A pele

O cargo de Presidente da Assembleia da República, é o segundo mais importante da hierarquia do Estado, ficando abaixo do de Presidente da República, e acima do de Primeiro-Ministro. É, pois, a segunda figura do Estado Português.

Exercer tal cargo, torna-se uma segunda pele que não pode ser esquecida ou sequer sujeita a horários. E numa qualquer ocorrência da dinâmica social, é sempre a pele institucional que deve prevalecer.

A ética republicana, demanda que a prevalência das responsabilidades de exercício e discurso de um cargo de Estado, prevalece sobre qualquer outro.

Não se trata de algo exclusivo da política, existindo diversas regras éticas de conduta, sejam republicanas, sejam profissionais, sejam meramente sociais, que fazem parte indissociável, em cada situação, de quem a elas está sujeito. É um preço a pagar não só pelo serviço prestado à comunidade enquanto sentido de serviço público, como, também, no caso do exercício de cargos políticos – mormente o de segunda figura do Estado -, por ficar associado à história do país, algo que é reservado a uma elite.

Significa, isso, que um Presidente da Assembleia da República não pode actuar como se de um vulgar cidadão se tratasse. Como se de um militante partidário se tratasse. Pois que o poder em que é investido, o estatuto na sociedade, as responsabilidades e os privilégios de Estado que lhe são conferidos, exigem uma conduta de probidade, zelo, diligência e de especial dever de reserva.

Esteve, por isso, muito mal José Pedro Aguiar-Branco, Presidente da Assembleia da República, ao afirmar no Conselho Nacional do PSD, que Pedro Nuno Santos fez “pior à democracia em seis dias do que André Ventura em seis anos”. [Read more…]

Finalmente, uma boa notícia!

Neste desastre em curso que vivemos, algo positivo aconteceu: a inflação desceu pelo segundo mês consecutivo, para o valor mais baixo desde Outubro 2021. Melhor que um pontapé nas costas.

A Cadeira que tramou Salazar, o Putin português

Foi a 3 de Agosto, do ano da graça de 1968, que o nosso Putin caiu da cadeira e bateu com a cabeça no chão. Foi pena não ter acontecido mais cedo, mas ditador que é ditador é sempre difícil de derrubar, mais ainda quando têm o respaldo da NATO, toda ela liberdade e democracia. Foi preciso vir uma cadeira. A Cadeira! Para sempre grato, Cadeira.

Instabilidade no BES

Não é motivo para alarme. Ainda que os mercados tenham uma opinião diferente.

Triste mundo o nosso. RIP, José Adelino Guerra

Choca-me a morte trágica de qualquer ser humano. Choca-me ainda mais uma morte evitável. Onde estão os responsáveis?

Aquela janela

adão cruz

Abri a janela de par em par e o sol encheu a sala. Respirei fundo e o ar fresco daquela manhã inundou os pulmões. O sangue como que adormeceu na quietude do pensamento. O magnífico impressionismo de Monet desdobrado pelas amplas salas do Grand Palais deixara-me a alma cheia.

Sentei-me numa cadeira com os braços apoiados no parapeito da janela, a olhar o mundo e os tectos cinzentos da grande cidade que se estendiam para lá do fundo da rua. Devo ter semi-cerrado os olhos pois não dei pela veloz queda do seu corpo frente à minha janela, apenas o estrondo no solo me fez levantar.

Ela vivia no andar de cima, na Rue Mouffetard, e a sua janela era mesmo por cima da minha. Há uma semana atrás, quando tomávamos um esporádico café, segredara-me que a vida já nada lhe dizia.  Falámos de homossexualidade e homofobia, tema que não me interessava particularmente.  A ela parecia dizer-lhe muito, pois ia aos arames com a cara e o ar das pessoas do bar em frente á nossa porta, quando a viam com a mulher com quem vivia. E logo em Paris, ainda se fosse na sua aldeia transmontana! [Read more…]

Pedro Abrunhosa cai nos Ídolos

Por uma vez, o Aventar ficou em casa a ver os Ídolos. Aconteceu de tudo. Pedro Abrunhosa foi cantar com os finalistas mas, antes disso, deu uma queda no palco. Espectáculo é espectáculo.