31 da Armada

Estar de férias, no meu caso, implica não dispor do tempo do costume para actividades extra-familiares, como é o caso da internet. Isto só para justificar o atraso deste «post».
Como «blogger», e ao contrário de Carlos Abreu Amorim e outros, só posso ficar contente com a acção do 31 da Armada. É a blogosfera a dar um ar da sua graça na sociedade civil e a chegar a públicos que nem saberão muito bem o que é um blogue. Já víramos antes o fenómeno, com a facção canalha da blogosfera a integrar as listas do PS à Assembleia da República. Agora vemos a facção monárquica a brincar com aquilo que, realmente, não tem nada de sagrado: a bandeira nacional.
Que pena o Nuno Castelo-Branco não se ter lembrado daquilo!

Comments

  1. maria monteiro says:

    E se fosse feito por um jovem dum bairro problemático? O que lhe aconteceria? Será que era olhado e tratado da mesma maneira? Eu pessoalmente penso da mesma maneira: o ser ou não monárquico não dá nem privilégios nem benesses de andar por ai a substituir bandeiras a seu belo prazer

  2. Ricardo Santos Pinto says:

    São questões diferentes, Maria. Sou completamente contra a Monarquia. Agora, «andar por aí a substituir bandeiras» não me parece um crime lesa-Pátria assim tão grande. Em termos de desafio às autoridades, até tem a sua piada. Crimes são aqueles que essas mesmas autoridades políticas praticam diariamente contra Portugal.

  3. maria monteiro says:

    Nem coragem houve para o fazerem em pleno dia… seria um desafio à autoridade muito mais interessante…