Novas categorias do ECD: Professor, Professor Cobarde e Professor Cobarde Incoerente

Na grandiosa manifestação de Sábado, estiveram 70 mil professores. No final de um ano lectivo esgotante, em época de exames e avaliações, em finais de Maio, sob um calor tórrido, e depois de um ano de chantagens, ameaças e perseguições, aqueles 70 mil significaram mais, muito mais, do que os 120 mil de Novembro.
O Paulo Guinote, na «Educação do Meu Umbigo», dá bem nota de como até o «Diário de Notícias» ajoelha perante tais números.
Todos os professores estão de parabéns. Todos? Bem, todos não. Estão de parabéns todos aqueles que, tendo ido ou não a mais esta manifestação, resistiram a tudo e, nas suas escolas, ao longo do ano lectivo, recusaram participar na palhaçada que é este modelo de avaliação e recusaram-se, por conseguinte, a entregar os Objectivos Individuais.
Pelo que se diz por aí, foram cerca de 60 mil os que não entregaram os Objectivos Individuais. Mas na manifestação estiveram 70 mil. Ou seja, haverá pelo menos uns 10 mil professores que, obedientemente, entregaram os seus Objectivos Individuais e, depois disso, decidiram ir à manifestação. Pelo meio da multidão, haveria mesmo aqueles que pediram a avaliação na componente científico-pedagógica para chegar ao Muito Bom. Sinceramente, não sei o que estiveram ali a fazer.
É por isso que proponho três novas categorias no Estatuto da Carreira Docente, em vez das duas – Professor e Professor Titular – que este Ministério impôs. Proponho que sejam criadas as categorias de Professor, Professor Cobarde e Professor Cobarde Incoerente. Professor é aquele que, fiel aos seus princípios, se recusou a embarcar neste modelo e, por conseguinte, nada fez nem entregou relativamente ao processo de avaliação. Professor Cobarde é aquele que, atemorizado pelas ameaças do Governo e pelas lamentáveis pressões dos seus Órgãos de Gestão e até de algumas Câmaras Municipais lacaias do Governo, baqueou e entregou os seus Objectivos Individuais. Professor Cobarde Incoerente é aquele que, não contente pelo facto de ter entregue os Objectivos Individuais e, nalguns casos, ter pedido a avaliação na componente científico-pedagógica, fez greve na terça-feira e foi à manifestação de Sábado.
De fora destas minhas congeminações ficam os professores que nunca fizeram greve, nem foram às manifestações, e que concordam com o modelo de avaliação proposto e com a política geral deste Ministério da Educação. Esses, pelo menos, são coerentes.

Comments

  1. dalby says:

    Grande Ricardo, estou a mil por cento contigo. CONTUDO, quero suavizar o teu discurso neste sentido: Tem se se compreender que há pessoas que viveram no temor toda a vida, e que a manif seja uma maneira protegida para gritarem, sem medo. Se essas mesmas pessoas não podem contornar as opiniões dos vizinhos, como poderão ENFRENTAR a direcção da escola, da DREN, do Ministério, da Ministra, do PM? NUNCA. E não querem perder dinheiro. SÃO AS CHAMADAS «PROFESSORAZINHAS» uma espécie de vírus social que procria por todo o lado, por todo o mundo académico, superior e não superior. SINTO MUITO DIZER O QUE VOU DIZER, mas o ME ganha sempre porque 2/3 da classe são galinhas e marias, que em nada diferem, ou até são mais obedientes do que as que servem à mesa e não têm direitos para reclamar. O MAL DOS PROFESSORES NO SEU SEIO É TEREM MULHERES A MAIS (assim como no mundo e em tudo!)! O MESMO NÃO SE ENCONTRA NOS ENFERMEIROS, MÉDICOS, CAMIONISTAS! É ESTE O VERDADEIRO PROBLEMA! SÓ ESTE! E QUANDO VÃO ÀS MANIFS, PINTAM-SE E TÊM UM COMPORTAMENTO TÃO DESREGULADO, INFANTIL, PATÉTICO QUE SE ASSEMELHAM às MANIFS GAYS: SÓ APARECE na TV O TIPO ESTEREOTIPADO DE PUBLICO, O QUE NÃO INTERESSA À CLASSE MAS AOS MEDIA: O FOLCLORE!É DIFICIL VENCER SEJA O QUE FOR COM UM PUBLICO DESSES. SE A FENPROF NÃO TIVESSE TANTOS HOMENS E MULHERES COMBATIVAS, TUDO O QUE FOSSE RUA ESTARIA VAZIO! a realidade é triste! os maiores inimigos dos professores são os próprios colegas deles. CONTUDO, RESSALVA-SE A LUTA DE MUITAS MULHERES QUE NÃO PERTENCEM ÀQUELE GRUPO NAS ESCOLAS, E QUE A SITUAÇÃO PARECE QUERER MUDAR UM POUCO.

  2. Luis Moreira says:

    Nunca há mulheres a mais Pode é haver mães de família que não têm outra fonte de rendimento . Isto é um mundo cão.

  3. dalby says:

    (NÃO RESPONDO, ESTOU DE LUTO E COM A MINHA «HASTE BAIXA» EM PROTESTO CONTRA O LUÍS POR MAIS 15 DIAS!!!!!)

  4. maria monteiro says:

    eu vou comentar isso mais logo, agora tenho que sair

  5. dalby says:

    DAS DUAS UMAS, OH MARIA MONTY, ESTE LUÍS OU É UMA CAMA SOFREGA QUE NUNCA ESTÁ SATISFEITO E TEMOS DE CONVIDAR A PAMELA ANDERSON, OU ENTAO NAO VALE GARNDE COISA COMO CAMA E POR ISSO É MAIS FACIL MUDAR POR MUITAS, OU ENTAO, NEM UMA COISA NEM OUTRA E TEM PURA E SIMPLESMENTE AZAR PORQUE ELAS NÃO O QUEREM, OU ENTAO PORQUE NÃO TEM SORTE..E MARIA MONTY DEIXO AS OUTRAS HIPOTESES PARA VOCE AVENTAR, SOBRE O LUIS NAO ACHAR QUE HA MULHERES A MAIS EM TUDO..EU ACHO QUE SE O MUNDO TIVESSE MENOS MULHERES SERIA MAIS FELIZ. E ISTO DITO POR UM AMANTE ADORADOR DO SEXO FEMININO, MAS AS INTERESSANTES!

  6. maria monteiro says:

    Bom, no sábado o que eu vi foi muitos professores (por acaso muitas elas) em ampla cavaqueira almoçando pela baixa lisboeta. No sítio onde eu estava abarrotava de professoras todas muito bem-dispostas numa social descontracção. Ora o que verifiquei foi que houve uma mini manifestação (Rossio-Restauradores) enquanto os outros colegas destilavam e se cansavam avenida abaixo.Ainda a dita não tinha acabado e era vê-los já de cerveja / gelados sentados por tudo que era sitio, tipo “alforrecas” como costuma chamar um professor de filosofia aos seus alunos quando eles estão mais para lá do que para cá no que respeita à atenção ao que se diz nas aulas.Há os que se cansam e depois os que se aproveitam. Isto em nada é abonatório para a classe dos professores.

Discover more from Aventar

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading