Whisky ou chá de cidreira?

Comprei uma garrafinha de whisky (eu gostava de escrever uísque, mas não consigo) com uma bela imagem de um veado, daquelas de bolso que se levam para a caça. Como eu não caço nem bebo whisky, as pessoas que me conhecem acharam que isto era um sintoma de insanidade mental e começaram a preocupar-se e houve logo quem me dissesse que não há que ter vergonha de pedir ajuda e que toda a gente beneficiaria muito da consulta com um psiquiatra. É claro que metade da piada da garrafa era observar a reacção que ela desperta, por isso resolvi enchê-la de chá de cidreira, e trazê-la sempre comigo. Nestes dias de Inverno, deito a mão à mala e tiro de lá a minha garrafinha, bebo um gole contido (nestas coisas, a contenção é indispensável, ou lá se vai a piada toda), e solto um “Aaahhh” sonoro, quase mal-educado. O ar de espanto à minha volta parece-me tão hilariante que lamento não ter feito isto há mais tempo. [Read more…]

A caça somos nós

o FMI cumpre aqui a função de batedor.

Queres Matar Um Elefante?

O El Corte Inglés organiza-te a caçada

Época de caça

Em nome dos elefantes, os meus estimados votos de pioras

O rei Juan Carlos de Espanha foi submetido a uma intervenção cirúrgica, na última madrugada, em Madrid, depois de ter fracturado a anca numa queda durante uma expedição de caça no Botswana.

Vamos salvar as baleias?

Petição para assinar, ajude a salvar as baleias! Sabe que as baleias não fazem mal a ninguem, nem afundam barcos, só lutam quando são feridas. Eu já estive a dois metros de uma baleia mãe com o seu filhote de duas toneladas a olharem para mim, passavam por baixo do barco e ficavam do outro lado, e voltavam para me observar, até que outras pessoas saíram do quentinho da cabine e se juntaram a mim. Então a mãe e o bébé afastaram-se uns metros e deram-nos uma lição extraordinária. A mãe baleia voltou-se de barriga para cima e deu de mamar ao bébé.

O único animal que é predador somos nós os humanos, fazemos mal porque sim!

A Natureza – Morta na Gulbenkian

Belíssima exposição na Fundação Calouste Gulbenkian, reunindo um singular conjunto de obras de primeira qualidade, algumas das quais raramente expostas e a maioria nunca vistas em Portugal. É o caso, entre outras,de uma rara natureza-morta de Rembrandt, de uma das melhores obras de Chardin, pouco conhecida, e de um trabalho de Francisco Goya, a que se juntam produções fundamentais de Fede Galiza, de Juan Fernandez, El Labrador, de Paolo Porpora e de Juan Sánchez Cotán.

Mais de sete dezenas de obras expostas, vindas de 34 instituições públicas e 11 colecções particulares, ilustram a evolução deste género desde as suas primeiras manifestações, dando conta das múltiplas expressões que foi assumindo ao longo dos séculos.

Representações de frutos, caça, mesas de cozinha e de banquete, pintura de flores, vanitas e trompe-l’oeil, embora durante séculos o desafio tenha sido imitar a natureza, esta exposição revela uma multiplicidade de respostas diferentes.

Embora a natureza-morta tenha sido considerada em muitos aspectos um género marginal, estão em Lisboa obras importantes de pintores europeus mais conhecidos da época e trata-se de uma ocasião única para ver algumas obras verdadeiramente notáveis!

“Ainda estou atónito com o facto de termos nesta exposição uma das raras naturezas-mortas de Rembrandt,uma das melhores obras de Chardin e até um Goya!” diz um entusiasmado comissário da exposição Peter Cherry do Trinity College de Dublin.