SENTIR AMOR. Devo-lhes isso e muito mais. Por isso, sem os/as conhecer, digo que são meus irmãos, amigos, camaradas e tudo o que for soletrado com graça, harmonia e raça.
Do alto do New York Hilton vejo a magnificência da noite bela e requintada de Manhattan , mas ao longe ..mais ao longe e mais ao lado vejo o Tarrafal do passado, quente, húmido ,já sem história e sem o glamour de onde estou, mas que determinou tanto e indirectamente a visão do conforto actual. Não há luxo no sofrimento humano, mas foi um luxo pago a ferro e fogo hoje podermos ser livres. Não posso esquecer quem partiu para África e com o corpo tombado, ermo, no chão da selva por lá ficou. FICARAM, CRUELMENTE TAMBÉM, AS RAZÕES NESSE SOLO SANGRENTO: ninguém e todos tinham razão, ninguém foi inocente, e todos foram culpados e absolvidos. EU NÃO. MAIS DO QUE NUNCA QUERO AGRADECER A QUEM GRITOU POR MIM, A QUEM MORREU POR MIM, A QUEM SOFREU POR MIM. LEMBRAR-ME-EI SEMPRE E PARA A ETERNIDADE quando olhar o pôr do sol no Torrão do Lameiro, perdido entre Deus, entre a vida, entre o MAR ETERNO, entre a Profunda Natureza e o Vento-amigo que me fala tão bem ao ouvido quente..SEMPRE QUE ALI ESTIVER, como se estivesse dentro de uma pura melodia de Sade ADU, LEMBRAR-ME–EI SEMPRE desses heróis caídos e esquecidos, dessa gente que por mim e por TI disse «QUERO SER LIVRE, QUERO PENSAR, QUERO AMAR» e pagou ou morreu por isso. POR ISSO MESMO, TAMBÉM CAMINHEI ONTEM NA RUA, POR ISSO MESMO ONTEM GRITEI «SAI DO PASSEIO JUNTA-TE AO NOSSO MEIO».A crise não me cala nem o corpo nem a alma! Porque, como uma bela árvore de flores ao vento, a liberdade tem de ser regada. Como quiseres: com água ou mel, com vinho ou com esperança, mas TEMOS DE ALIMENTAR E REGAR A ESPERANÇA, A VIDA, A LIBERDADE TEM UM PREÇO. O TEU.
VIVA O 1º MAIO, SEMPRE! POR TI, PELOS TEUS FILHOS, PELO IDEAL,PELA NATUREZA, PELO AMOR À VIDA. NÃO PENSES QUE SOMENTE A MODA É COOL! O 1º DE MAIO E PENSARES O QUE QUERES SEM TE ESMAGAREM É AINDA MAIS COOL! BE COOL! BE WILD BUT BE FREE too and most of all!

“Up – Altamente” e a ‘alma mater’ da Pixar

Estreou hoje em Portugal “Up – Altamente”, o novo filme da Pixar / Disney. Foi o primeiro filme de animação a abrir o Festival de Cinema de Cannes e só isso é um tremendo cartão de visita.

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Ainda não vi o filme, logo qualquer comentário ficará para mais tarde. Por agora registo apenas que a película custou 175 milhões de dólares e, até ver, já rendeu 367 milhões, faltando estrear em diversos países, fazer o mercado de vídeo e das exibições na televisão.

É claro que os números não significam qualidade mas, no caso da Pixar, há um grande equilibrio. Por tudo isto e muito mais, a Newsweek apontou John Lassiter como uma das 50 personalidade mais influentes do mundo, numa lista de Março. É a única figura do mundo do entretenimento nesta lista. Lassiter é a ‘alma mater’ da Pixar. Em “Up” foi apenas o produtor executivo mas as suas marcas estão em todos os filmes da insígnia.

A revista elogia-o como "o guru da animação da Pixar" e destaca que Lasseter continua a dominar as bilheteiras mesmo em tempo de crise. Atribui-lhe o feito de ter elevado os desenhos animados dos fins-de-semana de manhã, à categoria sem idade da animação.

O ano de 2008 foi muito bom para a Pixar, que tem tido muitos mais anos bons que maus. Com "WALL-E" e "Bolt" nomeados para a categoria de melhor filme nos Globos de Ouro e com a Associação de Críticos de Los Angeles a votar pela primeira vez um filme de animação ("WALL-E") como o melhor filme do ano, Lasseter tem fortes razões para sorrir.

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Nasceu na Califórnia e adorava desenhos animados. Adorava, não. Adora! Ao ponto de fazer deles a sua vida num emprego perfeito. E gosta de brinquedos, que colecciona, e de forma séria. Hoje é o director criativo tanto da Pixar quanto da Disney (que comprou a Pixar em 2006). "WALL-E" foi produzido pela Disney/Pixar e "Bolt" pela Disney.

A Pixar nasceu a sério com o seu "Toy Story" em 1995, embora tivesse sido formada alguns anos antes, em 1986, por Steve Jobs, o patrão da Apple, que comprou a divisão de animação digital da Lucas Film. Nove anos depois dessa aquisição, "Toy Story" era a primeira longa metragem e tornou-se o filme mais lucrativo do ano.

A "Newsweek" destaca que os filmes da Pixar fizeram, no total e em todo o mundo, 3,1 mil milhões de euros e é um dos gigantes de Hollywood, além de serem responsáveis por um conjunto de novas técnicas, usando sobretudo a animação 3D e CGI.

Em 2006, quando a empresa festejava 20 anos de vida, a Disney comprou-a por 5,2 mil milhões de euros. Todo o mundo do entretenimento, e sobretudo os fãs da animação, ficaram preocupados. Afinal, a Disney estava a anos luz da Pixar. Era um gigante, claro, mas não deixava de ser uma sombra do que tinha sido no século XX. Surgia como uma entidade demasiado antiquada, conservadora e pouco ou nada arrojada nas técnicas e nos argumentos.

John Lasseter não participava desses receios e, quando da estreia de "Ratatui", o primeiro filme a sair dos dois estúdios, lembrou que quando a fusão foi negociada, tudo foi pensado para proteger a Pixar, "porque tem uma cultura criativa única e não queríamos ver isso mudar. E não mudou, a Pixar está exactamente da mesma forma. O que mudou, e para melhor, foram os estúdios Disney". Desta forma, a Disney alterou o seu estilo de funcionamento, devolvendo a pasta das grandes opções aos artistas e retirando margem de manobra aos executivos. A gestão criativa regressava a quem nunca a devia ter perdido.

Hoje, o cinema da animação é poderoso e criativo. Graças à Pixar e às demais empresas que apostam no sector e criaram sucessos como "Shrek", da Dreamworks, "Ice Age", da BlueSky e da Fox. O cinema de animação é o único que de facto é para todo o público e isso ajuda ao sucesso destes produtos.

Super-Liga: uma selecção dos 3 grandes

O Aventar continua a analisar o plantel dos 3 Grandes do nosso futebol.
Desta vez a intenção é fazer duas equipas, com jogadores dos 3 clubes: uma equipa a jogar em 4-4-2 losango e uma outra a jogar em 4-3-3. A ideia é ver que equipa dará mais jogadores a estas duas selecções:

Na baliza da equipa 4-4-2 temos o Helton. Na direita o Maxi e à esquerda o Caneira. No meio teremos o Luisão e o Bruno Alves. O número seis será o Javi Garcia. Na direita entra o Ramirez, na esquerda o Rodriguez e na posição 10 o Aimar. Na frente o Cardozo e o Liedson.

Na equipa para o 4-3-3 teremos na baliza o Quim, na direita o Fucile e na esquerda o David Luiz. O Polga e o Rolando seriam os centrais. Na posição 6 colocaria o Raúl Meireles, na direita o Moutinho e na esquerda o Vukcevic. Os avançados seriam o Di Maria, o Hulk e o Saviola.

Será que teríamos um campeão com alguma destas equipas?
O BENFICA aparece com 10 jogadores.
O Porto com 7 craques e o Spoting com 5.
Também neste aspecto o Benfica parte mais forte.

Fátima: resultados da peregrinação dos emigrantes já são vísiveis

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“Isto não é o fim da crise, mas sim o princípio do fim da crise. Há ainda desafios a enfrentar, mas os dados evidenciam o sinal de inflexão, uma viragem na economia”, disse José Sócrates, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros.

A notícia é do Público, ainda não é do Osservatore Romano. Mas garantiram-me que o processo de beatificação de Sócrates está para breve.

O ex-Presidente de todos os socialistas

Com o título ” O dr. Sampaio e a Constituição” no Expresso de Sábado passado, o ex-presidente da comissão parlamentar da revisão constitucional, assina um artigo de enorme interesse.A ler urgentemente.

O Dr. Sampaio tomou duas decisões nos seus mandatos que sempre levantaram muitas dúvidas quanto à sua legitimidade.

Uma, enquanto Chefe Superior das Forças Armadas,impediu o envio de militares para o Iraque e outra, “por querer demitir o governo” dissolveu o parlamento.

Os poderes e funções do Presidente da República são os que vêm descritos na própria Constituição. Esta ,ao defini-los, limita-os.

Não há nada na Constituição que permita uma leitura que confira ao Presidente funções concretas de comando militar. Da mesma maneira, nada há na Constituição que legitime o Presidente da República dissolver a Assembleia da República por não gostar do governo!

Bem pelo contrário os legisladores quiseram, expressamente, evitar que tal viesse a acontecer. Isto é, o Presidente da República não pode recorrer às suas opiniões pessoais nem aos seus assessores. É ao legislador que o Presidente da República deve recorrer, em primeiro lugar, em caso de dúvida. Neste caso , a primeira fonte é sempre o que o legislador quiz dizer.

Príncipio geral é que o Dr. Sampaio não quiz aceitar! !

E, como não há mal que venha só,  levamos com este governo e com este Primeiro Ministro!

O plantel dos 3 grandes: os Avançados (3)

Depois dos defesas e dos médios chega o momento de analisar o plantel dos três grandes na perspectiva dos que jogam mais à frente – os avançados.

Tal como escrevi no post anterior, o Porto tem jogado com um sistema 4-3-3, enquanto o Benfica e o Sporting jogam num 4-4-2, com os médios em losango.

Assim, teremos 3 posições para analisar no Porto e duas nas outras duas equipas.
O BENFICA tem um conjunto de avançados muito forte – o Cardozo e o Saviola parecem ser os titulares, mas o Weldon e o Keirrison prometem ser boas alternativas.
Devo, a bem da minha condição de sócio do Benfica, incluir nesta parte o Nuno Gomes e o Mantorras. Este último é uma espécie de bobo da corte que anima o povo quando o povo está triste. Eu sei que parece um exagero, mas não vejo outra utilidade ao Mantorras – como profissional de futebol não deveria ter lugar no plantel do Benfica. O Nuno Gomes… é um avançado que nenhum Benfiquista simpatiza muito. Parece que joga, mas não marca… Parece que é médio, mas é avançado. Os portistas têm um especial carinho por ele – como eu os entendo – só tive pena que não tivesse vindo com um Sokota para o Porto: teriam sido uma dupla temível.

Se o Benfica parece bem servido, o Sporting tem, mais uma vez neste sector, um plantel muito escasso. Tem o Liedson que nos últimos anos marcou sempre muitos golos (17, 11, 15, 15, 25, 15). Com ele deverá fazer dupla o Caicedo que parece ser um avançado muito poderoso. As alternativas são muito fraquinhas: o Djaló será uma eterna promessa, na linha do Postiga que nunca foi o que prometia. O Sporting neste sector, mais fraco que o Benfica.

O Porto apresenta na frente de ataque um jogador fantástico: o Hulk. Apesar das montagens do Aventar, a verdade é que ele ainda continua no Porto e promete ser o “caso” deste campeonato. É o jogador de faz a diferença e se conseguir ser mais regular poderá levar o Porto ao Penta – por outro lado ficamos também com a sensação de que são mais os falhanços que os acertos, caso contrário já teria havido milhões para o levar, ou não? Com ele fará tripla o Rodriguez e o Varela, sendo que o Mariano e o Falcão podem entrar nestas contas.
O Falcão é um adiado argentino cuja folha de serviço regista apenas o interesse do Benfica nele – nos tempos que correm, isso faz dele um jogador bom para o Porto.
Se o Rodriguez e o Hulk fizerem o que está ao seu alcance penso que o Porto terá boas condições de voltar a ser campeão.

Em síntese, na linha avançada iria atribuir um 4 ao Porto e ao Benfica, dando um 3 ao Sporting.
Na defesa tinhamos esta pontuação: o Porto com 13,5 pontos, o Benfica com 12,5 e o Sporting com 10,5.
No meio-campo o Benfica com 10 pontos, o Porto com 6 e Sporting com 7.

Feitas as contas:
– Porto: 23,5
– Benfica: 26,5
– Sporting: 20,5

Voltarei com um outro ângulo de análise – que jogadores queria de cada uma das três equipas… Para um plantel campeão.

Os Sabichões das dúzias

Vejam como estes senhores merecem os milionários salários que auferem.

Em 12/6/2006

O Lehman Brothers tem fôlego e equilibrio para ajudar os clientes num mercado de mudança.Ex-presidentedo banco.

Em  Março de 2008

Estamos confiantes no modelo de negócio e mantemos objectivos de crescimento ambiciosos para os anos próximos. ex-presidente do BPP

Em 28 de janeiro de 2008

No BPN não há nenhuma situação escondida. ex-presidente do banco

Em 17 de Março de 2008

Esperamos que o Lehmans Brothers continue a obter níveis aceitáveis de lucros trimestrais. Moody`s agência de notação financeira

Em 12 de Out de 2007

A situação tem vindo a normalizar-se em vários mercados.Governador do BdP

Em 17 de Out de 2007

A tempestada já passou… a lição não deve ser ignorada.Ministro das Finanças

Após a borrasca

Demasiadas mentiras,demasiada especulação e demasiado dinheiro a circular, que nunca teve tradução em riqueza dinheiro. José Reis Prof.economia Univ. Coimbra

Cometeram-se exageros, erros de palmatória, alguns grosseiros.Houve uma fé cega nos modelos económicos e pessoas que se aproveitaram.João Duque,Prof.Finanças ISEG

A febre especulativa em activos sub-prime foi um elefante numa sala: e ninguem viu.Nassim Taleb Ex-corrector

Esta crise veio provocar uma deterioração massiva nos déficites orçamentais e ainda mais na divida pública.Alguns desses déficites são francamnte insutentáveis.Julian Callow ex-economista chefe no Barclays

Como dizem os Ingleses “isto de prever antes é muito dificil” !

Mas a maioria estava pura e simplesmente a mentir e a sacar, e lá na minha aldeia há um provérbio que se aplica muito melhor que o dos ingleses. “a burro que está a comer não se lhe deve mexer na barriga”

First Aid Kit:

Nos últimos meses, para não dizer anos, raramento fico a conhecer uma banda interessante através da imprensa. Não nego que o novo i me costuma surpreender pelas suas escolhas na crítica de música. Não tanto pela novidade mas antes pela qualidade. Nos últimos meses dou por mim a sorrir ao ver algumas escolhas que, certamente por coincidência, coincidem com aquelas que tenho apresentado no Aventar semanas ou mesmo dias antes.

Porém, desta vez, foi através do i que cheguei a este duo sueco, Klara e Johanna Söderberg e o projecto “Firs Aid Kit”. Muito, muito bom. Agora partilho convosco e agradeço ao i – o primeiro semanário diário e que se está a tornar a minha leitura de imprensa diária obrigatória.

O plantel dos 3 Grandes (2): os médios

Depois da análise aos que defendem, avanço para os do meio, os que não são nem carne, nem peixe. Aqui a análise complica porque as equipas jogam com esquemas diferentes e as posições são diferentes… mas aqui fica uma análise possível.
O Sporting e o Benfica jogam com 4 médios, em losango. O Porto joga com 3. Nos de Lisboa, 3 dos médios deverão também ser fortemente ofensivos. Um dos 3 do Porto também.
O antigo trinco, hoje o 6, do tipo box-to-box, pode ir do trauliteiro Petit ou Paulinho Santos ou Oceano… até ao Makekeke, por exemplo. O Porto apresenta o Fernando e a alternativa é desconhecida, sendo que o Meireles pode dar aí uma perninha. No Benfica há um internacional espanhol que quer mostrar serviço, mas ainda não convenceu – faltoso e perde muitas bolas. No Sporting teremos o Roca e em alternativa o Veloso. Não me parece que esteja aqui grande diferença entre as 3 equipas e ambas (as 3 eeheh) mal servidas. Nota 2 para todos. Se o Raúl Meireles se tornar um realmente box-to-box então, aí sim, teremos um grande jogador.
Os médios alas no esquema 4-3-3 terão que ser mais defensivos, enquanto no 4-4-2 poderão ser mais de cobertura ou não… Com o Paulo Bento os médias ala (posição 7 e 8 ) terão que ser posicionais – ele vai jogar com o Moutinho e o Veloso.

Com Jesus, o Di Maria e o Ramirez são muito extremos e pouco posicionais. Ou seja, o que parece ser uma táctica igual tem estratégias completamente diferentes.
Numa equipa que quer ganhar penso que faz mais sentido a opção de Jesus do que a do Paulo Bento. De igual modo penso que o Mountinho joga melhor no meio, a 10, do que nas linhas.
Nas alas as alternativas no Benfica serão escassas, mas não me parece que nos clubes rivais também possa haver mais opções.
Voltando ao Porto, depois do Fernando temos o Raúl Meireles e o Belluci. O Raúl transforma-se a cada dia que passa num enorme jogador e não tem igual no plantel dos 3 grandes.

O Belluci ou cresce…ou desaparece. É dos que encanta as bancadas e irrita o mister.
A posição 10, no Porto o Belluci, no Sporting o Matias e no Benfica o Aimar: creio que o Benfica leva vantagem porque tem o jogador mais experiente, mais adaptado e de maior qualidade.

As segundas linhas: no Sporting não existem. No Benfica temos o Carlos Martins. No Porto?
Assim, diria que na posição 6 temos nota 2 para todos. O Benfica é mais forte nas alas – nota 4 para as opções Di-Maria e Ramirez e nota 2 para o Sporting. Nota 4 para o Aimar e o Raúl Meireles e 3 para o Matias. No meio-campo o Benfica está mais forte do que a concorrência – 10 pontos. Porto com 6 e Sporting com 7.

MEUS CATOS AMIGOS DO AVENTAR

Foi um prazer ter estado convosco. Ler-vos e fazer-vos ler aquilo que, porventura, não gostariam de ler.Vou uns dias de férias. Até breve e obrigado por tudo o que me ensinaram.

Honduras: situação agrava-se

Do poeta hondurenho Fabricio Estrada, acabo de receber esta informação:

Fuertes enfrentamientos en los alrededores del Congreso Nacional en TGU. Se reporta el casi linchamiento del Vice-Presidente del Congreso y ataque generalizado de la policía. Esto en el marco de indignación por el intento de implementar el servicio militar obligatorio y las jornadas de protestas del día.

1:43 pm

Recibo una llamada de un amigo. Él está viendo canal 36 que transmite desde el Congreso Nacional. Mientras me va diciendo lo que ocurre pienso en los Alpes suizos, en los fiordos noruegos y en la neblina de Cartago, Costa Rica ¿y ese alejamiento de dónde proviene? -me preguntarán. Yo me interrogo sobre lo que el amigo me cuenta: EL CONGRESO NACIONAL ESTÁ EN ESTOS MOMENTOS SUBIENDO A DICTÁMEN LA POSIBILIDAD DE IMPLANTAR DE NUEVO EL SERVICIO MILITAR OBLIGATORIO, ES DECIR, EL RECLUTAMIENTO FORZOSO.

Si tomamos en cuenta que la Resistencia se nutre con un elevado número de jóvenes en edad militar (universitarios, estudiantes de media) lo que aquí se está fraguando es una cacería peor a la ocurrida en los ochentas.

Los disturbios de ayer han debido accionarles el resorte más vil. Los infiltrados que aparecieron dando rienda suelta al incendio de comidas rápidas lograron entonces su objetivo. Sin embargo, de concretarse esta amenaza, lo que veo por delante es una abierta guerra civil ya que ni uno solo de estos jóvenes amenazados querrá hacer un entrenançmiento contra su voluntad y, al contrario de lo que los militares buscan, estarían obligándolos a tomar las armas populares.

Sigo viendo los fiordos y las neblinas. Veo a los reclutas noruegos y suizos, a los ticos irredentamente antimilitares…

Em Portugal conhecemos bem este serviço militar obrigatório. Foi a arma usada contra os estudantes, principalmente em Coimbra, vai para 40 anos, chamava-se mobilização compulsiva. Os métodos desta gente são universais e intemporais. Não mudam.

AS QUESTÕES ÉTICAS NOS CUIDADOS DE SAÚDE (10)

AS QUESTÕES ÉTICAS NOS CUIDADOS DE SAÚDE (10)

A ciência, a eufemística boa fada da humanidade, criada para apoio dos fracos, passou a suporte dos poderosos com todo o seu potencial tremendo, fazendo depender do seu “comprovado bom-senso” o uso construtivo ou derrubante da vida humana. Mas o perigo não está na ciência. Está no Homem e na mão que a faz progredir ou perverter. A prostituição da ciência perante os apetites do poder e dos poderes, e dentro da ciência, a prostituição da sua filha mais dilecta, mais séria e mais virgem, a ciência médica, são os mais fortes agonistas da degradação do nosso estatuto.
Enquanto os médicos, sobretudo os médicos preocupados, como aqueles que tiveram a gentileza de me enviar o tal texto para reflexão, médicos creditados e com poderosa opinião dentro da classe médica, não reconhecerem a necessidade destas denúncias e as não considerarem como o “primum movens” no desmantelamento do ”status quo”, volto a dizer, não se vai a lado nenhum. De nada servem palavras formais e enformadas, inertes, paralíticas, nascidas da adaptação e conformismo, despidas da inquietação e do revolver da inteligência, do pensamento, do questionamento e da consciência. Ninguém como o médico tem tanta obrigação de dimensionar a existência à escala da vida, a vida à escala da saúde, a saúde à escala da Justiça, a Justiça à escala do mundo.
Em tudo o que disse, eu não pretendo o consenso. Seria doloroso se tal acontecesse. Apelo somente ao remexer do que em nós existe de sério, ao soprar do pó que cobre as nossas consciências e ao desenraizar das nossas hipocrisias. Sem esta utopia – “A utopia é a injúria ordinária que os medíocres atiram a todos os ideais”- o médico começa a tornar-se permeável ao irracional.
A visão universal da finalidade do Homem, visão muito especial por parte do Médico, aponta para o núcleo activo das interacções multifactoriais da existência, o qual exige a presença de uma política humana que torne possível uma ciência humana, base indispensável do verdadeiro progresso e de uma vida sã. (Conclusão).

                     (adão cruz)

(adão cruz)

DEUS COMO PROBLEMA OU A COMPLEXA SIMPLICIDADE DA EVIDÊNCIA (13)

Deus como problema ou a complexa simplicidade da evidência (13)

Quem pode chamar Pai, Pai poderoso, a um Deus que permite a entrada de milhões de pessoas, seus filhos, nas câmaras de gás, e não desliga a máquina? Deus estava lá…porque Deus está em toda a parte! Deus dissera: deixem vir a mim os pequeninos. Que graça! Só se forem os meninos ricos, porque os pobres, os perseguidos, os marginais, os das barracas, os famintos, os esfarrapados não têm lugar no amplexo divino. Morreram e morrem milhões de crianças às mãos da fome e da violência, e Deus atafulha as mesas dos que não têm fome e carrega as armas dos que vivem atrás das muralhas e nada têm a recear, a não ser a força da justiça! Não poderia o tal Deus ter dado uma mãozinha aos milhões dos sem-terra do Brasil e aos famintos índios de Chiapas, em vez da opressão, ameaças, sequestros e assassínios perpetrados pela burguesia inatingível? Que pensará esse Deus, gostava eu de saber, ao ver milhões de africanos, afegãos, iraquianos e outros escorraçados da vida nas terras crucificadas, morrer ao peso das bombas e nos braços da fome, ouvindo arrotar de indigestão os abutres que os sugam até ao tutano? Sem forças para erguer os olhos, querem lá eles saber do prolongamento da vida para além da morte, querem lá eles saber do céu e do prémio que os espera?! As guerras multiplicam-se como moscas e fazem correr rios de sangue…sempre…sempre ao sabor dos que mais rezam a Deus! Milhares de mortos, despedaçados, estropiados, violentados, enquanto o mandante bate no peito e reza a Deus, e a Igreja o borrifa de água benta. Terá sido Deus a dar a inteligência, a força e a cultura às grandes potências para terem o desplante de classificar o mundo em primeiro, segundo e terceiro, a fim de melhor escalonarem e planificarem a sua voracidade e rapina? Provavelmente foi, porque as grandes potências abarrotam de igrejas. (Continua).

                   (adão cruz)

(adão cruz)

Coisas do Diabo – O Sócrates é um esquerdalho…

Diz o Presidente da Associação das Pequenas e Médias Empresas:

“Desde que Sócrates tomou posse, 60 mil empresários em nome individual encerraram a actividade, 40 mil micro-empresários e sociedades unipessoais saíram do mercado, 10 mil pequenos empresários declararam cessaçao de actividade e, destes,7 mil dissolveram notarialmente as sociedades comerciais. Ao todo perdemos nos últimos anos mais de 200 mil empresas.”

Este é o mesmo Sócrates que mete milhões em bancos falidos criminosamente, que se envolve no controle accionista de empresas (OPA da SONAE à PT, no BCP ou na tentativa de controle da TVI pela PT), que tem como objectivo nacional o TGV, o aeroporto e as autoestradas em triplicado, os contratos sem concurso público com a LISCONT da MOTTA/ENGIL do seu anigo Jorge Coelho.

Que fez deste país o mais injusto da UE com o leque mais alargado de vencimentos ( de 1 para 8 enquanto na UE anda à volta de 1 para 6) , em que as pensões são as mais baixas, o vencimento mínimo é um dos mais baixos e o desemprego um dos mais altos (9.3%). Em que pessoas no desemprego sem qualquer apoio são cada vez mais, como se diz em texto aqui em baixo, e muito bem.

Anda este homem a explicar o que é ser de esquerda. Se olhasse para o que fez nos últimos quatro anos ficaria a saber “o que não é ser de esquerda”

O que dói é que com as mesmas políticas um político de direita teria feito muito melhor!

A ARTE (2)

A ARTE (2)

Assim sendo, e valendo-nos dos nossos conceitos mais simples, sem grandes filosofias, convido-vos a pensar que a Arte ou o sentimento artístico é, pelo menos parcialmente, a descoisificação das coisas. Um escultor, perante um bloco de pedra que é uma coisa, tenta trabalhar essa coisa de modo a que ela vá perdendo a sua natureza de coisa e vá ganhando progressivamente a natureza de ideia, ideia criadora de uma estrutura pertencente à área da mente. Acabada a escultura, a pedra deixa de existir, mantendo-se apenas como matriz anónima da ideia e do pensamento. O mesmo se pode dizer da pintura. A tela, os pincéis, as tintas são coisas que vão perdendo a sua natureza de coisas, à medida que as coisas trabalhadas se vão transformando em imagens e em vivências, cada vez mais afastadas de apontamentos biográficos e registos, sempre no caminho de uma utopia de liberdade. A cor não deve ser vista como tinta relacionada com as coisas mas deve ser sentida como substância do espaço pictórico. O conceito de que a Arte é a contemplação das relações formais, há muito que perdeu o sentido. Talvez deva ser substituído pela ideia de que uma boa forma não se nota. Um bom perfume é sentido como parte da personalidade de uma mulher e não como um cheiro. A Arte de um decorador não está em chamar a atenção sobre si mesma, mas em dar ao espaço uma sensação de conforto e bem-estar. No entanto, a forma está lá, espontânea, pessoal, inseparável das emoções e dos sentimentos. A Arte é um produto de ideias mas também um veículo de ideias. Quando deixa de ser transparente como veículo de ideias, quando não é mais do que configurações, cores e sons, transforma-se numa técnica de entretenimento superficial dos sentidos. Quando se diz apenas produto de ideias, menosprezando o poder de relação, confina-se ao processo neuronal que a gerou e que pode ser relativamente pobre. A Arte é aquilo que vive atrás da aparência das coisas. Para que a obra adquira grandeza, os processos formais devem ser ofuscados pelo seu próprio efeito. Só assim se compreende, dentro de um espírito artístico não radicalista, não equacionista, não academicista, que entendamos o Impressionismo, o Expressionismo, o Cubismo, o surrealismo, o Abstraccionismo e a Arte Contemporânea em todas as suas expressões e tendências actuais, como processos de ofuscação das formas pelo seu próprio efeito. A Arte é sempre uma prática de meditação, uma tomada de consciência, a livre expansão de nós mesmos, inteligência viva, diálogo e libertação das forças vitais dentro de uma disciplina ética. Dito de outra maneira, a Arte é sempre impacto, desconcerto de espírito e agente de transcendência das formas físicas e de mudança das formas de ver e pensar. (Continua).

                         (adão cruz)

(adão cruz)

QUADRA DO DIA

Pode haver muitos jardins
Plantados em Portugal
Não confundas S. João
As flores com vil metal.

E quem não vê caras pode ver corações?

Por volta dos meus 14 ou 15 anos, vivi um curto período de campeã de concursos radiofónicos. Com o beneplácito e a colaboração da minha mãe, que deve ter achado que melhor isso do que meter-me nas drogas, fartava-me de ligar para tudo quanto era concurso de rádio e em poucos meses amealhei dezenas de prémios, nenhum deles de grande valor monetário, mas todos muito bem-vindos. É justo dizer que nenhuma dessas vitórias teria sido possível sem a introdução em nossa casa de um telefone de teclas, supra-sumo da evolução tecnológica nesse início da década de 1990, e sem as enciclopédias que o meu pai comprara nas Selecções do Reader’s Digest, e nas quais eu encontrava num ápice resposta a questões como “quem inventou o nónio?” ou “que rio banha Praga?”. E assim, em poucos meses, a minha mãe – que se juntava a mim aos fins-de-semana – e eu ganhámos óculos de sol, bilhetes para espectáculos, vinis, CDs, tortas de noz e bolos-rei, e muitas outras coisas de que já não me lembro. Por essa altura eu não tinha locutores favoritos (viria a ter, anos depois, o Aurélio Gomes), mas a minha mãe apreciava em particular o galã radiofónico de uma estação do Porto, que falava com voz de cama, e a quem ligavam algumas senhoras que, entre sussurros melosos, confidenciavam que estavam a ligar da banheira, num banho de imersão com pétalas de rosa, e coisas semelhantes. Um dia ganhámos um concurso promovido pelo dito senhor, e tocou-me ir levantar o prémio. O meu pai, que nessa tarde estava livre, acompanhou-me e a minha mãe, que tinha de trabalhar, roeu-se de inveja mas fez de conta que tanto lhe fazia.

Fomos recebidos por um matulão de cento e tantos quilos, vestido com uns calções de explorador, com umas unhacas a sair das sandálias, e que para meu espanto tinha a mesma voz do locutor sexy. A primeira coisa que me ocorreu é que se trataria de uma partida, um estranho ventriloquismo que faziam para troçar com os ouvintes ingénuos. Não era, claro. Era mesmo ele. Se as senhoritas da banheira o pudessem ver, meteriam a cabeça na água e deixar-se-iam afogar. Felizmente o meu pai, deliciado com a descoberta, estabeleceu a conversa diplomática que havia que estabelecer, já que eu fiquei muda, assombrada pela voz que saía daquela cabeça à qual era claro que não podia pertencer. Nesse dia desisti dos concursos de rádio. E prometi que nunca mais quereria conhecer qualquer pessoa a quem eu tivesse imaginado antes, intuindo já por essa altura que esse encontro estaria condenado ao desencanto. Claro que viria a quebrar essa promessa anos depois, mas isso é outra história. Vem isto a propósito de eu ter visto aqui há dias, no Facebook, a fotografia do nosso Adalberto Mar, enfant terrible do Aventar, perpetuamente do contra, ágil a deitar abaixo qualquer uma das nossas paixões musicais, literárias, cinematográficas, desportivas, arquitectónicas, digam vocês (isto em português não soa tão bem quanto “you name it”, verdade?) e que tem um ar tão cândido e de boa pessoa que eu até pensei que devia haver engano. Onde estão o bigode mefistofélico, os cabelos revoltos de endemoninhado, o olhar incendiado pela indignação, a turbulência que o faz GRITAR-NOS com o Caps Lock ligado? Como é possível que a foto que nos surge seja a de um simpático moço em passeio pelas ruas de Aveiro? Isto de partilhar um projecto com alguém a quem não se conhece o rosto ou sequer a voz espicaça a imaginação e faz-nos hesitar entre o desejo e o receio de chegar mais perto. Claro que os outros também são aquilo que pensámos deles, o que avaliámos de acordo com experiências passadas e às quais eles muitas vezes são alheios, o que imaginámos e interpretamos, o que intuímos e inferimos, e julgamos com ou sem justiça. Mas essa também é a graça de nos relacionarmos com aqueles cujo rosto não conhecemos, não é?

Tretacampeão

Fugiu-lhe a tecla prá verdade:

TRETAcampeão

Em mais detalhe…

O campeão da TRETA ehehe

O campeão da TRETA ehehe

Até o JN.

Treta campeão... até o JN

SLB papado, ou melhor, hackado

SLB-HACkado

O link é este (aproveitem que estas coisas não duram a tarde toda). A “notícia” é esmagadora. A demissão de Pinto da Costa é já a seguir.

Recibos verdes… ou maduros

recibo verde

Já é novidade para ninguém que os Recibos Verdes são uma autêntica “praga” na sociedade portuguesa.

Infelizmente eu sei bem do que se trata.

Mas mais importante do que falar no passado, devemos falar da polémica que hoje estalou no nosso País.

Segundo as notícias hoje dadas a conhecer, o Estado, através dos Serviços de Finanças, está a recusar pagar o IVA do ano passado.

Tal situação deve-se ao facto das empresas a quem foram passados os referidos documentos estão em vias de encerramento.

Penso que é mais uma situação injusta que é necessário remendar.

Ainda estamos muito longe

Stu Conta-nos o Diário Iol que o presidente da autarquia de Silverton, no Oregon (EUA), Stu Rasmussen, foi repreendido por três dos quatro vereadores por usar aquilo que consideraram ser um vestido muito curto. O autarca argumentou que os 33 graus que se faziam sentir justificavam a escolha da indumentária e que seria de esperar que se desse mais importância ao trabalho da autarquia. Rasmussen foi o primeiro transexual a ser eleito como presidente de câmara nos EUA.