Quotas raciais…

Segunda-feira – Febras de porco bísaro
Terça-feira – Costeleta de malhado de Alcobaça
Quarta-feira – Lombinho de porco ibérico
Quinta-feira – Posta mirandesa
Sexta-feira – Naco de vitela barrosã
Sábado – Bife alentejano
Domingo – Medalhões de vitela açoreana

Abriu a caça ao funcionário público!

O portuguesinho tem um odiozinho pelo funcionário público, mesmo que goste da ideia de ter uma administração pública com qualidade (de preferência, sem funcionários públicos, gente desprezível e vil). Esse odiozinho nasce da ideia de que o funcionário público trabalha pouco (tem um horário de trabalho), ganha acima da média (na administração pública, há uma enorme percentagem de trabalhadores com formação superior) e tem demasiados direitos (e o portuguesinho prefere que os outros percam direitos a lutar por ter os mesmos).

O liberaloidismo socrático-passista, descendente directo dos cavaquismos, conseguiu impor a ideia de que o salário de um funcionário público é crime de lesa-pátria, quanto mais a recuperação de congelamentos sobrepostos. A opinião pública, influenciada por muita publicada, revolta-se. Os padres do regime, estrategicamente colocados nas televisões, falam em “reformas estruturais”, eufemismo que corresponde ao despedimento de funcionários públicos, à privatização de recursos públicos e ao cultivo de baixos salários em nome de défices e em benefício do poder financeiro e empresarial. Hoje, tudo isso está entranhado em consciências e em inconsciências. [Read more…]

O PS é permeável aos grandes interesses económicos. Qual é a novidade?

Ontem, ou talvez até na Quinta-feira, recebi uma notificação de um jornal, penso que do Diário de Notícias, que fazia referência à tensão no seio do PS, a propósito das declarações de Catarina Martins. Fui espreitar, curioso, e percebo que fui enganado. Afinal, era apenas Francisco Assis a exigir que o seu partido defendesse a sua honradez. E todos sabemos que Assis é tão representativo deste PS como Pacheco Pereira do PSD passista.

Como ainda não tinha ouvido as declarações da líder do Bloco, aproveitei a deixa. Vou a ver e a senhora não diz nada de novo. O PS é permeável aos grandes interesses económicos? Oh my fucking God, por esta é que eu não esperava! Qual é mesmo a novidade? [Read more…]

Ainda as refeições escolares

Reiterando a concordância com a posição assumida publicamente pela deputada Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, sobre a necessidade de regresso das cantinas escolares à esfera de responsabilidade do Estado, designadamente através da contratação directa de profissionais de cozinha que confeccionem as refeições nas próprias escolas e sejam responsáveis pela aquisição dos bens alimentares, não deve, porém, deixar-se de relevar o seguinte:

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Refeições Escolares

Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, esteve hoje numa escola de Vila Nova de Gaia, defendendo o regresso da cozinha escolar ao poder das cozinheiras e dos cozinheiros, afastando para tal as empresas que prestam esse (péssimo) serviço por valores absolutamente milionários.

Totalmente de acordo.
Mais. Investigue-se.

Vai-te embora, cabrão.

Disse-o há 2 anos e repito-o hoje e as vezes que forem precisas: Costa é bem mais desonesto que Sócrates. Pode “não meter para a blusa” como o Engenheiro, mas, politicamente, é muito mais mentiroso, falso e trapaceiro. É o rei do embuste.

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Calha a todos. Desta vez foi Duarte Marques

O deputado Duarte Marques não gostou que a perigosa Catarina Martins acusasse o seu partido de “varrer” 10 mil milhões de euros “para debaixo do tapete” e decidiu reagir. Felizmente, porque a malta vive em democracia e até um tipo destes consegue chegar a deputado, o ex-líder jota lá decidiu meter os pés pelas mãos para nos entreter, não sem antes furar os membros inferiores a tiro de caçadeira de canos serrados. Subir a escada da jota e auferir balúrdios do erário público sim senhor, mas há que contribuir para o humor nacional. Segundo Duarte Marques, “o Governo que o Bloco e a Catarina Martins apoiam” foi o mesmo “que retirou o Panamá da lista negra dos offshores“. Grande Duarte! Haja quem denuncie esses esquerdalhos comunas! [Read more…]

Fuga de capitais, offshores e mentiras…

Muito se tem escrito e falado nos últimos dias sobre este episódio da saída de 10 mil milhões de Euros para contas em offshore. A maioria dos que falam ou comentam, sabem que o facto em si nada tem de extraordinário e muito menos por si só representa qualquer ilegalidade. Qualquer cidadão ou empresa pode depositar o seu dinheiro onde bem entender. E fica sujeito à tributação sobre o resultado dessas aplicações, sejam juros ou mais-valias. Por exemplo um particular paga 28% sobre o lucro obtido em depósito, se for empresa paga 21%. [Read more…]

O triunfo das Mulheres do Bloco

Mulheres

Num país de valores antiquados e conservadores, a cena política é ainda dominada por homens. É certo que já tivemos Maria de Lurdes Pintasilgo a chefiar o governo durante escassos meses, Assunção Esteves a presidir à Assembleia da República e umas quantas ministras e secretárias de Estado, sempre em acentuada minoria face aos seus pares do sexo oposto, mas a verdade é que a política portuguesa ainda é um couto masculino e nada parece indicar mudanças no curto prazo.

Depois temos o Bloco de Esquerda. Coube a Catarina Martins a difícil sucessão do carismático Francisco Louçã, num dueto inesperado e temporário com João Semedo, mas, depois de uma campanha eleitoral extremamente bem-sucedida para as Legislativas, foi sob sua liderança que o Bloco conseguiu o seu melhor resultado eleitoral de sempre e, mais simbólico ainda, foi com Catarina Martins que os muros à esquerda caíram e possibilitaram o histórico acordo de governo que permitiu derrubar a coligação PàF. [Read more…]

Então vamos lá brincar ao Photoshop

catarina martins(clicar para ampliar)

O post do Carlos levou-me à velha questão sobre o que nos dizem as imagens. Parecem objectivas, por serem concretas, mas estão carregadas de subjectividade, desde o enquadramento, passando pela luz e pela própria selecção da imagem a usar, só para citar alguns exemplos. O Photoshop trouxe uma nova dimensão de manipulação, acentuando ou suavizando detalhes, manobrando as cores e a luz e alterando drasticamente as formas. Ou construindo realidades alternativas. Nada de novo, mas muito mais simples agora.

A bonequização do corpo, com as formas impossíveis e com os filtros de eliminação de “imperfeições”, visível em tudo o que seja revista e publicidade, é uma fonte de constante ansiedade, mesmo que não consciencializada, pela figura inatingível que contrasta com a imagem que nos olha de frente no espelho. A publicidade, aliás, vive muito deste conceito de criar uma necessidade que será, supostamente, resolvida pelo produto anunciado. Seja ele um carro ou iogurte.

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Não nos desiludam

yes

Nem nos venham dizer daqui a uns meses que não sabiam o que vos esperava. Dessa história já Portugal se fartou. Arregacem as mangas, coloquem o interesse nacional acima dos vossos partidos e façam o que vos compete. Sim, vocês podem. Mas é preciso querer.

via Luís Vargas@Twitter

A (nova) dona disto tudo

catarina

foto Gonçalo Santos (sabado.pt)

As eleições Legislativas inauguraram um novo tempo político.

foto@publico

foto@publico

Estas eleições legislativas estão a inaugurar um novo tempo político no nosso país. E foi isso que muitos ainda não perceberam ou então fazem de conta não terem percebido.

As recentes eleições na Grécia deixaram marcas e sinais importantes para os partidos radicais europeus. Estes perceberam que definitivamente não têm espaço para crescimento político na actual conjuntura política europeia.

A Unidade Popular que congregou os dissidentes do Syriza, incluindo o célebre ex-ministro das Finanças Yanis Varoufakis, teve menos de 3% dos votos não tendo sequer representação no Parlamento Grego.

Esta foi uma lição que BE e PCP perceberam claramente. Aliás durante a campanha eleitoral deram sinais disso mesmo. António Costa percebeu também tudo isto. Talvez não tenha sido inocentemente que disse que não aprovaria o orçamento de estado da coligação PSD / CDS.

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Portugueses escolheram Passos Coelho para Primeiro-Ministro.

Pedro-Passos-Coelho

Apoiei e votei em Pedro Passos Coelho, como a maioria dos portugueses, para Primeiro-Ministro. Felicito Pedro Passos Coelho pela vitória e cumprimento todos os outros partidos que democraticamente foram a votos valorizando estas eleições Legislativas.

Passos Coelho e a coligação ganharam as eleições, mas sem maioria absoluta, tal como aqui previ no passado dia 30 de Setembro. Agora, em condições normais o Presidente da República irá convidar, nos próximos dias, Pedro Passos Coelho para formar Governo. Aliás, António Costa, ontem no seu discurso afirmou que entendia que deveria ser o Partido mais votado a ser convidado para formar Governo demonstrando sentido de estado disponibilizando-se para dialogar com a PAF, no que diz respeito ao futuro orçamento de estado e do país, e a afastar a hipótese de formar um governo em coligação com o Bloco de Esquerda e a CDU.

As surpresas da noite eleitoral foram o resultado histórico que Catarina Martins e o BE conseguiram obter elegendo 19 deputados para a Assembleia da República, o desaparecimento político do CDS na Madeira e nos Açores, círculos onde PSD e CDS concorreram em separado, e a eleição de um deputado, pela primeira vez, pelo PAN ( Partido das Pessoas Animais e Natureza ).

Como sempre afirmei considero fundamental a continuidade da estabilidade governativa. Estou certo que Pedro Passos Coelho e António Costa estarão à altura de, neste momento, colocar os superiores interesses do país acima dos interesses partidários.

Até quando durará esta mentira?

PPC NB

No debate de ontem com Catarina Martins, Pedro Passos Coelho voltou a insistir no conto para crianças que o J Manuel Cordeiro desmontou de forma simples e objectiva. Ficam aqui algumas citações do primeiro-ministro, que ontem voltou a negar a realidade, aumentando o stock de mentiras com que insiste em bombardear os portugueses:

Ao contrário do que a senhora deputada Catarina Martins disse, o estado não perdeu dinheiro e portanto os contribuintes não perderam dinheiro com o Novo Banco. Nem irão perder. Quer dizer, o Estado emprestou ao Fundo de Resolução 3,9 mil milhões de euros, que vai receber porque emprestou, vai receber, e vai receber com juros, como de resto fez relativamente a outros bancos.

Não há nenhum impacto directo para os contribuintes, e não há porque será a banca que irá pagar qualquer prejuízo que possa haver, se houver prejuízo. Segundo, se isso acontecer, claro que o banco público que é e CGD terá a sua parte nessa matéria. Mas, nós não podemos querer ter um banco público para muitas coisas e depois, quando se trata de serem os bancos a pagar a factura, não ter custos.

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Paulo Portas, mestre do bluff e da evasão

Debate

Num debate onde a moderadora Ana Lourenço e Catarina Martins procuraram debater a situação real do país, Paulo Portas socorreu-se de um discurso evasivo dedicando seguramente metade da sua intervenção a empurrar a sua adversária para a situação grega e para o Syriza. O resto foi o auto-elogio do costume, com indicadores manipulados aqui e ali, e a tão sua dualidade de critérios que lhe permite refugiar-se por trás do memorando para justificar o desastre social em que o seu governo mergulhou o país para de seguida ignorar o impacto crise internacional no crescimento desenfreado da dívida pública portuguesa durante o mandato socialista ou até afirmar que nada podiam fazer contra a agenda imposta pelos credores no que a reformas laborais geradoras de precariedade diz respeito para depois dizer que conseguiu contrariar essa mesma agenda para que a TSU dos idosos não avançasse. [Read more…]

Portugiesisch für Anfänger

BE wer im Glashaus sitzt soll nicht mit Steinen werfen

via Catarina Martins @catarina_mar http://bit.ly/1Aoy4ZH

Um cartaz do Bloco de Esquerda com “erros de alemão“, und dann brach die Hölle los.

É verdade que falta uma vírgula antes do pronome relativo. É verdade que os adjectivos não são grafados com maiúscula inicial. É verdade que só comete erros destes quem não sabe alemão e se esquece de pedir a alguém que saiba para escrever (ou rever) a frase. Tudo isto é verdade.

A ironia é “erros de alemão” serem notícia num jornal português que escreve “temos de enfrentar o fato“, “contatado pelo Expresso”, “o Expresso tentou contatar“, “Seguro desdobra-se em contatos“.

A ironia é “erros de alemão” serem notícia num jornal português que escreve *eletric (sim, é inglês).

Como dizia o meu amigo Rainer Euler, wer im Glashaus sitzt soll nicht mit Steinen werfen.

Fernando Ulrich não aguenta?

O pesadelo de Ulrich: Tsipras a comemorar a vitória.

O pesadelo de Ulrich: Tsipras a comemorar a vitória.

Fernando Ulrich está preocupado com o resultado das eleições na Grécia. Fico satisfeito por, pela primeira vez na vida, ter as mesmas preocupações de um banqueiro, mesmo sabendo que me deixará sozinho a torcer pela vitória do Syrisa.

Um banco, à semelhança dos mercados, é uma entidade nervosa, sensível, amiga do seu amigo. O BPI confidenciou as suas preocupações aos clientes e enviou-lhes uma mensagem assustada, chamando a atenção para “o espectro da vitória de um partido anti-europeísta.”

Muito haveria a dizer sobre o que significa ser anti-europeísta, mas tendo em conta a proximidade ideológica de Ulrich com Luís Montenegro, julgo que defender a Europa e os europeus são coisas antagónicas, porque os segundos só servem para atrapalhar. Logo, quem estiver preocupado com os europeus será, necessariamente, anti-europeísta.

Vale a pena ler a carta que Catarina Martins escreveu ao banqueiro assustadiço. É claro que há por ali palavras que poderão fazer confusão ao pobre senhor, como, por exemplo, democracia e povo, mas, e citando o final da missiva, é importante ajudá-lo a perceber que “os mercados financeiros aguentam. Ai aguentam, aguentam.” Penso que, assim, ele conseguirá perceber.

Piropos (I)

Ó Catarina,  o teu pai devia ter a régua torta para te fazer com curvas assim.

sem surpresas (mas com um certo ar de alarme)

pela primeira vez desde que tenho consciência cívica e política (desde os meus 11\12 anos) decidi não assistir a uma noite eleitoral. deixei o professor marcelo a pregar aos incautos, o dr. karamba marques mendes a adivinhar o número exacto dos próximos cortes orçamentais, a Judite de Sousa (sem ou com Montenegro; com ou sem equívoco na pessoa) num saco do Pingo Doce e a televisão desligada de forma a poupar energia e pagar menos à China Three Gorges. encontrei-me com a minha princesinha AMF e fomos ao cinema ver Grace of Monaco de Olivier Dahan. apesar da história ser batida, o filme de Dahan acaba por ser bastante interesse e, no plano técnico, é simplesmente fantástico. desde os planos à direcção das cenas, passando pelo límpido som de voz nos diálogos entre personagens.

a campanha foi degredante. do surfer rosa (bem que queria ir ver os pixies para a semana ao primavera sound mas mas todo o argent é escasso nos dias que correm) nos currículos escolares aos vírus despesistas. de reminiscências do holocausto que não foi vivido em verso à governação socratina. Até o filósofo (cientista política, teorético político) teve que se meter na querela e vir a público lavar roupa suja. Sócrates himself, teve ali uns 7 orgasmos seguidos durante os 3 episódios em que pode comentar a campanha. discutiu-se tudo excepto política europeia. discutiu-se tudo excepto os problemas que neste momento precisam de ser resolvidos na europa bem como os que estão a rebentar. como a deflação. o partido socialista ainda tentou lançar a discussão sobre a mutualização da dívida na fórmula desusada de eurobonds mas… com tamanha babugem estavam à espera que a malta andasse informada e estivesse minimamente ciente dos projectos europeus defendidos pelos candidatos?

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O Pedro Palavras Vale-Nada e a Inconseguida Esteves

birra

Quando se pensa que já se viu tudo na política, há sempre alguém que inova. Desta vez, Passos Coelho reagiu à evidência com birra. Quem é que não sabe o que PPC disse na campanha eleitoral e o que ele fez a seguir? Quem é que se esqueceu dos cortes temporários que vieram para ficar? Quem é não vê que a maioria está pior e outros, uns poucos, ganharam um país que está melhor? A palavra de PPC vale zero. Diz-se e desdiz-se com toda a facilidade, até durante um mesmo discurso.

Quanto a Assunção Esteves, voltou a mostrar que não vai aos congressos do PSD apenas para ver as bandeiras. Recusou uma conferência de líderes extraordinária, para se discutir o facto do primeiro-ministro se negar responder às questões dos deputados, com o argumento de que teria apenas “uma dimensão ruidosa”, não trazendo “consequências regimentais”. Como é que ela poderia saber o que iria ser dito? Terá julgado os outros pela sua bitola?

É isto a política da actualidade. Zero de debate, polítiquice q.b.

Abstenção, Gémeos Semedo e Passos

Há uma cómica homologia entre Passos Coelho e João Semedo do BE e quem diz Semedo, diz Catarina. Homologia não só na escala da derrota autárquica, os extremos tocam-se, mas no preço político da inexpressividade e do negativismo de uma liderança ainda que numa liderança a meias. Nada mais fatal em termos políticos. Numa análise superficial ao discurso de ambos ou deste tríptico-de-pele-e-osso, a mensagem que predomina é negativa, derrotista, formalista, passa desapontamento e não carreia esperança, não tem capacidade para insuflar ânimo. Entre ele-Passos e um cangalheiro não há diferença: a face é funérea por defeito profissional. Passos quer desempregar em larga escala no Estado. É uma necessidade. Semedo celebra ou fantasia as derrotas relativas da Direita, insulta e rebaixa a Direita, mas não tem nada de seu a celebrar, nenhuma vitória aporta à Esquerda, nenhuma esperança tem a dar, senão a secura do fim do mundo e o desalento chova ou faça sol.

Do outro lado da barricada retórica negativa e depressiva comum à bina Passos / Semedo-Catarina, não temos no Lágrima Seguro ou no Testosterona Costa, pelo contrário, os portadores da esperança, da confiança e da alegria, mas os simuladores de alternativas, os porta-estandartes do Favor Político e da Empregabilidade Política, conforme os velhos genes socialistas. Os socialistas têm um especial instinto de emprego com eles, só que um emprego à pala do Estado, um emprego favoritista, um emprego pela multiplicação de cargos, de tretas, da grande teta da cultura ao grande chupismo solene dos que se aproximam do grande mamilo de Esquerda que os socialistas maquilham de túrgido, mas anda sempre ressequido, pago pelo resto da maralha nacional com sangue, suor e lágrimas: com Testosterona Costa, Lisboa corre o risco de se tornar, isto é, de continuar ou ampliar um oásis para este tipo de liberalidade só para amigos na mesma proporção com que o Príncipe Independente Moreira CDS-PP, no Porto, sentado na sua liteira aristocrática de ouro, paralisará o Porto nas boas contas, petrificará o Porto na gestão corrente, ele que não deu às turbas porcos assados nem gajas roliças pimba a dançar e a cantar para ser eleito nem dará manuais escolares grátis do 1.º ciclo a todos os pais da cidade, folgados ou apertados. [Read more…]

O SideCarBloco

O SideCarBloco é uma estrutura cor de galheteiro, concebida para o movimento estático que possibilita a dois líderes alternarem na condução do mesmo motociclo partidário parado, preservado de tombar tal como de ir a lado algum. Ora é a coordenadora Catarina a segurar o guiador, a acelerar e a travar o já paralisado veículo paralítico, e o coordenador Semedo a descansar no carro lateral imóvel, ora o inverso. A vetusta imagem supra ilustra perfeitamente o efeito de claro dinamismo petrificado.

Um partido que decide não ser governo

O Bloco de Esquerda escolheu ter uma liderança a dois. Imaginando que vence as próximas eleições, quem será o primeiro-ministro? Quem terá assento no Conselho de Estado? É o primeiro-ministro. Que nome figurará na legislação assinada pelo primeiro-ministro? E até num debate, vão os dois contra um opositor? Os do Bloco de Esquerda lá terão as suas razões; eu cá não vislumbro vantagem alguma em termos da qualidade política neste modelo de liderança bicéfala.

Outro aspecto que me causa incredulidade é a vontade do BE para nacionalizar a banca. Tivemos o problema privado do BPN transformado em problema público pelo PS de Sócrates e quer agora este partido nacionalizar os falidos BCP, BPI, BES, etc?! Repare-se bem na argumentação. Dizia Semedo hoje na RTP1 que assim era uma forma de meter o dinheiro emprestado à banca ao serviço da economia. E que tal esse dinheiro nem sequer chegar a ser oferecido à banca? Sei lá, assim tipo o capital não viver do estado? Realmente, depois de um buraco criado pelos socialistas, só cá faltavam n buracos criados pelos bloquistas.

São duas medias que me levam a concluir o óbvio. O Bloco de Esquerda é um partido que decidiu nunca ser governo. Pode por isso fazer as propostas que queira com a certeza que nunca será chamado a executá-las. Falar é fácil. E falar em eco ainda deve ser mais fácil. Uma coisa é certa, uma vez que para mim o factor de escolha no momento do voto é o programa eleitoral, aliado à memória do que é/foi executado quando este se transforma em programa de governo, nunca o BE terá o meu apoio com estas políticas.

Catarina Martins e João Semedo à frente do Bloco

Pelo menos é o que se diz na comunicação social.

No texto do Francisco Louça podemos ler

“Para pensar esse novo modelo de direção fiz uma única sugestão: que a nova representação do Bloco seja assegurada por um homem e uma mulher. Sei que aparecerá o argumento de que isto não é tradicional e que este modelo, que entre nós foi proposto pelo Miguel Portas, é demasiado inovador. Penso o contrário: a renovação de estilos de liderança com a representação de homens e mulheres – já estamos no século XXI -, é o caminho normal da esquerda. Temos quem assegure esta capacidade de liderança. Como noutros partidos europeus, este modelo acentua o trabalho coletivo na direção e no movimento e é assim que nos fazemos mais fortes.”

No Expresso e no Público não há dúvidas: Catarina Martins e João Semedo são os eleitos, pelo menos no que ao Louça diz respeito porque me parece que haverá um Congresso para os eleger, certo?

Mas como primeira ideia subscrever por inteiro a proposta, sendo que me agradaria mais a Ana Drago e o João, mas mais importante do que discutir as pessoas importa perceber o que é que o BE quer fazer com a força que tem: ser apenas parte da análise ou também parte da solução? Quer ser só oposição ou também quer ser governo?

À espera da resposta dos deputados

Como prometido ontem enviei os emails para os grupos parlamentares.

Quanto aos deputados do meu distrito (Porto) não enviei para todos porque o processo de os contactar via site do parlamento é altamente desmotivante, tem que se procurar o deputado, escrever o nosso email, preencher o captcha e clicar em enviar… isto para cada um dos deputados que queremos contactar.

Assim optei por enviar somente para um deputado de cada partido eleito pelo Porto. Tentei escolher deputados cujo twitter eu conheço, para depois tentar validar se receberam a mensagem e perguntar quando pensam responder.
Os escolhidos foram: Renato Sampaio (PS); Luis Menezes (PSD); Michael Seufert (CDS-PP); Catarina Martins (BE); Honório Novo (PCP).

E vocês já enviaram o email? Ou acham que não há nada a fazer em relação a estes escândalos da EDP e concessões rodoviárias?