Podíamos viver sem Sócrates?

Podíamos viver sem Sócrates? Sem o ‘caso Frepôr’ e as suspeitas existentes; sem a história da compra da casa mal explicada. E sem explicações convincentes quanto ao caminho para ultrapassar a crise. Sem dúvidas quanto à importância dos investimentos em grandes obras públicas. Sem dramas e questões acerca de processos judiciais por artigos de opinião.

Sem incertezas quanto a um diploma que nem é para aqui chamado. Em tempo de tantos nomes e contactos, viveríamos sem Smith, sem Pedro, sem Cabral, sem o tio e o primo. Sem alegadas pressões e depressões, sem conflitos de interesse de namoradas.

Sem fugas de informação cirúrgicas ou de outras artes da medicina. Sem saber como enfrentar a lentidão da justiça e a quem reclamar.

Podíamos viver sem Sócrates? Podíamos, mas não era a mesma coisa.

Comments

  1. João Paulo says:

    Noto por aí uma certa sedução pelo personagem. É pelas práticas ou pelas aparências?

  2. Luis Moreira says:

    Sim, mas já não o suporto ouvi-lo todos os dias como se fosse ungido, com uma política de farrapos que não passa de medidas a vulso que depois ninguem controla.E em todos os casos duvidosos há um amigo ou pessoa chegada a ele.É demais!

  3. João Paulo says:

    Permitam-me que partilhe uma piada:”Um homem estava em coma há algum tempo.A esposa ficava à cabeceira dele de dia e de noite.Até que um dia o homem acorda, faz um sinal à mulher para se aproximar e sussurra-lhe:- Durante todos estes anos estiveste ao meu lado. Quando tive o acidente, estavas comigo. Quando a minha empresa faliu, ficaste tu para me apoiar. Quando perdemos a casa ficaste comigo. E desde que fiquei com todos estes problemas de saúde, nunca me abandonaste. Sabes uma coisa?Os olhos da mulher encheram-se de lágrimas:- Diz amor…- Acho que me dás azar!!!”

  4. Luis Moreira says:

    Eh pá esta é o máximo. E quando trabalham e decidem muito ainda é pior! Só barracas!


  5. Não há sedução. Nem pelas práticas, nem pelo aspecto. Apenas consciência de que, para o bem e para o mal, é uma das personagens políticas mais curiosas dos 35 anos de democracia em Portugal.

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