Objectivo alcançado

Juntos conseguimos!

Empregos150000

Simplex no seu melhor (ou eu a armar-me em Rui Santos)

A empresa pública criada, em 2007, para desenvolver as obras de transformação das escolas secundárias portuguesas já gastou mais de 20 milhões de euros em projectos de arquitectura que foram adjudicados por convite directo, sem consulta a terceiros nem publicitação dos contratados, diz o Público.

Não vejo grande problema. Não é mais simples? Estamos ou não no Simplex? Se há burocracia e concursos onde se perde muito tempo, com comissões de análise, potenciais recursos e demais chatices, achamos mal. Se não há nada disso, se é tudo mais fácil, ai, ai, ai, que não pode ser. Mas que raio de democracia é esta?

Poemas com história: Natureza morta

Discussão recorrente foi, nos anos sessenta e setenta, a da dicotomia entre forma e conteúdo. Bati-me sempre pela prevalência do conteúdo, sendo da opinião que «o que se diz» é mais importante do que «como se diz». Mas não era, nem é, uma opinião compartilhada pela maioria dos escritores e artistas. Segundo eles, a arte constitui uma linguagem autónoma, independente da realidade do quotidiano, vale por si mesma. É uma posição respeitável. Entretanto, particularmente na literatura, foi vingando um tipo de escrita enovelada sobre si mesma. Os poetas e escritores, sem liberdade de expressão, jogavam com as palavras e, às vezes, no meio de uma floresta de palavras descobria-se um significado. É contra esse tipo de escrita (e de arte) que este poema, escrito por esses tempos, mas apenas publicado em 1990 em O Cárcere e o Prado Luminoso, se batia. Uma arte ligada à vida e à realidade é o que pretendo defender com esta Natureza morta:

Olhando a natureza morta,

frias laranjas dormindo

numa fruteira inerme,

silenciosa,

que o azul cerúleo recorta

na quadrícula branca

da janela,

recuso a natureza

assim estagnada,

sem dentes, sem fome, sem desejo,

sem nada que triture as laranjas:

sem dedos que a esmaguem,

nem crianças que partam

a puta da fruteira;

sem sequer um grito de revolta

que trespasse a gélida fronteira

entre a morte e o silêncio

emoldurados

e a vida que se agita,

grita, ruge e dói

deste lado de cá

da maldita moldura.

Recuso a natureza

pálida, parada,

sem aves, vento ou sons

que sulquem o azul do céu

desta natureza, assim

tão contra-natura

como a que assassinada

a tiros de pincel,

jaz fria, morta e enterrada

na tela e nas cores

desta pintura

Por onde anda esta voz?



Marta Ren, dos Sloppy Joe.

As incoerências de Vieira da Silva e de Moita Flores

Vieira da Silva acusou o PSD de política de baixo nível por Aguiar-Branco dizer que o Governo está sob suspeita.
Cuiroso. Ninguém lhe ouviu uma única palavra a propósito da «roubalheira do BPN» que Vital Moreira andou a espalhar em plena campanha para as Europeias.
Moita Flores, por seu turno, diz que não vai votar no PSD nas Eleições Legislativas. Mas nas Autárquicas, duas semanas depois, irá candidatar-se pelo PSD à Câmara Municipal de Santarém. Se não se revê no PSD, por que razão não concorre sozinho? Ah, pois, porque já entregou as listas. Isto é que é azar!

Publicado também no Do Contra

Não sei o que vocês pensam mas eu acho uma boa ideia

No dia 9 de Setembro de 2009 será reeditado em CD o catálogo completo das gravações originais dos Beatles, pela primeira vez remasterizadas digitalmente. No mesmo dia será apresentado o videojogo com a música do grupo: The Beatles: Rock Band.

The_Beatles_1508

Cada CD tem uma embalagem com o grafismo igual ao da edição original inglesa dos anos 60 e ainda pequenos livros em que ao material original foram acrescentados fotografias raras e novos textos sobre a gravação de cada disco.

Cada CD será ainda editado com um documentário acerca do álbum em questão.

Os álbuns foram remasterizados ao longo de quatro anos por engenheiros de som dos estúdios de Abbey Road,  em Londres-

A colecção inclui os 12 álbuns de originais dos Beatles em estéreo, e a banda sonora de Magical Mistery Tour. Esta será a primeira vez que os quatro primeiros álbuns dos Beatles serão editados em estéreo.

The Beatles In Mono será uma caixa extra que reúne todas as gravações do grupo que foram misturadas para edições em mono nos anos 60. Vai ter os 10 álbuns originalmente lançados neste formato.

de volta

Por momentos pensei que já não tinha a hipótese de aventar as minhas obsessões e anormalidades críticas. O login falha-me constantemente e a net ainda anda intermitente. Para quem não sabe, faço paginação e algum design gráfico quando tenho liberdade para isso. Este último mês tem sido um exagero de trabalho. Nem tempo para respirar… foi só e apenas trabalho. O que quer dizer que neste mês que passou, para mim nada se passou. Quando trabalho a este ritmo, o mundo pára. Acontece-me isto volta e meia; já na altura do 11 de Setembro, estava a paginar um livro sobre a história do futebol em Portugal e só quando saí do “buraco”, durante a tarde, e vi as imagens na TV, é que percebi que algo grave tinha acontecido. É mesmo assim: não vejo televisão, não consulto sites (farto de estar à frente do computador já eu estou), não me apetece ouvir as notícias… Ligo-me às máquinas, que é como quem diz, meto os phones, trabalho, trabalho, trabalho e ouço música. Muita música. A última playlist que fiz, tinha 14 horas de duração. Dá para fazer playlists temáticas e tudo…

Para não ser muito violento, deixo-vos apenas com uma pequeníssima parte da playlist feminina…

«Odeio os caroços nas frutas. Só como cerejas quando a minha empregada tira os caroços por mim. E uvas sem grainhas. É uma trabalheira» (Carolina Patrocínio, Mandatária do PS para a Juventude)

Só uma dúvida: como será que a empregada lhe tira os caroços? Com os dentes?
http://sic.aeiou.pt/online/flash/playerSIC2009.swf?urlvideo=http://videos.sic.pt/CONTEUDOS/sicweb/ee01.08_14_18200920567_web.flv&Link=http://sic.aeiou.pt/online/video/programas/episodioespecial/2009/8/carolina-patrocinio.htm&ztag=/sicembed/entretenimento/&hash=EF3B37A5-B5BD-4C3F-8C95-5B7395F59537&embed=true&autoplay=false
A pérola encontra-se por volta dos 8 minutos.
via Arrastão
Publicado também no Do Contra

FUTAventar – nacional sportinguismo

Como eu tinha, superiormente, aqui aventado préfigurando o embate na pérola do Atlântico, o leão julgava que a crise tinha acabado e quando deu por ela (a bola) estava dentro da baliza.

Só se apercebeu que o árbitro apitava por tudo e por nada, quando aos vinte minutos de jogo foi pela primeira vez à baliza contrária. Aí ficou tudo esclarecido, o senhor do apito não deixava o sporting aproximar-se da área adversária. É pá, diziam os mais bem intencionados ou os mais nabos (normalmente são os mesmos)o gajo até apita a nosso favor! Pois apita, para travar as nossas investidas, assim passamos o jogo a marcar livres a 40 metros da área dos nacionais.

A perder por 1 a 0 a nossa equipa carregou olimpicamente o acelerador, remetendo toda a equipa adversária para a frente da baliza e só não marcou dois ou mesmo três golos porque o senhor do apito, fez vista grossa a um penaltie e a vários livres junto da área que sendo marcados pelos nossos especialistas “cantariam na gaiola” inapelavelmente!

As vítimas ( todas as equipas que se atravessam no caminho vitorioso do Leão) podem contar já no próximo jogo com o Caicedo e com o Matias que por razões tecnico-tacticas não jogaram hoje.

Parabéns, pois ao Nacional pelo empate, que é a todos os títulos um grande resultado, tendo em vista a evolução no gramado de ambas as equipas com prepoderância evidente em todos os vectores do campo pela equipa verde que ficou a dever a si própria um resultado muito mais dilatado e mais condizente com o que se passou no relvado bem tratado do Nacional, numa tarde amena a dar para o calor mas que permitiu um ritmo de jogo bastante competitivo, assim fosse o resto do país, mas não estraguemos tão bela ocasião a falar de coisas tristes e para já vamos na frente.

Luis (Roch em back)

Woodstock, o meu

Teatro-Circo do Príncipe Real, inaugurado em 1892, mais tarde Cine-Teatro Avenida, Coimbra

Teatro-Circo do Príncipe Real, inaugurado em 1892, mais tarde Cine-Teatro Avenida, Coimbra

O Woodstock só cá chegou em 1976/77, não me falhando a memória, ao defunto cine-teatro Avenida, sem chuva, sem lama, foi a primeira vez que vi um filme com projecção de odores: cheirava maningue a erva, coisa permitida pelo sistema de camarotes e frisas e pelo espírito da época (sim, pá, fumava-se no cinema nos anos pós 74).

Gosto da música de abertura, mas sou suspeito porque Canned Heat é muito cá de casa:

Canned Heat – Going Up The Country

“Some attendees to the festival even reported that yelling FUCK was the highlight of the festival for them. This of course is mind boggling to me as I always wanted to be known as a sensitive poet not a person who taught a generation to yell an obscene word.”

Country Joe McDonald, 2004

Country Joe McDonald’s “F-U-C-K Cheer” / “I Feel Like I’m Fixing To Die”

Lamento Joe, mas era um dos momentos mais aguardados do filme, e em disco o único exemplar que durante muito tempo conheci de um fuck gravado, foda-se o atraso mental mas ninguém reparava na tua sensibilidade poética.

Jimi Hendrix, Star Spangled Banner

Woodstock Movie PosterSensibilidade, e génio, é isto: Jimi Hendrix inventa a música de intervenção sem letra, só guitarra eléctrica. Ora aqui está um momento que vale o filme, o ter havido Woodstock, vale tudo.

Acho que vi o filme umas duas vezes, e tive uma k7 com o álbum, não sei se foi do aroma, mas saí dali com vontade de provar a tal erva. Gostei.

Sendo Woodstock, mais pelo filme que por qualquer outra coisa (festivais assim, à época, houve muitos), o pai da indústria dos festivais de música, não deixa de ser irónico que em Portugal, pelo menos desde o II Vilar de Mouros, sirvam de campo de treino para os binómios cinotécnicos das nossas polícias. É tão imbecil como toda a guerra da droga. Como diria o Joe McDonald, cheio de poesia e sensibilidade: dêem-me um F…

Bipublicado

A invenção de Scolari


Scolari inventou uma «coisa» chamada Ricardo. Diz que é guarda-redes. Diz que também sabe marcar grandes penalidades sem luvas!
Pois esse tal de Ricardo, que um dia sonhou ser melhor do que Vítor Baía, mesmo sem nunca ter ganho nada, acaba de ser dispensado por uma obscura equipa da II Liga de Espanha. Apenas um ano depois de o seu inventor, Scolari, ter desinfectado do nosso país.
E agora, quem lhe pega? O criador não quer dar uma mão à criatura?

Uma crise que já acabou aí umas cem vezes…

Ali na Jugular tem João Pinto que não acerta, não. O homem diz que o Sócrates já deu por terminada a crise, e assim sendo, terminou mesmo!

O João não diz nada quanto ao Teixeira das Finanças ter dito que não podemos dar por terminada a crise mas quem é o pior ministro das finanças para ser levado a sério? Para desmentir o patrão?

É que este João Pinto parece ser economista e é por isso, e só por isso, que fico um bocado atravessado, já que como Jugular/Simplex percebe-o muito bem. E agora sem crise, ó João, como vamos nós explicar o continuado aumento do desemprego ? Sim, claro, o anualizado foi -3,7 (negativo) mas isso não conta nada. Os últimos três meses é que …

E, agora, como vamos nós encarar a coisa, nós que andamos todos a dizer que o país não está preparado para enfrentar a crise e, afinal, somos os primeiros a sair dela? Os últimos a entrar e os primeiros a sair? Mas, então, não era necessário que a Alemanha e a Espanha recuperassem as economias e nós íamos atrás? Não foi assim que fomos para a crise? Ou foi mesmo porque a responsabilidade é nossa, muito nossa? Entramos a reboque e não saímos a reboque? Mas se saímos a reboque como é que somos os primeiros, ó João?

Ou é mesmo porque perdemos com Sócrates 200 000 empresas, o desemprego atingiu 9.3 % e vai chegar aos 10% em 2010 (apesar da crise ter terminado) e o déficit já anda, novamente ,pelos 6% ?

Como vamos nós, agora, explicar as falências, os desempregados sem subsídio ( que não param de aumentar) as famílias que deixam de pagar as prestações da casa…

Ó, João Pinto, ele há momentos…

Apontamentos & desapontamentos: o insustentável peso do futebol

É frequente em contextos de crítica social, económica ou política, surgir a alusão à síntese de Juvenal, panem et circenses, – locução latina que significa «pão e espectáculos de circo». Juvenal caracterizou com estas palavras a situação de decadência que o Império atravessava, substituindo-se uma política de medidas favoráveis ao povo, pela demagógica dádiva de pão e de divertimentos gratuitos. Juvenal – poeta latino nascido em Aquinum, Apúlia cerca do ano 60, foi o autor de «Sátiras», textos que opunham à Roma dissoluta da época a imagem da República, justa e íntegra, idealizada por Cícero e por Tito Lívio. Se substituirmos o pão pelas «medidas» sociais dos governos (as obras e reformas anunciadas antes dos períodos eleitorais) e se pusermos no lugar do circo o futebol, temos um quadro perfeito da situação sociopolítica portuguesa – Dois milénios depois, a receita denunciada por Juvenal continua a funcionar, em Portugal e não só.

O futebol é um dos meus desapontamentos. Gosto muito de ver jogar futebol, sobretudo quando é bem jogado, embora como conversa não seja dos meus assuntos preferidos. Por mais voltas que se dê, resulta sempre numa conversa tonta, na melhor das hipóteses sobre tácticas, na pior, trazendo à superfície facciosismos clubísticos, quando não mesmo frustrações de outra espécie – futebol é mesmo para jogar ou para ver jogar. No entanto, ganhou tal peso que se transformou num tema incontornável. É interessante ver políticos, economistas, cientistas, escritores, a recorrerem a metáforas futebolísticas para explicar pontos de vista das suas áreas. O que já não tem tanta graça é o que o futebol custa aos contribuintes. É um peso insustentável para os nossos fracos recursos.

Moro perto de uma pequena vila no litoral Oeste. Há umas semanas, no «meu café», havia um clima de excitação – o presidente do clube de futebol tinha entrado em greve da fome porque, sendo avalista da colectividade, ficara com uma dívida pessoal às costas – dois milhões de euros, correspondendo ao passivo acumulado do clube. A greve de fome era uma forma de protesto contra o presidente da autarquia que terá prometido apoios que não cumpriu. O homem está em vias de ver todos os seus bens penhorados, ficando, ele a mulher e os filhos sem nada. Ao cabo de nove dias, a greve foi interrompida com o grevista a entrar nas urgências de São José em perigo de vida. Espera que o Município, o Governo, seja quem for, encontrem maneira de ele, cujo crime foi gostar de futebol e ser crédulo, não ficar sem os seus bens. Senão, ameaça recomeçar a greve da fome. Mas dá que pensar, um pequeno clube e que, mesmo assim, acumula um passivo de dois milhões de euros. Ignoro que apoios o município terá prometido, o certo é que, pelos vistos, não os cumpriu.

Apesar de tudo, esta é uma autarquia sem escândalos assinaláveis (o que já em si é assinalável). O caso mais marcante sobre o «sentido de justiça» deste autarca, no poder há vários mandatos, foi o de, certamente por motivos políticos, se ter recusado a dar o nome de José Saramago à escola secundária. Porém, deu (modestamente) o seu próprio nome à maior estrutura do concelho, o parque polidesportivo, onde não falta um estádio com relvado sintético e pista de tartan, pavilhões, piscinas, courts de ténis… Referira-se que, após a pressão de alunos e professores, foi forçado a dar o nome do Nobel à escola. Adiante.

Os pequenos clubes, como o da minha vila, não têm geralmente equipas que se destaquem. Mas isso seria mais do que secundário se promovessem o desporto, particularmente entre os jovens. Não conheço a situação particular do grupo de futebol cujo presidente entrou em greve da fome, embora me pareça que a dívida tem a ver com obras que se fizeram nas instalações e com os juros do empréstimo bancário que a colectividade contraiu. Não é o caso típico de endividamento para contratar jogadores profissionais ou semi-profissionais em geral estrangeiros ou portugueses em fim de carreira. Do mal, o menos.

No debate «Democracia e Corrupção», realizado em Constância há cerca de dois anos, falou-se do papel do futebol na criação de climas favoráveis à corrupção. Maria José Morgado comparou o combate que no nosso País se trava contra a corrupção com a luta que a justiça italiana move à Máfia. Defendeu a adopção de reformas institucionais que garantam o exercício de cargos políticos com transparência. É óbvio, até para os leigos como eu, que a Justiça não dispõe de instrumentos que lhe permitam lutar com eficácia contra o crime e a corrupção, dotados de tudo o que necessitam para ser eficazes. Que dizer da situação anómala das escutas telefónicas. Ouve-se pessoas responsáveis a combinar resultados de futebol, o crime está ali mais do que provado e documentado, mas pelo pormenor processual de que as escutas não foram previamente autorizadas, a prova é considerada nula e os criminosos ficam a rir da Justiça, de quem os acusa, de quem os critica. Também nos diz muito sobre a natureza humana a massa apoiante que estes autarcas corruptos têm. Tal como acontece com a corrupção no futebol – os corruptos são defendidos pelos adeptos com unhas e dentes. Sobretudo se a corrupção deu frutos, ou seja campeonatos. Voltamos atrás: a corrupção nas autarquias se for acompanhada de apoio aos clubes de futebol, tem o apoio da população. A corrupção encontra no futebol um bom local para nidificar. Se a Justiça funcionasse com maior celeridade e eficiência, talvez se pudesse começar a erradicar os males que o futebol enquistou na sociedade portuguesa – as pequenas e grande máfias que giram em torno dos clubes, a escumalha das claques, alfobres de marginalidade onde a droga e o neo-nazismo, por exemplo, se encontram e acasalam, gerando híbridos monstruosos – tráfico de droga e de pessoas, redes de pedofilia… Os negócios ínvios que, autarcas e presidentes dos clubes fazem, são um caldo mafioso e sinistro que vive sob os tapetes relvados onde, ainda por cima, se joga cada vez pior.

Pão e circo? – Mas que pão, mas que circo!

Cartazes das Autárquicas (Lisboa)


Luis Fazenda, Bloco de Esquerda, Lisboa (via 5 Dias)

PSD sem Flores

untitled

Já várias vezes ouvimos falar em problemas com as listas do PSD às eleições à próxima Assembleia da República do próximo dia 27 de Setembro.

Mas agora somos surpreendidos com a atitude do actual presidente da Câmara Municipal de Santarém.

Moita Flores, durante muitos anos conhecido por ser Inspector da PJ, afirmou que não irá votar no PSD, partido pelo qual foi eleito para a presidência da autarquia scalabitana ainda que como independente, por não concordar com os nomes escolhidos para lista de Santarém.

É pena que outras pessoas não sigam o mesmo exemplo.

A esperança da liderança do partido, nomeadamente a do vice-presidente José Pedro Aguiar Branco, é que Moita Flores mude de opinião.

A ver vamos.

PAUS MANDADOS

.
FAZEM O CHAMADO TRABALHO SUJO


. .Ele há gentinha capaz de tudo, mas há-o em todo o lado, em todos os empregos, em todos os partido, em tudo por onde a vida anda.
Desta vez, uns paus mandados do partido ainda no governo, chamados de homens fortes, vêm a terreiro vociferar contra o Presidente. Pelos vistos corre por aí que há assessores do dr Cavaco Silva que se atarefam na elaboração do programa do PSD.
Se isto se verificar, dizem, há interferência da Presidência da República na campanha eleitoral.
Claro que isto deveria ter sido dito pelo ainda nosso Primeiro, na qualidade de presidente do partido, mas, atirando a pedra e escondendo a mão, como é seu hábito, mandou outros fazê-lo.
Não acredito em interferências da Presidência da República neste caso, mas, caso isso se verificasse, mais não era que a repetição de outros casos que em tempos passados existiram no nosso País. Não vejo por aí, que agora se possa entender que vem mal ao mundo.
No fundo, bem lá no fundo, o medo socialista, vem mais uma vez ao de cima. Está muito próxima uma previsível derrota estrondosa nas eleições que aí vêm. E por isso, ée porque são capazes de tudo e de mais alguma coisinha, é preciso atacar tudo e todos, fazendo um chamado trabalho sujo, de modo a poder colocar a dúvida nos cidadãos sobre a seriedade de quem se ataca.
Desta vez coube a sorte ao Presidente. Mas não vão ter sorte.

.

.

Coligação à esquerda -Sócrates é o problema

O PCP já veio dizer o que em boa verdade já todos adivinhavamos. Não há coligação com o PS! Com este PS, com qualquer PS? E com um PS sem Sócrates?

E quanto ao Bloco? Tambem não aceita coligações com este PS. E sem Sócrates poderá dizer não?

A questão está na ordem do dia, pois desde que o Manuel Alegre se apresentou a votos e arrebanhou um milhão de votos, contra o candidato oficial do partido, que a questão estará sempre em cima da mesa, embora Sócrates faça tudo para a esquecer. E com a não aceitação de Alegre integrar a lista a deputados, mais a questão se acentuou, embora todos assobiem para o ar.

O que poderá estar em jogo?

Aquele milhão de votos volta ao PS se este for aceite à esquerda numa coligação, seja de pendor governativo os parlamentar? Grande parte volta se isso for garantia de maioria absoluta no Parlamento. Não quer dizer que volte ao PS mas pode “regressar” à esquerda, reforçando o PCP e o BE.

A primeira consequência seria a maioria parlamentar e um governo com um programa bem diferente do actual programa apresentado pelo PS. Privatizações nem pensar o que aumentaria a dificuldade de ” equilibrar as contas públicas”, os Megainvestimentos seriam empurrados para a frente e subsídios sociais reforçados. A “escola pública” a “Justiça” e a reforma da “Administração Pública” esperariam por melhores dias. Grande parte do esforço fiscal seria dirigido aos ganhos e mais-valias de capital. Com que consequências? Fuga de capitais!

E quanto ao tecido empresarial das PMEs que criam emprego e produzem bens transaccionáveis e alimentam as exportações? Sem um tecido empresarial sólido, que capte investimento privado, nacional e estrangeiro, Portugal está destinado a empobrecer. O PCP e o BE estão pelos ajustes?

Não, se à custa do recuo do intervencionismo do Estado, o que inviabiliza em boa medida as políticas necessárias.

E se o PS com Sócrates se junta ao CDS e fazem maioria parlamentar? Os Megainvestimentos avançam desde já, os apoios sociais recuam e o tecido empresarial poderá fortalecer. Mas para se chegar às PMEs é preciso, dar a volta à Justiça, à Administração Pública e ao Fisco. E aqui vamos ter uma revolta generalizada de sindicatos e corporações.

E se o PSD fizer maioria parlamentar com o CDS? O governo recua no intervencionismo na economia, avançam privatizações que vão aligeirar as contas públicas, abranda a fiscalidade nas empresas. Mas tudo isso obriga a recuar nos apoios sociais e nos investimentos públicos. O risco de implosão social é muito elevado.

Como há muito se sabe só se sai desta “quadratura” criando riqueza que substitua importações e que se dirija à exportação. Para isso é necessário uma Justiça célere, uma administração eficaz e uma Fiscalidade competitiva. Que atraia investimento duradouro, inovador e tecnológico, a par do empenho nos “clusteres” tradicionais onde somos competitivos.

A única coisa que nós eleitores podemos fazer é deixar estas questões muito bem explicadas aos nossos políticos com o nosso voto. Já demos uma ideia com a abstenção nas Europeias podemos continuar com votos nulos agora em Setembro.

E aqui no Aventar há uma petição para assinar.

Woodstock: 40 anos

woodstock1508

Bill Eppridge; Life / Google

FUTAventar – F.C.Porto #1

Nisto de futebol não há grande discussão: são onze contra onze e no fim ganha o Futebol Clube do Porto. O resto são tretas.

Ao longo das várias jornadas vou procurar “representar” o F.C.Porto com a máxima isenção. Contudo, convém não esquecer que o Porto é, de longe, o melhor clube português de todos os tempos.

Saudações Portistas!

Biranta – Petição Para Valoração da Abstenção e redução, para 100, do número máximo de Deputados

Petição Para Valoração da Abstenção e redução, para 100, do número máximo de Deputados

A proposta para Valorar a Abstenção

Assine a petição AQUI ou AQUI. Assine apenas uma delas.

Iniciado que está um novo ciclo eleitoral, achamos que é altura de fazer ouvir a nossa voz também.

A “NOSSA VOZ” é a voz dos segregados, dos ignorados, dos ultrajados, dos que são constantemente “lixados” pelo sistema e pelas suas instituições; dos que são vítimas, permanentemente, do gangsterismo e criminalidade institucionalizados (que se exercem de dentro das instituições) com que nos defrontamos todos os dias, que nos molestam das mais diversas formas.
O regime político actual, a chamada Democracia Representativa, não tem nada de DEMOCRACIA e nem é representativa.
Não tem nada de Democracia, já lá vamos.
A provar que não é representativa está o elevado número de abstenções. Nas recentes Eleições Europeias (Europeias 2009) os deputados eleitos representam (receberam os votos de), APENAS, 32,62% dos eleitores. Ficaram de fora, sem serem representados, 67,38% dos Eleitores. E, no entanto, TODOS os lugares para o Parlamento Europeu foram preenchidos, como se todos tivéssemos votado…
Note-se que, se fosse um referendo, o resultado não era vinculativo; não tinha mérito. Porquê esta dualidade de critérios?
Os políticos têm uma série de desculpas e “explicações”, invariavelmente cínicas, para esta anormalidade, mas “explicações” e argumentos cínicos qualquer malandrim tem para “justificar” (e manter) as suas patifarias…
Quero dizer com isto que a culpa é dos políticos e só deles. É a forma de fazer política que está na origem desta situação e é isso que tem de mudar!

Não tenhamos ilusões! Este sistema político NAZI, manhosamente disfarçado de “democracia”, impropriamente alcunhado de democracia, não irá mudar, quero dizer: NÃO IRÁ MELHORAR, por iniciativa dos políticos. Porquê? Para quê? Eles não necessitam de mudar o sistema; PARA ELES funciona muito bem. E funciona SEMPRE por maior e mais generalizado que seja o descontentamento; traduzido em abstenção PORQUE ELES são TODOS iguais, não há por onde escolher…
Este sistema não tem nada de democracia: é um sistema político vigarista e NAZI. É nazi, desde logo ao eliminar do mapa dos cidadãos com direitos todos os que não votam “NOS ELEITOS”. É vigarista fazendo as contas dos resultados eleitorais como se NÓS não existíssemos, apropriando-se, ILEGITIMAMENTE, da nossa representatividade e dos votos que lhes recusámos. Isto é um procedimento tipicamente NAZI; de democracia não tem nada. É uma ditadura de malandros sem vergonha.
Para “legitimarem” esta sua patifaria de consequências desastrosas, esses salafrários: os políticos e seus apaniguados, usam e abusam da propaganda NAZI, insultando e injuriando quem ousa manifestar assim o seu descontentamento e não votar neles, não votar porque não se justifica o esforço, bem pelo contrário: dá náuseas participar de semelhantes palhaçadas depois das campanhas eleitorais vergonhosas, onde tudo é usado EXCEPTO A VERDADE, onde os eleitos assumem compromissos conscientemente mentirosos, que regenam após tomarem posse com as desculpas mais torpes, mas que voltam a usar quando de novo em campanha.

Este estado de coisas conduziu-nos a um descalabro sem precedentes que, todavia, ameaça agravar-se.

Já não há métodos da propaganda nazi que lhes valham, que permitam continuar “a tapar o Sol com a peneira”; está à vista de todos… mas ELES negam! Sobretudo negam as suas responsabilidades, mesmo que essa estratégia da propaganda nazi só sirva para aumentar o desespero dos cidadãos e o fosso entre estes e a política.
As responsabilidades são deles e só deles: assim como têm usurpado a nossa representatividade, usando-a para cometer toda a espécie de crimes e abusos, comprometendo o nosso futuro, também podiam tê-la usado para fazer o que é correcto, o que é necessário fazer. Mas issso é contra a sua natureza… de escroques.

A impunidade que este sistema garante a essa gente sem vergonha, aos políticos (e garante-lhes impunidade porque ELES não têm vergonha, nem dignidade e não são obrigados a ter) é perversa a ponto de já ser quase banal haver notícias sobre os crimes cometidos por políticos e políticos criminosos que se pavoneiam sem pudor. E, digo eu, isto só pode acontecer porque não há nenhum político que preste. Conclui-se que as pessoas que prestam não têm lugar na política…

Este estado de coisas conduziu-nos a um descalabro sem precedentes não só na política mas também na Justiça que se transformou num antro de perfídia, controlada por criminosos; que só serve para proteger criminosos e para perseguir e molestar os cidadãos honestos.
Na justiça portuguesa, quando se trata de proteger criminosos, invoca-se a DEMOcracia e os “Direitos Liberdades e Garantias”; mas, por outro lado, quando se trata de molestar e perseguir os cidadãos de bem, todos os pretextos servem: serve como pretexto o facto de o cidadão se indignar e dizer o que pensa e sente; como serve o facto de o cidadão ser vítima dum crime e denunciar o respectivo criminoso ou criminosos. Neste último caso, como NUNCA se prova nada, contra bandidos, na justiça portuguesa (e o cidadão também não pode fazê-lo porque lhe é proibido investigar) fica “provado” que o cidadão se queixou “e não provou” (porque está impedido, por lei, de o fazer e quem pode e deve NUNCA o faz), logo será molestado perseguido e condenado, espoliado dos seus bens até… porque ousou beliscar os “direitos liberdades e garantias” existentes para uso exclusivo de criminosos e bandidos…

Pior! Chegam-nos “notícias” de diversas proveniências dizendo que, TAL COMO A POLÍTICA, o sistema judicial TAMBÉM está minado de criminosos, está minado pela Alta Criminalidade que se “protege” “combatendo” a CORRUPÇÃO, conspirando, acusando inocentes, alimentando escândalos vergonhosos como o Processo Casa Pia, etc. Tudo isso para desviar atenções e manter o alarme social com essas notícias, para que os seus crimes e respectivas consequências não tenham espaço nas notícias…
Isto é democracia?
Os políticos, claro, DIZEM nada ter que ver com a “Crise da Justiça”, devido à “famigerada” separação de poderes. Tal como tudo o resto, também este princípio é distorcido e abusado para “legitimar” a actual tirania, QUE SE EXERCE COM A CUMPLICIDADE DOS POLÍTICOS. De quem mais? Os políticos é que são eleitos, os juízes não são; são nomeados e mantidos pelos políticos…

Este estado de coisas conduziu-nos a um descalabro sem precedentes no sistema de Segurança Social que ameaça ruir a todo o momento; no nível de vida que piora em vez de melhorar; na economia onde impera o “faz de conta”; no progresso social e económico que é, cada vez mais, retrocesso, deixando os jovens sem perspectivas profissionais e os desempregados desesperados por ausência de esperança de voltarem à vida activa.

Não tem de ser assim! TODOS os problemas têm solução desde que se coloquem as pessoas certas nos lugares certos, desde que HAJA vontade de os resolver.

A eterna desculpa é a de que não há meios. É FALSO! Os meios existem!
Existem e estão, actualmente, a ser delapidados para custear a chulice dos políticos e seus apaniguados (acessores, consultores, etc.);
Estão a ser delapidados para pagar ordenados esc
an
dalosos
, de gangsters, a administradores e gestores de empresas com participação do Estado, que fornecem bens essenciais (pagos por nós);
Estão a ser delapidados pagando vencimentos escandalosos aos que não são eleitos e, ainda assim, ocupam os cargos;
Estão a ser delapidados para pagar reformas escandalosas que, em alguns casos, até acumulam com vencimentos tambémde valores muito elevados…
OS MEIOS EXISTEM MAS ESTÃO A SER DELAPIDADOS, ROUBADOS por essa cambada de energúmenos, de inúteis, de salafrários, de INCOMPETENTES.
Neste texto demonstrei que a delapidação do Erário Público pelos meios que aqui se enumeram ascende a mais de 20% (VINTE POR CENTO) da Despesa Pública Corrente e há muitas outras formas de delapidação que não foram contabilizadas… Gerindo adequadamente esses meios, “geram-se” mais meios, e podem-se resolver muitos problemas, fazendo crescer a economia e subir o nível de vida dos cidadãos; até se pode reduzir a carga fiscal.

É por isso e para isso que APELO a que todos assinem esta petição EXIGINDO A VALORAÇÃO DA ABSTENÇÃO e a REDUÇÃO DO NÚMERO MÁXIMO DE DEPUTADOS PARA 100 (Cem Deputados); A Assembleia da República passará a ter cem deputados, se e quando TODOS os eleitores votarem.

Resumidamente, a Valoração da Abstenção significa que cada partido elege uma percentagem de deputados, ou vereadores (ou o que for) igual à percentagem REAL de votos que recebeu dos eleitores, tomando como base o total de eleitores inscritos. Significa que a percentagem de abstenção se reflete em lugares vazios (porque os respectivos titulares não foram eleitos).
Significa que a duração dos mandatos é reduzida em função da percentagem de votos obtidos nas urnas e depois disso esse executivo só se mantem se for referendado e obtiver mais de 50% dos votos.
A governação é um assunto muito sério, que diz respeito a todos, logo deve ter a concordância da maioria, pelo menos; não pode ser decidida, em definitivo, por meia dúzia de pessoas das quais uma grande parte é iludida com falsas promessas, ou com outras patranhas irrelevantes.

Estas alterações do sistema eleitoral (ou outras) bem como os vencimentos dos políticos devem passar a só poder ser decididas através de REFERENDOS.

Anedota do dia: Médicos de substituição

A Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, foi ao dentista.
Chegada ao consultório, o médico abeirou-se dela e disse-lhe: «Minha senhora, abra as pernas!»
Atarantada, a pobre Ministra só teve tempo de dizer:
– Mas eu vim ao dentista!
– Eu sei. Mas o dentista está a faltar e eu sou o médico de substituição. Sou ginecologista. Abra lá as pernas.

Apontamentos & desapontamentos: O evangelho segundo Marx (subsídios para um novo marxismo)

Hoje trago-vos alguns apontamentos – pensamentos de Marx, frases sábias de um homem sábio e de princípios. Ora leiam:

– Sou um homem de princípios. Estes são os meus princípios. Mas se não concordarem, arranjo outros:

– No que prefere acreditar, em mim ou nos seus próprios olhos?

– O segredo do sucesso é a honestidade – se você conseguir evitá-la, terá sucesso garantido!

– O segredo da vida são a honestidade e a lealdade. Se você conseguir simular possuí-las, tem o problema resolvido.

– Só há uma forma de saber se um homem é honesto: perguntando-lhe. Se responder «sim», ficamos a saber que é corrupto.

– Partindo do zero, consegui atingir os mais altos cumes da miséria.

– «Inteligência militar» é uma contradição de termos.

– A política é arte de procurar problemas, de os encontrar, fazer um diagnóstico falso e aplicar depois os remédios errados.

– A política não faz com que estranhos durmam na mesma cama; o casamento, sim.

– Acho a televisão muito educativa. Logo que alguém a liga, vou para outra sala ler um livro.

– Nunca vou ver filmes em que o peito do herói seja maior do que o da heroína.

– Não sou vegetariano, mas como animais que o são.

– Andei dois anos atrás de uma rapariga até descobrir que os seus gostos coincidiam exactamente com os meus: ambos éramos loucos por raparigas.

– Nunca esqueço uma cara, mas para si vou abrir uma excepção.

– Você é a mulher mais bela que vi em toda a minha vida… o que não abona muito em meu favor.

– Não pense mal de mim, menina. O meu interesse por si é puramente sexual.

– Até logo, querida… Caramba, a conta do jantar é caríssima. Eu sendo a ti, não pagava.

– Pagar a conta? Que hábito mais absurdo!

– O quê? Por que estava eu com essa mulher? É que, sabes, ela faz-me lembrar de ti. De facto, lembra-me melhor com tu foste, do que tu própria.

– Por detrás de todo o homem bem sucedido, está uma mulher. E por detrás dessa, está a mulher dele.

– Peço desculpa de vos estar a tratar por cavalheiros, é que não vos conheço bem.

– É melhor ficar calado e passar por parvo, do que falar e acabar definitivamente com a dúvida.

– Lembre-se de que estamos a lutar pela honra dessa mulher, o que provavelmente foi coisa que ela nunca fez.

– Bebo para achar as outras pessoas interessantes.

– Fui casado por um juiz. Devia ter exigido um júri.

– O casamento é a principal causa de divórcio.

– O casamento é uma grande instituição. Se você gostar de viver numa instituição, claro.

– O verdadeiro amor só surge uma vez na vida… e depois não há quem nos livre dele!

– O mal do amor é que muitos o confundem com uma gastrite e quando se curam, descobrem que estão casados.

– Há tantas coisas na vida mais importantes do que o dinheiro! O problema é serem tão caras!

– Meu filho, a vida é feita de pequenas coisas: um pequeno iate, uma pequena mansão, uma pequena fortuna…

– Não posso dizer que não discordo de ti.

– Ele pode parecer um idiota e até comportar-se como um idiota. Mas não se deixe enganar – ele é mesmo um idiota!

– Por que me hei-de preocupar com a posteridade? O que fez ela por mim?

– Pretendo viver para sempre, ou morrer tentando.

– Ou você está morto ou o meu relógio parou.

– Quero ser cremado. Um décimo das minhas cinzas devem ser dadas ao meu agente, como estipula o contrato.

Claro, que não são frases de Karl Marx, mas sim de Groucho Marx (1890-1977), actor norte-americano, um dos famosos irmãos Marx. Este jogo com o apelido comum às duas personalidades, é uma graça que já foi repetida milhares de vezes. Mas o humor ácido e inteligente do Groucho aguenta diversas leituras. Costumava ele dizer que era tão velho, tão velho, que ainda se lembrava de Doris Day antes dela ser virgem. E também que nunca entraria para um clube que o aceitasse como sócio. Telefonou para a recepção do hotel e disse: «Serviço de quartos? Mandem-me um quarto maior!» Ah, mais uma coisa (diz o Groucho): «Podem citar-me desde que digam que me citaram mal». «Peço desculpa por não me levantar», está escrito no epitáfio do túmulo de Groucho Marx.

FutAventar – O fora-de-jogo explica-se como?

A mãe do meu filho nunca tinha entrado num campo de futebol. No outro dia, um amigo meu, benfiquista dos sete costados, arranjou uns bilhetes e fomos todos ver o Benfica/Braga.

Dois penalties a favor do Braga não marcados e o golo da vitória benfiquista em fora de jogo.

Estavamos mesmo “no enfiamento” da área bracarense quando aconteceu o golo, pelo que foi fácil ver que o David Luiz estava em fora de jogo. O pessoal que não percebe de bola pediu imediatamente explicações, o que era isso do fora de jogo. A Lurdes então, não atinava, passou a ver fora de jogo em todos os lances, e como eram os avançados do Benfica que jogavam para aquele lado, a malta fazia um escarcéu sempre que ela gritava fora de jogo.

Bem, vem a segunda parte, e mudam as equipas de campo, com o Braga a atacar para o lado onde nós estavamos. Foi o bom e o bonito. A Lurdes continuou a gritar que era fora de jogo, e o pessoal à volta, passou a aplaudi-la, os mesmos que na primeira parte a mandavam calar.

Eu ainda tentei explicar-lhe, mas como é que se explica que o fora-de-jogo é sempre a nosso favor?

FutAventar – Nacional – Sporting

Isto tem que ter regras. A única, no caso do Sporting, é que joga sempre fora de casa, tal é a ladroagem. Por isso, neste meu cantinho de justiça cega, o Leão vem sempre no lugar do roubado.
No próximo Sábado, e fazendo o lançamento do jogo, é preciso não esquecer que o menino, presidente do Nacional, é o gajo mais anti-Sporting existente à face da terra. Não é, pois de estranhar, que o árbitro seja a condizer. Este senhor desviou o Pepe da Academia de Alcochete e levou-o para as Antas. Desde a água do banho (não vai haver gás) até à aterragem naquela “memorável” pista, tudo vai ser mexido nos bastidores.
O Sporting, apesar de tudo estar contra e dos dois penalties que vão ficar por marcar, vai ganhar por 3 a 0, com dois golos antes do intervalo e um já ao cair da partida, que é para dar algumas esperanças ao Tio Alberto João.
O Caicedo (cai cedo mas levanta-se depressa) vai dar “poncha pelas barbas” aos nacionalistas e os dragões vão perceber que o HULK é um dragão sem fôlego quando comparado com esta força da natureza.
Já falei com os directores que me disseram que o Paulo Bento vai deixar o Losango e vai passar a um quadrilátero, isto apesar de eu os avisar que é melhor irem ao livro da quarta classe, não vá esta merda da geometria nos passar alguma rasteira.
E, caros amigos, como é timbre dos “lagartos”, sou o primeiro a contribuir para esta rúbrica de “ver futebol como um ceguinho”, isto é, com toda a objectividade, porque um gajo que não vê não pode ter nenhuma subjectividade, como é óbvio e só os andrades é que não vêm isto. E depois vêm para cá com aquela coisa dos “tretas” campeonatos, que o João Paulo (embora sendo do outro lado da circular) sempre vai vendo alguma coisa.
Então um abraço, cambada!

Luis “Rock em back”

FUTaventar

Se os relógios estiverem sincronizados, neste momento deverá estar a começar mais uma Liga de futebol.
O aventar arrancou nos últimos dias com uma cobertura mais próxima do que se for passando no campeonato nacional de futebol. Não vamos tornar o aventar um blog de futebol – vamos apenas procurar transmitir de forma absolutamente parcial e sempre facciosa o que cada um de nós pensa sobre o mundo da bola.
Antes de cada jornada procuraremos antecipar o que vai acontecer, para, logo de seguida vir ao ecrã comentar as ocorrências. O Porto, o Sporting e o Benfica já têm seguidores garantidos.
E o FUTaventar promete!

Na jornada de hoje, a primeira e por isso, simbólica Sporting e Benfica têm muito a perder, enquanto o Porto parte mais tranquilo.
A visita a Paços de Ferreira não tem, por tradição, um elevado grau de dificuldade e será natural que com maior ou menor dificuldade o Porto acabe por vencer o jogo.
Para os jogos dos Lisboetas com os madeirenses – um no continente (Benfica – Marítimo) e outro na Madeira (Nacional – Sporting) – as coisas serão muito diferentes. Nenhum dos grandes pode deixar de ganhar. O Sporting já está em crise e ainda nem começou a jogar a sério. Se acontecer um resultado negativo, pode estar em causa muito mais do que uma simples derrota.
Para o BENFICA, cada jogo vai significar uma batalha de vida ou de morte, tal a expectativa dos adeptos. Se ganhar o balão da euforia continua a encher. Se houver surpresa na luz podemos ver o optimismo cair a pique e aí o Benfica corre o risco ter mais uma época falhada.
Em termos de prognóstico, diria que Porto e Benfica vão ganhar por 2-0 e o Sporting vai perder por 2-1.
Siga a bola!

A ministra republicana

residencia-ministra-da-educacaoSegundo José Neto a ainda ministra da Educação remodelou o último andar deste prédio, onde habita ou vai habitar, utilizando nas janelas uma rubra cor, em contraste com o verde dos restantes andares. José Neto acha que é uma “atitude suburbana-pimba”, o Paulo Guinote, por via de quem cheguei à foto, fala em pimbice.

Permitam-me outra leitura. Deparando-se com um prédio onde domina o amarelo (um bocado gema de ovo) pincelado de verde, o casal pode ter visto aí uma oportunidade de homenagear a bandeira da República, ficando assim o mau gosto compensado pelo fervor patriótico.

Agora espero que não vão para lá espalhar azul e branco.

A Educação na lista de deputados

Eu sei que isto parece doentio e talvez tenha que ser internado. Talvez isso me possa ajudar a entrar numa lista… talvez a de espera.
A lista de candidatos a deputados do Partido Socialista tem duas presenças que queria destacar:

Valter Lemos é o candidato nº 4 em Castelo Branco, precisamente ao lado de Sócrates. Professores de Castelo Branco isto também é convosco!

E… imaginem só a Srª Drª Maria de Lurdes é a nº 2 na lista pela Europa!!!! A sério.
Eu até os entendo – ter tal presença numa lista nacional seria uma catástrofe. Mas, como há alguma coisa para o partido pagar a quem se prestou a tal serviço, então envia-se a senhora para a europa.

Pergunta retórica: como é que o Pedreira fica nesta história?

Palavras Cruzadas

jornal-campanha-ps

Sob a direcção de Ascenso Simões, o  secretário de Estado da Administração Interna que em tempos exigiu “que fosse retirada uma edição completa do “Jornal de Notícias de Vila Real”, ao qual terá concedido uma entrevista de três páginas, pouco tempo depois de a edição estar à venda nas bancas, preciosa indicação do Sexo e da Cidade, e segundo as mesmas meninas com a participação redactora do Dodot, vulgo Victor Hugo Salgado, saiu o jornal de campanha do PS, ou de Sócrates, o jornal que aos milhões vai circular entre nós sob o cabeçalho de Avançar Portugal.

Até tem passatempos, uma nobre atitude num país onde os desempregados precisam de passar tempo, antes de avançarem por Portugal, ou de fazerem pior do que isso.

Sucede que o primeiro problema tem um errozito nas soluções, o que em consideração pelo antigo presidente, e músico, da minha AAC, não posso deixar de assinalar: Novas Oportunidades pode ser muita coisa, mas um “sistema de formação profissional com certificação académica e profissional” não é de certeza absoluta, a menos que só contem com os cursos de Educação e Formação de Adultos, e similares, que não alcançaram 700 000 portugueses nem aqui nem na Lua.  Será talvez um programa, nunca um sistema.

Quanto ao uso da palavra profissional duas vezes numa definição tão curta parece-me bastante amador, e tê-lo-ia corrigido se me aparecesse num trabalho de RVCC como os que acompanhei durante 2 anos. Mas, verdade se diga, eu certificava o 12ºano, e estamos a tratar de coisas mais básicas.

Coerências

A crise está mesmo aí pertinho do fim. A responsabilidade é da espantosa actuação do governo e do seu primeiro que até deixa as férias para voltar ao palco mediático!
Por mim, tudo bem. Mas e os desempregados de hoje? São mais de meio milhão! São culpa de quem? Da crise, pois claro!
É certamente por tanta coerência que o PS, hoje, diz ser de esquerda e não é de uma esquerda qualquer. É da esquerda moderna!
Se assim é, eu por mim continuo de esquerda! Sem modernismos que atiram meio milhão de portugueses para o desemprego.

Máfias, mapinetes, e liberdade

O MAPINET – Movimento Cívico contra a Pirataria na Internet, não passa de uma fachada marketeira para as máfias da indústria de entretenimento se apresentarem sem os seus nomes, que nos soariam logo aos milhões que esta indústria tem metido aos bolsos à conta dos consumidores e artistas.

Deu-lhes agora para pedir o impensável: que a PT bloqueie o acesso a blogues que correm  na plataforma Blogger, pertencente ao Google, sob o pretexto de que teriam ligações para downloads piratas.

Fizeram queixinha à Inspecção-Geral das Actividades Culturais, a qual solicita e atenciosa notificou a maior (e pior) operadora portuguesa.

Embora os contornos exactos dessa notificação não estejam muito claros, a confirmarem-se tal seria só o maior atentado à liberdade de expressão em Portugal desde 1974.

Um assunto a seguir no excelente Remistures, até porque costuma ser no calor e ausências do Verão que estas coisas acontecem.

Entretanto deixo aqui a lista dos sites ameaçados…

Sites que a PT fica obrigada a remover dos seus servidores:
blogdownload.blogs.sapo.pt
downloadscompletos.blogs.sapo.pt
splegendas.no.sapo.pt/CCPMOD
cinema-em-casa.blogs.sapo.pt

Sites a que a PT fica obrigada a cortar o acesso (através do portal Sapo):
mcluckyy.blogspot.com
http://www.tvgente.com
http://www.tugapirata.org
http://www.tuga-filmes.com
http://www.tugadownloads.com
http://www.superpiratas.com
http://www.sapotuga.com
http://www.piratatuga.net
http://www.pedrofsn.net
videotecafilmes.blogspot.com
tuga-musicas.blogspot.com
soupirata.net
sacar24h.blogspot.com
pt-downs.blogspot.com
portugalseries.net
pdclinks.net/fórum
jambtuga.blogspot.com
downloadfilmesgratis.blogspot.com
downloads-heaven.blogspot.com
downsportugal.blogspot.com
cinematuga.com
totilmania.the-up.com
fanaticosdownload.blogspot.com