À espera da resposta dos deputados

Como prometido ontem enviei os emails para os grupos parlamentares.

Quanto aos deputados do meu distrito (Porto) não enviei para todos porque o processo de os contactar via site do parlamento é altamente desmotivante, tem que se procurar o deputado, escrever o nosso email, preencher o captcha e clicar em enviar… isto para cada um dos deputados que queremos contactar.

Assim optei por enviar somente para um deputado de cada partido eleito pelo Porto. Tentei escolher deputados cujo twitter eu conheço, para depois tentar validar se receberam a mensagem e perguntar quando pensam responder.
Os escolhidos foram: Renato Sampaio (PS); Luis Menezes (PSD); Michael Seufert (CDS-PP); Catarina Martins (BE); Honório Novo (PCP).

E vocês já enviaram o email? Ou acham que não há nada a fazer em relação a estes escândalos da EDP e concessões rodoviárias?

Carta aberta aos deputados

Respondendo à minha própria pergunta sobre como podemos contribuir para que escândalos como os que foram referidos ontem sobre a EDP e outras PPP deixem de ser possíveis, lembrei-me que umas das formas que temos de relembrar aos nossos eleitos que eles trabalham para nós é mesmo falar com eles.

Nesse sentido vou enviar o texto que incluo em baixo para os diferentes grupos parlamentares e para os deputados eleitos pelo meu distrito.
Se acham uma boa ideia façam o mesmo.
Os emails dos grupos parlamentares estão nesta página e são os seguintes
Partido Socialista: gp_ps@ps.parlamento.pt
Partido Social Democrata: gp_psd@psd.parlamento.pt
Partido Popular: gp_pp@pp.parlamento.pt
Bloco de Esquerda: bloco.esquerda@be.parlamento.pt
Partido Comunista Português: gp_pcp@pcp.parlamento.pt
Partido Ecologista “Os Verdes”: pev.correio@pev.parlamento.pt
para enviar um email aos deputados eleitos pelo seu distrito terá que ir a esta página e seleccionar o deputado que pretende.
[Read more…]

Petição contra a legalização do cultivo de organismos geneticamente modificados na Europa

Porque o mundo é maior do que o nosso quintal, os cidadãos europeus mobilizam-se numa petição que visa impedir o cultivo de organismos geneticamente modificados na Europa, a partir deste pressuposto:

A Comissão Europeia autorizou recentemente a cultura de organismos geneticamente modificados (OGM) pela primeira vez em 12 anos, pondo os interesses dos lobbys OGM acima das preocupações sanitárias dos cidadãos, apesar de 60% dos Europeus pensarem ser necessária mais e melhor informação antes de cultivar alimentos que poderão ameaçar a sua saúde e o ambiente.

Uma iniativa recente permite que 1 milhão de europeus possam apresentar oficialmente propostas de leis à Comissão Europeia. Mais informação em inglês ou em francês. Leia e, se concordar, assine.

Adenda: Também existe em português, aqui.

história sintética da República do Chile

símbolo de uma República certa e serena, que sabe o que quer e debate como deve ser

 

…retirado do capítulo 4 do meu livro o crescimento das crianças…

As crianças crescem á medida que a memória social impinge a memória individual, isto é, a criança é o resultado do saber acumulado cronologicamente no tempo. No tempo em que a criança vive e no que os ancestrais andaram a viver, perto ou longe do tempo da criança. O saber é contínuo, embora conjuntural nas suas mudanças. O processo educativo que resulta da interacção de um mesmo povo, através da História, ou com outros povos através, também, da Historia, é o que faz o que eu sou.

A racionalidade da criança, indivíduo com uma epistemologia acumulada, é diferente da racionalidade cognitiva do adulto. O entendimento é diferente. As várias gerações que vivem dentro do mesmo tempo, têm experiências diversificadas, quer pelo ciclo, quer pelo tempo que a pessoa leva na História do seu ser social. Experiências que são emotivas, mas orientadas pela razão, porque a criança observa para calcular, e calcula.

Comparar três povos de diferentes línguas e experiências, não é simples, mas é um desafio interessante para quem trabalha os dados do quotidiano. Um quotidiano,

[Read more…]

Dois milhões por um anúncio

Está explicada a dificuldade que tivemos em arranjar alguém que apoiasse Sócrates aqui no Aventar, apesar de termos recorrido a um anúncio. Primeiro é preciso ter dois milhões de euros em dinheiro vivo ou contrapartidas (é preferível que o dinheiro não seja nosso) e alguns boys que se saibam mexer, só depois é que se faz o anúncio de apoio. Estamos sempre a aprender. Viva a cidadania.

Novo ecosistema mediático prejudica jornalismo

Neste momento Portugal  está a abdicar da exigência democrática,diz o filósofo Jose Gil numa entrevista ao  Diário de Noticias.Na verdade   numa  conjuntura em que aqueles  que  têm alta responsabilidade em  defender a democracia se demitem da sua funçao  critica,  o sistema democrático perde,e  entra em crise.Refiro-me aos jornalistas .
Isto acontece por várias razões.
Tentarei  referir  algumas  que alteraram o ecosistema  mediático,e que se interpõem entre a informação e o cidadão,perturbando-o .
Como  actualmente tudo o que acontece  só existe  se fôr noticia, o que não é noticia ,não acontece.
A partir daí ,Governos,partidos,corporações, multinacionais , instituições, clubes,  empresas,universidades,hospitais,etc  começaram a perceber que em vez de serem os jornalistas a controlar a agenda mediática/política  , deviam  ser eles,  munindo-se de  gabinetes  que alegadamente  facilitassem a compreensão da notícia ,para comunicar com o exterior,mas  na verdade  serviam   para  controlar a realidade mediática  .
 
De facto ,o  grande objectivo destes gabinetes de imprensa  é condicionar e controlar a  informaçao, de forma que só chegue ao cidadão o que lhes interessa que saiba .
Eles sao a “Fonte”,e a partir daí, o jornalismo está condicionado a ela.
A fonte só lhe fornece  os conteúdos  que filtra mas de que ele precisa para exercer o seu labor. 
Assim, o que  devia ter nascido como um serviço público para melhor informar, transformou-se num travão à informação,porque não  se pode ultrapassar essa “fonte” que conhece os factos e os dados,a única autorizada a divulga-los,tornando verdade  aquilo  que ´é uma   mera convicção .
Inclusivé, os próprios funcionários e técnicos  das diversas corporações estão proibidos de emitir opinões para fora.Tudo tem de  passar pelo gabinete de imprensa.
A  derrapagem começa a  acontecer quando  o que há a informar não é positivo.Então, há que manipular a informação, maquilha- la ,quiçá, transforma- la em  propaganda,segundo directivas superiores.
É neste momento  que o jornalismo deveria saber dar o salto para tornear estas dificuldades que  a fonte lhe pretende o pôr.
Pois é nesta fase que  o sistema pretende controlar a informação, sonegando ao jornalista aquilo que nao deseja que o cidadão saiba,mas que é de interesse publico.
Fica- se face a um muro informativo,em que não se sabem por ex. os números dos implicados na corrupção,  quantos  aderiram, ou não, a uma greve, quantas pessoas há em listas de espera, como estão funcionando as escolas, se a criminalidade violenta está a aumentar, ou   a situação verdadeira do emprego.
Invertida a correlação de forças  caímos em duas posições.Ou o jornalista se torna subserviente,  para não perder o posto de trabalho,ou  faz um jornalismo partidário.
Neste caso, começa a ser privilegiado  pelo gabinete de imprensa  que lhe fornece dados que a outros nao são  fornecidos ,e passamos assim a ter um jornalismo   acomadaticío, ou de trincheira.
Alguns jornalisas para fugirem a este  circulo vicioso socorrem-se das chamadas fontes anónimas,   muitas vezes peritos que não podem falar em seu próprio nome por receio de represálias,mas a fonte anónima descredibiliza o jornalismo, e  o jornal , retira ao cidadão um direito de  saber quem  responde pelo que disse, e  pode servir para manipular a informaçao de acordo com criterios subjectivos do autor da peça,ou do editor ,sem que ninguem posso vir desmenti-lo
Por isso é que quando cai um governo ou uma câmara , os gabinetes de imprensa mudam imediatamente ,pois são lugares de confiança politica .
Por isso em Portugal  há, cada vez mais,  um deficit democrático,como refere, e bem, o   filósofo  José Gil.
Precisamos urgentemente  de um jornalismo independente, que venha ao encontro das necessidades do cidadão,e lhe forneça os dados que precisa para ajuizar em consciência ,não dos governos,  dos partidos ,das empresas ou das câmaras  municipais.

AS

Programa semanal Vidas Alternativas nº 208

o VA 208 abre com uma entrevista com João Lobo ,artista que vive na Dinamarca , a propósito de um trabalho de video arte que está a ser passado num bar de Almada velha,à noite, sobre o tema do devir das identidades das pessoas.

Depois, é a vez de dois representantes do Movimento Liberal Social, MLS,Miguel Duarte e Igor Caldeira falarem sobre o que pensam da proposta de acordo feita pelos EUA, à CE para partilhar informações bancárias, e sobre o Orçamento do Estado, recentemente aprovado.

Fechamos, indo para o Alentejo para contactar com uma associação local ,associação de Desenvolvimento de Nisa,ADN que através do seu director ,Victor Camarteiro, nos vai explicar , as dificuldades que sentem no interior do país,e o esforço que estão a fazer para acordar as populações para a cidadania e participação local .

António Serzedelo-editor
http://www.vidasalternativas.eu

Presente e futuro da Advocacia: uma questão de República (2)

 Tal como anunciei aqui, inicio uma série de textos dedicados ao tema “Presente e futuro da Advocacia”, abarcando as matérias da Justiça que lhe estão conexas.

Mas antes de mais, cumpre desde já esclarecer – e daí a razão deste texto -, quais os motivos e as finalidades.

Esta iniciativa não se enquadra em nenhuma preocupação corporativa e muito menos sindical. Esse tipo de preocupação e de lógica corporativas e sindicais, em sede de Justiça, já fizeram estragos que cheguem para também a Advocacia seguir tal caminho.

Decidi iniciar esta série porque a matéria não se esgota na esfera dos interesses de uma classe profissional. E porque do presente e do futuro da Advocacia, bem como das questões da Justiça com que se interligam, depende grande parte do rumo e da defesa da cidadania, do regular funcionamento das instituições da República, da paz social e da garantia pelo respeito da dignidade humana.

O Advogado representa os interesses dos cidadãos através do patrocino forense, sem o qual não adianta ter Juízes e Procuradores, pois que só há verdadeira administração da Justiça quando em tribunal, estão presentes quem representa a Sociedade (Procurador), quem diz e aplica o Direito (Juíz) e quem defende o cidadão (Advogado). Pelo menos num Estado de Direito Democrático, consagrado no artº 2º da nossa Constituição.

É de recordar que mesmo durante o Estado Novo, na barbárie que foram tantos julgamentos nos tribunais plenários, em que réus (naquele tempo não havia arguidos) chegaram a ser espancados por esbirros da PIDE em plena audiência perante os olhos complacentes e cúmplices de Juízes que jamais responderam por tais actos, foram os Advogados quem sempre estiveram ao lado do cidadão contra a brutalidade e o despotismo.

Como também estiveram, lutando tenazmente em 1926 e nos anos seguintes, aquando da politização do processo movido contra Alves Reis (o famoso falsário português), em que se chegou ao cúmulo de se aprovar leis criminais com efeito retroactivo que prejudicavam a defesa dos então réus, e de arrastar para a lama gente impoluta e honrada como Arthur Cupertino de Miranda, entre outros. Também aqui os Advogados lutaram sem temores contra um Estado e uma Justiça manipulada por interesses de grandes instituições bancárias (cuja temática irei, também, abordar, ainda que de modo muito sucinto e em sede própria).

Tal como outrora, aos Advogados cumpre garantirem a defesa dos direitos, liberdades e garantias do cidadão, o respeito pela dignidade humana, seja face ao Estado seja nas relações sociais, firmando a diferença entre a barbárie e a civilização, entre a vingança e a Justiça.

O Advogado é  e deverá ser sempre, um garante civilizacional, e como tal deverá ser encarado. E, também, como tal deverá comportar-se.

O presente e o futuro da Advocacia diz, pois, respeito a todos os cidadãos, porque o Advogado é o seu procurador. Pelo que interessa ao cidadão saber, estar esclarecido, qual o estado e o rumo de quem está e deverá continuar a estar a seu lado.

No próximo texto falarei do problema da massificação crescente da profissão, das suas razões, dos seus perigos para a classe e para a sociedade, com especiais cuidados na administração da Justiça, e de possíveis rumos e soluções.

Sei que a matéria é polémica. As caixas de comentários estão disponíveis.

Se o Saramago é português, o Mário David quer ser espanhol

Mario David, Aznar

"José Saramago, há uns anos, fez a ameaça de renunciar à cidadania portuguesa. Na altura, pensei quão ignóbil era esta atitude. Hoje, peço-lhe que a concretize… E depressa! Tenho vergonha de o ter como compatriota!"

Mário David, ao fundo à esquerda, eurodeputado

Frase do Facebook, imagem da sua página do Flickr.