Freitas do Amaral

A morte tem, entre outros, o efeito secundário de interromper em definitivo a possibilidade do individuo se defender. Se bem que tal se torna irrelevante a partir do momento em que voltamos a ser poeira das estrelas, mesmo que envolta num recipiente de chumbo — apesar de haver quem acredite que algo, a alma, persiste para além da particular combinação de átomos que nos define, mas essas são outras opiniões e cada qual que se entenda com a sua.

Por isso, na minha forma de encarar a vida, para Freitas do Amaral será indiferente que os pulhas que lhe fizeram o que fizeram hoje o homenageiem. Já para os vivos, fica o registo da hipocrisia e a total falta de vergonha nas fuças dos que a esse papel se dão. Dirão alguns que a política é assim. Na verdade, são as pessoas que são assim e há destas em todo o lado.

Tavares “loves” Tutankamon

O Professor Freitas do Amaral publicou há dias um artigo no qual questiona o facto de Ricardo Salgado ser apontado como o único responsável pelo terramoto financeiro, político e judicial que envolve o Grupo Espírito Santo. Nesse artigo, o Professor Freitas do Amaral não escreve tudo o que pensa, nem tudo o que sabe, o que é normal e avisado. A queda do GES, independentemente dos juízos de valor que cada um possa fazer sobre a personalidade e a actuação do seu líder, é uma história que não foi, nem será contada, uma vez que é inverosímil. Não foi Ricardo Salgado, nem o seu império empresarial que ruiu.

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A tal ponte concessionada, mas só na parte de recolher receita

É preciso considerável lata para um jornal dar voz a uma notícia plantada como esta. As pontes sobre o Tejo estão concessionadas à empresa dirigida pelo Ferreira Amaral, o ex-governante que foi para empresa que tutelou (sim, passado algum tempo, e então?). Mas parece que as PPP em causa só servem para recolher receitas, já que, para as obras de manutenção, é ao Estado que se apontam baterias.

Escreve o Público, em artigo não assinado, que o “caso foi detectado há três anos, revela ainda a Visão, que diz ainda que a empresa Infraestruturas de Portugal têm vindo a pedir, há pelo menos dois anos, uma intervenção, devido às fissuras graves na estrutura analisadas pelos técnicos“. Afinal o Estado, via a empresa responsável, tem feito alguma coisa. Falta saber se a IP pediu a quem de direito, à empresa que explora as duas pontes.

Claro que sacudir a água do capote e fazer pressão pública sobre o Estado é mais cómodo do que entrar com os 20 milhões necessários para as obras. Vamos ver se temos um governo à altura ou se, por outro lado, se vai posicionar como passador de cheques.

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Separação de poderes e cretinice

A separação de poderes é coisa que não se aprende enquanto Primeiro-ministro, Vice-primeiro-ministro, Ministro dos Negócios Estrangeiros, Vice-primeiro-ministro, Ministro da Defesa Nacional, Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros e dirigente do CDS: [Read more…]

55:55:20 – Swigert: “Okay, Houston, we’ve had a problem here.”

55:55:28 – Lousma: “This is Houston. Say again please.”

55:55:35 – Lovell: “Houston, we’ve had a problem. We’ve had reacção and contatos”

55:55:42 – Lousma: “Roger. Reacção and contatos.”

cavaco freitas contatos

O corredor de fundo

José Xavier Ezequiel

camarada_freitas

Sempre que se fala de presidenciais, esta santa criatura levanta-se da carteira e põe o dedo no ar. Já foi delfim do antigo regime, líder da direita, quase-presidente da República pelo centro-direita, enjeitado do cavaquismo, ministro do centro-esquerda, crítico ‘feroz’ dos governos de Sócrates e logo pretendente a reocupar o antigo lugar no centro-direita. Sem qualquer sucesso, diga-se em abono da verdade.

Por estes dias, entrou na agenda o assunto presidenciais. E quem apareceu logo a dar uma entrevista ‘de fundo’ na RTP? O do costume. Cheirou o vento, apalpou os odres do tempo e para que lado resolveu cair? Para o centro-esquerda. Outra vez.

Ó senhor ‘pressor’, ainda não percebeu que, excepto a imprensa que precisa de encher o chouriço, já ninguém o consegue levar a sério?

Se eu fosse a si, fazia como o Dr Marinho Pinto e tentava a sorte com o Partido da Terra.

Batatinhas

“Estamos entregues a um grupo de irresponsáveis” — Freitas do Amaral

Prà frente, Portugal

actual RTP

A propósito da base IX, 9.º, do AO90, lembrei-me das eleições presidenciais de 1986.

Durante a campanha, alguém terá dispensado a leitura do imprescindível Tratado de Rebelo Gonçalves:

A exemplo de ‘à’ e ‘às’ ou de ‘ò’ e ‘òs’, recebem o acento grave certas formas que representam contracções de palavras inflexivas terminadas em ‘a’ com as formas articuladas ou pronominais ‘o’, ‘a’, ‘os’, ‘as’ (Bases Analíticas, XXIV). Estão neste número (…) ‘prò’, ‘prà‘, ‘pròs’ e ‘pràs’, contracções cujo primeiro elemento é ‘pra’, redução da preposição ‘para’

(1947: 185)

e

— Prà rua, que é sala de cães! — gritava ele…

(Aquilino Ribeiro, “Terras do Demo”, 1.ª parte, cap. VIII)

(apud 1947: 282).

***

Isto é, em vez de “Prà Frente, Portugal”, adoptou-se

Freitas com o povo

“O relatório do FMI é um documento ideológico. (…) Por que não cortam nos 40% do Estado dos boys&grils dos partidos? (…) O exercício do poder político muitas vezes cai na injustiça e na ofensa aos direitos adquiridos” Diogo Freitas do Amaral à TVI

Margarida Marante e o histórico debate Mário Soares – Freitas do Amaral das Presidenciais de 1986

A pobre democracia

No Dia da Liberdade, olha-se para a democracia portuguesa com mais atenção e reparamos que não anda de boa saúde, está frágil, tristonha e sem graça como o tempo metereológico. Este diz que está em crise, o outro “com baixa intensidade”, aquele outro que “os interesses do povo não estão à frente de coisa nenhuma” e ainda que “não há condições para uma democracia plena”. Que “temos hoje uma democracia autoritária” que “a negociação social desapareceu” que os que nos governam estão a fazê-lo “sem norte, sem um plano estratégico para o futuro”. Que “até os direitos dos cidadãos passaram a ser problemas para a economia”. Que a sociedade civil não é ouvida nem achada, numa sociedade de obscenas desigualdes.

Freitas do Amaral pergunta, através das palavras de Cícero: “até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência”.

Já não há pachorra para comemorações e seus discursos furados e vazios de verdade.

A impotência é total

Liguei a rádio a caminho para o trabalho. As notícias das oito da manhã despertaram-me para a dureza dos dias e da realidade europeia. Freitas do Amaral, num tom preocupado, indignado, escolhia a palavra que ninguém gosta, a palavra que pensávamos ter saído do nosso vocabulário moderno, do do séc. XXI: «ditadura». A princípio pensei nos nossos ministros, mas depressa percebi que se referia a Merkel e a Sarkozy. Trata-se de dois «ditadores», duma ditadora franco-alemã que atua numa «pura ilegalidade». Será imperialismo, protetorado, hegemonia, colonialismo? – pergunta o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros. Repetiu: uma ditadura de dois chefes de estado /governo que mandam descaradamente sobre dezenas de países que permanecem pávidos e serenos, «cabeças ocas», passivos às deliberações dos primeiros, que há dias fizeram uma mini-cimeira a dois…
Que Europa é esta? A da democracia? A Europa à procura de um sonho comum?
De sonho é que não é.
A impotência é total.

Céu Mota

Raios pá, isto só vai com um raio

Freitas do Amaral deu em zurzir os dirigentes europeus e eu concordo.

Aceso, verberou o directório europeu que conduz os destinos do continente, chefiado por pessoa e meia, dado que uma vai sempre atrás. Gostei.

Que fazer então? Esperar que um raio do espírito santo caia em cima dos líderes e os ilumine. Especialmente aos luteranos, que também são cristãos, assevera Freitas.

Que raio de solução! Cheira-me a que haverá relâmpagos e trovões antes que isso aconteça.

Em busca do socialismo perdido

-Uma vez socialista, sempre socialista! Felizmente acabaram as bizarras golden share, se o Estado pretende manter presença na economia, princípio com o qual não concordo, então que detenha capital na empresa, mas não que todas as acções tenham igual valor, mas umas valham mais que outras.

Freitas do Amaral votará BE ou PCP?

freitas do amaral Freitas do Amaral assevera que não votará em Sócrates, nas próximas legislativas. Aproveitou também para fazer uma revelação: o ministro Teixeira dos Santos não se demitiu, porque Sócrates não deixou. Ele, que por acaso foi ministro do mesmo Sócrates e se demitiu, sabe do que fala e o que sofreu para sair do governo socialista – a imagem é elucidativa.

Ao mesmo tempo, tece críticas a Passos Coelho, acusando:

“Estão há seis anos na oposição e ainda não apresentaram nenhum programa eleitoral”

Sabendo-se que não é homem para ‘brancos e nulos’ e sendo há muito conhecido o recíproco ódio de estimação em relação a Paulo Portas, surge-me a natural e confinada dúvida: Freitas do Amaral votará no BE ou no PCP? Pela imagem antes exibida, do veterano e inefável político, estou mais inclinado para o PCP. Mas, quem sabe se com uns banhos escoceses, massagens e mais umas terapias de SPA não o verei aos saltos ao lado dos jovens do BE. Aguardemos.

Imagem de juizdemeiatigela.blogspot.com

Portugal: Prozac ou Viagra?

O País, na lógica de ciclos e contra-ciclos da vida colectiva, está a sofrer de uma patologia grave. Grave e difusa. Os especialistas da cura, principais líderes políticos do regime, discordam, entre si, dos métodos e meios terapêuticos a aplicar. Andam em quente disputa pelo mérito de quem tem a milagrosa receita.

Sócrates, o terapeuta dotado da capacidade de tranquilizar um País vergastado pela crise nacional de que é um dos protagonistas, acusa de leviandade a concorrência. Se o povo o acompanhar – quer ele que se acredite – os portugueses, a sua economia, os mercados e os investidores, no conjunto, todos se quedarão calmos e entregues a noites de profundo descanso. Sem a preocupação de intervenção financeira externa, acentue-se. Sócrates, representa, deste modo, o papel do ‘Prozac’, uma vez que estamos todos perturbados e a necessitar de recuperar a saúde mental. Com tranquilidade…

Do outro lado, Pedro Passos Coelho teme que não existam terapias eficazes em território nacional, promovendo, se necessário, a ajuda do FMI para reerguer a nação. E, de facto, porque de um problema de erigir se trata, temos o Coelho a desempenhar o papel do Viagra.

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